Relatório do Ministro da Guerra, Franklin Américo de Menezes Dória, em 1882

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa, na Primeira Sessão da Décima Oitava Legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Franklin Américo de Menezes Dória, em 18 de janeiro de 1882".

Na página 10, o relatório aborda o armamento utilizado pelos diversos corpos do Exército: armas de fogo manuais e material de artilharia, inclusive para as fortificações.

No que se refere às fortificações do Império, na página 21, o relatório menciona a Escola Geral de Tiro de Campo Grande (RJ) e informa que, na segunda quinzena de outubro de 1880, os alunos visitaram diversos locais militares, entre eles: a fábrica de armas da Fortaleza da Conceição, o laboratório pirotécnico instalado no antigo Forte de Nossa Senhora da Glória de Campinho, as fortalezas de São João e Santa Cruz da Barra.

Ao comunicar sobre o Depósito de Aprendizes Artilheiros, na página 24, o ministro ratifica a inconveniência da instalação desse depósito na Fortaleza de São João da Barra. Na página 26, menciona a criação da Biblioteca do Exército, por decreto de 1881 [ver também o anexo K do referido relatório].

Na página 34, o documento menciona a fabricação pelo Arsenal de Guerra da Corte (RJ) de reparos e placas para armamentos (canhões e morteiros) pertencentes às fortalezas de Santa Cruz e São João, além de pára-raios para os paióis da pólvora dessas mesmas duas fortificações.

Na página 35, o documenta relata que, por aviso de 3 de agosto de 1880, foi suprimido o Depósito de Artigos Bélicos estabelecido em Santos, recolhendo-se à "Intendência da Guerra os três canhões de bronze que lá se achavam". Na mesma página, o relatório aborda o Laboratório Pirotécnico instalado no antigo Forte do Campinho.

Nas páginas 40 e 41, entre as obras militares realizadas, cita: as baterias casamatadas da Fortaleza de São João e as reformas das casas de oficiais nas fortalezas de Santa Cruz e Praia de Fora.
Entre as páginas 41 e 42, o relatório aborda as fortificações e a defesa das fronteiras do país, informando haver já um plano de defesa das fronteiras das províncias do Rio Grande do Sul e Paraná, elaborado por uma comissão de engenheiros militares nomeada para esse fim. Para as demais fronteiras, sugere-se fortificar os pontos principais (apontados pela mesma dita comissão) e fundar colônias militares nas localidades estratégicas, propondo ainda a construção de linhas telegráficas e ferroviárias para integração desses locais. Em relação às fronteiras menos abertas, protegidas por obstáculos naturais, o documento recomenda armar as fortificações que protegiam os principais pontos. Sobre as fortificações marítimas (fronteira leste), o documenta constata que carecem de muitos melhoramentos.

Entre as páginas 43 e 45, o documenta aborda as condições das diversas colônias e presídios militares: Colônia Militar do Alto Uruguai que havia sido fundada em 25 de dezembro de 1879, no Rio Grande do Sul; Colônia Militar de Santa Teresa, em Santa Catarina, fundada em 1 de janeiro de 1854; Colônia Militar de Jatahy, no Paraná, fundada em 10 de agosto de 1855; Colônia Militar de Itapura e Colônia Militar de Avanhandava, ambas em São Paulo. O documento menciona ainda a criação de duas novas colônias no Paraná, que deveriam ser implantadas, uma delas junto à margem esquerda do Rio Chapecó (próximo a sua foz) e a outra à margem direita do Rio Chopim, perto da confluência deste com o Rio Iguaçu. O documenta também menciona a Colônia Militar de Itacayú, fundada em 1871, à margem do rio Araguaia, em Mato Grosso, e extinta em 18 de novembro de 1880, devido ao estado decadente em que se encontrava. Por fim, o relatório informa faltarem informações mais detalhadas sobre as demais colônias militares, constando, no entanto, não estarem, em sua maioria, em condições satisfatórias. Na página 45, o documenta ainda informa que os quatro presídios militares de Goiás encontram-se também nessas condições, após a extinção do Presídio de Santa Bárbara, por aviso de 15 de julho de 1880.

O anexo D do relatório [a partir da página 90 do arquivo PDF] é dedicado ao armamento, situação atual das armas, equipamentos e apetrechos em geral e artilharia que se estava adquirindo no estrangeiro. O anexo E [a partir da página 95 do arquivo PDF] estabelece os uniformes do Exército, inclusive para o serviço nos quartéis e fortificações. O anexo N [a partir da página 174 do arquivo PDF], que versa sobre a Comissão de Melhoramentos do Material de Guerra, menciona, entre outras temas, o exame realizado na artilharia (canhões, reparos e munição) instalada na Fortaleza da Laje [Forte Tamandaré da Laje], terminando por sugerir a substituição dos "canhões antigos por outros de grande calibre, montados em reparos apropriados" [página 181].

O relatório traz ainda uma relação de valores despendidos com obras militares realizadas nas diversas províncias, entre os anos de 1879 e 1880 [a partir da página 202 do arquivo PDF], onde constam serviços e reformas realizados em algumas fortificações: Fortaleza de Macapá, fortalezas do Maranhão, Forte do Brum, Forte das Cinco Pontas, Forte de São Pedro, Forte de Monteserrat, Forte de Santa Maria e Fortaleza de Paranaguá. Já as obras militares realizadas entre os anos de 1880 e 1881 [a partir da página 204 do arquivo PDF], beneficiaram as seguintes fortificações: Fortaleza de Macapá, Forte do Brum, Fortaleza do Morro de São Paulo e Forte de São Pedro. No Rio de Janeiro [Corte], as fortalezas de São João, Santa Cruz e Forte da Laje também receberam recursos para obras entre 1779 e 1781 [a partir da página 206].

O anexo P [a partir da página 212 do arquivo PDF], traz uma relação dos próprios nacionais [imóveis] que se encontravam ao serviço do Ministério da Guerra, citando, entre eles, diversas fortificações e quartéis, tais como, o Forte do Castelo, a Fortaleza da Praia Vermelha, a Fortaleza de São João, o Forte de São Gabriel, o Forte D. Pedro II, uma fortificação passageira construída para a Guerra do Paraguai em Caçapava, o Quartel do Campo do Manejo, e o Forte de São João do Estreito.

  • Printed Document
  • Franklin Americo de Menezes Doria
  • Tipografia Nacional
  • 1882
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • In: Relatório do Ministério da Guerra, 1882, Rio de Janeiro, 232 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1882_00001.pdf; acesso em 30/11/2018.
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Updated at 03/01/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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