Relatório do Presidente da Província de Santa Catarina, Francisco José da Rocha, em 1887.

“Relatório apresentado à Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina, na 2ª sessão de sua 26ª legislatura, pelo Presidente Francisco José da Rocha, em 11 de outubro de 1887”.

No que diz respeito às fortificações de Santa Catarina, o documento menciona na página 74 que um dos pontos de travessia marítima entre o continente e a Ilha de Santa Catarina se localizava na praia do Forte de Santana, no lugar chamado "Passo do Estreito" (ver também a página 237).

Na página 92 o documento relata a venda de mais de duas toneladas de pólvora, em mau estado que se encontrava na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, e que foi transferida para a Fortaleza de Ratones e depois finalmente para a Fortaleza da Barra do Sul (Araçatuba).

Na página 93 se relata que os materiais inflamáveis, previstos para serem estocados no Forte de Santana, deveriam também ser transferidos para a Fortaleza da Barra do Sul (Araçatuba).

Na página 112 se informa que havia sido fechada a enfermaria provisória para variolosos estabelecida no Forte de Santana, e que era dirigida pelo médico Dr. Francisco de Paula Oliveira Guimarães, que ocupava o cargo de Inspetor de Higiene (ver também a página 119 e 120).

Nas páginas 118 e 119 se comenta sobre a utilização da Fortaleza de Ratones como lazareto. E na página 121 se informa que um preso da cadeia da capital acometido de beri-beri havia sido transferido para a Fortaleza de Anhatomirim, onde veio a falecer. Também a as fortalezas de Anhatomirim e Barra do Sul (Araçatuba) foram colocadas em estado de alerta de forma a evitar a entrada de embarcações com passageiros e/ou tripulantes acometidos de Cólera (página 123).

Na página 234 e 235 se aborda o Depósito de Artigos Bélicos, que se encontrava sob a direção do major Alexandre Augusto Ignácio da Silveira. Dados sobre a Companhia de Infantaria, aquartelada na ala esquerda do Quartel do Campo do Manejo (Praça general Osório) e comandada pelo capitão Firmino Lopes Rego, são informados na página 235. Na página seguinte se informa que foram realizadas obras no telhado, assoalho e latrinas do Quartel, sob a direção do engenheiro de obras militares Urbano de Gouvêa, conforme orçamento levantado pelo engenheiro Antônio Geraldo de Souza Aguiar.

Na página 236 e 237 o documento informa sobre a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, que continuava sob o comando do Major reformado Joaquim Vieira de Aguiar, tendo por ajudante o tenente honorário Antonio Pires Gomes. Contava ainda com um cadete que serve de almoxarife e oito remeiros. Declara que esta é a fortaleza mais importante da Província, por ser depósito de munições de guerra e servir como registro da barra. Informa que haviam sido realizadas obras recentes na fortaleza e que a sua capela estava em completa ruína e deveria ser arrasada, pois se encontrava com paredes desaprumadas e sem cobertura, com risco de desabamento. Se informa ainda que a fortaleza possuía um"regimento de sinais" e um farolete, e que a mesma era utilizada no controle de doenças e como local de quarentena em situações epidêmicas.

Na página 237 informa sobre a Fortaleza da Barra do Sul (Araçatuba) que se encontrava em estado de ruína e que seus ocupantes moravam fora da fortificação, junto ao Farol dos Naufragados. Funcionava provisoriamente como depósito de pólvora. Seu comandante era o major reformado Júlio Augusto Carlos e Silva. Essa fortaleza também foi utilizada no controle da cólera.

Ainda na página 237 se informa que o Forte de Santana era comandada pelo alferes honorário Jacintho Feliciano da Conceição, que substituiu nessa função o tenente reformado José Cardoso da Costa.

Na página 237 e 238 se informa que o Forte de São João, do qual quase nada mais restava, era comandado pelo alferes honorário Manoel Ramos da Fontoura, em substituição ao alferes reformado Affonso Conrado do Livramento, que havia falecido.

Na página 238, se informa que a Fortaleza de Ratones se encontrava desarmada e era comandada pelo tenente honorário do Exército, Pedro Felix Gomes, nomeado em 26 de dezembro de 1884. Suas muralhas estavam bastante estragadas. Dois edifícios ainda remanesciam, embora precisassem de reparos. Num deles esteve estabelecido o lazareto da fortaleza e o outro servia de casa para o encarregado dos sinais óticos. Dos demais edifícios restavam apenas as paredes em completa ruína.

Nas páginas 238 a 242, se prestam importantes informações sobre a Colônia Militar de Santa Teresa.

Na página 243 e informa que as obras militares na Província estavam a cargo do capitão do Corpo de Engenheiros, Urbano Coelho de Gouvêa, nomeado por portaria do Ministério da Guerra datada de 18 de outubro de 1886. Ele substituiu neste cargo o capitão Antônio Geraldo de Souza Aguiar.

Por fim, nas páginas 251 e 252 se informa sobre o farolete instalado na Fortaleza de Anhatomirim, o qual teria sido inaugurado em 1 de junho de 1883, em substituição a uma outra luz vermelha ali instalada em 12 de dezembro de 1873. Também se comenta sobre a intenção de instalar uma luz de cor no Forte de Santana, para facilitar a navegação nas duas baías.

  • Printed Document
  • Francisco José da Rocha
  • Typ. União de A. M. Coelho da Rocha & C.
  • 1887
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Presidente da Província. Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1887, 473 p., disponível em: http://www-apps.crl.edu/brazil/provincial/santa_catarina. Acesso em 03/04/2017.
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Contribution

Updated at 29/06/2017 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Bruna Moraes).



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