Relatório do Ministro da Guerra, José Egídio Gordilho de Barbuda Filho, Visconde de Camamú, em 1865

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa na Terceira Sessão da Décima Segunda Legislatura, pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, [segundo] Visconde de Camamú, 1865."

As fortificações do Império ganham destaque no relatório por conta dos acontecimentos da Guerra do Paraguai. Na página 3, cem soldados do exército imperial são exaltados pela defesa no Forte [Novo] de Coimbra, na época cercado por mais de 4.000 soldados paraguaios. As obras de reforma e construções aparecem em andamento na página 12, e segundo o autor não deveriam tardar a concluir um estado total de defesa do território. As páginas 18 e 19 falam brevemente sobre o presídio da Ilha de Fernando de Noronha, na qual se teria implantado uma pequena prática agrícola, e que por sugestão do autor, deveria ser transferido ao Ministério da Justiça. A Fortaleza de Santa Cruz da Barra aparece, em seguida, como local de prisão para pelo menos trezentos detentos, cuja transferência é requerida pelo autor.

Na página 42 do pdf, o documento sobre as Escolas Militares faz menção ao Forte de Tamandaré da Laje, que no último ano havia recebido apenas um detento, preso por desobediência. Há um mapa na página 46 do pdf, dentro do mesmo anexo, que lista os alunos presos durante o ano letivo de 1864 e inclui o caso de Tamandaré da Laje. A página 51 do pdf informa a construção de um novo edifício da Escola Militar sobre a muralha da antiga Fortaleza da Praia Vermelha.

Há um mapa na página 66 do pdf que lista as propriedades nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra, sendo não somente a fortificação como um todo, mas por vezes apenas alguns edifícios em seu entorno: fortalezas de São Sebastião do Castelo, Nossa Senhora da Conceição e Praia Vermelha, o Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho (RJ); construção no Forte de São Gabriel da Cachoeira (AM); construções nos fortes de São Pedro, São Diogo, São Joaquim de Jequitaia e Barbalho [Nossa Senhora do Monte do Carmo] (BA); Forte da Vila de Miranda (MS); Forte de Santa Catarina do Cabedelo (PB); Forte de São João do Estreito, Quartel do Campo do Manejo (SC); construção no Forte Dom Pedro II de Caçapava (RS).

Na página 89, o documento cita as obras iniciadas em janeiro de 1863 por conta da questão inglesa [Questão Christie]. O mapa que vai das páginas 92 à 95 do pdf lista o orçamento de diversas obras militares, citando as fortificações de São João da Barra, Santa Cruz da Barra, Praia Vermelha, São Sebastião do Castelo, Tamandaré da Laje, Nossa Senhora da Conceição, e também a Bateria do Andaraí, todos no Rio de Janeiro. Há um mapa, na página 100 do pdf, que complementa as informações sobre as obras militares já citadas.

A página 103 do pdf informa que, segundo a Comissão de Melhoramentos do Material do Exército, não era possível fortificar todos os pontos acessíveis do território litorâneo, e por isso apenas os pontos principais receberiam fortificação - com atenção especial ao porto da capital. Fala também da importância das praças fortes em caso de guerra terrestre, e das fortificações em portos e territórios próximos ao mar em caso de guerras marítimas; estas últimas fortificações eram também importantes para garantir a segurança do comércio de cabotagem.

Na página seguinte, o autor afirma que as fortificações estariam sendo pensadas pela Comissão levando em conta as características geográficas do território e as necessidades específicas de defesa do local, além da quantia disposta para o investimento na obra. As fortificações de Santa Cruz da Barra, Dom Pedro II do Imbuhy, São João da Barra, tem os detalhes de suas obras mencionados, e a criação de novas construções fortificadas, rearmamento de outras já existentes e exame dos aparelhos bélicos presentes nas fortificações por ocasião da Questão Christie (1862-1865) também são citados entre as páginas 104 e 111 do pdf.

A página 114 do pdf apresenta um mapa com os orçamentos das obras em fortificações durante o ano de 1864 até a data de produção do presente relatório. Entre as páginas 119 e 121 do pdf, as colônias militares são o assunto abordado em relatório redigido por José Rufino Rodrigues Vasconsellos, e há um breve debate sobre o caráter agrícola e militar desses estabelecimentos e também propostas para seu melhor funcionamento; a colônia de Itapúra e os presídios da Província de Goiás (referentes ao Estado de Goiás) aparecem como exemplos de construções criadas para proteger a navegação fluvial do Império. Na página 122 do pdf, uma tabela lista os presídios e colônias militares existentes no Império do Brasil, sua data de criação e localização, com pequenas observações. Entre as páginas 230 e 272 do pdf, o relatório redigido pelo Brigadeiro Henrique Beaurepaire Rohan, sobre o presídio da Ilha de Fernando de Noronha, detalha a condição de algumas fortificações do local e as obras nelas executadas.

  • Printed Document
  • José Egídio Gordilho de Barbuda Filho
  • Typographia Universal de Laemmert
  • 1865
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • In: Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1865, 272 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1865_00001.pdf. Acesso em: 02/01/2019.
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Updated at 16/01/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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