Fort Al-Jalali

Muscat, Muscat - Oman

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O "Forte Al-Jalali" localiza-se no porto da cidade de Mascate, capital do Sultanato de Omã.

Mascate integrou o Império Português a partir de 1507. Este forte foi construído por forças portuguesas no século XVI para proteger o porto, após a cidade ter sido saqueada, em duas ocasiões, por forças otomanas. A cidade veio a cair diante das forças de Omã em 1650. Durante as guerras civis entre 1718 e 1747 o forte foi, por duas vezes, capturado por forças persas que haviam sido convidados para apoiar um dos Imãs rivais. Foi reconstruído extensivamente mais tarde.

Ao longo de sua história foi utilizado ora como um refúgio ora como uma prisão para membros da família real. Durante grande parte do século XX constituiu a principal prisão de Omã, função que cessou na década de 1970. O forte sofreu intervenção de restauro em 1983, sendo requalificado como um museu privado da história cultural de Omã, visitável apenas pelos altos dignitários que visitam o país. O seu acervo inclui armaria, mapas, tapetes e outros artefactos.

Etimologia

Os portugueses denominaram-no como “Forte de São João”. A origem do atual nome "Al-Jalali" é objeto de controvérsia. Uma teoria pretende que deriva do árabe “Al Jalal”, com o significado de "grande beleza". Outra sustenta que tem o nome de um líder persa chamado "Jalal Shah". Afirma-se ainda que pode ter havido um “baluchi” ou comandante árabe chamado Jalal, embora esta versão não tenha apoio em qualquer registo histórico. A fortificação é ainda conhecida como “Forte Ash Sharqiya”.

Localização

"Mascate" significa "ancoragem". Fiel ao seu nome denomina um porto natural localizado estratégicamente entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico. Encontra-se na costa do Golfo de Omã, numa baía com cerca de 700 metros de comprimento, protegida do mar por uma ilha rochosa. O porto é cercado por montanhas, o que dificulta o acesso pelo lado da terra. Pode ter sido referido pelo geógrafo grego Ptolemeu desde o século II, que cita um "porto escondido" na região.

O Forte Al-Jalali situa-se em um afloramento rochoso no lado leste do porto. É fronteiro ao Forte Al-Mirani, erguido em outro afloramento, no lado oeste. A cidade era defendida contra ataques oriundos do mar por esses dois “fortes gémeos”, pelo Forte de Muttrah mais a oeste, e por torres de vigia nos cumes rochosos ao redor da baía. Até recentemente, o forte era acessível apenas a partir do lado do porto, por meio de um íngreme lance de degraus escavados na pedra. O aproveitamento de terras pelo lado do mar da rocha em nossos dias forneceu espaço para a construção de um heliporto, e um funicular torna o forte mais acessível.

História

Antecedentes

No início do século XV Mascate era um porto menor, utilizado pelos navios como um ponto de aguada. Até ao início do século XVI foi se tornando um importante centro comercial. Neste período, embora o interior de Omã fosse governado por um Imã árabe, a costa estava sujeita ao rei persa de Ormuz. Em 1497 o navegador português Vasco da Gama, ultrapassando o cabo da Boa Esperança, estabeleceu uma rota marítima para a Índia. Os portugueses logo começaram a tentar estabelecer um monopólio sobre o comércio de especiarias, seda e outros bens. Entraram em conflito com os mamelucos do Egito, cujo comércio com a Europa através do Mar Vermelho ficou deste modo ameaçado.

Ormuz era o principal centro para a rota de comércio com as regiões dos modernos Iraque e Irão através do Golfo Pérsico. Os portugueses também desejavam o controlo desta rota. Desse modo, a 10 de agosto 1507, uma expedição de 6 navios sob o comando de Afonso de Albuquerque, levantou ferros da recém-criada base portuguesa em Socotorá, tendo Ormuz como objetivo. Os portugueses navegaram ao longo da costa de Omã destruindo navios e saqueando cidades. Em Qurayyat, que tomaram após um duro combate, os portugueses mataram os habitantes, independentemente do sexo ou idade, saquearam e incendiaram a cidade, e mutilaram os seus cativos.

Para evitar o mesmo destino, de início Mascate rendeu-se incondicionalmente. Entretanto, assim que chegaram reforços, a cidade pegou em armas contra os portugueses. Albuquerque lançou um ataque bem-sucedido contra Mascate, tendo a maioria dos habitantes sido massacrada e, a cidade sido saqueada e incendiada.

Os portugueses prosseguiram ao longo da costa. O governador de Sohar concordou em transferir a sua lealdade para o rei de Portugal e pagar-lhe tributo. Os portugueses chegaram a Ormuz em 26 de setembro de 1507, conquistando a cidade após uma feroz resistência em 10 de outubro de 1507. Albuquerque impôs um tratado sob o qual os portugueses ficavam isentos de direitos aduaneiros e poderiam construir um forte e feitoria na cidade.

Mascate tornou-se a partir de então uma escala regular para o comércio português. Diogo Fernandes de Beja ali chegou em 1512 para recolher o tributo. Albuquerque, agora vice-rei da Índia, visitou-a em março de 1515. Em 1520 uma frota de 23 navios portugueses ancorou no seu porto em trânsito no Mar Vermelho para Ormuz. Quando uma revolta geral contra o domínio português estalou em Ormuz em novembro de 1521, Mascate foi o único lugar onde os portugueses não foram atacados.

A fortificação portuguesa em Mascate

Em 1527 os portugueses começaram a construir um quartel, armazém e capela em Mascate, obras aparentemente concluídas em 1531. Uma força de 4 galeotas Otomanas entrou no porto em 1546 e bombardeou a cidade, mas não efectuou desembarque. Para tornar a sua base mais segura os portugueses enviaram um engenheiro militar para construir um forte a oeste do porto, onde se encontra hoje o Forte Al-Mirani. Este primeiro forte português em Mascate estaria concluído em 1550.

Após o 2.º Cerco de Diu (1546), que culminou com a vitória das forças portuguesas, e a captura de Áden aos portugueses pelos Otomanos (1548) o que lhes permitiu resistir aos portugueses no noroeste do Oceano Índico, em abril de 1552 uma frota Otomana sob o comando do almirante Piri Reis, composta por 24 galés e 4 navios de abastecimento, transportando 850 soldados (de acordo com Diogo do Couto, a frota Otomana dispunha de 15 galés e transportava 1.200 homens. In: "Décadas da Ásia", Década Sexta, Livro X, Capítulo 1) deixou Suez a caminho de Ormuz, com o objetivo de eliminar a presença portuguesa na região. Uma força avançada desembarcou em Mascate em julho desse ano (1552). Após um cerco de 18 dias a cidade caiu e o forte, então em construção por determinação do 5.º Vice-rei do Estado Português da Índia, D. Afonso de Noronha (1550-1554), foi arrasado. O seu comandante, João de Lisboa, e 128 portugueses foram levados cativos. O principal da frota otomana chegou, e as suas forças combinadas passaram a Ormuz. Os portugueses reconquistaram Mascate dois anos depois e, em 1554, repeliram outro ataque dos Otomanos.

Da Dinastia Filipina à perda de Mascate

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), após a segunda ocupação Otomana de Mascate (1581-1588), reocupada por forças portuguesas, a defesa da cidade foi profundamente modificada por determinação do governador do Estado Português da Índia, D. Manuel de Sousa Coutinho (1588-1591). Um novo forte, no local onde hoje se ergue Al-Jalali, foi principiado pelo capitão Belchior Calaça (Melchior Calaça), colocado sob a invocação de São João. Aproveitando os restos de uma estrutura mais antiga, procedeu-se ao nivelamento da crista onde o forte se situa, acentuando-se a seguir a escarpa. Calaça fez abrir uma cisterna para o armazenamento de água pluvial para consumo da guarnição, e construiu uma plataforma para artilharia cobrindo o porto, onde fez instalar uma peça.

Nesse período as forças portuguesas enfrentavam uma concorrência cada vez mais na região, por parte de forças inglesas e neerlandesas. Após a queda do Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz diante dos Persas e seus aliados Ingleses (3 de maio de 1622), a sua guarnição e a população civil portuguesa - cerca de 2.000 pessoas - foram enviadas para Mascate, que daí em diante passou a concentrar os interesses portugueses na região.

A partir de 1622 os portugueses passaram a reforçar o Forte Al-Jalali, aparentemente com a intenção de torná-lo a principal fortificação na cidade. No entanto, em 1623 o Forte Capitão (hoje Al-Mirani) ainda era considerado o mais importante dos dois, e foi utilizado como residência de Verão pelo governador de Mascate.

Em 1625 as forças portuguesas construíram muralhas e torres em torno de Mascate para reforçar as suas defesas. Vestígios dessas fortificações existem ainda hoje.

A partir de então, os fortes portugueses erguidos em outros portos da costa de Omã, foram em sua maioria abandonados entre 1633-1634, concentrando-se os efectivos na defesa de Mascate.

Mascate foi um sorvedouro nas finanças portuguesas, com a necessidade de manter grandes forças militares e navais para defendê-la. O comércio não prosperou como se esperava, pois o mercado persa ficou fechado aos portugueses até 1630, quando então já estava dominado pela presença inglesa e neerlandesa no Golfo Pérsico.

Nasir bin Murshid (r. 1624-1649) foi o primeiro Imã da dinastia Yaruba em Omã. Eleito em 1624, foi capaz de unificar as tribos com o objetivo comum de expulsar os portugueses da região. As suas forças conseguiram fazê-lo com sucesso, de tal forma que apenas Mascate resistia. Foi sucedido por seu primo Sultan bin Saif em 1649. Em dezembro deste ano (1649) as forças do Sultão bin Saif conseguiram capturar Mascate. Cerca de 600 portugueses conseguiram escapar por mar, enquanto outros se refugiaram no Forte Capitão (Al Mirani). Alguns historiadores observam que, uma vez que o Forte Al-Jalali parece ter sido o mais forte dos dois, se não seria de especular que os Portugueses tenham aqui resistido em vez de em Al-Mirani, como tradicionalmente se acredita. Estes renderam-se em 23 de janeiro de 1650. A captura de Mascate aos Portugueses marcou o início de uma expansão do poder naval de Omã, que logo veio a ameaçar as possessões portuguesas na Índia e na África Oriental.

Após a captura da cidade pelas forças de Omã (1650), o forte recebeu o nome de um dos comandantes das forças persas na ocasião, passando se denominar Al-Jalali.

As invasões persas

Após a morte, em 1718, do 5.º Imã Yaruba de Omã, Sultan bin Saif II, iniciou-se uma luta entre os pretendentes à sucessão, estalando uma guerra civil. O Forte Al-Jalali sofreu danos no conflito, em que o imanato ficou dividido entre Saif bin Sultan II e seu primo Bal'arab bin Himyar. Vendo o seu poder fragilizado, Saif bin Sultan II solicitou auxílio a Nader Shah da Pérsia. Desse modo, em 1738 os chamados “fortes gémeos” renderam-se às forças persas. Os persas reembarcaram para o seu país transportando o saque então obtido.

Poucos anos mais tarde, Saif bin Sultan II, que entretanto havia sido deposto, solicitou novamente a ajuda persa. Uma expedição persa chegou a Julfar por volta de outubro 1742. Os persas fizeram uma tentativa frustrada de tomar Mascate, vindo a ser derrotados por um estratagema do novo Imã, Sultan bin Murshid. No ano seguinte (1743) os persas retornaram, trazendo consigo Saif bin Sultan II. Lograram tomar a cidade de Mascate, mas os fortes Al-Jalali e Al Mirani resistiram, e Saif bin Sultan II não lhes ordenaria que capitulassem. Historiadores de Omã afirmam que o comandante persa, Mirza Taki, convidou Saif para um banquete em seu navio. Saif ficou desorientado com o vinho e o seu selo foi-lhe tirado e utilizado para forjar ordens aos comandantes dos fortes a que se rendessem, uma artimanha que se mostrou bem-sucedida.

Do século XVIII aos nossos dias

As forças de Ahmad bin Said al-Busaidi, primeiro governante da dinastia Al Said, bloquearam Mascate e capturaram os seus fortes em 1749. As defesas da cidade foram remodeladas, nomeadamente o Forte de Al-Jalali. A sua função foi alterada de uma defesa passiva do porto para uma base a partir da qual tropas poderiam ser despachadas. Desse modo, nas décadas que se seguiram, foram-lhe adicionados os grandes edifícios centrais e as torres de planta circular.

No início de 1781 dois dos filhos de Ahmad bin Said, Sultan e Saif, assumiram o controlo dos fortes gémeos. Quando o governador de Mascate tentou recuperá-los, Sultan e Saif abriram fogo de artilharia sobre a cidade. Os dois irmãos ganharam o apoio do poderoso Sheikh Sarkar, cujas forças marcharam sobre a capital em abril de 1781. O pai de ambos concordou em oferecer-lhes uma anistia, deixando os filhos rebeldes manter ambos os fortes. Entretanto, mudou de ideia e tomou Al-Mirani, enquanto os irmãos resistiram em Al-Jalali por alguns meses.

Sultan e Saif então sequestraram o seu outro irmão, Said bin Ahmad, e prenderam-no em Al-Jalali. Diante disto, o Imã, pai deles, acorreu a Mascate, onde chegou em janeiro de 1782, e deu ordem ao comandante de Al-Mirani que abrisse fogo sobre Al-Jalali, enquanto os seus navios se juntavam a leste do forte. Enquanto estes aprestos estavam em andamento, Said bin Ahmad subornou o seu carcereiro e evadiu-se. Isolados e sem um refém, os dois irmãos rebeldes concordaram em render-se. O Imã levou Saif e o manteve sob vigilância para evitar uma nova rebelião. Said bin Ahmad governou de 1783 a 1789. Durante o seu reinado o seu filho foi mantido prisioneiro por um período em Al-Jalali, pelo governador de Mascate, até que outro de seus filhos conseguiu libertá-lo.

O forte é mencionado por diversas vezes na história de Omã no século XIX.

Enquanto o governante de Omã se afastou em uma peregrinação a Meca no início de 1803, o seu sobrinho Badr bin Saif fez uma tentativa de obter o controlo de Al-Jalali. A história afirma que ele estava a ser introduzido no interior do forte oculto dentro de uma grande caixa, mas foi detetado por um comerciante hindu. Ainda assim logrou escapar e refugiou-se no Qatar.

Mais tarde, em junho de 1849, o governador de Sohar assinou um tratado com o embaixador britânico para suprimir o comércio de escravos na região. Isso desencadeou uma revolta religiosa, na qual o governador foi morto e seu pai, Hamad, foi feito governador. O sultão de Omã, então residente em Zanzibar, agiu para que Hamad fosse capturado e lançado na prisão em Al-Jalali, onde veio a falecer, a 23 de abril de 1850, de fome ou de veneno.

Em 1895, forças tribais saquearam Mascate. O sultão Faisal bin Turki refugiou-se no Forte Al-Jalali até que o seu irmão, que mantinha o Forte Al-Mirani, recuperou o controlo da cidade.

Durante a maior parte do século XX o Forte Al-Jalali foi a principal prisão em Omã, guardando cerca de 200 prisioneiros. Alguns eram Omanis do interior, capturados durante a Guerra Jebel Akhdar (1954-1959) ou após esse conflito. Outros foram trazidos durante a Rebelião Dhofar (1962-1976). Mesmo sendo a mais notória das prisões de Omã, era conhecida por suas péssimas condições. O coronel David Smiley, comandante das forças armadas do sultão em Mascate, chamou a prisão de "um verdadeiro inferno". Em 1963, 44 detidos escaparam em uma fuga bem planeada, mas a maioria foi rapidamente recapturada, prejudicados por sua condição física debilitada. Em 1969, um guarda ajudou 2 membros da família real a fugir, mas ambos foram capturados depois de alguns dias. A prisão foi fechada na década de 1970.

Em nossos dias, após a subida do Sultão Qaboos bin Said Al Said ao poder, teve lugar uma extensa campanha de restauração em 1983, tendo sido requalificado como um museu de história cultural Omani, e visitado apenas por membros da realeza, chefes de Estado e dignitários estrangeiros. Entre outros elementos, algumas inscrições em língua portuguesa, atestam a presença portuguesa.

O forte tem um papel de destaque em eventos especiais, onde o seu efeito cénico é aproveitado para o lançamento de fogos-de-artifício e a apresentação de gaiteiros em suas ameias.

Características

O caráter inexpugnável de Al-Jalali é ressaltado pela formidável muralha que delimita o perímetro do forte. O forte é dominado por duas torres com uma muralha que as liga rasgada pelas aberturas das canhoneiras.

O acesso é possível apenas pelo lado do porto, por lances de escadaria íngremes, cujos degraus são escavados na rocha. Atualmente um teleférico improvisado facilita a transferência de pessoal e material para as dependências do forte. Uma inscrição de grandes dimensões em árabe, no sopé das escadas, informa: "Forte Al-Jalali, erguido em 1587".

O seu pátio interior recebeu um jardim arborizado, com fontes e tanques, escolha de tratamento paisagístico que os seus críticos definem como uma "Disneyficação" do espaço. Em torno dele, desenvolvendo-se em vários níveis, encontram-se salas, gabinetes e torres acessíveis através de um complexo conjunto de escadas que podem ter tido outrora um propósito defensivo. Portas maciças, com pontas de ferro salientes, protegem seções do forte.

A exposição museológica inclui canhões dispostos nas antigas canhoneiras com balas e apetrechos (palamenta), e armas antigas. Há mapas e outras representações de momentos históricos, incluindo uma placa que descreve os ventos e as correntes na baía de Mascate. Uma sala, com um teto de troncos de palmeira, apresenta relíquias culturais de Omã. A torre central abriga as principais peças do museu, incluindo tapetes, cerâmica, jóias, armas, utensílios domésticos e porta-incensos. A sala de jantar, à disposição dos visitantes, tem vista para o pátio. Um antigo mecanismo de ventilação, operado manualmente mas agora mecanizado, foi preservada nesta sala.

A partir do terrapleno e do alto das torres, descortinam-se amplas vistas da baía de Mascate e da cidade antiga, incluindo o Forte Al-Mirani e o Palácio Real Al-Alam.

Contribution

Updated at 05/07/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: (1), Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Fort Al-Jalali

  • Forte de São João, Forte Ash Sharqiya

  • Fort

  • 1588 (AC)




  • Portugal


  • Restored and Well Conserved






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Asia
    Country : Oman
    State/Province: Muscat
    City: Muscat



  • Lat: 23 -37' 1''N | Lon: 58 -36' 9''E










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