Tower of San Andrés

Santa Cruz de Tenerife, Canaries - Spain

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A “Torre de San Andrés”, também referida como “Castillo de San Andrés”, localiza-se na localidade costeira de San Andrés, distrito de Anaga, município de Santa Cruz de Tenerife, na ilha de Tenerife, na Comunidade Autónoma das Canárias, na Espanha.

Constitui-se em um dos monumentos históricos mais importantes de Tenerife, associado ao frustrado ataque do almirante inglês Horatio Nelson a Santa Cruz de Tenerife em 1797.

É ainda o símbolo maior de San Andrés e do Macizo de Anaga, estando a sua imagem representada tanto no logótipo da Asociación de Empresarios de Anaga, como nos escudos do Club Deportivo San Andrés e da escola local.

História

Antecedentes

Ao final do século XVI Filipe II de Espanha (1556-1598) encarregou o engenheiro militar cremonense Leonardo Torriani de fortificar a costa de Santa Cruz de Tenerife (e o acesso ao vale de Salazar, atual San Andrés) com a função de defesa contra os assaltos de piratas e corsários, então frequentes nesta região do Oceano Atlântico.

A primeira referência acerca de uma torre defensiva ou “castillo” no local data de 1697, quando o Capitão-general conde de Erill propôs erguer uma torre no vale, a qual entretanto não se materializou por falta de recursos. O conde do vale de Salazar ofereceu-se a mantê-lo às suas expensas, caso fosse efetivamente construído. Esta oferta foi aceite, mas por razões de outros conflitos, também não se materializou.

O século XVIII

Posteriormente, a 20 de junho de 1701, Miguel Tiburcio Rossel y Lugo registou:

Todos los dichos Castillos, Baterías, Reductos y demás fortificaciones contenidas en esta relación las he visto y reconocido en cumplimiento de lo mandado, la relación empezaba por: Reducto del Valle de Salazar, Marina del Puerto de Santa Cruz de la Isla de Thenerife (…)

Uma primitiva torre terá sucedido esse reduto em 1706 por determinação do então Capitão-general Agustín de Robles y Lorenzana, que incumbiu ao engenheiro militar Miguel Tiburcio Rossel o projeto e construção da mesma. Desconhecemos a sua feição e já estaria em ruínas anteriormente a 1740 devido às fortes enxurradas que se precipitavam pelos barrancos vizinhos, o del Cercado e o de Las Huertas, em cuja confluência se erguia.

Em 1740 o engenheiro militar D. Antonio Riviere assim descreveu as defesas do porto:

"(...) a la orilla del mar hay una torre de guijarros y barro que no tiene combeniencia para poner una guardia, se necesita erigir en dicho paraje una torre fuerte, reducida, para que cuatro o seis hombres puedan defender las embarcaciones con la artillería. [San Andrés] De la playa de San Andrés (…) hasta San Juan se encuentra el castillo de Pazo Alto, torre de San Miguel, torre de la Candelaria, Batería de San Antonio, batería de Santa Isavel, fuerte de San Pedro, fuerte del Rosario, Castillo prinsipal, nombrado San Cristóbal, la plataforma de Nuestra Señora de La Concepción, la batería de Nuestra Señora de Regla, nombrada de San Francisco, y el castillo de San Juan. Las referidas baterías y castillos defienden el puerto y lugar de Santa Cruz.” ("Descripción Geográfica de las Islas Canarias (1740-1743)")

Reconstruída, a torre voltou a ser destruída pela força das águas em 1769.

Foi uma vez mais reconstruída, assumindo a atual configuração, com projeto do engenheiro militar Alfonso Ochando, conforme testemunha a inscrição sobre o seu Portão de Armas:

REYNANDO EL SR. D. CARLOS iii MANDANDO ESTAS YSLAS EL EXMO. S. DN. MIGE LOPES FERNZ. DE HEREDIA MARISCAL DE CAMPO SE CONSTRUIO ESTA FORTIFICACION D– SAN ANDRÉS AÑO DE 1769.

Alfonso Ochando também construiu outras estruturas com características semelhantes em diversos locais das Canárias, como por exemplo a Torre de Gando e a Torre de San Pedro na Gran Canaria, a Torre del Águila em Lanzarote, e influenciou a Torre de Tostón e a Torre da Caleta de Fuste, em Fuerteventura.

O resultado mais importante da sucessão destas estruturas foi o de ter eliminado a qualificação de “porto de piratas” que o vale de Salazar possuía até então.

O assalto de 1797

Tomou parte ativa na defesa contra a esquadra de Horatio Nelson quando da Batalha de Santa Cruz de Tenerife (25 de julho de 1797), sob o comando do governador interino nomeado no dia anterior (24 de julho). Após o combate principal, ao largo de Santa Cruz, a ação da maré conduziu algumas embarcações inglesas até às águas de San Andrés. Desconhecendo a rendição de Nelson, uma canhoneira inglesa abriu fogo à discrição sobre a torre, disparando-lhe dez tiros. O general Gutiérrez e a artilharia, manobrada por 44 artilheiros sob o comando do tenente José Feo de Armas y Betencourt, respondeu-lhe o fogo, disparando ainda sobre o “HMS Emerald” e a almiranta “HMS Theseus”, destruindo-lhes os mastros e o cordame. As embarcações inglesas responderam a seu turno, e a canhoneira “HMS Rayo” aproximou-se de terra, fazendo fogo sobre o vale. A artilharia dos defensores, entretanto, rechaçou-lhe o ataque, quase a fazendo soçobrar, impedindo que as forças de Nelson alcançassem terra neste trecho.

Do século XIX aos nossos dias

A fortificação esteve ativa e em bom estado de conservação até que, em 1878, foi desartilhada.

Anos mais tarde, em 1894, uma forte enxurrada causou a sua derrocada, deixando-a no atual estado.

Por Real Ordem, datada de 2 de janeiro de 1924, foi declarada sem utilidade militar nem defensiva, sendo entregue ao ayuntamiento a 15 de janeiro de 1926. A partir de então, não teve uma utilização fixa, ainda que muito esporadicamente tenha sido utilizada como cárcere, para deter, por curtos períodos de tempo, qualquer morador que houvesse causado algum contratempo, ou que houvesse cometido algum delito menor.

Em 22 de abril de 1949 foi declarado Monumento Histórico Artístico, ficando assim protegida pela declaração genérica do Decreto de 22 de abril de 1949, e Bem de Interesse Cultural, na categoria de "Monumento", pela Lei nº 16/1985 sobre o Património Histórico Espanhol. Posteriormente, a 28 de novembro de 1967 foi declarada como Sítio de Interesse Turístico Nacional.

Em meados da década de 1980 iniciou-se uma obra de regularização do barranco del Cercado, tendo ainda se remodelado a envolvente da torre, erguendo-se um muro de pedra e um passadiço de madeira.

Em 1999 efetuou-se a delimitação do entorno de proteção da torre, então declarada como Bem de Interesse Cultural nas Canárias. Esta delimitação compreende a zona situada nos arredores do monumento e parte das avenidas de Pedro Schwartz (popularmente conhecida como "La Muralla") e Marítima de San Andrés, entre outras zonas limítrofes.

Recentemente, em 24 de julho de 2012 foi inaugurado junto à torre um marco comemorativo dos 215 anos do combate de 1797.

Existe ainda um projeto de remodelação de toda a zona da torre, incluída em uma futura grande praça pedonal.

Características

Constitui-se em uma torre de planta circular, em alvenaria de pedra aparelhada.

A porta de Armas rasga-se a meia altura, acedida por uma ponte levadiça de madeira com cravos  de bronze, que comunica com uma escada de cantaria.

Em seu topo encontra-se uma plataforma para artilharia, capaz de cinco peças.

Originalmente estava envolvida por um fosso, hoje desaparecido.

Os silhares de pedra da torre são constituídos de diorita verde, rocha de origem vulcânica extraída de uma pedreira vizinha, no vale de San Andrés. O cordão da torre, o campanário e os silhares da abóbada de berço são de uma tipologia diferente de pedra vulcânica, de tom avermelhado, como elemento decorativo.

Armamento e guarnição

Embora com variações ao longo de sua história a torre estava artilhada com 4 colubrinas e 3 canhões, e tinha como palamenta 3 atacadores, 3 lanadas, 1 sacatrapos e 24 balas de canhão, 1 barril pequeno de pólvora, 2 cartuchos e um sino. Estava guarnecida pelo número de artilheiros necessários para a operação das peças e para o serviço da fortificação.

Posteriormente com a reorganização das milícias em 1771, o coronel Mazía Dávalos propôs uma meia companhia de artilheiros milicianos para o vale de San Andrés, que veio a ser criada em 20 de novembro de 1774. Esta meia companhia se reunia na torre aos domingos pela tarde, para praticar os exercícios correspondentes ao seu mister.

Na relação das fortificações do engenheiro militar Joseph de Arana, em 11 de agosto de 1775 regista-se:

"En la costa desta isla de la banda de Leste se alla una torre llamada de San Andrés situada en el Valle del mismo nombre es su figura circular capaz de 3 a 4 cañones de (…) a 18.

Bibliografia

RUMEU DE ARMAS, A. (1991). Canarias y el Atlántico. Piraterías y ataques navales (5 vol.). Gobierno de Canarias. Cabildo de Gran Canaria. Cabildo de Tenerife. ISBN 84-7947-013-5.

CIORANESCU, A. (1978). Historia de Santa Cruz de Tenerife (4 tomos). Confederación Española de Cajas de Ahorro, Santa Cruz de Tenerife. ISBN 84-500-1652-5.



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Contribution

Updated at 14/01/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Tower of San Andrés

  • Castillo de San Andrés

  • Fortified Tower

  • 1701 (AC)




  • Spain


  • Conserved Ruins

  • National Protection
    Em 22 de abril de 1949 foi declarado Monumento Histórico Artístico, ficando assim protegida pela declaração genérica do Decreto de 22 de abril de 1949, e Bem de Interesse Cultural, na categoria de "Monumento", pela Lei nº 16/1985 sobre o Património Histórico Espanhol. Posteriormente, a 28 de novembro de 1967 foi declarada como Sítio de Interesse Turístico Nacional.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Africa
    Country : Spain
    State/Province: Canaries
    City: Santa Cruz de Tenerife



  • Lat: 28 -31' 43''N | Lon: 16 11' 28''W










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