La Luz Fortress

Las Palmas, Canaries - Spain

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O “Castillo de La Luz”, também referido como "Castillo de Las Isletas", localiza-se no bairro de La Isleta, na cidade e município de Las Palmas de Gran Canaria, província de Las Palmas, no nordeste da ilha de Gran Canaria, Comunidade Autónoma das Canárias, na Espanha.

Constitui-se na primeira estrutura defensiva na ilha, à qual se seguiriam o Castillo de Mata, o de San Pedro (San Cristóbal) e o de San Francisco, integrados na muralha urbana de Las Palmas de Gran Canaria. O conjunto tinha a função de defesa da cidade contra os ataques de corsários e piratas, então frequentes nesta região do oceano Atlântico.

História

Remonta ao momento da conquista, quando em 1478 Juan Rejón fez erguer uma torre de madeira para defesa deste ancoradouro.

A ilha foi incorporada à Coroa de Castela em 1494, ano em que esta primitiva estrutura foi reconstruída, por iniciativa de  3.º Governador da Gran Canaria, Alonso Fajardo.

A nova torre estava concluída em 1515, assim como um recinto com função defensiva e de cavalariças.

Em 1519 Joana I de Castela (1479-1555) e seu filho, Carlos I de Espanha (1516-1556), concederam mil maravedis para a construção de um baluarte e outros edifícios na fortaleza do porto principal da Gran Canaria.

Na noite de 29 de outubro de 1543 , o corsário francês Jean Alfonse tomou de surpresa a Fortaleza de Las Isletas, então possivelmente ainda em obras.

Em 12 de março de 1548 o governador Juan Ruiz de Miranda fez informação pública sobre a conveniência de fortificar e dotar de artilharia e munições a torre do porto principal das Canárias. No ano seguinte (1549), a 11 de junho, o governador Rodrigo Manrique de Acuña enviou ao soberano a informação de Miranda, reiterando a necessidade de fortificar a torre do porto. Desse modo, em 1550, Manrique de Acuña recebe do Arquiduque Maximiliano as rendas da Câmara e Fisco pelo espaço de 10 anos para que se empregassem na construção do baluarte do porto principal e na aquisição de artilharia.

Em 1552 estavam finalizadas as obras do primeiro baluarte ou muralha do castelo, que encerra perimetralmente a torre. No ano seguinte (1553) iniciou-se o segundo corpo da muralha, que se apoia sobre o primeiro. Preencheu-se o espaço vazio entre a torre e a dita muralha para constituir terrapleno onde joga a artilharia. Principiam-se ainda dois fortes cubelos ou torres de planta circular.

Sob o governo do licenciado Diego del Aguila, em 1563 iniciam-se as obras da fortaleza tal como a conhecemos hoje. São adquiridos 300 cahízes de cal (1 cahíz = 666 litros) para as obras da "Fortaleza do Porto de Las Isletas”. Esta quantidade de cal foi insuficiente, de modo a que, em 1567, o Cabildo da Catedral cedeu parte da cal de que dispunha para que se finalizasse o Forte do Porto.

Em 1571 o governador Pedro Rodríguez de Herrera fez acabar e por na perfeição a Fortaleza de La Luz. Acredita-se que estas obras conferiram à estrutura a sua atual forma, pelo menos no que toca ao seu aspecto exterior: muralha perimetral,  porta exterior, os dois corpos superiores dos cubelos, esplanada de artilharia e guarita. A planta da fortaleza de autoria de Próspero Cazorla, datada de 1595, atualmente no Archivo General de Simancas, corresponde ao aspecto da fortaleza em 1571.

Em maio de 1599, Maurício I de Nassau, Estatuder das Províncias Unidas (1584-1625) em luta pela independência da Espanha, encarregou o almirante Pieter van der Does (1562-1599), de atacar territórios espanhóis, nomeadamente cidades, portos e ilhas. De acordo com PINTO DE LA ROSA (1996), diante das advertências do risco de ataque, convocaram-se na Grã Canária as Juntas de Defesa, deliberando-se a revisão do estados dos “castillos” de La Luz, de Santa Ana e de San Pedro (San Cristóbal), bem como do cubelo de San Francisco e das muralhas e entrincheiramentos de Santa Catalina e do istmo de Guadarteme.

Desse modo, teve participação ativa na defesa da cidade quando do ataque do corsário neerlandês Pieter van der Does de 26 a 28 de junho de 1599, sob o comando de seu alcaide, Antonio Joven, artilhada com 9 peças de bronze de grosso calibre, abundante munição (de guerra e de boca), e numerosa guarnição (RUMEU DE ARMAS, 1947:808). vindo a capitular aos assaltantes, abrindo caminho para a conquista da cidade.

Foi reparada em 1601, sob a direção de Geronimo de Valderrama y Tovar, enviado à Gran Canaria para reparar as fortificações:

"Informado S. M. de los quebrantos padecidos en esta isla de Canaria, y que ocasionaron la invasion que hizo la armada holandesa, mandò por Gobernador á Geronimo de Valderrama y Tovar, año de 1601, soldado de conocimiento é inteligencia de la arquitectura militar (...), para que dispusiese lo mas conveniente á las defensas, y que levantó luego, y puso en defesa los castillos de la Luz, y de santa Ana, y dejó planificada la fortificacion de la montaña de San Francisco, conviniéndose con las trazas que envió el comendador Tiburcio Spanoqui, inginiero." (CASTILLO, 1848:256)

Conservou a função estratégica até ao século XIX, quando caiu em um abandono que perdurou décadas.

Encontra-se classificada como "Bien de Interés Cultural" pelo Patrimonio histórico de España, por declaração de 1949, na categoria "Monumento", sob o código RI-51-0001107.

Em 1969 sofreu intervenção de conservação e restauro, tendo recebido novos elementos, como um fosso exterior e novos arcos. Foi requalificada como centro cultural e museu naval da cidade.

Um novo projeto de intervenção de restauro veio a público em 1998 visando incorporar ao monumento diversos dos seus elementos originais tendo em conta a sua evolução histórica, como por exemplo:

- O núcleo original de finais do século XV (pátio de armas, cisterna e três níveis de salas).

- Acréscimos de 1553.

- Nova ampliação dos espaços interiores.

- Demolição dos elementos acrescentados na última intervenção.

Com essas medidas recupera-se a visão integral da primtiva fortificação.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

A primitiva estrutura localizava-se sobre um recife, isolado de terra na preamar, mas a contínua expansão do casco urbano da cidade, acabou por deixá-la em terra firme, entre outras edificações.

Apresenta planta quadrangular em silharia de pedra, dividida internamente em três pavimentos.

As duas torres com as quais conta são de planta circular, dispostas diagonalmente. No vértice norte encontra-se uma guarita.

É acedido por uma ponte levadiça, ultrapassando o fosso exterior. No acesso, um meio-arco mostra a imagem da Virgen de La Luz, sua padroeira.

No interior abre-se uma cisterna.

Bibliografia

CASTILLO, Pedro Agustin del (1848). Description Historia Y Geografica de Las Islas de Canaria. Santa Cruz de Tenerife, Imprensa Isleña.

PINTO DE LA ROSA, José María (1996). Apuntes para la Historia de las Antiguas Fortificaciones de Canarias. Madrid, Tabapress y Museo Militar Regional de Canarias.

RUMEU DE ARMAS, Antonio (1947). Piraterías y Ataques Navales contra las Islas Canarias (3 vols.). Madrid, Instituto Jerónimo Zurita.



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Contribution

Updated at 19/01/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificada como "Bien de Interés Cultural" pelo Patrimonio histórico de España, por declaração de 1949, na categoria "Monumento", sob o código RI-51-0001107.



  • +34 928 46 31 62


  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Africa
    Country : Spain
    State/Province: Canaries
    City: Las Palmas

    Calle Juan Rejón, s/n,
    35008 Las Palmas de Gran Canaria, Las Palmas, Espanha


  • Lat: 28 -9' 5''N | Lon: 15 25' 30''W




  • 1599: 9 peças antecarga, de alma lisa, de bronze, de grosso calibre.






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