Walls of Barcelos

Barcelos, Braga - Portugal

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As "Muralha de Barcelos", das quais nos restou a chamada "Torre de Barcelos", também referida como "Torre do Cimo da Vila", "Torre da Porta", "Torre da Porta Nova", "Torre da Cadeia" e "Postigo da Muralha", localizam-se na cidade, freguesia e concelho de mesmo nome, no distrito de Braga, em Portugal.

Ponto de passagem obrigatório para quem fazia o trajeto norte-sul, a construção de uma ponte de pedra sobre o rio Cávado, na primeira metade do século XIV, aumentou a prosperidade da vila de Barcelos, que não conheceu um castelo propriamente dito.

História

Antecedentes

Embora a primitiva ocupação humana do local, sobranceiro ao Cávado, seja desconhecida, ela é geralmente atribuída ao contexto da Invasão romana da Península Ibérica, não tendo ficado alheia às invasões posteriores, de Visigodos e de Muçulmanos.

A cerca medieval

À época da Reconquista cristã da península, a povoação foi conquistada pelos primeiros reis de Leão.

Encontra-se mencionada ao tempo de Afonso I de Portugal (1143-1185) como "minha vila", em diploma sem data, atribuível a um período entre 1156 e 1169, pelo qual o soberano concedeu aos seus moradores, presentes ou futuros, foral análogo ao de Braga. Posteriormente, nas Inquirições de 1220 e de 1226, encontra-se designada como "Santa Maria de Barcelos", integrante do julgado de Neiva.

A povoação cresceu a ponto de, em 1298, Dinis I de Portugal (1279-1325) nela instituir a sede de um condado, que, desde o 1.º conde de Barcelos, D. João Afonso de Meneses, se manteve nesta família até ao tempo do 6.º conde, também D. João Afonso. Este último, no contexto da crise de sucessão de 1383-1385, tomou o partido de Beatriz de Portugal, vindo a falecer na batalha de Aljubarrota (1385). O novo soberano, João I de Portugal (1385-1433), agraciou com esse título o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, que, mais tarde, o transferiu para o genro, D. Afonso, filho natural de D. João I, 8.º conde de Barcelos, depois 1.º duque de Bragança. Este, mudando-se de Chaves para Barcelos, iniciou, por volta de 1412, a edificação do Palácio dos Duques com a modificação da cerca da povoação (em progresso anteriormente a 1406, momento em que o concelho do Porto reclamou ao soberano, argumentando que o vedor da obra barcelense estava indevidamente a obrigar os habitantes de Azurara - então no termo portuense - a contribuir para os trabalhos de amuralhamento da vila) e a Igreja Matriz.

Esta cerca seria, em linhas gerais, a mesma figurada por Duarte de Armas ("Livro das Fortalezas", c. 1509). Guarnecida por ameias, era reforçada por três torres, nas quais se rasgavam as três principais portas da vila:

- Torre e Porta da Ponte – defendendo o acesso pela ponte sobre o rio Cávado;

- Torre e Porta do Vale - na face noroeste da muralha, guarnecia esse setor;

- Torre e Porta da Menagem (ou Porta Nova, hoje a única existente e onde fica o Centro de Artesanato e a Delegação de Turismo) – de maiores dimensões, erguia-se ao norte. Erguida no século XV por determinação do 8º conde de Barcelos, foi utilizada como residência do alcaide-mor, sendo referida como "castelo" até ao século XVII.

Do terramoto de 1755 aos nossos dias

O terramoto de 1755 causou estragos na vila e nas defesas, nomeadamente a destruição do Palácio dos Duques de Bragança (hoje, um museu a céu aberto). Posteriormente, à semelhança do que se registou em outros centros urbanos, a expansão da malha urbana resultou na demolição da antiga cerca medieval, tendo chegado aos nossos dias apenas uma torre, a norte (a chamada Torre de Barcelos), um troço da muralha a leste e a sul e vestígios de dois postigos.

A chamada Torre de Barcelos foi ocupada desde o final do século XVII até 1932, por uma cadeia, que substituiu a antiga prisão do Tronco. Posteriormente, as suas dependências serviram como armazém do Museu Arqueológico do Alcaide de Faria que contava em seu acervo itens encontrados na Citânia da Franqueira ou Castro de Faria e nas ruínas do Castelo de Faria.

O conjunto, bem preservado, encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 11.454, publicado no Diário do Governo, I Série n.º 35, de 19 de fevereiro de 1926.

Em 2013 teve lugar uma intervenção de conservação, passando a torre a dispor, em seu topo, de um miradouro. Atualmente a torre abriga o Centro de Artesanato de Barcelos.

Características

Exemplar de arquitetura militar.

A cerca da vila era constituída por uma muralha de planta ovalada, ligeiramente reentrante na face norte. Iniciada e terminada na ponte, quatro torres de planta quadrangular protegiam quatro portas, determinando o acesso das principais vias da vila às principais estradas do território.

O eixo viário mais importante era o do sul, acedendo a ponte defendido pela chamada Torre da Porta da Ponte, de planta quadrangular e que, primitivamente, se dividia em quatro pavimentos. Foi neste setor que se fez erguer o palácio (paço condal) que, em torno de 1480, o conde D. Fernando fez ligar à ponte por meio de uma torre de dois pavimentos. As demais vias eram controladas, respectivamente:

- a nordeste, pela Torre do Cimo da Vila, onde se rasgava a chamada Porta Nova, fronteira ao antigo Campo da Feira, um amplo terreiro onde se realizava a feira de Barcelos, por onde se ia a Viana do Castelo e a Ponte de Lima;

- a noroeste, a Torre onde se rasgava a Porta do Vale, por onde se ia para Esposende;

- a leste da ponte, uma torre de menores dimensões defendia o Postigo do Pessegal, estreita passagem que comunicava com a Fonte da Vila na orla ribeirinha, caminho cuja defesa era reforçada por uma pequena barbacã, como figurado por Duarte de Armas.

- a oeste, rasgava-se o chamado Postigo do Fundo da Vila, de menor expressão.

A Torre de Barcelos, na cota de 21 metros acima do nível do mar, apresenta planta quadrangular, com paredes formadas por enormes pedras de granito, que, no lado norte, chegam a ter dois metros de espessura.



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Contribution

Updated at 28/02/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

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  • Torre de Barcelos, Torre do Cimo da Vila, Postigo da Muralha, Torre da Porta, Torre da Porta Nova. Torre da Cadeia

  • Battlement





  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • National Protection
    Os remanescentes encontram-se classificados como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 11.454, publicado no Diário do Governo, I Série n.º 35, de 19 de fevereiro de 1926.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Braga
    City: Barcelos



  • Lat: 41 -32' 9''N | Lon: 8 37' 11''W










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