Tower of Penegate

Vila Verde, Braga - Portugal

A "Torre de Penegate" localiza-se no lugar da Torre, na freguesia de São Miguel de Carreiras, concelho de Vila Verde, distrito de Braga, em Portugal.

História

Antecedentes

A primitiva toponímia do lugar foi "Penela", sendo "Penegate" utilizado desde 1064. (“Liber Fidei”, doc. 241.) Desse modo, os estudiosos acreditam que o topónimo esteve associado, em suas origens, à ocupação deste afloramento rochoso elevado, de difícil acesso ("penha" ou "pena"), em posição dominante sobre o território envolvente, embora não haja informações ou vestígios sobre a sua primitiva defesa, possivelmente uma torre em estilo românico erguida por D. Egas Gomes Pais de Penegate (1082-1110), valido do conde D. Henrique de Borgonha, e fundador do mosteiro de Santo André de Rendufe, em Amares, que vem a ser ascendente, por via materna, de Mem Rodrigues de Vasconcelos, senhor que em 1322 foi autorizado a construir a torre.

A torre medieval

A atual estrutura foi erguida por Mem Rodrigues de Vasconcelos, cavaleiro de Dinis I de Portugal (1279-1325) na guerra que opôs este monarca ao seu filho, o futuro Afonso IV de Portugal (1325-1357). D. Dinis autorizou a construção de uma "domus fortis", em documento datado de 5 de outubro de 1322, onde refere que ele "havia proibido a construção destas casas fortificadas a não ser com sua expressa autorização". (ANTT, Chancelaria de D. Dinis, Liv. 3, fl.146v.) Esta fortificação tinha a função de proteger Mem Rodrigues no cargo que então ocupava, o de Meirinho-mor do soberano na região de Entre-Homem-e-Cávado, onde a autoridade real era contestada por Pedro Anes de Vasconcelos, senhor da Torre de Vascocelos, e tio de Mem Rodrigues. Desta forma, “(...) conpria huma casa forte (...) para teer hy o corpo em salluo quando lhy conprise e outro ssy pera teer hy a molher e os filhos que non possam Receber dano daquelles que lhy a el mal querem polo meu serviço". (SILVA, José Custódio Vieira da. Paços Medievais Portugueses. Lisboa: 1995. pp.48-49.)

Do século XVII aos nossos dias

Em 1617 o então proprietário Miguel Valadares, cónego de Guimarães e desembargador em Braga, fez erguer a Capela de Nossa Senhora da Pena, conforme inscrição epigráfica na fachada principal, aqui vindo a ser sepultado em 1668.

Entre o segundo quartel do século XVIII e o primeiro quartel do século XX, a torre terá conhecido um período de abandono continuado, como se infere das escassas referências documentais e historiográficas. Em 1735, o Bispo de Uranopolis refere a sua existência, acrescentando que se encontrava desabitada. Também estaria desabitada em 1758, quando era propriedade de João Manoel de Menezes, senhor da Vila da Barca, onde residia. (“Memórias Paroquiais”, 1758)

No início do século XX, MACHADO faz acompanhar o texto descritivo sobre a torre com uma fotografia em que esta poder ser vista sem cobertura e com o coroamento parcialmente arruinado. (MACHADO, José. “Illustração Portugueza”, nº 7, 1906, p. 134.)

Em 1907 a torre passou para a família Chambers, tendo Carlos Chambers, filho do adquirente, em 1939 promovido diversas obras de restauro, repondo a circulação e os pisos interiores, guarnições de vãos, cobertura e fiadas superiores com novos merlões, acrescentando-lhe igualmente um anexo exterior, acoplado pelo lado norte, no qual rasgou um novo acesso para o interior da torre.

Até à década de 1980 do século XX, a sua ocupação continuou esporádica e justificou pequenas reparações, mas voltaria a ficar desabitada na década seguinte, suscitando nessa altura a atenção das entidades da tutela do Património, que em 1990 procederam ao seu inventário e abertura do processo de classificação como Imóvel de Interesse Público.

O conjunto encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público e ZEP pela Portaria n.º 164/2013, publicada no Diário da República, II série, n.º 67, de 5 de abril de 2013.

Características

Em posição dominante sobre um vasto território circundante, na cota de 151 metros acima do nível do mar, apresenta planta retangular, em aparelho de granito. É dividida internamente em três pavimentos.

A portada, em arco apontado, rasga-se na face leste, acima do nível do solo. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira amovível, da qual ainda restam os apoios. Acredita-se que essa entrada tenha sido guarnecida por um alpendre, de que seriam testemunhos as duas mísulas que enquadram a portada. Na face oeste, ao nível da janela do último pavimento, um balcão de mata-cães permitia o tiro vertical sobre o único acesso que leva à torre. O seu topo é coroado por ameias.

A Capela de Nossa Senhora da Penha, de pequenas dimensões, em estilo barroco, conserva o retábulo-mor contemporâneo, em estrutura tripartida, com a imagem de Nossa Senhora ao centro, e as de São João e Santo António, em painéis pintados, de ambos os lados.



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Contribution

Updated at 02/04/2019 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Tower of Penegate


  • Fortified Tower

  • 1322 (AC)




  • Portugal


  • Featureless and Badly Conserved

  • O conjunto encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público e ZEP pela Portaria n.º 164/2013, publicada no Diário da República, II série, n.º 67, de 5 de abril de 2013.







  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Braga
    City: Vila Verde



  • Lat: 41 -40' 29''N | Lon: 8 29' 31''W










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