Castle of Algoso

Vimioso, Bragança - Portugal

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O "Castelo de Algoso" localiza-se ao sul da freguesia e povoação de Algoso, no concelho de Vimioso, distrito de Bragança, em Portugal.

Em posição dominante sobre o cabeço da Penenciada, domina a planície envolvente e a confluência da ribeira de Angueira com o rio Maçãs. Do alto dos seus muros avistam-se a serra da Sanábria, a de Bornes e a de Nogueira. Está enquadrado na Área Turístico-Promocional das Montanhas.

História

Antecedentes

Embora os autores mais antigos acreditem que a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte a um castro pré-histórico, a recente pesquisa arqueológica confirmou que a mesma ocorreu em diversas fases, desde o período Calcolítico até à Romanização, embora não necessariamente em termos militares.

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã, a primitiva linha de limites do condado portucalense com o reino de Leão desenvolvia-se ao longo da margem esquerda do rio Sabor até à sua confluência com a ribeira de Angueira. Esta raia era vigiada por quatro sentinelas principais: os castelos de Milhão e Santulhão (ambos já desaparecidos), o de Outeiro de Miranda (em ruínas) e o de Algoso. Complementavam essa defesa principal do setor nordeste transmontano os castelos de Penas Róias, de Mogadouro e, embora mais distante, o de Bragança.

Os estudos mais recentes indicam que a edificação da primitiva estrutura do castelo remonta a algum momento no final do reinado de Afonso I de Portugal (1143-1185), quando seu filho Sancho I de Portugal (1185-1211) já exercia o poder régio. Conforme posteriormente registado nas Inquirições de 1258, o seu construtor foi um senhor local, Mendo Bofino (ou Mendo Rufino, um dos apoiantes da causa de D. Afonso Henriques contra sua mãe, a condessa D. Teresa, e que, em meados do século XII, teve grande protagonismo no leste transmontano), que em troca recebeu o senhorio da vila de Vimioso.

Após um período relativamente longo de guerra com o reino de Leão, o castelo foi doado por Sancho II de Portugal (1223-1248) à Ordem de São João de Jerusalém (ou do Hospital) (1224), a partir de quando a sua estrutura foi radicalmente alterada, adquirindo feições góticas, e destacando-se a construção da sólida torre de menagem, com a função de residência do comendador, e de um torreão na muralha a sul.

À época, este castelo, cabeça da chamada Terra de Miranda, constituía-se no expoente máximo do poder local, residência do representante real encarregado da arrecadação dos direitos reais em terras de Miranda e Penas Róias. A antiga vila e concelho de Ylgoso, Ulgoso ou São Sebastião de Algoso, integrava o bispado e distrito de Bragança.

No ano de 1230 a Ordem do Templo e a de São João fizeram uma concordata, em Coimbra, sobre várias terras em litígio entre as quais entrava Ylgoso (Algoso), Vila Chã, Atenor, Penas Róias, Paradela e outras, fora do bispado de Bragança.

Em 22 de junho de 1239 o comendador da Ordem do Templo em Portugal, D. Pedro Costem, fez uma composição entre as comendas de Mogadouro e Penas Róias, pertencentes à sua Ordem, e a de Algoso, à de São João.

Posteriormente, a 13 de fevereiro de 1291, Dinis I de Portugal (1279-1325) fez nova composição, em Coimbra, com o Grão-Comendador da Ordem de São João de Jerusalém, D. Fernão Peres (o Mossejo), acerca da comenda de Algoso e de outras terras próximas. A importância desta decorria dos rendimentos auferidos anualmente pelo seu comendador: de sete a oito mil cruzados, incluindo-se neste montante a de duas partes dos frutos das abadias de Travanca, Sendim, Vilar Seco, Duas Igrejas e Guide. Este soberano terá determinado ainda a realização de obras de reparo e melhorias no castelo.

Em 1480 Algoso recebeu foral de Afonso V de Portugal (1438-1481), confirmado por Manuel I de Portugal (1495-1521) em 1 de junho de 1510 (Foral Novo). Nesse período, a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (“Livro das Fortalezas”, c. 1509). O “Numeramento” (1527- 1532) refere que, no castelo, só vivia o alcaide.

Do século XVI ao século XVIII

Quando da crise de sucessão de 1580, Diogo Fernandes de Almeida, pai do frei Gonçalo de Azevedo, cavaleiro da Ordem de Malta, comendador e alcaide-mor do Castelo de Algoso (1588-1610), tomou partido pelo prior do Crato. À época da Dinastia Filipina (1580-1640), Filipe II de Espanha (1556-1598) concedeu carta de privilégios à Câmara Municipal de Algoso (1 de janeiro de 1592).

Em 1684, encontrava-se entre as muitas estruturas abandonadas e em ruínas no reino.

Quando da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), pouco depois da queda de Miranda do Douro (8 de maio de 1762), os espanhóis empreenderam diversas surtidas saqueando as terras de Vimioso. Guarnecida por um pequeno efetivo, sob o comando de um alferes, a vila de Algoso conseguiu resistir sem ser ocupada.

Mais tarde, o governo militar da praça foi exercido por um capitão-mor, um sargento-mor e quatro capitães de Ordenanças.

Do século XIX aos nossos dias

Durante a Guerra Peninsular (1808-1814), o juiz de fora de Algoso, Jacinto de Oliveira Castelo Branco, recusou-se a reconhecer a soberania francesa e, mesmo após a partida da Família Real para o Brasil, tendo os franceses declarado abolida a dinastia de Bragança, continuou a usar o nome de Sua Alteza Real nos processos sob sua responsabilidade.

Em meados do século XIX, o concelho de Algoso foi extinto, passando a integrar o concelho de Vimioso (1855).

No século XX, a partir de 1944, o castelo recebeu pequenas obras de beneficiação por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), encontrando-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 40.361, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 228, de 20 de outubro de 1955.

Posteriormente, entre 1974 e 1977 foram promovidos trabalhos de conservação das muralhas e muros de acesso, bem como a consolidação dos degraus do acesso ao portão do monumento.

Em 1999 teve início um programa de reabilitação e valorização do castelo, promovido pelo extinto IPPAR em parceria com a Câmara Municipal de Vimioso.

Em 2004 novas etapas de intervenção tiveram lugar, sob a responsabilidade do IGESPAR em parceria com a autarquia de Vimioso, reforçando a importância do castelo no circuito turístico da região.

Alguns dos artefatos arqueológicos recolhidos encontram-se em exposição no Centro de Acolhimento do Castelo de Algoso.

Características

Castelo roqueiro de pequenas dimensões, na cota de 657 metros acima do nível do mar, apresenta planta orgânica (adaptada ao terreno), com o formato retangular, em alvenaria de xisto quártzico e granito.

Na muralha, a norte, rasga-se o portão de entrada em arco pleno, acedido por uma escada em degraus talhados na rocha. Este portão é defendido por um cubelo, hoje sem os seus merlões, onde se destacava um balcão com matacães. Franqueando-se o portão, abre-se uma reduzida praça de armas de onde, por sua vez, se acede a torre de menagem. Esta apresenta planta heptagonal, dividida internamente em três pavimentos. Os dois primeiros destinavam-se a habitação e o último, à defesa.

Num torreão, na face leste dos muros, abriram-se espaços destinados a peças de artilharia.



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Contribution

Updated at 15/07/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 40.361, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 228, de 20 de outubro de 1955.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Bragança
    City: Vimioso



  • Lat: 41 -28' 20''N | Lon: 6 34' 46''W







  • Castelo Hospitalário



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