Fuerte Sancti Spiritus

Gaboto, Santa Fé - Argentina

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O "Forte Sancti Spiritus" localizava-se na confluência do rio Carcaraña, com o rio Coronda, afluente do rio Paraná, na localidade de Puerto Gaboto, na província de Santa Fé, na Argentina.

Constitui-se em um dos primeiros assentamentos europeus na bacia do rio da Prata e o primeiro na Argentina. Assinala o início da etapa de conquista e exploração europeia na região, e é uma peça-chave para a compreensão do desenvolvimento posterior do processo de colonização.

História

Foi estabelecido por Sebastián Caboto em 1527, na foz do rio Carcarañá, na planície aluvional do rio Paraná. Caboto, no comando de uma expedição rumo às ilhas Molucas, em busca do comércio de especiarias, teve notícia de um território rico em metais preciosos no sul do continente americano, e decidiu ignorar os compromissos assumidos com a Coroa espanhola. Desse modo, subiu pelo rio da Prata, penetrando no curso do rio Paraná e, finalmente, a 9 de junho de 1527, na confluência do Carcarañá com o Coronda, estabeleceu um assentamento fortificado que denominou de "Sancti Spiritus". A chegada da expedição resultou no primeiro contato cultural entre os europeus e grupos nativos que habitavam a região.

O grupo de europeus ascendia a 80 homens e a fortificação foi erguida com muros em taipa e telhados de palha (BUENO, 1998:154).

Dois anos mais tarde (1529), após um ataque dos indígenas, que incendiaram o estabelecimento, o local foi abandonado, tendo os espanhóis retirado para a Europa.

Atualmente está em fase de conclusão o “Proyecto Fuerte Sancti Spiritus” (2006-2013), desenvolvido pelo Ministério de Inovação e Cultura em parceria com o Governo da Província de Santa Fé, com financiamento do Conselho Federal de Investimentos. Desde 2010 participam o GPAC da Universidade do País Basco e o Ministério da Cultura da Espanha.

O projeto é desenvolvido por uma equipa interdisciplinar sob a direção dos arqueólogos Guillermo Frittegotto, Fabián Letieri e Gabriel Cocco, integrada pela arqueóloga Cristina Pasquali, a historiadora María Eugenia Astiz, as antropólogas Marina Benzi e Marcela Valdata e alunos dos cursos de licenciatura em Antropologia da Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade Nacional de Rosário. Em 2010 integrou a equipa um grupo de arqueólogos - Agustín Azkarate Garai-Olaun (investigador principal), Sergio Escribano Ruiz, Iban Sánchez Pinto, e Verónica Benede - da Universidade do País Basco com a qual se levou a cabo um convénio internacional entre o Ministerio de Innovación y Cultura argentino e o Ministerio de Cultura do Governo Espanhol, com o fim de realizar um estudo integral do sítio e de aplicar novas metodologias de escavação.

As campanhas de prospecção arqueológica desenvolvidas (2006-2007, 2008-2009, 2010-2011, 2011-2012 e 2013) permitiram identificar e recuperar estruturas e artefactos deste primeiro assentamento, proporcionando novas informações não apenas sobre o estabelecimento, mas também sobre o início da colonização espanhola na América do Sul.

O estudo dos materiais arqueológicos recuperados é realizado no Museu Histórico provincial "Julio Marc" na cidade de Rosário.

Características

Nos quase 200 m² escavados foram identificados mais de 350 buracos de postes pertencentes, maioritariamente, às cabanas de madeira que integravam o assentamento indígena, de formatos e dimensões variáveis.

Os restos do forte estão representados por um fosso que defendia o muro de taipa. Esta camada caracteriza-se por abundante material de origem europeia, como por exemplo fragmentos de garrafas, pratos e tijelas de várias tipologias, uma fivela e uma chave, adornos (guizos e diversos tipos de contas de vidro como Chevron, Nueva Cádiz, tubulares, circulares, entre outras), pequenos dados confecionados em osso, e elementos construtivos, como cravos de ferro de seção quadrada, uma barra de ferro e fragmentos de madeira queimada. Associados aos restos europeus, encontram-se fragmentos de vasos cerâmicos de manufatura indígena também de tipologias diversas.

Bibliografia

ASTIZ, M. E.; TOMÉ, A. “Localización y descripción de Sancti Spiritus (1527 – 1529)”. In: "Cuadernos del Instituto Nacional de Antropología" 12, Buenos Aires.

AZKARATE, A.; ESCRIBANO RUIZ, S.; SÁNCHEZ PINTO, I.; BENEDET, V. “Recuperación y puesta en valor del Fuerte Sancti Spiritus, un asentamiento español en la Gran Cuenca del Río de la Plata (Puerto Gaboto, Sante Fe, Argentina)”. In: "Informes y Trabajos", 7: 8-21. Ministerio de Educación, Cultura y Deporte de España. 2011.

BONOMO, N.; OSELLA, A.; MARTINELLI, H. P.; VEGA, M. de la; COCCO, G.; LETIERI, F.; FRITTEGOTTO, G. “Geophysical studies to locate the Sancti Spiritus fort, one of the first european settlements in South America”. In: “Journal of Applied Geophysics” 83 (2012) 57–64. Ed. Elsevier. 2012.

BUENO, Eduardo. "Náufragos, traficantes e degredados: as primeiras expedições ao Brasil, 1500-1531". Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. 204p. il. ISBN 8573022167

COCCO, G.; FRITTEGOTTO, G.; BONOMO, N.; VEGA, M. de la; MARTINELLI, P.; OSELLA A. “Geofísica aplicada a la arqueología: la localización del fuerte Sancti Spíritus (1527-1529), Puerto Gaboto, provincia de Santa Fe”. In: “Arqueología Argentina en el Bicentenario de la Revolución de mayo”. Mendoza: R. Bárcena y H. Chiavazza editores / FFyL, UNCuyo e ICHSyA, CONICET, 2009. Tomo IV, pp. 1411-1421. ISBN 978-987-9126-83-7

COCCO, G.; LETIERI, F.; FRITTEGOTTO, G. “El descubrimiento y estudio del Fuerte Sancti Spíritus”. In: "Revista América", nº 20. Santa Fe: Centro de Estudios Hispanoamericanos, 2010. pp. 69-85. ISSN 0329-0212

FRITTEGOTTO, G.; LETIERI, F.; COCCO, G.; PASQUALI, C.; ASTIZ, M. E.; VALDATA, M. “Descubriendo el Fuerte Sancti Spiritus (Colección Estudios y proyectos Especiales )”. Buenos Aires: Provincia de Santa Fe / Consejo Federal de Inversiones, 2013. 125 p., ISBN 978-987-510-225-5

LETIERI, F.; COCCO, G. “Proyecto: localizacion del primer asentamiento español en la Cuenca del Río de la Plata - Fuerte Sancti Spitirus 1527-1529 localidad de Puerto Gaboto provincia de Santa Fe”. In: BERÓN, M.; LUNA, L.; BONOMO, M.; MONTALVO, C.; ARANDA, C.; CARRERA AIZPITARTE, M. “Mamülmapu: pasado y presente desde la arqueología pampeana”. pp. 215-226. Ayacucho (Buenos Aires): Editorial Libros del Espinillo, 1998. ISBN 1666-2105

LETIERI, F.; COCCO, G.; FRITTEGOTTO, G.; ASTIZ, M. E. “Investigaciones arqueológicas sobre el primer asentamiento español en la cuenca del Río de la Plata: el fuerte Sancti Spíritus (1527-1529)”. In: “Arqueología de ciudades americanas del Siglo XVI”. Mendoza: H. Chiavazza y C. N. Ceruti editores / Facultad de Filosofía y Letras, Universidad Nacional de Cuyo, 2010. pp. 275-315. ISBN 978-950-774-173-9

MEDINA, J. T. “El veneciano Sebastián Caboto al servicio de España y especialmente de su proyectado viaje a las Molucas por el Estrecho de Magallanes y al reconocimiento de la Costa del Continente hasta la Gobernación de Pedrarias Dávila (2 v.)”. Santiago de Chile: 1987.

PASQUALI, C. “Mayólicas y contenedores comerciales en el fuerte Sancti Spiritus (1527-1529)”. In: "Revista América", nº 21. Santa Fe: Centro de Estudios Hispanoamericanos, 2012. pp. 121-140. ISSN 0329-0212



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Contribuciones

Actualizado en 05/09/2013 por el tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Con la contribución de contenidos de: Gabriel Cocco.

Contribuciones con medias: Gabriel Cocco (3), Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • proyectosanctispiritus@santafe.gov.ar

  • Desaparecida

  • ,00 m2

  • Continente : Sudamérica
    País : Argentina
    Estado/Província: Santa Fé
    Ciudad: Gaboto



  • Lat: 32 26' 31''S | Lon: 60 48' 20''W





  • Muros em taipa, telhados de palha, fosso envolvente.

  • Proyecto Fuerte Sancti Spiritus (2006-2007, 2008-2009, 2010-2011, 2011-2012 y 2013) .




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