Castillo de Aguiar de Sousa

Paredes, Porto - Portugal

O “Castelo de Aguiar de Sousa”, também referido como “Torre de Aguiar de Sousa”, “Torre do Castelo de Aguiar de Sousa” e “Torre de Sousa” localiza-se no lugar da Vila, freguesia de Aguiar de Sousa, concelho de Paredes, distrito do Porto, em Portugal.

Do cimo dos seus muros desfruta-se a vista do vale do rio Sousa e das serras envolventes. Integra a "Rota do Românico", um circuito turístico-cultural atualmente composto por 58 monumentos em estilo românico na região dos rios Tâmega e Sousa, premiado nacional e internacionalmente.

História

No contexto da Reconquista cristã da região, terá sido erguido no século X e conquistado pelas forças Omíadas de Almançor (995).

A sua importância local e estratégica contribuiu, certamente, para a sua ascensão a cabeça de terra, quando o território da "civitas" de "Anegia" terá sido dividido, a partir dos meados do século XI, surgindo referenciada pela primeira vez como “terra de Aguiar” em 1066, período da afirmação dos castelos cabeça-de-terra, na região Entre-Douro-e-Minho que, garantiam a segurança das populações. Foi pertença de Mem Pires de Aguiar (1100-11??). A fortificação ainda não contaria com a torre de menagem, embora a construção deste elemento no interior das cercas muralhadas fosse normal à época.

Sob o reinado de Afonso II de Portugal (1211-1223) as "Inquirições" de 1220 indicam que esta zona, constituída pelo Termo de Ferreira e pelo Termo de Aguiar, era dominada pelos Sousas. O seu centro administrativo e militar era o Castelo de Aguiar de Sousa.

Sob Afonso III de Portugal (1248-1279) nas "Inquirições" de 1258, os quesitos foram dirigidos aos “homens do castelo de Aguiar e aos paroquianos da Igreja de S. Romão”, onde se define o dever dos moradores assegurarem a guarda do castelo em caso de guerra. A sua autonomização evidencia-se como centro administrativo judicial, sendo a cabeça do julgado da região do Baixo Sousa: o Julgado de Aguiar de Sousa.

Pela documentação depreende-se que, a partir dos finais do século XIII, o castelo entrou num estado de abandono, talvez como consequência da estratégia politica adotada por Dinis I de Portugal (1279-1325) relativamente ao sistema militar e defensivo no interior do reino. A entrada em decadência do castelo constata-se quando, em meados do século XIV, os moradores de Aguiar de Sousa comprometeram-se perante o rei em reconstruir o castelo e a pagar uma determinada quantia por ano, ficando em troca dispensados de trabalhar na construção das muralhas do Porto.

João I de Portugal (1385-1433) concedeu foral à povoação em 1411, gesto repetido por Manuel I de Portugal (1495-1521) ao conceder o Foral Novo a "Aguyar de Soussa" (25 de novembro de 1513).

Em meados do século XVIII o padre Luís Cardoso menciona a existência de vestígios de um castelo, pegado à ponte de pau. (“Dicionário Geográfico ou Notícia Histórica de todas as cidades, vilas, lugares e aldeias, rios, ribeiras e serras dos reinos de Portugal e Algarve”, vol. I, 1747.)

As “Memórias Paroquiais” (1758) acerca de Aguiar de Sousa confirmam o estado de ruína do seu castelo, assim como a transferência do seu papel como cabeça de concelho para o lugar das Paredes, na freguesia de Castelões de Cepeda, conforme nos é narrado na mesma fonte para este lugar, onde já havia casa de audiências, conduzindo à sua substituição definitiva, quando da reforma administrativa no primeiro quartel do século XIX, em que o concelho de Aguiar de Sousa foi extinto e a freguesia homónima integrada no recentemente criado concelho de Paredes (1837).

Nos finais do século XIX, num ambiente cultural de revivalismo, a Câmara Municipal, presidida pelo Conselheiro José Guilherme Pacheco, terá deliberado a reconstrução de uma estrutura já existente assim como a abertura de “(...) um caminho muito íngreme, por onde, com extrema dificuldade se sobe ao cimo.

No início do século XX, descrevia-se o castelo como tendo vestígios de paredes com mais de dois metros de altura e fortemente argamassadas.

Em 1940, no contexto das  Comemorações da Restauração, a freguesia de Aguiar de Sousa aderiu às mesmas, tendo-se realizado, entre outras iniciativas, uma visita ao castelo por parte das entidades locais, tendo-se para isso, executado trabalhos de restauro e limpeza das ruínas (Câmara Municipal, "Livro de Actas", 1940.) Pode ser dessa data, assinalada com placa de mármore junto à entrada da torre (posteriormente caída), a decoração com paralelepípedos, dos quais restavam ainda dois.

Em 1999 era proprietária do imóvel a viúva do Sr. Amável Costa.

Em 2007, ano de abertura do procedimento administrativo para classificação dos seus vestígios, tiveram lugar trabalhos de limpeza e desmatação do sítio, assim como o levantamento topográfico e arquitetónico, e as sondagens de prospecção arqueológica por parte da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) no âmbito do projeto da Rota do Românico do Vale do Sousa. No ano seguinte (2008) procederam-se obras de conservação na estrutura da torre e de tratamento do espaço envolvente e acessos. Foi instalado painel informativo relativo ao monumento.

Nos anos de 2010 e 2011 tiveram lugar trabalhos gerais de manutenção do sítio e o recalçamento de estruturas com interesse arqueológico.

Encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público e com a ZEP definida pela Portaria n.º 466/2012, publicada no Diário da República, II Série, n.º 183, de 20 de setembro.

Atualmente subsistem apenas as ruinas de uma torre do castelo.

Características

Exemplar de arquitetura militar em estilo românico, de enquadramento rural, isolado, na cota de 67 metros acima do nível do mar.

A torre remanescente apresenta planta quadrangular irregular, com quatro metros de comprimento por 3,90 metros de largura e 2,35 metros de altura com 0,87 metros de espessura, em aparelho regular de alvenaria de xisto, descentrada relativamente aos restos de um contorno de muralha de forma oval. A torre é rematada por pretensas ameias, de xisto e granito, na maioria atualmente derrubadas, mantendo-se apenas duas ainda “in situ”. Uma das faces da torre apresenta uma abertura a noroeste, possível lugar de porta, com uma pequena escada de um único lanço com três degraus. A marcar as ombreiras, duas pedras paralelepipédicas apoiam nos muros. Em cada uma das faces da torre, e ao mesmo nível, dois orifícios.

  • Castillo de Aguiar de Sousa

  • Torre de Aguiar de Sousa, Torre do Castelo de Aguiar de Sousa, Torre de Sousa

  • Castillo





  • Portugal


  • Descaracterizada y bien conservada

  • Protección Nacional
    Encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público e com a ZEP definida pela Portaria n.º 466/2012, publicada no Diário da República, II Série, n.º 183, de 20 de setembro.



  • +351 255 810 706

  • rotadoromanico@valsousa.pt

  • Centro Turístico Cultural

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Porto
    Ciudad: Paredes



  • Lat: 41 -8' 33''N | Lon: 8 26' 15''W







  • Integra a "Rota do Românico", um circuito turístico-cultural atualmente composto por 58 monumentos em estilo românico na região dos rios Tâmega e Sousa, premiado nacional e internacionalmente.



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