Tower of Fornelos

Crecente, Pontevedra - Spain

A “Torre de Fornelos”, também referida como “Castelo de Fornelos”, localiza-se na paróquia de San Pedro, concelho de Crescente, província de Pontevedra, na Comunidade Autónoma da Galiza, na Espanha.

Erguida em posição dominante sobre uma colina à margem esquerda do rio Ribadil, próximo à atual barragem de Frieira, confrontava a Praça-forte de Melgaço, no lado oposto da raia. Tinha como função o controlo da travessia de e para a Galiza pelo vale desse rio.

História

Acredita-se que a sua primitiva estrutura remonte à época da Romanização.

Em 1158 fontes documentais referem a existência, em Fornelos, de uma torre e de uma casa-forte. Embora relativamente isolada, terá sido palco de combates entre as forças de D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela (1111-1147).

Sancho I de Portugal (1185-1211) fez a doação destes domínios a Dona Aldonza Vázquez de Fornelos e seu marido D. Fernán Pérez de Castro, fundadores da Casa de Fornelos.

Entre os personagens históricos que se relacionam com a fortificação, destacam-se Martín Sánchez, filho natural de Sancho I de Portugal, Juan de Castro, bispo de Tui, e Álvaro Páez de Soutomaior, que aqui nasceu.

No contexto da Revolta Irmandinha (1467-1469) não resistiu ao ataque dos revoltosos (1467), vindo a ser arrasada. Ao fim do conflito foi reerguida por Pedro Álvarez de Soutomaior (Pedro Madruga), conde de Caminha.

Aqui Madruga foi mantido prisioneiro a mando do bispo da Diocese de Tui, Diego de Muros. De acordo com as crónicas, durante este cativeiro a saúde de Madruga ficou tão debilitada que perdeu todos os seus dentes.

Uma vez libertado Madruga, o bispo organizou um exército com o único propósito de conquistar este castelo. A fortificação porém, defendida por apenas 15 homens, conseguiu resistir ao sítio e assalto das forças combinadas do bispo e de Garcia Sarmiento. Nesta luta faleceu o cavaleiro Francisco López de Avalle.

Na segunda metade do século XX o castelo foi desmantelado quase que completamente, tendo a sua pedra sido reutilizada em diversas construções vizinhas.

Em 2005 procedeu-se a uma intervenção de restauro parcial da torre.

Em nossos dias, do conjunto defensivo conservam-se apenas os restos da antiga torre e os vestígios de uma cerca e do fosso.

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo românico, de enquadramento rural, isolado, implantada no lado leste do outeiro.

A torre apresenta planta quadrangular com cerca de 10 metros de lado, com uma altura diferenciada, elevando-se pelo lado leste a 19 metros (onde pela configuração do terreno um ataque seria mais provável) enquanto no lado oposto apenas chega aos 11 metros. Os seus muros apresentam cerca de 2 metros de espessura, o que indica que, originalmente, estaria protegida por uma muralha exterior e um fosso. Internamente há indícios de que era dividida em três pavimentos, situando-se uma porta em arco pleno (configuração idêntica à das troneiras) ao nível do primeiro, acessível pelo interior da parte residencial. No alçado sul abria-se uma segunda porta, desta feita à altura do segundo piso, à qual se acederia a partir do adarve, mediante uma ponte levadiça. Esta segunda porta dava acesso ao segundo e terceiro pisos, os quais ficavam isolados em caso de ataque. Um mata-cão situado por cima da entrada defendia esta porta, função na qual era coadjuvado por duas seteiras dispostas ao nível do primeiro e terceiro pisos.

A existência de modilhões no alto da torre comprova a existência de um adarve saliente o qual teria o seu correspondente parapeito ameado. Pelo lado norte constata-se a existência de um pequeno corpo, menos saliente, que, provavelmente, constituiria uma cumua. A torre teria adossadas aos seus muros, dependências residenciais, as quais por não terem silhares travados com a torre, não deixaram qualquer vestígio nas paredes desta.

A estrutura da torre viu-se alterada pelo seu abandono ao longo dos séculos, o que provocou a perda da cobertura que, por sua vez, levou à rutura do seu canto sudeste. Nalgumas zonas observam-se importantes fendas, sobretudo próximas dos cantos. Perdeu-se também, a estrutura interior da torre, mas o alpendre conserva-se em bom estado.

A vegetação que envolve a estrutura, e a falta de um estudo mais aprofundado do local, assim como de um levantamento topográfico, fazem supor a existência de outros vestígios, não perceptíveis à primeira vista.

Bibliografia

BOGA MOSCOSO, Ramón. Guía dos castelos medievais de Galicia. [S.l.]: Edicións Xerais de Galicia, S.A, 2003. (Col. Guías Temáticas Xerais) ISBN 84-9782-035-5. pp. 266-267.



 Related character


 Print the Related character

Contribution

Updated at 02/04/2019 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Tower of Fornelos

  • Castelo de Fornelos

  • Fortified Tower





  • Spain


  • Conserved Ruins






  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Pontevedra
    City: Crecente



  • Lat: 42 -9' 7''N | Lon: 8 14' 6''W







  • Irmandiño Revolt



Print the contents


Register your email to receive news on this project


Fortalezas.org > Fortification > Tower of Fornelos