Praça-forte de Monção

Monção, Viana do Castelo - Portugal

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A “Praça-forte de Monção" localiza-se na freguesia, vila e concelho de Monção, no distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Situada na margem esquerda do rio Minho, a jusante de Melgaço, tinha como função defender, neste trecho, a passagem do rio. Juntamente com Viana, Caminha e Valença, constituiu o grupo das grandes fortalezas sobre as quais assentava a defesa do noroeste do país.

Em Monção a antiga praça medieval foi adaptada na Idade Moderna, uma vez que as forças portuguesas haviam erguido a Praça-forte de Salvaterra, na margem direita do rio Minho.

História

Antecedentes

Alguns autores sustentam que o primitivo sítio de Monção localizou-se numa elevação, a cerca de dois quilómetros a oeste do atual local, onde hoje existe a aldeia de Cortes ou Monção Velha. Trabalhos mais recentes não esclarecem essa possibilidade, antes confirmando que a povoação (e sua defesa) não se encontra referida nos documentos relativos ao reinado de Afonso I de Portugal (1143-1185), levantando a hipótese de que a primeira defesa da povoação remonte ao reinado de seu filho e sucessor, Sancho I de Portugal (1185-1211), o que não também encontra amparo em fontes.

O castelo medieval

Sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), Monção figura nomeada como vila nas Inquirições de 1258. Por outro lado, a carta de foral passada a 12 de março de 1261, que lhe confere privilégios semelhantes aos de Valença, permite inferir que a povoação foi refundada ("(...) facio quandam populatianem in cauto de Maazedo e impono ei de novo nomen Monzon."). Este mesmo texto também permite inferir que a vila já estaria fortificada, ao referir os “miles de Monçom”, o que também é questionado por alguns estudiosos, sob o argumento da escassez demográfica da região à época.

Os que defendem o argumento da inexistência da fortificação sob D. Afonso III, aceitam ter sido Dinis I de Portugal (1279-1325) o responsável pela construção do Castelo de Monção (1306), apoiados em Rui de Pina, que assim o afirmou em sua crónica: “(…) villas, castelos e fortalezas do regno das comarcas, d’antre Douro e Minho, de que algumas fez novamente e outras reformu: Monçam, e Castro Laboreiro e Vila Nova de Cerveira.” (“Das obras e coisas notáveis que D. Dinis fez em sua vida”, cap. XXXII. In: “Crónica de D. Dinis”)

Desconhecem-se entretanto as características e porte dessa estrutura. Por esta altura, a vila recebeu carta de feira e foram iniciadas as obras da Igreja Matriz. O desenvolvimento económico e demográfico fez prosperar a povoação.

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), no contexto das Guerras Fernandinas (1369-1382) as forças de Henrique II de Castela (1369-1379) invadiram o reino de Portugal, vindo o “adelantado” de Galiza, Pedro Rodrigues Sarmento, a impor cerco à vila de Monção (1372). De acordo com a tradição local, neste transe a esposa de Vasco Gomes de Abreu, alcaide-mor de Monção ausente a serviço de D. Fernando, Deu-la-Deu Martins, recorreu à última reserva de farinha dos defensores para fazer pão, que lançou por sobre os muros sobre os sitiantes, exclamando: "Deus lo deu, Deus lo há dado". Estes, compreendendo que a praça estava bem suprida de víveres, o que prolongaria em demasia o assédio, levantaram o cerco e retiraram-se. O feito é recordado no brasão de armas da vila, onde se destaca, no alto de uma torre ameada, uma mulher a meio corpo exibindo um pão em cada mão.

No contexto da crise de sucessão de 1383-1385, os homens bons de Vila Nova de Cerveira, Caminha e Monção enviaram mensagens ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira, declarando-se verdadeiros portugueses e entregando-lhe voluntariamente essas povoações e seus castelos.

Em algum momento do século XV, possivelmente sob o reinado de João I de Portugal (1385-1433), o castelo foi dotado de uma couraça envolvente.

Afonso V de Portugal (1438-1451) ordenou a construção da torre de menagem, concluída no reinado de João II de Portugal (1481-1495).

Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (“Livro das Fortalezas”, c. 1509): um castelo com torre de menagem rodeado de uma muralha e barbacã com planta circular.

O século XVII

No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1668), tornou-se imperativa a modernização das defesas da vila, que foi então convertida em uma fortaleza de planta poligonal abaluartada, adaptada aos tiros da artilharia da época. Iniciadas em 1656, com projeto do engenheiro militar francês Miguel de L'Ècole, sob a direção do mestre João Alves do Rego, a eficácia destas defesas, foi posta à prova quando da invasão de 1658, pelas forças espanholas sob o comando do Governador e Capitão-general da Galiza, D. Rodrigo Pimentel, marquês de Viana, e como Mestre de Campo General D. Baltasar de Rojas y Pantoja. Após terem atravessado o rio Minho na altura de Lapela, impuseram assédio a Monção em 7 de outubro, que se prolongou por quatro meses, até 7 de fevereiro de 1659, quando a exaurida guarnição finalmente capitulou. A praça só retornou à posse de Portugal após a assinatura do Tratado de Paz em 13 de fevereiro de 1668.

Em 1686 o engenheiro Sebastião de Sousa e Vasconcelos foi afastado dos trabalhos da fortificação devido a um erro construtivo (SOROMENHO, 1991).

O século XVIII

No início do século XVIII e sob a direção do engenheiro militar Manuel Pinto de Vilalobos procedeu-se a alterações na fortificação. No Arquivo Histórico Militar em Lisboa existe uma planta datada de 29 de dezembro de 1713, assinada por aquele militar. Pela legenda que a acompanha verifica-se estarem os trabalhos ainda muito atrasados. Por exemplo, os baluartes apenas tinham os taludes, faltando-lhes a ligação às muralhas. O de São Bento estava em fase de conclusão, mas também ainda não estava ligado à muralha pelo lado do rio Minho. Os fossos estavam já abertos mas não protegidos por escarpas, contra-escarpas, estradas cobertas, parapeitos e esplanadas. De salientar no desenho o traçado (a pontilhado) da demolida cerca medieval, de perfil circular e em cujo interior se erguia a Igreja Matriz. Destacados aparecem os edifícios dos conventos das freiras de São Francisco (hoje desaparecido) e da Misericórdia Nova. O pequeno ribeiro que abastecia a Fonte da Vila cruza o interior do recinto e vai desaparecer no Minho. No remate inferior do desenho, Vilalobos traçou o perfil da fortificação abaluartada com a escarpa interior, o terrapleno, a banqueta, o parapeito, o contraforte (em mancha a negro), a escarpa exterior, o fosso, a contra-escarpa e a esplanada com a sua banqueta.

Em 1727 Vilalobos dirigiu as medições para o quartel de Cavalaria de Monção.

Posteriormente, o desenho de Gonçalo Luís da Silva Brandão, incluído na “Topographia da Fronteyra, Praças e seus Contornos, Raya Seca, Costa e Fortes da Província de Entre Douro e Minho” (1758), mostra que a praça-forte, pela parte da terra possuía cinco baluartes e, pela do rio Minho, o de São Bento, o da Misericórdia e outros menores, e a plataforma de Nossa Senhora da Guia, (Brandão, 1994:12) representada pela letra “Q”. Segundo este Sargento do Numero de Infantaria e Discípulo de Engenharia, Monção era fortificada de muralha de alvenaria de pedra e cal, cunhais de cantaria, cordão e guaritas e segundos rampardos. Encontrou deficiências no Baluarte de São Bento pois se achava sem parapeito. Na altura o Revelim marcado com a letra “C”, que havia de cobrir a Porta do Sol, estava nos alicerces. Os fossos não estavam todos abertos e achavam-se sem estrada coberta, sem parapeitos e esplanada. Encontram-se assinaladas quatro portas: do Sol (letra “S”), de São Bento (“T”), do Rosal (“V”), de Salvaterra (“X”) e o Postigo das Caldas (“Z”). Os militares alojavam-se nos quartéis de Infantaria (“K”) e de Cavalaria (“L”). As armas e a pólvora estavam em armazéns (“H” e “I”) isolados.

Uma nova etapa construtiva teve lugar entre 1762 e 1769 quando Friedrich Wilhelm Ernst zu Schaumburg-Lippe, conde de Lippe, intervencionou a muralha de Monção, deixando-a com “1.000 braças de circuito” e capacidade para alojar uma guarnição composta por “um batalhão de infantaria, 4 companhias de cavalos e dispunha de 15 peças de guarnição, das quais 9 eram de bronze” (Villasboas, 1800).

Em 1777 o regimento de Infantaria foi transferido para Viana.

Em 1797 Monção recebeu de Valença uma guarnição de artilharia. Os seus muros foram reparados, e a praça encontrava-se artilhada com 13 peças.

O século XIX

Por um desenho de J. J. Almeida, datado de 1802, observa-se que o conjunto fortificado de Monção compreendia:

- 12 baluartes - S. Bento (“A”), N.ª S.ª da Conceição (“B”), S. Pedro (“C”), Santo António (“D”), S. João (“E”), N.ª S.ª da Guia (“F”), S. Luís (“G”), S. José (“M”), N.ª S.ª da Boavista (“H”), N.ª S.ª do Loreto (“N”), S. Francisco (“I”) e S. Filipe (“L”);

- 5 portas - do Sol, das Caldas, de Salvaterra, do Rosal - de acesso ao interior do recinto e uma outra, a de S. Bento, que se encontrava “tapada”;

- quartéis para 600 a 700 homens e cavalariças para 120 cavalos, ficando perto a Casa do Governador;

- o paiol ou “armazém da pólvora” situado entre os baluartes de S. Luís e de N.ª S.ª da Guia.

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) o vulto deste sistema defensivo contribuiu, durante a 2.ª invasão francesa (1809) para dissuadir o marechal Nicolas Jean de Dieu Soult de tentar novamente entrar pela fronteira do Minho após os insucessos da travessia do rio em frente a Caminha e a Cerveira.

Em 1840, as muralhas começaram a ruir, registando-se a queda de um lanço da cortina da Porta do Rosal. Pouco depois desmantelou-se parte das Portas de São Bento para a construção da Casa das Caldas. Durante a segunda metade do século, o processo de degradação acelerou-se: diminui-se o espaço dos edifícios interiores e abriram-se vãos nas cortinas, coincidindo frequentemente com as portas para traçar ruas que articulassem o espaço urbano intramuros com o extramuros.

Em 1882 registou-se a demolição completa da porta das Portas de São Bento, para a penetração na cidade da estrada EN-202.

Do século XX aos nossos dias

O novo século iniciou-se com a demolição da abóbada da Porta do Sol por ordem da Câmara Municipal (1902).

A fortificação encontra-se classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho do mesmo ano.

Ainda assim, em 1915 registou-se a abertura da cortina entre os baluartes de Terra Nova e da Cova do Cão para a construção do caminho-de-ferro e da sua estação, o que afetou significativamente o último baluarte. Posteriormente foi construída uma estrada até à Porta das Caldas.

A intervenção do poder público fez-se sentir apenas a partir da segunda metade do século XX, quando os remanescentes foram objeto de intervenção de conservação e restauro por parte da Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Desse modo, foram procedidos trabalhos diversos nas muralhas (1955), consolidado o Baluarte de São Filipe Néri (1958-1959), reconstruído um troço da muralha na esplanada General Carmona (1961-1962), recalçados alguns pontos da muralha, constituídos muros de contenção de terra, limpeza de fossos, restauro da muralha entre os baluartes de Salvaterra e de São José, e restaurados e conservados o paiol e a passagem abobadadas da Porta do Rosal (1962), reparação parcial da muralha do lado do rio com demolição de um edifício e diversas obras de conservação no Baluarte de N. Sr.ª da Conceição, reconstrução de parte da muralha entre os baluartes de N. Sr.ª do Carmo e da Conceição e tratamento da muralha do Baluarte do Souto (1965), reconstrução de um pano de muralha desmoronado no Baluarte de N. Sr.ª da Guia, elevação de um troço da muralha desmoronada entre o Baluarte da N. Sr.ª da Guia e o Baluarte da Terra Nova, tratamento dos paramentos do Baluarte da Cova do Cão, reconstrução de um troço de paramento destruído na fachada do Baluarte da N. Sr.ª da Guia (1966), reconstrução de parte de um troço desmoronado na muralha oeste do Baluarte de N. Sr.ª da Guia, trabalhos de abertura e execução das sapatas de fundação e alçado da parede do muro derrubado neste baluarte e regularização do talude que o comprimia (1967), recuperação e valorização da muralha no Baluarte da Guia e do Souto, recuperação e melhoria do Baluarte de S. Filipe Néri (1968), recuperação e valorização da muralha do resto dos baluartes, continuação da recuperação do conjunto fortificado, consolidação dos contrafortes do exterior da Porta do Rosal e reconstrução da muralha nesta zona (1969), limpeza do fosso da muralha próxima aos baluartes do Souto, de N. Sr.ª da Conceição e de S. Filipe Néri (1973), demolição dos edifícios junto à porta do Rosal e do quartel de cavalaria junto ao Baluarte do Souto (1975), limpeza da vegetação na muralha do Baluarte da Conceição (1977), trabalhos de conservação (1978), trabalhos diversos de conservação e melhoras (1980), melhoramentos em vários troços da muralha (1982), reconstrução de algumas cortinas da muralha (1988), consolidação e melhoramentos dos paramentos no troço aberto para a Av. das Caldas (1989), reconstituição de uma cortina da muralha e da sua passagem, continuação da reconstrução do Baluarte da Guia (1990).

A DGSU e a Câmara Municipal de Monção procederam a trabalhos de limpeza da vegetação na muralha e nos baluartes (1996), limpeza do recinto amuralhado (2000). Foram ainda introduzidas infraestruturas possibilitando a realização de percurso pedestre ao longo de quase todo o perímetro amuralhado.

A DGEMN procedeu a trabalhos de consolidação e reparação dos paramentos das muralhas (2000-2001)

No século XXI as muralhas e o centro histórico de Monção foram objeto de um Plano de Pormenor de Salvaguarda e Reabilitação, tendo-se, a partir de 2002, iniciado um programa de Reabilitação das muralhas e espaços públicos no seu interior e envolvente.

Em 2004 a Câmara Municipal procedeu a trabalhos de restauro, limpeza e iluminação da muralha, implantando-se o Projecto de Salvaguarda e Revitalização do Centro Histórico de Monção, desde a cortina do Baluarte de S. Bento até à cortina do postigo das Caldas, Baluarte de S. Filipe Néri e as falsas bragas dos Capuchinhos e dos Néri. Também foi melhorado o Postigo das Caldas reconstruindo-se o pano interior da muralha onde está a porta de acesso ao rio e o túnel de acesso ao revelim dos Néri, e adaptada uma área para estacionamento público.

Em nossos dias, a Praça-forte de Monção conserva-se, em grande parte intacta, no seu conjunto.

Do primitivo castelo, mandado edificar por D. Dinis em 1306, subsistem apenas duas portas, alguns trechos da muralha medieval, a norte, e a torre, contemporânea de D. Pedro I e de D. Fernando I.

Da fortificação seiscentista subsistem grande parte dos baluartes, dos panos de muralha (alguns rompidos pelas vias de comunicação), a Porta de Salvaterra (assim denominada por se encontrar orientada para a localidade galega com o mesmo nome, assegurando a ligação ao rio), e a Porta do Rosal (que indica o caminho para Valença).

Características

Exemplar de arquitetura militar, gótica e abaluartada, de enquadramento urbano.

O conjunto medieval apresenta planta no formato circular, no estilo gótico, envolvendo a vila. Nos muros rasgavam-se apenas duas portas, a principal defendida pela Torre de Menagem, abrindo-se para o terreiro onde era realizada a feira. A porta da traição, de menores dimensões, dava para zona ribeirinha.

A fortificação do século XVII, embora erguida de raiz, integrou as muralhas medievais, reformulando-as, dado o crescimento da vila. De planta poligonal irregular, compreende:

11 Baluartes - de diferentes dimensões colocados assimetricamente: S. Filipe Nery, S.ª da Vista (desdobrado em 1802 em Baluarte de N.ª S.ª da Boavista e Baluarte de N.ª S.ª do Loreto), Salvaterra ou de S. Luís ou do Estandarte, S.ª da Guia, Terra Nova ou de S. João, Cova do Cão ou de Santo António, Souto ou de S. Pedro, N.ª S.ª da Conceição, S. Bento, S. Francisco e S. José. Nos ângulos dos baluartes estão guaritas facetadas, assentes sobre o cordão, com pequenos vãos retangulares dispostos verticalmente na parte superior. Estão cobertas por cúpulas também facetadas sobre cornijas retangulares coroadas por um pedestal que possivelmente serviria de base a um globo. Os baluartes de N. Sr.ª da Guia, da Terra Nova, da Cova do Cão, do Souto, de Nª Sr.ª da Conceição e de S. Bento têm todos cavaleiros, os de S. Bento, do Souto e S. Filipe Néri para além dos respectivos cavaleiros apresentam-se parcialmente rodeados por canhoeiras, formando uma linha defensiva mais baixa.

2 Portas - diametralmente opostas, das cinco que compreendia originalmente:

- a de Salvaterra aberta na fachada leste do baluarte de São José, estabelecia ligação com o rio Minho e a Galiza. Acedida por uma ponte levadiça, apresenta uma inscrição na primeira fiada, com a data de 1654, que sugere tratar-se da parte mais antiga da fortaleza moderna.), e

- a do Rosal, que constituía uma das saídas para o espaço agrário envolvente e para a estrada de Viana, “abre-se na muralha entre o baluarte da Senhora da Guia e o de Terra Nova, de arco pleno, longa abóbada ladeada por fresteiras, e dupla porta. Interiormente tem contrafortes, entradas para casamata e dois túneis de acesso à falsa braga; exteriormente é encimada por guarita”.

Foram demolidas a Porta de S. Bento para o alargamento do eixo viário de ligação à vila de Melgaço, e a Porta do Sol, para a implantação do eixo ferroviário de ligação a Valença.

Escarpas Exteriores – inclinadas rematadas por cordão sob parapeito e guaritas nos cunhais, exceto no troço da muralha medieval cujo paramento é vertical e que mantém entre os baluartes de S. Luís e o de S. Filipe de Néri a porta medieval de arco quebrado sobre pé-direito, apresentando-se cortadas a escarpa sudoeste/oeste pela linha de caminho-de-ferro (1915) e também as nascente, sul e poente por estradas rodoviárias. Todavia, o Plano de pormenor de salvaguarda e reabilitação do Centro Histórico de Monção, que parece pretender conferir unidade à fortaleza, entre outras coisas prevê a substituição da linha de caminho-de-ferro por uma rua.

Muralha - apresenta duas portas diametralmente opostas. Tem de altura cerca de 13,2 metros, em mau estado, tal como os restantes muros a que faltam ameias em vários lugares. A altura da muralha da vila é de 8,25 metros e tem de espessura 2,42 metros. Refere Vilalobos, na legenda da sua planta, do início do século XVIII, que a muralha antiga foi toda demolida, aquando da construção da atual fortificação. Deve-se interpretar tal afirmação como estando a referir-se àquela que não foi preservada ao ter sido integrada na nova construção, como já antes se referiu, sabendo-se também que a pedra da muralha antiga foi reutilizada, o que é visível em vários locais pelo tipo de cantaria aparelhada tipicamente medieval.

Torre de Menagem – eleva-se a 13,3 metros de altura, com idêntica largura. Está adossada ao próprio muro, e que se indica estar em mau estado, tal como os restantes muros a que faltam ameias em vários sítios.

Barbacã - tem de altura 3,3 metros e idêntica largura.

Torre junto ao rio - próxima ao hoje conhecido como Poço da Couraça, destinava-se a proteger o abastecimento de água neste local. Eleva-se a cerca de 10,45 metros de altura. A sua base apresenta planta quadrada com 9,9 metros de perímetro. Na planta observa-se que a torre se encontra diretamente ligada à couraça, podendo formular-se a hipótese de que existiria uma passagem subterrânea de ligação.



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Conjunto Abaluartado da Praça-Forte de Monção
Página dedicada ao Conjunto Abaluartado da Praça-Forte de Monção, e que integra o website “Vale do Minho. Espaço, Memória e Identidade” (http://www.emi.acer-pt.org/), projeto desenvolvido pela Associação Cultural e de Estudos Regionais - ACER - com a concepção e direção geral de Antero Leite. No menu principal do website do projeto, que aborda vários aspectos culturais da região do Vale do Minho (Portugal), na seção "Pesquisa Tipológica", opção "Arquitetura Militar", podem ser encontrados também conteúdos sobre outras fortificações dessa região.

http://www.emi.acer-pt.org/concelhos/moncao/36-mono-vila/316-evoluo-do...

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Contribuciones

Actualizado en 10/02/2016 por el tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Praça-forte de Monção

  • Castelo de Monção, Fortaleza de Monção

  • Ciudad Fortificada





  • Portugal


  • Descaracterizada y bien conservada

  • Protección Nacional
    A fortificação encontra-se classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho do mesmo ano.





  • Centro Turístico Cultural

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Viana do Castelo
    Ciudad: Monção



  • Lat: 42 -5' 20''N | Lon: 8 28' 49''W










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