Fort of San Lorenzo de Goián

Tomiño, Pontevedra - Spain

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O “Fuerte de San Lorenzo”, também referido como “Castillo de Goián” ou “Fuerte Nuevo de Goián”, localiza-se na paróquia de San Cristovo de Goián, no ayuntamiento de Tomiño, na província de Pontevedra, na Comunidade Autónoma da Galiza, na Espanha.

Compreendido no conjunto defensivo de Goián-Vila Nova de Cerveira, tinha a função de defesa do seu ancoradouro, na margem direita do rio Minho.

História

Antecedentes

Tomiño figura em documento de 1258 como sendo parte das herdades dos domínios do mosteiro de Oia, a cerca de 13 quilómetros de A Guarda, na da foz do Minho. Este mosteiro possuía muitas propriedades na diocese de Tui, que até 1409, compreendia ambas as margens do Minho, até ao rio Lima, e portanto, também em Cerveira.

No contexto da Guerra da Restauração (1640-1668), por ordem do governador de armas da província de Entre-Douro-e-Minho, forças portuguesas atravessaram o rio e ocuparam a aldeia (1663). Essa invasão permitiu ainda ocupar a vizinha vila de A Guarda, o Rosal, e até Gondomar da Galiza, no chamado Val Miñor. Durante esse tempo, foram erguidas fortificações portuguesas e construída uma ponte de barcas sobre o rio Minho para facilitar o trânsito e o abastecimento.

Após a assinatura do Tratado de Paz de Lisboa, em fevereiro de 1668, os territórios e fortificações na margem direita do Minho foram devolvidos à Espanha.

O forte seiscentista

Na Biblioteca Nacional de Portugal, em plantas da época, encontra-se indicado neste local um "Forte que se ha de fazer".

Com a paz, a Coroa Espanhola decidiu construir um novo forte de menores dimensões, o Forte de São Lourenço, já que o tamanho da fortificação portuguesa de Goián era excessivo para servir de base para uma guarnição.

A regente Maria Ana de Áustria, Rainha de Espanha (1665-1675) por Cédula Real ordenou a construção do novo “castelo” no lugar no qual antes se levantava o "Fortín de Barca" de Goián. Os trabalhos tiveram início em 1671, estando concluídos dois anos mais tarde (1673), a um custo total de 143.704 reais.

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) conheceu alguma movimentação, após o que, com a paz, foi progressivamente abandonado. Em 1847 foi assim descrito:

(…) Hay también un fuerte de cuarta clase, cuyas murallas están algún tanto deterioradas y arruinados los pabellones.” (MADOZ, PASCUAL. “Diccionario geográfico-estadístico-histórico de España y sus posesiones de Ultramar. t. VIII”, 1847. p. 453.)

Durante o período de abandono foi objeto de graves espoliações que afetaram o conjunto como um todo. Em nossos dias foi objeto de um plano de recuperação, constituindo-se numa das mais bem conservadas na região.

Encontra-se classificado pelo Decreto de 22 de abril de 1949 e pela lei do Património Histórico Espanhol n.º 16/1985. Está inscrito desde 17 de outubro de 1995 sob o n.º RI-51-0008981 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.

Anualmente, no mês de agosto, comemora-se em Vila Nova de Cerveira a última batalha que teve lugar nesta zona entre Portugal e Espanha, sob a forma de um espetáculo de fogos-de-artifício lançados desde Vila Nova de Cerveira e de uma barca nas águas do rio.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

Segundo Blanco Rotea e García Rodríguez este forte "apresentava uma das plantas mais interessantes de todo o conjunto galego de fortificações do sistema defensivo do Baixo Minho, pela sua perfeição e simetria, de características similares ao Forte da Ínsua, no lado português". (BLANCO ROTEA, Rebeca; GARCÍA RODRIGUEZ, Sonia. "Paisaje arquitecturado y arquitectura en el paisaje: La fortificación del territorio en época moderna en el Baixo Miño".)

O forte apresenta planta quadrada com baluartes nos vértices. Cada baluarte tinha três guaritas, uma em cada um dos ângulos, e que se podem apreciar em alguns planos do século XVII.

Um fosso defensivo rodeia o conjunto, ultrapassado por uma ponte que acede a porta principal que, primitivamente devia ser fechada com uma grade levadiça. Nesta porta conserva-se uma inscrição de quando a fundação com o seguinte texto:

FABRICOSE ESTE FUERTE REINANDO CARLOS SEGUNDO REY DE LAS ESPAÑAS Y LA REINA GOBERNADORA SU MADRE DOÑA MARIANA E AUSTRIA SIENDO GOBERNADOR Y CAPITAN GENERAL DESTE REINO EL EXMº SEÑOR ARZOBISPO DE SANTIAGO DON ANDRES GIRON ASISTIENDO A ESTA FABRICA EL ILMº SEÑOR JUAN DE CASTILLO Mº DE Cº GENERAL DEL CONCEJO DE Gº DE SU MGD AÑO 1673

Aos lados da porta situavam-se os escudos, hoje desaparecidos, do sobrenome Girón, o da esquerda, e Castillo, o da direita, de acordo com o historiador Manuel Fernández Rodríguez

Em seu interior erguem-se as edificações de serviço: Casa do Governador, casa do capelão e oficiais, capela, quartéis para 3 companhias de infantaria, paiol, padaria e refeitório, estábulo com capacidade para 60 animais, diversos armazéns e 2 poços.

  • Fort of San Lorenzo de Goián

  • Castillo de Goián, Castillo de San Lorenzo, Fuerte Nuevo de Goián

  • Fort

  • 1671 (AC)

  • 1673 (AC)



  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado pelo Decreto de 22 de abril de 1949 e pela lei do Património Histórico Espanhol n.º 16/1985. Está inscrito desde 17 de outubro de 1995 sob o n.º RI-51-0008981 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.





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  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Pontevedra
    City: Tomiño



  • Lat: 41 -57' 33''N | Lon: 8 45' 13''W










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