Fort of São Luís de Almádena

Vila do Bispo, Faro - Portugal

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O “Forte de São Luís de Almádena”, também referido “Fortaleza de Almádena” e “Forte da Boca do Rio”, localiza-se no município de Budens, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro, em Portugal.

Situa-se na margem direita junto à foz da ribeira de Budens, entre as localidades de Salema e Burgau, em um alcantilado no local denominado Boca do Rio.

História

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), já Alexandre Massai relacionava os lugares de Almádena e do Azavial como merecedores de fortificação ("Descripcaõ do Reino do Algarve…", 1617/1618), para proteger as almadravas (armações) da pesca de atum ali existentes e aquele trecho da costa dos ataques de corsários e piratas. Sob o reinado de Filipe IV de Espanha (1621-1665), D. Luís de Sousa, futuro conde do Prado, tomou posse do cargo de Governador e Capitão General do Reino do Algarve (1629). No ano seguinte (1631), Rodrigo Rebelo Falcão, Provedor das Almadravas do Reino do Algarve, por carta de 15 de maio, solicitou a defesa dos "portos de Almádena e Azavial por estarem expostos e oferecidos a maior perigo". Data deste momento a construção do forte, às expensas do próprio D. Luís de Sousa, sobre as ruínas de uma fortificação mais antiga.

O desenho mais antigo que conhecemos deste forte mostra-o com planta poligonal: pelo lado da terra rasgava-se a porta de armas, defendida por dois baluartes e um fosso com ponte levadiça; as baterias, à barbeta, voltavam-se para o mar. No interior,  uma praça de armas elevada, sob a qual ficava a capela, abobadada, servia de torre de vigia. Inicialmente era guarnecido pelos próprios pescadores da armação, havendo alojamento eles, além do capitão, do “bombardeiro” (artilheiro) e do capelão. Ficou artilhado com três peças.

Em 1747 apresentava duas baterias desniveladas voltadas ao mar, a superior com duas peças de bronze, e a inferior com uma de ferro. Os seus quartéis tinham capacidade para de quatro a seis soldados. Ao contrário do que aconteceu noutros fortes no Algarve, este não sofreu grandes danos com o terramoto (e consequente maremoto) de 1 de novembro de 1755. Algumas décadas depois, entretanto, carecia de obras, nomeadamente nos quartéis e na casa do governador. Em agosto de 1759, um episódio da guerra entre ingleses e franceses desenrolou-se praticamente debaixo dos seus muros.

Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) foi reguarnecido e reartilhado. Findo o conflito, perdida a sua função militar, foi abandonado. Em meados do século XIX, as suas dependências eram utilizadas como abrigo por alguns soldados do Regimento de Infantaria n.º 15, de Lagos, em serviço de vigilância da costa, nomeadamente na repressão do contrabando de tabaco.

Em 1946, a pedido da Câmara Municipal de Vila do Bispo, o imóvel foi entregue ao Município pelo Ministério das Finanças, para onde havia sido transferido em 1940.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 735/74, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 297, de 21 de dezembro de 1974.

Atualmente em mau estado de conservação, apenas subsistem os restos de dois meios-baluartes, o fosso, a porta de armas, os quartéis, a capela dedicada a São Luís, e das duas baterias, uma baixa e outra alta.

Características

Fortificação no estilo Maneirista, apresenta planta poligonal, com baluartes também poligonais nos ângulos.

A porta de armas rasga-se na face voltada a terra, precedida por um fosso, ultrapassado por uma ponte levadiça. Sobre a ela, a inscrição epigráfica rezava:

"Reinando Filipe III [de Portugal 9 e governando este reino [do Algarve] D. Luiz de Souza, conde do Prado, foi edificada esta fortaleza e dedicada a S. Luiz, confessor. Era 1632". (M. João Paulo Rocha, Monographia. As forças militares de Lagos nas Guerras da Restauração e Peninsular e nas pugnas pela liberdade, Porto, 1909, p. 113). Essa inscrição encontra-se hoje depositada no Museu de Lagos.

No seu interior dispõem-se as edificações de serviço (quarteis, paio, capela), de planta quadrangular, abobadadas, encimadas por terraços.

Bibliografia

CALLIXTO, C. P. (1986) - As Fortificações dependentes da Praça de Lagos. O Forte de S. Luís de Almádena”. Revista de Marinha, n.º 759, Setembro de 1986, p. 26-27.

CALLIXTO, C. P. (1986) - As Fortificações dependentes da Praça de Lagos. O Forte de S. Luís de Almádena. 2.ª parte. Revista de Marinha, n.º 760, Outubro de 1986, p. 46-47.

MANSO PORTO, C. (1999) - Cartografia Histórica Portuguesa. Catálogo de Manuscritos (siglos XVII y XVIII). Madrid: Real Academia de la Historia.



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Contribution

Updated at 27/05/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (4), Roberto Tonera (1).


  • Fort of São Luís de Almádena

  • Fortaleza de Almádena, Forte da Boca do Rio

  • Fort

  • 1632 (AC)




  • Portugal


  • Ruins Badly Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 735/74, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 297, de 21 de dezembro de 1974.





  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Vila do Bispo



  • Lat: 37 -4' 1''N | Lon: 8 48' 16''W




  • 1632: 3 peças.






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