Praça-forte de Faro

Faro, Faro - Portugal

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A “Praça-forte de Faro” compreende uma série de estruturas defensivas localizadas na freguesia de União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro), na cidade, concelho e distrito de Faro, em Portugal. São elas:

• O “Castelo de Faro”, hoje conhecido como “Fábrica da Cerveja”, diante do largo de São Francisco;

• As “Muralhas de Faro”, dos períodos medieval e tardo-medieval, que envolvem a zona histórica da cidade;

• A chamada “Cerca Seiscentista”, “Muralha Seiscentista” ou “Fortaleza de Faro”.

História

O castelo e a cerca medievais

Pesquisas arqueológicas evidenciam a existência de uma povoação fortificada no local desde a Idade do Ferro. Quando da invasão romana da península Ibérica, estes aqui se fixaram no século I ou II, erguendo novas muralhas.

As defesas da cidade foram reconstruídas séculos mais tarde, à época da invasão muçulmana da península, por seu governante, o muladi Yahia Ben Bakr, quando de sua revolta, no século IX, contra o Emirado de Córdoba. A ele (e a seu filho e sucessor) deve-se a fortificação da povoação, erguendo as atuais muralhas da chamada “Cidade Velha” (a chamada “Vila-Adentro”), então dotada de fortes portas de ferro chapeadas, e a mudança do nome da mesma para "Xantamarya Al-Gharb" (Santa Maria do Ocidente). Foi erguida uma forte alcáçova, no espaço interior das primitivas muralhas romanas, à qual corresponde o castelo. A fortificação muçulmana ficou constituída pela alcáçova e por uma ampla cerca amuralhada onde se rasgavam 4 portas e 1 postigo;

Posteriormente, no século XI foi construído o arco em ferradura que hoje ainda se conserva no interior do Arco da Vila; disposto em cotovelo. Este abria-se para o antigo porto de abrigo.

No século XII, durante o período Almóada, foram erguidas duas torres albarrãs a defender uma das entradas principais, conjunto atualmente conhecido como "Arco do Repouso".

Afonso III de Portugal (1248-1279) conquistou a cidade em 29 de março de 1249 com o apoio de forças sob o comando de D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Sant'Iago. O castelo foi colocado como um dos postos em terçaria em poder de D. João de Aboim e do seu filho, Pero Eanes de Portel. No ano seguinte (1250), D. Afonso III mandou reparar as muralhas e as torres.

Em 1251 a povoação foi retomada pelos muçulmanos, ao que tudo indica em decorrência das guerras com Castela.

A sua posse definitiva pelos portugueses só ocorreu em janeiro de 1260. D. Afonso III concedeu a primeira carta de foral a Faro em agosto de 1266, e determinou a reedificação das suas defesas, fazendo cercar a vila de muralhas elevadas, amparadas por diversas torres. Por carta régia de Afonso X de Castela datada de 16 de fevereiro de 1267 todos os castelos e terras do Algarve foram entregues a D. Afonso III, rei de Portugal.

Um novo foral foi concedido pelo soberano, em 12 de julho de 1269, destinada aos mouros residentes. Neste momento, a malha urbana correspondia a dois núcleos distintos:

• a chamada "Vila-Adentro" (atual freguesia de Santa Maria), onde se localizavam os templos religiosos, a Judiaria e as casas dos cristãos; e

• a "Ribeira", área residencial das classes sociais de nível mais elevado.

Na baixa da vila instalou-se a Mouraria, onde desde 1269, os mouros foram forçados a residir.

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1382) este soberano entrega o castelo a Nuno Gonçalves Velho que fez dele sua menagem (1373).

Se em 1449 a muralha conservava ainda a sua integridade primitiva, em 1475 as fortificações de Faro encontravam-se arruinadas. A vila (e seu castelo) passou a pertencer à Casa da Rainha, sendo doada por João II de Portugal (1481-1495) à rainha D. Leonor (14 de abril de 1491).

Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) a vila recebeu o Foral Novo (20 de agosto de 1504).

João III de Portugal (1521-1557) elevou Faro à condição de cidade (7 de setembro de 1540) e determinou restaurar toda a fortificação.

Sob o reinado de Sebastião I de Portugal (1557-1578) a sede da Diocese do Algarve, até aí assente na cidade de Silves, foi transferida para Faro (30 de março de 1577). Neste reinado foi erguido um revelim para reforço da defesa.

À época da Dinastia Filipina (1580-1640), as defesas da cidade foram bastante castigadas quando da invasão do Robert Devereux, 2º conde de Essex (1596). De imediato foram encetadas as reparações necessárias, com adaptações para receber artilharia. Desse modo, na passagem do século XVI para o XVII acredita-se que as torres tivessem recebido canhoneiras, apesar de não subsistirem hoje vestígios que o comprovem. No século XVII com a generalização da artilharia, as muralhas sofreram algumas adaptações às novas necessidades militares. Desse modo derrubaram-se ameias e algumas torres, de modo a igualá-las com a altura da cortina, como forma de assegurar a funcionalidade das bocas-de-fogo.

Entre 1617 e 1618 o 8º Governador Militar do Reino do Algarve, D. João de Castro, encomendou ao engenheiro militar napolitano Alexandre Massai, o levantamento de todas as fortificações nesta região. Desse trabalho resultou a planta mais antiga que conhecemos do castelo e muralhas de Faro. Em 1621 Massai referiu a “Porta do Mar” informando que esta se encontrava tapada, devendo abrir-se e fazer-se um revelim junto dela, no entanto, não se chegou a realizar tais obras. No mesmo ano deu-se início à construção das casas do Capitão-mor e do Alcaide-mor.

Em 1630 foi aberta a chamada “Porta Nova”, no lado oeste da antiga cerca medieval, para acesso direto às embarcações ancoradas na ria. Em 1633 o canal que permitia que o fosso exterior às muralhas fosse inundado pelas águas do mar, encontrava-se entupido, tendo sido necessário limpá-lo.

A Fortaleza de Faro

Posteriormente, no contexto da Guerra da Restauração (1640-1668), o castelo e as muralhas da cidade foram uma vez mais remodeladas e adaptadas para o uso da então moderna artilharia. Desse modo foram acrescentadas baterias e redutos pelo lado do mar e alguns baluartes, estando a cargo dessas obras o engenheiro militar neerlandês Jean Gillot (1644).

Em relatório enviado ao príncipe D. Teotónio, datado de 1653, o engenheiro Pedro da Santa Colomba referiu a importância da praça de Faro no contexto da região, quer pelas armações de pesca, quer pelo comércio aí praticado. Tornava-se assim urgente renovar as suas estruturas defensivas de acordo com as novas técnicas, e a construção de um forte de quatro baluartes para a defesa da barra.

No ano seguinte (1654) o então Governador e Capitão General do Reino do Algarve, D. Nuno de Mendonça, 2.º conde de Val de Reis, numa carta enviada para a Corte, informou ter mandado reparar as muralhas, e principalmente os baluartes de São Jorge e de São Sebastião, de forma a serem adaptados à nova artilharia. Neles foram rebaixados os muros, as ameias das muralhas foram arrasadas e criados parapeitos de serventia a estas. Fizeram-se ainda grande parte do fosso da muralha, deu-se início à fortaleza da barra, designada posteriormente como “Fortaleza de São Lourenço da Barra de Faro”. No mesmo ano o Cabido de Faro opôs-se às obras realizadas, insistindo na construção de uma cerca que envolvesse os arrabaldes.

Em 1659 o Governador Militar do Algarve, Martim Correia da Silva, encarregou um Sargento-mor de construir uma nova cerca exterior, composta por cinco baluartes e dois meios baluartes, que servisse de defesa contra uma possível invasão espanhola. Esse Governador aconselhou a Afonso VI de Portugal (1656-1683) a escrever aos Cónegos e mais Dignidades da Sé de Faro para lhes agradecer a contribuição voluntária de três mil cruzados destinada à construção da cerca (1662).

Uma notícia de 1664 dá conta de que as reparações estavam quase concluídas.

Em 1709 regista-se a construção da Capela de Nossa Senhora do Repouso sob tutela da Câmara Municipal de Faro, entaipando-se um dos arcos da entrada da porta do Arco do Repouso.

O terramoto de 1 de novembro de 1755 (e o consequente maremoto) acarretou extensos danos ao conjunto defensivo. Pelas “Memórias Paroquiais” de 1758 os párocos das freguesias da Sé e de São Pedro de Faro reportam que os baluartes de fábrica moderna apresentavam muitas rasgaduras e na sua maior parte estavam destruídos.

De 1773 a 1789 as portas da cidade sofreram alterações. Por volta de 1795 o então Governador das Armas do Reino do Algarve, Nuno José de Mendonça e Moura, 6.º conde de Val de Reis, encarregou o engenheiro militar José de Sande Vasconcelos de executar a planta da praça de Faro.

Durante o século XVIII registou-se a demolição das muralhas desde a Porta da Vila até ao Baluarte de São Sebastião. No último quartel do século foi construído um quartel com planta em “U”, adossado interiormente a três lados do castelo medieval, por determinação do então Governador e Capitão General do Reino do Algarve, o conde de Resende. Nele foi instalado o Regimento de Artilharia do Reino do Algarve. Ao final do século as muralhas perderam importância enquanto reduto militar: os avanços técnico-militares tornaram a cidade em um alvo fácil para artilharia instalada em Santo António do Alto.

O século XIX

Em 25 de outubro de 1812 foi inaugurado o chamado “Arco da Vila” erguido por iniciativa do então bispo da Diocese do Algarve, D. Francisco Gomes do Avelar, sobre uma das portas medievais das muralhas ("Portas da Rainha)", com projeto do arquiteto genovês Francesco Saverio Fabri.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) as tropas liberais consolidaram parte da antiga cerca seiscentista e prolongaram-na para norte, tendo-se encarregue desta tarefa o 2.º Tenente Engenheiro Rufino António de Moraes, que executou também a planta (1833).

De acordo com Silva Lopes (1841), o "quartelamento do castello" foi avaliado em 10.000 réis.

Em 1849 houve notícia de que o conjunto fortificado ainda mantinha alguns equipamentos militares, mas os troços das muralhas encontravam-se abandonados pelas autoridades e iam caindo aos poucos nas mãos de particulares, integrando as casas oitocentistas então construídas.

Em 1871 os armazéns do castelo eram utilizados como depósitos de alfarroba.

Em 1897 as dependências do castelo foram arrendadas a uma empresa privada portuense, que aí instalou uma fábrica de álcool.

No século XIX foi aberto um vão entre as torres barbacãs da Porta do Repouso. Ao final do século foi construída uma linha de caminho-de-ferro nas imediações das muralhas, impedindo definitivamente que a água das marés chegasse junto destas.

Do século XX aos nossos dias

No início do século XX, entre 1904 e 1913 registou-se o processo de industrialização do castelo e do quartel, e o loteamento do espaço. Em 1911 parte das muralhas e do castelo estiveram em risco de demolição devido a um projeto para uma "estrada de circunvalação".

Em 1923, com o aproveitamento da zona intramuros por armazéns, e posteriormente pela fábrica de cerveja, foi necessário rasgar a muralha do castelo a sul para a abertura de uma via larga para os transportes de grandes dimensões, fazendo atualmente a ligação entre a rua do Castelo e o largo de São Francisco (rua Nova do Castelo). Para esse fim, foi demolido um troço de 8,15 metros de comprimento na antiga muralha, o que implicou a destruição da unidade arquitetónica do castelo e interrompeu o caminho de ronda que ainda se conservava.

Posteriormente, entre 1931 e 1940, na sequência da renovação urbana realizada na década de 1920, foi instalada nos lados sul e oeste do castelo a Fábrica da Companhia Produtiva de Malte e Cerveja Portugália, adulterando-se profundamente os torreões e os panos de ligação à Vila-a-Dentro. Esta construção ocupou o espaço da antiga fábrica de álcool, sendo introduzidas alterações na sua altura, aumentada.

Em 1940 procedeu-se o restauro total das portas da vila, compreendendo a substituição de cantarias, limpeza e refechamento de juntas. Procedeu-se ainda o restauro e limpeza de uma torre na antiga muralha, hoje transformada em torre sineira da Sé.

Mais tarde, em 1966 procedeu-se a recuperação do baluarte e torres situadas no extremo sul das muralhas, compreendendo a construção de alvenaria hidráulica em elevação, de ameias, bem como a construção de moldura de tijolo no baluarte. No ano seguinte (1967) procedeu-se a demolição de prédios adquiridos para desafogo da muralha e reparação dos respetivos troços.

Em 1968, o espaço da Fábrica Portugália, que nunca chegou a laborar, foi ocupado pela Cervisul - Sociedade Distribuidora de Cerveja e Vinhos do Sul, Lda. que aqui funcionou até 1992.

Em 1969 teve lugar intervenção de reparação geral das muralhas, danificadas após o sismo de 28 de fevereiro de 1969, compreendendo a construção de alvenarias hidráulicas em cortinas e merlões, voltadas ao largo de São Francisco.

Entre 1971 e 1986 foram adquiridos e demolidos prédios que se encontravam adossados às muralhas. Entre 1983 e 1986 procederam-se reparações de rombos e refechamento de juntas. Nova campanha de obras de recuperação teve lugar em 1992.

A chamada “Fortaleza de Faro”, conjunto de muralhas medievais e tardo-medievais que envolve a “Vila-Adentro” encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 45/93, publicado no Diário da República, I Série-B, n.º 280, publicado em 30 de novembro de 1993.

Em 2 de junho de 1994 a Câmara Municipal de Faro propôs a classificação das muralhas seiscentistas.

Em 9 de outubro de 1996 a Associação para a Defesa do Património Cultural e Natural do Concelho de Faro propôs a classificação das muralhas seiscentistas.

A “Cerca Seiscentista / Muralha Seiscentista” encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 67/97, publicado no Diário da República, I Série-B, n.º 301, em 31 de dezembro de 1997.

Em 1999 a autarquia adquiriu as antigas instalações da Fábrica de Cerveja através do PROSIURB - Programa de Consolidação do Sistema Urbano Nacional e de Apoio à Execução dos Planos Directores Municipais e do PIPITAL - Programa de Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve.

Em janeiro de 2000 foi formulado um projeto de adaptação das instalações da antiga fábrica de cerveja a espaço museológico, compreendendo a demolição de alguns corpos e salvaguarda dos espaços da antiga unidade fabril. Atualmente é utilizado como espaço expositivo dependente do museu municipal.

Em 5 de dezembro de 2007 foi formulada proposta pela DRCAlgarve propondo uma ZEP conjunta ao Núcleo Histórico de Faro, abrangendo a antiga Fábrica de Cerveja.

Em 15 de novembro de 2010 foi formulada proposta pela DRCAlgarve para alargamento da ZEP do Património Classificado do Núcleo Histórico de Faro Vila Adentro.

Características

O conjunto, de implantação urbana, apresenta elementos de arquitetura militar, medieval e moderna.

A muralha pré-romana apresentava planta aproximadamente oval, com um perímetro de cerca de mil metros, amparada por torres em alvenaria de pedra, taipa e tijolo burro.

A muralha medieval da povoação era percorrida por adarve, ameada em alguns troços, pontuada por várias torres de seção quadrangular, retangular e semicircular, sendo algumas destas polifacetadas na metade superior. Conservam-se ainda três portas de acesso à área intramuros, implantadas nos extremos dos antigos eixos viários romanos, o “cardium” e o “decumanus”, sendo o extremo sul o espaço onde se erguia o antigo castelo e alcáçova. A porta norte, chamada de “Arco da Porta Vila” ou “Porta Entre-Amba-las-Águas”, é composta por um corredor com abóbada de canhão, com uma porta em arco em ferradura do século XI no alçado lateral oeste, apontando para uma antiga disposição em cotovelo da primitiva entrada, tipicamente muçulmana. A porta leste, conhecida como o “Arco de Porta do Repouso” ou “Porta dos Freires”, era defendida por duas torres barbacãs do século XII, unidas à muralha por dois arcos, um destes entaipado pela edificação de uma pequena ermida setecentista. De acordo com uma lenda local, o conjunto é assim denominado por nele ter "repousado" D. Afonso III após a conquista da cidade (1249). Outra lenda evoca a história de uma moura encantada, a filha do governador muçulmano, que por se ter apaixonado por um jovem cavaleiro cristão foi enfeitiçada pelo seu pai e aqui repousa. Uma terceira porta, a oeste, de modestas dimensões, foi aberta no século XVII, e apresenta uma configuração rectangular com os cantos superiores arredondados. A sul ergue-se o baluarte de São Sebastião, um revelim segundo a tipologia Vauban, de planta trapezoidal e dotado de canhoneiras. Outros contributos da nova estética defensiva moderna encontram-se ainda presentes no reforço das antigas muralhas medievais, como um troço a sul que é suavemente abaluartado. As torres de base semicirculares e polifacetadas na metade superior do corpo correspondem, possivelmente, a uma fundação tardo-romana e a um acrescento bizantino. O castelo possuía ainda uma torre de menagem, da qual não subsistem vestígios.

A chamada “Muralha Seiscentista” constitui-se em exemplar de arquitetura militar da Restauração: uma fortaleza com cinco baluartes e dois meios baluartes, circundados exteriormente por fossos, que envolviam a cidade de mar a mar.

No chamado “Arco da Vila”, ao centro encontra-se um nicho com imagem de São Tomás de Aquino, de origem italiana. No interior, preserva-se um portal em ferradura das muralhas mouras, único “in situ” no Algarve.

O Arco do Repouso, em seu interior, possui uma ermida sob a invocação de Nossa Senhora do Repouso, erguida no século XVIII por iniciativa da rainha D. Mariana.

Epigrafia

Inscrição gravada em lápide rectangular no alçado leste do corredor da Porta da Vila, com sulcos pintados a preto e sem moldura, em letra cursiva:

ARCO DA VILA / FACHADA NEO-CLÁSSICA DO ARQUITECTO FRANCISCO XAVIER FABRI CONSTRUÍDA SOBRE O ANTIGO ARCO E INAUGURADA EM 1812 / OBRAS DE RECUPERAÇÃO REALIZADAS NO ANO DE 1992 / O PRESIDENTE DA CÂMARA, (assinatura) João Carlos Dinonísio Botelho / C. M. DE FARO / PRODIATEC COMUNIDADE EUROPEIA

Inscrição gravada em lápide rectangular no alçado leste do corredor da Porta da Vila, sem moldura, em letra capital quadrada:

À MEMÓRIA DO REI D. JOÃO III QUE EM 1540 ELEVOU FARO À CATEGORIA DE CIDADE, SE CONSAGRA ESTA LÁPIDE INAUGURADA A 14 DE JUNHO DE 1940

Inscrição gravada em lápide retangular no alçado oeste do corredor da Porta da Vila, sem moldura, em letra: capital quadrada:

A MEMORIA DO BENEMERITO E INSIGNE BISPO DO ALGARVE D. FRANCISCO GOMES DO AVELAR (MDCCXXXIX-MDCCCXVI) / A CIDADE DE FARO AGRADECIDA / XVII-I-MCMXXV.

Bibliografia

LAMEIRA, Francisco I. C. Faro Edificações Notáveis. Faro: Câmara Municipal de Faro, 1995.

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    A chamada “Fortaleza de Faro”, conjunto de muralhas medievais e tardo-medievais que envolve a “Vila-Adentro” encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 45/93, publicado no Diário da República, I Série-B, n.º 280, publicado em 30 de novembro de 1993.
    A “Cerca Seiscentista / Muralha Seiscentista” encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 67/97, publicado no Diário da República, I Série-B, n.º 301, em 31 de dezembro de 1997.





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    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Faro



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