Fort of Nossa Senhora da Guia da Baleeira

Vila do Bispo, Faro - Portugal

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O “Forte de Nossa Senhora da Guia da Baleeira”, comumente referido apenas como “Forte da Baleeira”, localiza-se na freguesia de Sagres, no concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro, em Portugal.

História

Este forte, dependente da Praça de Guerra de Sagres, foi edificado entre 1568 e 1573, ano em foi visitado por Sebastião I de Portugal (1557-1578), a 21 de janeiro. Tinha como função a defesa deste trecho da costa, nomeadamente a almadrava (armação) de atum na Baleeira e as suas gentes, dos constantes assaltos de corsários e piratas então frequentes naquele litoral.

Foi assaltado e severamente danificado pelas forças do corsário inglês Francis Drake, em 1587, quando do ataque ao cabo de São Vicente.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640) foi reedificado com traça mais moderna a partir de 1633 por D. Luís de Sousa de Almeida, 2.º conde do Prado, 5.º senhor de Beringel, então Governador e Capitão-General do Reino do Algarve.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência (1640-1668), após obras de restauro, encontrava-se artilhado (1644). Pouco depois foi conquistado pela Armada Espanhola (1666), momento em que dispunha de apenas 3 peças de artilharia para a sua defesa.

No relatório da inspeção efetuada em 1754 pelo então Governador do Reino do Algarve, D. Rodrigo António de Noronha e Meneses, regista-se que o forte foi edificado no intuito de proteger as embarcações chegadas à praia à procura de auxílio contra os corsários.

Entre os danos causados à estrutura pelo maremoto consequente do terramoto de 1 de novembro de 1755 destaca-se a derrocada da ermida de Nossa Senhora da Guia, que não voltou a ser reedificada.

No contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763) a fortificação terá sido reedificada. Findo o conflito, embora arruinada, ainda dispunha de peças de artilharia em 1765. Mais tarde, em 1788, encontrava-se artilhada com duas peças, uma de bronze e outra de ferro, sendo a sua guarnição constituída por um oficial inferior e um soldado de artilharia. Ao final do século, em 1793 a bateria apresentava-se em bom estado de conservação.

No início do século XIX evidenciava sinais de ruína.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) possuía guarnição (1831). Após o conflito foi utilizado pela Praça de Sagres para vigilância e repressão ao contrabando, possuindo uma peça de artilharia funcional.

Cessada a sua função estratégica, caiu em abandono, tendo o imóvel sido alugado, em hasta pública, a João Maria da Cruz, residente em Lagos (1894).

Em 1940 (1938?) passou para a tutela do Ministério das Finanças e, posteriormente, para o da Marinha.

Com as obras do porto da Baleeira, na década de 1970, todo o resto da muralha junto à falésia e o que restaria de dois baluartes foram arrasados.

Embora do conjunto patrimonial do concelho de Vila do Bispo, um dos mais importantes seja o núcleo de fortificações da linha de costa dependentes da Fortaleza de Sagres - Forte de São Vicente, Forte de Santo António de Beliche e Forte da Baleeira - deste conjunto, apenas o Forte da Baleeira não possui proteção.

Os seus restos totalmente abandonados, correm o risco de desaparecer por completo, vítimas do processo erosivo tanto por parte dos elementos quando da ação humana.

Em mãos de particulares, em nossos dias encontra-se arruinada, subsistindo apenas os arranques de parte da muralha e de um baluarte, dos quartéis e um arco de alvenaria da porta de entrada na fortificação.

Características

Exemplar de arquitetura militar maneirista, de enquadramento rural, situa-se no alto de uma falésia, na altitude de 26 metros acima do nível do mar, sobranceiro ao porto de pesca, dominando a praia e a enseada da Baleeira.

Graças ao desenho do ataque de Drake (1587) atualmente no “British Museum”, é possível verificar que o forte, de pequenas dimensões, apresentava planta triangular e que no topo noroeste se implantava uma capela; todo o topo norte, como o pano que se situava a leste e que confinava com a falésia, já não existem, arrastados pela derrocada da arriba onde o imóvel se implanta.

A sua reedificação manteve a planta triangular, acrescentando-lhe dois torreões: um sobre a baía, para leste, o outro flanqueava o portão de armas a sul e abrangia em linha de vista todo o promontório até à Fortaleza de Sagres. Sobre a falésia, orientado para a enseada, corria um pano de muralha com merlões onde se encontrava disposta a artilharia. Um dos baluartes, voltado para terra, flanqueava a porta de armas do forte.

No seu interior adossadas aos panos de muralhas entre os baluartes, estavam edificados os quartéis e uma ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Guia.

Apresentava ainda uma plataforma a oeste, separada do recinto fortificado.

Bibliografia

CALLIXTO, Carlos Pereira, "As fortificações marítimas dependentes da Praça de Sagres, Forte de Nossa Senhora da Guia da Baleeira", Revista de Marinha, ano 50, n.º 752.

MARTINS, José António de Jesus, A freguesia da vila de Sagres. Estudo histórico monográfico, Sagres, Junta de Freguesia de Sagres, 2000.



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Contribution

Updated at 01/07/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

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  • Abandoned Ruins

  • Monument with no legal protection





  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Vila do Bispo



  • Lat: 37 -1' 30''N | Lon: 8 55' 42''W




  • 1788: 2 peças de artilharia antecarga, de alma lisa, uma de bronze e outra de ferro.






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