Fort of Santo António de Tavira

Tavira, Faro - Portugal

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O “Forte de Santo António de Tavira”, também referido como “Forte do Rato” ou “Forte da Ilha das Lebres”, localiza-se a leste do sítio das Quatro Águas, na foz do rio Gilão, na freguesia de Santa Maria, na cidade e concelho de Tavira, no distrito de Faro, em Portugal.

Está incluído no Parque Natural da Ria Formosa.

História

Foi erguido de raiz na segunda metade do século XVI, com a função de defesa da barra e do porto de Tavira, e colocado sob a invocação de Santo António. Encontrava-se em construção quando da visita de Sebastião I de Portugal (1557-1578) à povoação em 1573.

Ainda durante a sua construção viu a sua função defensiva reduzida diante da alteração da linha de costa. Uma notícia de 1577 dá conta de que a barra natural do rio Gilão localizava-se defronte à “Fortaleza de Santo António”.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência (1640-1668), em 1656, diante de uma nova alteração da barra, foi edificado o forte de São João de Cabanas, ficando o forte de Santo António reduzido a um simples registo, juntamente com uma pequena bateria na margem oposta do Gilão.

Posteriormente a sua estrutura foi remodelada, passando a secundar a defesa proporcionada pelo Forte de São João da Barra de Tavira, iniciado em 1672. Todavia, e segundo parecer do engenheiro Pierre de Saint-Colombe, o Forte de Santo António não era suficiente para proteger a cidade de uma possível invasão, sendo por isso reforçado o Castelo de Tavira.

Uma notícia de 1717 dá conta de que a barra natural do rio já se encontrava defronte ao sítio da Gomeira e, portanto, do Forte de São João da Barra.

Em 1792, numa relação do armamento existente neste forte, aponta-se que ele estava guarnecido por nove homens e artilhado com duas peças, estando uma sem apetrechos, servindo apenas de depósito de pólvora.

Em 1821 encontrava-se sem artilharia, guarnecida apenas por três homens, com a porta semi-desfeita e com a pólvora armazenada num paiol destelhado e com o forro podre. Nesta fase, o estado dos aquartelamentos era tão precário que a guarnição era rendida diariamente por barco.

Em 1830 foi desativado como paiol e definitivamente abandonado por ordem do então Governador das Armas da Província do Algarve, Brigadeiro Francisco de Paula Vieira da Silva de Tovar e Nápoles, 1º visconde de Molelos, que o considerou demasiado dispendioso de manter ou ligar por terra.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 8/83, publicado no Diário da República, I Série, n.º 19, de 24 de janeiro.

Desde a década de 1980 foram-lhe promovidas intervenções de consolidação e recuperação, nomeadamente no Portão de Armas e nos panos de muralha, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), além de limpeza geral e sinalização do espaço interno, a cargo da Câmara Municipal de Tavira.

Posteriormente, em 2 de novembro de 1998 foi assinado um protocolo entre a DGEMN e a Câmara Municipal de Tavira para a recuperação do imóvel e instalação no mesmo de núcleo museológico Museu do Mar.

Em 2000 teve lugar a candidatura ao Programa PROALGARVE - Eixo 3, para obras de valorização e arranjo paisagístico da envolvente do forte.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de enquadramento rural, a 3 metros acima do nível do mar.

Apresenta planta poligonal. No início do século XVII o engenheiro militar Alexandre Massai referiu a existência de cinco baluartes, acrescentando que os dois voltados a terra estavam incompletos.

No princípio do século XIX só existiam três baluartes voltados a sul, sendo a face norte constituída por um muro corrido e a entrada a meio.

O portão de armas rasga-se na frente voltada a terra, sendo acedido primitivamente por uma ponte levadiça sobre um fosso inundado.

Em seu interior erguiam-se a casa do governador, os quartéis, o paiol, os armazéns e uma capela, assim como se abria um poço.

Bibliografia

LOPES, João Baptista da Silva, Corografia (...) do reino do Algarve, Lisboa, 1841.

  • Fort of Santo António de Tavira

  • Forte do Rato, Forte da Ilha das Lebres

  • Fort





  • Portugal


  • Conserved Ruins

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 8/83, publicado no Diário da República, I Série, n.º 19, de 24 de janeiro.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Tavira



  • Lat: 37 -8' 43''N | Lon: 7 37' 18''W






  • Desde a década de 1980 foram-lhe promovidas intervenções de consolidação e recuperação, nomeadamente no Portão de Armas e nos panos de muralha, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), além de limpeza geral e sinalização do espaço interno, a cargo da Câmara Municipal de Tavira.




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