Fort of São Sebastião de Castro Marim

Castro Marim, Faro - Portugal

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O “Forte de São Sebastião” localiza-se na freguesia e concelho de Castro Marim, no distrito de Faro, em Portugal.

Ergue-se no cerro do Cabeço, a sudoeste do morro do Castelo, onde primitivamente fora edificada uma ermida sob a invocação de São Sebastião, por iniciativa de Sebastião I de Portugal (1557-1578).

História

O forte foi erguido no contexto da Guerra da Restauração (1640-1668) sob o reinado de João IV de Portugal (1640-1656), para complemento e modernização da defesa do antigo castelo medieval, então vulnerável ao fogo da artilharia a partir do alto da colina onde se localizava a ermida de São Sebastião.

Conhecemos o seu faseamento construtivo e reconstrutivo, de autoria do engenheiro militar Francisco de Sousa Lobo.

Após a sua construção, foi legado ao castelo por meio de uma cerca, compreendendo o conjunto quatro baluartes, duas portas e um revelim.

Foi significativamente afetado pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, o que terá suscitado intervenções de reparação na segunda metade do século XVIII.

No contexto da chamada “Guerra das Laranjas” (1801), teve um papel atuante.

Ainda no século XIX, entre os anos de 1819 e 1834, as suas dependências serviram de quartel ao Batalhão de Caçadores nº 4.

Em fins da década de 1990 o conjunto encontrava-se em avançado estado de degradação que ameaçava a sua total ruína.

Em 2004 a Câmara Municipal de Castro Marim iniciou um extenso projeto de reconstrução integral e consolidação do Forte de São Sebastião e das respetivas muralhas, com vista à preservação da integridade do monumento, respeitando a sua configuração original.

O projeto envolveu custos na ordem de 2 milhões de euros, faseado em três intervenções, as obras na fortificação, que integraram o Baluarte do Enterreiro, o Baluarte de São Sebastião, a Cortina do Enterreiro e a cortina do forte contemplaram a desmatação e limpeza, a reconfiguração pontual da alvenaria, a reparação de juntas desguarnecidas, a reparação de fissuras, a melhoria das condições de drenagem das águas pluviais, a remoção e execução de argamassas de revestimento e a reconstrução dos diferentes troços de muralhas.

A intervenção na estrutura foi acompanhada por arqueólogos da Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, sob a orientação da arqueóloga Ana Maria Arruda.

O Forte de São Sebastião e demais elementos arquitetónicos que subsistem dos baluartes e revelins exteriores que se ligavam ao Castelo (Cortina de São Sebastião, Baluarte de São Sebastião, Baluarte do Enterreiro, Baluarte Cheio, Cortina das Lezírias, Baluarte das Lezírias, Cortina de Santo António, Cortina do Forte; Paiol e Revelim de Santo António), encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 31-B/2012, publicado no Diário da República, I Série, n.º 252, de 31 de dezembro de 2012. Encontra-se ainda compreendido na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

A 4.ª fase do projeto de recuperação e requalificação do forte contemplava a reorganização dos espaços intramuros e área envolvente, destinados a fins turísticos, criando para o efeito dois espaços para a realização de grandes eventos culturais: um fechado dentro da cidadela do forte, o outro no terreiro adjacente à cortina da lezíria, mais informal e polivalente.

Estava previsto ainda que o passeio de ronda, que percorre toda a muralha da fortificação, passasse a dispor de estruturas de acolhimento e informação ao visitante.

Características

Exemplar de arquitetura militar moderna, de implantação urbana, num outeiro sobranceiro a Castro Marim. Isolado, abre a fachada principal para um amplo terreiro.

Apresenta planta poligonal orgânica (adaptada ao terreno), definindo um recinto amuralhado irregular que integra cinco baluartes e cuja porta principal está virada a norte, na direção do burgo e do castelo, com muro baixo com friso em pedra rasgado por porta emoldurada de cantaria de arco pleno. A muralha desce ao longo da encosta a leste. O reduto central apresenta muros mais elevados, também com friso superior encimado por pequena torre com arco pleno. Todas as fachadas são idênticas, delimitadas por friso superior em pedra. Liga-se ao Castelo por uma cortina de muralhas.

Em seu interior encontram-se restos de habitações de planta rectangular a norte, adossadas à muralha de um lado e do outro da porta principal, das quais só restam as paredes, a sudoeste e noroeste. Uma porta dá acesso ao piso superior no reduto central, no qual se abrem as seteiras.

Originariamente dispunha de duas portas de ligação ao castelo. Uma na entrada leste em São Sebastião, a outra na entrada sul em Santo António.

Bibliografia

COUTINHO, Valdemar, "Castelos, Fortalezas e Torres da Região do Algarve", Faro, 1997;

PEREIRA, Paulo, "A Arquitectura Militar como Factor de Inovação". in "História da Arte em Portugal", vol. 2, Lisboa, 1995.

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  • Fort





  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 31-B/2012, publicado no Diário da República, I Série, n.º 252, de 31 de dezembro de 2012.
    Encontra-se compreendido na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Castro Marim



  • Lat: 37 -13' 2''N | Lon: 7 26' 36''W










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