Fort of San Salvador de La Punta

Havana, Havana - Cuba

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O “Forte de San Salvador de La Punta”, também referido como “Castillo de San Salvador de La Punta”, localiza-se na cidade de La Habana, na província Ciudad de La Habana, em Cuba.

Integra o conjunto fortificado que, na Praça-forte de Havana, defendia o acesso à sua baía: o Castillo del Morro, a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, e o Castillo de la Real Fuerza. Como elas, encontra-se classificado desde 1982 na Lista do Património da Humanidade pela UNESCO no conjunto da "Ciudad vieja de La Habana y su sistema de fortificaciones".

História

A preocupação com a defesa do local remonta à instalação da vila de San Cristóbal de La Habana. A excelência de seu porto, escala obrigatória das embarcações carregadas de riquezas, e que despertavam a cobiça de corsários e piratas, levou à construção das primeiras fortificações.

O “Castillo de la Real Fuerza” foi a primeira dessas fortificações, erguido em 1558, perto de um forte que fora destruído em 1555 por corsários franceses. No entanto, poucos anos após a sua construção, ficou patente a inadequação do seu local, e a necessidade de substituí-lo por outras estruturas defensivas. O interesse da Coroa espanhola na salvaguarda dos tesouros obtidos em solo americano, determinou o financiamento do que, mais tarde, tornou-se o sistema defensivo da cidade. Para completar os planos de fortificação da ilha, em julho de 1587 chegaram o Mestre de Campo Juan de Texeda e o engenheiro militar Juan Bautista Antonelli. Juntos, estavam encarregados de estudar as defesas de La Habana e planejar um programa abrangente para a fortificação da cidade.

Antonelli comprovou a ineficácia do “Castillo de la Real Fuerza” e, diante da falta de proteção do acesso à baía, propôs a construção de dois fortes à entrada do porto. Um deles aproveitava a posição estratégica do cerro del Morro, a partir do qual era possível vigiar o mar, e outra no lado oposto, conhecido como "La Punta", concebido como uma trincheira protegida por um muro perimetral.

O Cabildo da cidade já em 1556 havia avisado a importância estratégica deste último local, ali fazendo instalar vigias, para avisar a presença de inimigos no mar e, em 1582, Gabriel de Luxán havia feito umas trincheiras defensivas em La Punta, diante da ameaça de um ataque francês. De acordo com o historiador Emilio Roig, a finalidade da construção desta estrutura “(…) fue el de que con ella se pudiera cooperar a la defensa que de la entrada del puerto hacía El Morro, ya que los fuegos de una y otra se cruzan”.

Durante algum tempo, registaram-se diferenças entre Texeda e Antonelli uma vez que este último dava mais importância à construção em El Morro, de maneira a que as obras em La Punta demoravam a realizar-se. No entanto, em 1588, Filipe II de Espanha (1556-1598) nomeou o Alferes Diego López de Quintanilla como Capitão e Alcaide deste forte que, conforme a sua vontade, foi colocado sob a invocação de São Salvador. Pouco depois, o governador Texeda queixou-se ao soberano da falta de recursos para continuar as obras destas fortificações, cujos trabalhos não avançavam.

Com a chegada do Governador Juan Maldonado Barnuevo (1593-1602) obtiveram-se novos fundos para as obras que finalmente conseguiram progredir o suficiente. O novo governador também teve divergências com Antonelli, razão pela qual se registaram novos atrasos, tendo como consequência as mesmas se prolongado até ao início do século XVII.

O forte de La Punta esteve em risco de desaparecer, ainda mesmo sem estar concluído, em duas ocasiões:

- Em 1595 um violento temporal deixou em ruínas as muralhas e o terrapleno que delimitavam, assim como os semi-baluartes de San Lorenzo e San Vicente. Barnuevo procedeu a sua reconstrução, recuando-a um pouco mais para terra firme, afastando-a do mar.

- Em 1601, decidiu desmantelar-se o até então construído, reduzindo a estrutura a uma simples “torre plataforma”, capaz de acomodar de seis a oito peças de artilharia e uma guarnição de quinze homens. Isto não chegou a concretizar-se uma vez que se considerou que a fortificação defendia “(…) el camino que va a la Chorrera por la ribera del mar y la desmantelación se redujo a la demolición de uno de los cuatro baluartes”.

Apesar de todos os contratempos, a conclusão das obras teve lugar em 1610.

Quando da conquista de La Habana por forças britânicas (1762), o fogo da artilharia causou extensos danos às muralhas do forte, arruinando as suas cortinas e baluartes. Um ano mais tarde tiveram lugar os necessários trabalhos de reparação, por iniciativa do conde de Ricla, de acordo com os planos e sob a direcção dos engenheiros militares, Silvestre Abarca e Agustín Cramer, que lhe ampliaram a primitiva estrutura.

A área exterior de La Punta foi modificada entre os anos 1770-1775 pela construção, nas suas imediações, do Barracão de Engenheiros.

Em 1868 foi necessário modificar as plataformas de artilharia nos baluartes para suportar 4 peças do sistema Barrios, (OLIVA SUÁREZ, 2002: 103) o mais avançado sistema de armamentos espanhol da época. Projetadas pelo Brigadeiro de Artilharia da Armada Espanhola, D. Cándido Barrios, foram fabricadas na Real Fábrica de Armas de Trubia a partir de 1862. Eram peças antecarga, de alma lisa, de 280mm, e foram empregues como artilharia de costa, destinados a combater encouraçados, sendo utilizadas também pela Marinha de Guerra.

Ainda no século XIX, a obra “Paseo Pintoresco por la Isla de Cuba” referiu:

(…) por la parte del mar que principia á la salida de la Puerta y va á dar frente al Castillo, verifican su descarga algunos buques de cabotaje, particularmente de carbón y leña y otros que traen maderas ó ladrillos”.

Durante o período republicano (1902-1959) a fortificação continuou a desempenhar funções militares, servindo como residência ao Estado-maior da Marinha Nacional de Cuba.

Com a Revolução Cubana (1959), foi objeto de extensas transformações com o fim de ser convertido em Museu da Revolução. Para isso foram adicionadas estruturas de betão armado no local anteriormente ocupado pela capela e nas plataformas, para atender aos diferentes serviços. Foram alterados também os acessos originais conservando-se apenas um deles, os restantes sendo substituídos por novos elementos. Não chegou, entretanto, a atender a essa função, uma vez que veio a ser ocupado por uma Escola de Milícias.

Na década de 1970, o conjunto nova intervenção, visando requalificá-lo para fins turísticos e gastronómicos. Para esse fim foram ativados os serviços anteriormente criados, e a antiga Praça de Armas foi aproveitada para este fim, que perdurou até à década de 1980. Foi encerrado a partir de então, permanecendo os seus espaços subutilizados e registando-se deterioração estrutural.

Entre os anos de 1998 e 2002 foi restaurado pela Oficina del Historiador de la Ciudad de La Habana. Com o fim de resgatar as verdadeiras dimensões da fortificação foram removidos 30.000 m³ de material, criando deste modo um fosso falso onde se localizaram evidências histórico-arqueológicas que hoje são apresentadas como testemunhos da evolução do sítio.

Em 2002, o antigo armazém da palamenta foi convertido em espaço de exibição das peças de arqueologia subaquática encontradas ao norte das províncias de Pinar del Río e de La Habana, recuperadas pela empresa CARISUB S.A. Integravam o acervo naquele momento alguns modelos navais procedentes do Museu da Cidade. Contava ainda com um passeio arqueológico onde eram exibidas os achados mais importantes encontrados na fortificação e seus arredores, uma sala Monográfica com informações sobre a história da edificação e a exposição de peças utilitárias encontradas durante as diversas campanhas de escavação realizadas no local.

Em outubro de 2005, as intensas precipitações pluviais do furacão Wilma inundaram o interior da fortificação, tendo as águas se elevado a 2 m de altura, danificando seriamente a edificação. Salvas as suas coleções, passaram a ser exibidas nas salas do novo Museo Castillo de La Real Fuerza, enquanto a Oficina del Historiador intervinha novamente em La Punta, agora para destiná-lo a museu de sítio.

Características

Conforme observou o arquiteto Joaquín Weiss, a fortificação de La Punta apresenta a forma de um polígono trapezoidal abaluartado, em estilo renascentista. Pelo lado do mar dispunham-se os baluartes de Texeda e San Lorenzo, e pelo lado de terra, os de Quintanilla e Antonelli.

Posteriormente, em 1629 por razões estratégicas, foi construído o caminho coberto que ligava o forte com a Maestranza de Artillería. Um tipo de trincheira foi aberto no seu flanco esquerdo, à maneira de um fosso, sem que saibamos com certeza se chegou a cumprir com essa função.

Bibliografia

OLIVA SUÁREZ, ROSALÍA (2002): “El Castillo de San Salvador de La Punta”, in Gabinete de Arqueología, La Habana, núm. 2, año 2.



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Contribution

Updated at 24/09/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (4).


  • Fort of San Salvador de La Punta

  • Castillo de San Salvador de La Punta

  • Fort

  • 1587 (AC)

  • 1610 (AC)



  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • UNESCO World Heritage
    Encontra-se classificado na Lista do Património da Humanidade pela UNESCO no conjunto da "Ciudad vieja de La Habana y su sistema de fortificaciones" desde 1982.





  • Historical military museum

  • ,00 m2

  • Continent : Central America
    Country : Cuba
    State/Province: Havana
    City: Havana

    Malecón,
    La Habana, Cuba


  • Lat: 23 -9' 14''N | Lon: 82 21' 28''W










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