Fort of Santo Amaro do Areeiro

Oeiras, Lisboa - Portugal

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O “Forte de Santo Amaro do Areeiro”, também referido como “Forte de Santo Amaro do rio de Oeiras”, “Forte Velho” ou “Forte do Areeiro”, localiza-se à margem direita da foz do estuário do rio Tejo, na freguesia de União das Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, em Portugal.

Foi edificado no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1668), integrando a 1.ª linha de fortificações da barra do Tejo, que se estendia do cabo da Roca até à Torre de Belém para defesa da cidade de Lisboa. Em posição dominante sobre a praia da Lage, na margem direita da foz da ribeira da Lage, extremo oeste da praia de Santo Amaro de Oeiras, cruzava fogos com o Forte do Bugio e o Forte de São João das Maias, coadjuvando a defesa proporcionada pelo Forte de São Julião da Barra, a quem se subordinava. A sua posição estratégica dominava o canal por onde ainda hoje passa a navegação, necessariamente afastada dos bancos de areia do Bugio, para evitar encalhes.

História

Foi erguido por determinação do Conselho de Guerra de João IV de Portugal (1640-1656), sob a supervisão do Governador das Armas da Praça de Cascais, D. António Luís de Meneses (1642-1675), 3.° conde de Cantanhede. As suas obras foram iniciadas em 1647, tendo sido concluídas em 1659, conforme inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas. Na ocasião estava guarnecido e artilhado com 7 peças dos diversos calibres.

Ao se iniciar o século XVIII, um Decreto Régio (30 de agosto de 1701) nomeou como governador do Forte de Santo Amaro do Rio de Oeiras, D. Rodrigo da Costa. Posteriormente foi seu governador o cabo João Pedro Fernandes (1723). Encontrava-se em mau estado de conservação em 1735, sendo imperativa a substituição da porta principal. Na ocasião mantinham-se 7 peças de artilharia de ferro em bateria. Mais tarde, em 1751, o estado de deterioração se acentuou, sendo-lhe apontada a ruína. O orçamento estimado para os reparos necessários importava em 900$000 réis à época, tendo posteriormente sido efetuadas obras de conservação e confiada a guarda das suas dependências a um oficial residente.

No contexto da Guerra Fantástica (1761-1763) em 1763 o forte estava sob o governo do alferes do Regimento da Armada, Carlos José da Cunha, artilhado com 8 peças, das quais uma fora de serviço. Em 1768 foi desartilhado. Posteriormente sofreu obras de conservação, vindo a ser inspecionada pelo coronel de engenheiros, Romão José do Rego (1793). Ao final do século, contava com uma guarnição de 6 artilheiros e 6 peças (1798), tendo sido nomeado como seu governador o sargento-mor do Regimento de Artilharia da Corte, Manuel dos Reis (Decreto Régio de 17 de dezembro de 1800).

Ao se iniciar o século XIX, a guarnição do forte era constituída, além do seu governador, pelo capitão-ajudante Bartolomeu Agostinho Pereira de Carvalho, 1 furriel, 2 cabos de esquadra e 20 soldados inválidos de pé de castelo (inválidos) (1805). Em 1813, em boas condições de conservação, conservava 6 peças. Por falecimento do antecessor, foi nomeado como seu governador o major Matias José de Almeida (17 de novembro de 1820), encontrando-se a sua artilharia reduzida a 3 peças em 1824. No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) o forte possuía 5 peças montadas (1831), tendo sido abandonado pelo seu governador (Matias José de Almeida), que retirou para o norte (1833). Foi nomeado como seu governador o major José Victorino de Amarante (1836), que até então se encontrava de serviço no Forte de São Lourenço do Bugio. Era governada em 1841 por Luís da Silva Seabra, encontrando-se artilhado com 3 peças do calibre 24 (1847). Encontravam-se no governo José de Gouveia Lobo Soares (1855) e D. José Maria de Mendonça (1859). Desartilhado (1868), foram seus governadores Joaquim José Esteves (1870) e Francisco Maria Esteves Vaz (1874). Ao se encerrar o século, o forte era habitado apenas por um soldado com a sua família (1896), sendo seu governador António Francisco (1897).

No início do século XX, foram seus governadores Francisco de Carvalho Moreira Júnior (1909) e Frederico Augusto Guerra Soares, nomeado em 21 de novembro de 1911, cargo, à época, apenas simbólico.

No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) residiam nas dependências do forte cinco famílias (1945), computando-se, pouco após o conflito, vinte e sete adultos e diversas crianças (1947). Este número elevava-se a cerca de quarenta indivíduos em 1950, iniciando-se, em seguida, o processo para o seu desalojamento.

Em 1953, as instalações do forte foram cedidas à Administração do Porto de Lisboa que, entretanto, jamais as utilizou. No ano seguinte (1954), passaram para o Secretariado-Geral da Defesa Nacional, iniciando-se então extensas obras de conservação e beneficiação. Entre 1961 e 1962 as suas dependências foram utilizadas como residência de veraneio do Ministro do Exército. Após a Revolução dos Cravos (1974), o forte foi utilizado como local de reuniões políticas. Por motivos de segurança de algumas personalidades, procedeu-se a execução de um muramento, que descaracterizou o conjunto.

Na década de 1980 as suas dependências foram utilizadas como colónia de férias para filhos de funcionários públicos.

Encontra-se classificado como Imóvel de Valor Concelhio, conforme o Edital n.º 184/2004 (2.ª série), publicado no Diário da República, n.º 67, II Série, de 19 de março de 2004.

Em dezembro de 2010 o governo autorizou a venda do forte, com um preço estimado em 1.273 milhões de euros. A alienação foi justificada pela necessidade de reorganização e requalificação das infraestruturas militares dentro da execução da lei de programação das infraestruturas militares. ("Ministério da Defesa vende Forte do Areeiro", in: Ionline, consultado em 25 dez 2010.)

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo maneirista, marítimo, de enquadramento urbano, isolado.

De pequena dimensão, em alvenaria, apresenta planta no formato poligonal irregular, com uma área total de 6.100 metros quadrados.

Uma inscrição epigráfica, encimada pelas armas reais sobre o Portão de Armas, dá conta da conclusão das suas obras: 1659.



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Contribution

Updated at 06/09/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Fort of Santo Amaro do Areeiro

  • Forte de Santo Amaro do rio de Oeiras, Forte Velho, Forte do Areeiro

  • Fort

  • 1647 (AC)

  • 1659 (AC)



  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • Municipal Protection
    Encontra-se classificado como "Imóvel de Valor Concelhio", conforme o Edital n.º 184/2004 (2.ª série), publicado no Diário da República, n.º 67, II Série, de 19 de março de 2004.







  • 6100,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Lisboa
    City: Oeiras



  • Lat: 38 -41' 8''N | Lon: 9 18' 54''W




  • 1659: 7 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres.
    1735: 7 peças antecarga, de alma lisa, de ferro, em bateria.
    1763: 8 peças antecarga, de alma lisa, das quais uma fora de serviço.
    1798: 6 peças antecarga, de alma lisa.
    1813: 6 peças antecarga, de alma lisa.
    1824: 3 peças antecarga, de alma lisa.
    1831: 5 peças antecarga, de alma lisa, montadas.
    1847: 3 peças antecarga, de alma lisa, do calibre 24.






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