Fort of Santo António da Barra

Cascais, Lisboa - Portugal

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O “Forte de Santo António da Barra”, também referido como “Fortaleza de Santo António”, “Forte Velho”, ou "Forte de São João [do Estoril]", localiza-se sobranceiro ao mar, na povoação de São João do Estoril, freguesia de União das Freguesias de Cascais e Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.

É considerado a principal fortificação entre a Cidadela de Cascais e o Forte de São Julião da Barra.

Não deve ser confundido com o desaparecido Forte de Santo António do Estoril que se localizava na praia do Tamariz (ver “Plantas dos fortes e fortalezas da costa do norte do Reino de Portugal”, 1796, BPMP, Cod. 49, cópia GEAEM/DIE 8100-3-43).

História

No contexto da crise de sucessão de 1580, o desembarque em Cascais, em agosto daquele ano, das tropas espanholas sob o comando do duque de Alba, e a celeridade da sua marcha sobre Lisboa, demonstraram a fragilidade da linha defensiva da barra do rio Tejo.

Por essa razão, no contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), Filipe II de Espanha (1556-1598) incumbiu o arquiteto e engenheiro militar napolitano frei Giovanni Vicenzo Casale (O.S.M.) - encarregado das obras de ampliação da Torre de Belém e do Forte da Cabeça Seca - de elaborar um estudo para a melhoria do sistema defensivo da barra de Lisboa (1586), então sob ameaça de corsários ingleses e neerlandeses.

Desse modo, em carta de 23 de dezembro de 1589 Casale e o capitão Fernando da Costa dirigiram-se ao soberano, informando-o de que já estava escolhido o local para a construção de um forte, apresentando os planos para a sua edificação e justificando que um forte de pequenas dimensões seria suficiente, dado que se estava a fortificar a Cabeça Seca. A proposta (não construída) referia-se a um torreão de forma quadrangular, de 100 pés de lado, utilizando taipa como principal material construtivo, revestindo-o de madeira de forma a sustentar o terrapleno e, para proteção das águas do mar, uma fina camada de alvenaria ou de tijolo. Este forte deveria ser reforçado com uma linha de mosquetaria, na qual se disporiam 4 peças de artilharia, que bateriam fogo sobre as enseadas limítrofes. (MASSAI, 1621:96.)

Por Carta Régia de 10 de fevereiro de 1590 o soberano autorizou a construção do forte. Todavia, nesse mesmo ano e antes de receber essa autorização, Casale apresentara ao soberano uma outra proposta com a ampliação do forte, enviando-lhe dois desenhos, um referente à implantação na costa e outro com planos para um forte de traçado quadrangular com quatro baluartes regulares, incluindo fosso, bateria baixa e, ao centro, quartéis para tropa (MASSAI, 1621:97.), correspondendo no essencial à estrutura que foi construída.

Por carta de 16 de fevereiro de 1591 Casale informou o soberano: "El castillo de Santo António como escrivi a V. Mag. está ja de manera que se puede meter gente y artilleria." Informava ainda que as obras que faltavam eram somente na zona exterior da fortificação.

Um relatório de Leonardo Torriani datado de 1600, assinala ser indispensável a reparação dos parapeitos, propondo ainda a construção de uma praça alta sobre os quartéis para aumentar o poder de fogo, alterações essas efetuadas em data indeterminada.

Um desenho do forte por Alexandre Massai, datado de 1617, assinala que "no fabricar delle se mudou alguas cousas" (MASSAI, 1621:88.), talvez refletindo as alterações propostas por Torriani e que se identificam em levantamentos posteriores.

Posteriormente, no contexto da Guerra da Restauração da independência (1640-1668), a ameaça de um ataque da armada espanhola a Lisboa chamou a atenção para a necessidade de conceber um novo plano estratégico de defesa da barra do Tejo. Desse modo, em 1642 o Conselho de Guerra de João IV de Portugal (1640-1656) incumbiu desta tarefa o Governador das Armas da Praça de Cascais, D. António Luís de Meneses (1642-1675), 3.º conde de Cantanhede.

Deu-se início então à construção da Linha Fortificada de Defesa da Barra do Tejo, dividida em três jurisdições militares com cabeça em três Praças de Guerra:

• a mais ocidental, o Forte de Nossa Senhora da Luz, em Cascais;

• mais a oriente, a Fortaleza de São Julião da Barra, em Oeiras;

• de Algés até à zona oriental de Lisboa seguia-se a jurisdição de Lisboa ou da Corte, com sede na Torre de São Vicente de Belém.

Estas três Praças de Guerra eram apoiadas por vários fortes mais pequenos que foram erguidos ou reformados ao longo da costa desde o Cabo da Roca até Belém.

Com relação ao Forte de Santo António, o relatório de D. António Luís de Meneses datado de 6 de fevereiro de 1642 referiu o mau estado de conservação do mesmo. (DGARQ/TT, CG, Consultas, m. 2, n.º 5). Mais tarde, em 12 de agosto de 1644, uma informação dá conta de que a ponte levadiça e a cancela encontravam-se em ruína, apesar do forte se encontrar artilhado. (DGARQ/TT, CG, Consultas, cx. 11, m. 4, n.º 317)

Em 1681 a guarnição do forte ainda se encontrava ativa. (BOIÇA, BARROS e RAMALHO, 2001:128)

Data de 1693 o levantamento da planta do forte pelo engenheiro militar Mateus do Couto. (DGARQ/TT)

O relatório do coronel João Xavier Teles, de 29 de junho de 1720, refere obras de reparação nas casas, quartéis e armazéns, encontrando-se a fortificação em bom estado (Biblioteca Pública de Évora, Cx. 2-15, n.º 1).

A relação de 31 de março de 1735 dá conta de que o forte encontrava-se já em estado de degradação, sendo necessário efetuar obras nas baterias e nas casas do governador, do tenente e do capelão. (Relação das Fortalezas e Fortes de toda a Marinha da Estremadura, BNP, Cod. 421) Por volta desse mesmo ano procedeu-se o entaipamento da arcaria da praça de armas.

No contexto da Guerra Fantástica (1761-1763) entre 1762 e 1763 teve lugar uma campanha de obras na maior parte dos fortes da barra de Cascais, inclusive este, de Santo António. Posteriormente, em 1777 o forte encontrava-se em razoáveis condições, mas a casa do corpo da guarda estava destelhada, os quartéis com soalhos em mau estado e faltava uma porta no paiol da bateria baixa. Planta atribuível Maximiano José da Serra, com data de 1796 (BPMP, GEAEM/DIE), faz referência a obras executadas pelo capitão José Francisco António Dias e à existência de peças de artilharia.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), entre 1831 e 1832 sofreu intervenções nos alojamentos (rebocos, portas, soalhos), no paiol da pólvora (telhado e interior), muralhas e parapeito da estrada coberta junto à contra-escarpa do fosso, assim como a recolocação das Armas Reais Portuguesas sobre a porta do forte (picadas durante as Invasões Francesas). Desse modo, quando a esquadra francesa, sob o comando do almirante Albin Roussin, forçou a barra do Tejo (11 de julho de 1831), indo ancorar no porto de Lisboa, onde apresou 8 navios e impôs a Miguel I de Portugal (1828-1834) as condições humilhantes do Tratado de 14 de julho de 1831, este forte, então em obras, encontrava-se desartilhado. Em 1832 já tinha ao serviço 1 governador, 2 subalternos de artilharia, 1 cabo e 6 soldados de milícias, e 6 peças de artilharia.

Em relatório de 1854 foi assim descrito:

"Este Forte [de Santo António] é um quadrado fortificado por meio do sistema abaluartado com flancos e cortinas muito curtos e perfeitamente regular nos lados Leste, Norte e Oeste sendo por estes lados circundando de um fosso e de uma entrada coberta e competente esplanada. Os seus parapeitos de 8,5 palmos de grossura pouco mais ou menos são de alvenaria com canhoneiras podendo nos lados de Leste e Oeste 4 bocas-de-fogo. Na frente Leste próximo da face do Baluarte existe um paiol e casa para balame, cobertos por telhado, que, necessitam de alguns consertos. A frente do Sul é irregular constando de duas baterias, superior e inferior, a primeira fornada de um parapeito a barbete de 4,5 palmos de altura e 5 de espessura. Pode conter 3 bocas-de-fogo e a segunda feita do mesmo modo e aproximadamente de iguais dimensões, pode assestar 8, sendo colocadas 2 no estreito do plano do fosso com frente a Oeste e 1 na outra extremidade fronteira a Leste. No centro da fortificação se eleva um terraço fechado de abobada de 87 palmos de comprimento por 72 de largura para o qual assim como para a bateria superior dá acesso uma escada de bastante declive e estreitos degraus o que torna muito dificultoso o transporte de Artilharia para aqueles pontos. E por baixo deste terraço existe o espaçoso quartel do Governador, casa de palamenta, bons armazéns, arrecadações e outros alojamentos que podem alguns deles servir de paiões quando as circunstâncias o exigirem por serem à prova e secos, ficando os quartéis de guarnição por baixo da bateria superior nos quais e em alguns dos alojamentos referidos podem acomodar de 80 a 100 praças. Existe no plano da bateria baixa uma boa cisterna talhada em rocha com água nativa e no mesmo plano uma casa de trânsito fechada de abobada, para serventia do Forte, onde há comodo para alojar a guarda da porta, e junto à qual mostra ter havido ponte levadiça. Diversos lugares da fortificação carecem de alguns reparos, principalmente a muralha para o lado do mar, o quartel do Governador, quarteis de guarnição e paiol. A sua elevação sobre o nível do mar é de 63 palmos proximadamente. Ignora-se a época em que foi construído, depreendendo-se, porém, pela sua configuração e informações obtidas, que já existia no Reinado dos três Filipes de Castela." (Relatório do brigadeiro José G. F. Passos e do capitão engenheiro Joaquim A. E. Vaz, 26 de março de 1854. GEAEM/DIE,3130-6-83-118)

O relatório de inspeção de 1886 registou-lhe o mau estado de conservação pelo fato do forte estar inativo, encontrando-se somente as muralhas em bom estado.

Em 1889 foi instalado nas suas dependências um Posto da Guarda Fiscal com o fim de coibir o contrabando de mercadorias. Pouco tempo depois, entretanto, foi transferido provisoriamente para um edifício próximo.

Entre fins do século XIX e inícios do XX teve lugar nova campanha de obras para instalação de um posto da Guarda Fiscal. Neste período, embora estivesse na lista de Praças de Guerra Desclassificadas da 1.ª Divisão, continuou a manter o destacamento de um governador.

Com o falecimento em 1915 do último oficial com o cargo de Governador do Forte de Santo António da Barra, coronel José Ribeiro Júnior, as suas dependências passaram a funcionar como colónia de férias do Instituto Feminino de Educação e Trabalho de Odivelas.

Em meados do século XX foram executados serviços de remodelação das instalações, adaptadas como residência de Verão do Presidente do Concelho de Cascais.

Constituiu-se em residência sazonal do presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar (1932-1968), tendo a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) aqui construído uma garagem com respectivo acesso e regularização dos terrenos para o efeito (1954), assim como instalação elétrica (1960). Salazar sofreu aqui, em 3 de agosto de 1968, o acidente doméstico que determinou o seu afastamento do poder. O agravamento de seu estado de saúde conduziu à nomeação, em 18 de setembro, de Marcello Caetano como Presidente do Conselho (1968-1974).

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público através do Decreto n.º 129/77, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro.

Afeto ao Ministério da Defesa Nacional, à Arma do Exército, o seu espaço funcionou como colónia de férias do Instituto de Odivelas. Um Despacho de 2013, que decretou a extinção do Instituto ao final do ano letivo de 2014-2015, conduziu ao encerramento e abandono do forte.

Após uma edição do programa de televisão ''Linha da Frente'' da RTP1, que foi ao ar em fevereiro de 2018 denunciando o estado de abandono e ruína progressiva deste património, o Ministério da Defesa Nacional procedeu à colocação de avisos no perímetro do forte, sem no entanto levar a cabo quaisquer medidas que evitem a entrada de pessoas não autorizadas no local. Entretanto, em abril do mesmo ano, por iiciativa da Câmara Municipal, procedeu-se a intervenção de limpeza e consolidação do forte, permitindo a sua visitação, aguardando-se recursos do Ministério da Defesa.

Características

Exemplar de arquitetura militar, moderna, abaluartada, de enquadramento urbano, isolado, na cota de 25 metros acima do nível do mar. Ergue-se à entrada de São João do Estoril, num plano cimeiro à praia, encoberto por denso arvoredo, atualmente na Estrada Marginal (EN6).

Apresenta planta quadrangular, composta por dois baluartes voltados a terra (noroeste e nordeste) e por dois meio-baluartes voltados ao mar (sudoeste e sudeste), com três dos ângulos flanqueados iguais, mas formando flancos e cortinas muito curtos. A frente voltada ao mar é a mais irregular devido ao fato de integrar uma praça com bateria baixa e uma bateria alta com acesso ao aquartelamento. O recinto magistral, circundado por cordão, apresenta paramentos em talude, em cantaria aparente apenas nas faces voltadas ao mar e nos cunhais, sendo os restantes panos rebocados, tal como os parapeitos que incluem atualmente apenas três canhoneiras; integra oito guaritas cilíndricas (revestidas por cimento) com cobertura em cúpula e rematadas com um pináculo, quatro inseridas no recinto magistral e quatro nos ângulos da contra-escarpa do fosso; apenas uma das guaritas (sudeste), de construção contemporânea, apresenta forma octogonal. O fosso é seco (à excepção do lado costeiro) e inclui contra-escarpa com estrada coberta e correspondente banqueta; o fosso comunica com o mar no lado sudoeste, enquanto no lado sudeste é cortado pela entrada do forte, constituindo a zona mais irregular que foi objeto de alteração da estrutura quinhentista inicial. O acesso efetua-se a partir do fosso, através de ponte (antes levadiça e junto à zona ocupada com corpo da garagem e anexo), incluindo trânsito com corpo da guarda, isto é, um túnel que dá acesso à praça e bateria baixa, integrando ainda um lanço de escadas para subir à bateria alta (erguida sobre o corpo da guarda) e ao quartel. A praça baixa incorpora o parapeito da bateria, o acesso à cisterna de água nativa, a quatro compartimentos correspondentes à Casa do Governador, assim como aos armazéns, marcados por duas arcadas sob o meio baluarte sudoeste, atualmente fechadas mas integrando portas de lintel reto encimadas por duas janelas. O aquartelamento superior apresenta planta retangular desenvolvendo três pisos, sendo dividido em duas alas também retangulares, comunicando entre si através de uma corredor com pé-direito total marcado por arco de volta inteira em cantaria e coberto com abóbada de berço, ao fundo do qual se encontra a capela. Cada um dos blocos inclui quatro portas de acesso aos dois primeiros pisos, integrando compartimentos que serviam de quartel para os soldados e de armazéns de artilharia; a partir do espaço aberto entre os baluartes e o quartel efetua-se a entrada para o terceiro piso, de pé direito menor e com cobertura plana.

A capela, sob a invocação de três padroeiros (Santo António do Estoril, Santa Bárbara e Nossa Senhora do Socorro), de pequena dimensão, tem planta retangular e apresenta portal de lintel reto em mármore encimado por pequeno nicho caiado com imagem de Santo António; interior coberto com abóbada de berço rebocada, apresentando estrutura do retábulo-mor em mármore, com arco de volta inteira enquadrado por pilastras molduradas e encimado por frontão triangular com base ornamentada alternadamente por medalhões ovais e losangos; interior com abóbada de berço e mesa de altar também paralelepipédico, em mármore e com frontal decorado por losangos. O conjunto dos espaços integra em várias zonas azulejos policromos do Estado Novo representando momentos heroicos da História de Portugal, em silhares e painéis da Fábrica Cerâmica Viúva Lamego.

Bibliografia

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Contribution

Updated at 26/04/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

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  • Fort of Santo António da Barra

  • Fortaleza de Santo António, Forte Velho, Forte de São João

  • Fort

  • 1590 (AC)

  • 1591 (AC)



  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público através do Decreto nº 129/77, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro.





  • Military Active Unit

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Lisboa
    City: Cascais

    Av. Marginal 73, São João do Estoril


  • Lat: 38 -42' 6''N | Lon: 9 23' 3''W




  • 1832: 6 peças antegarga, de alma lisa.






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