Fort of Santa Catarina

Portimão, Faro - Portugal

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O “Forte de Santa Catarina”, também referido como “Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar”, localiza-se na freguesia e concelho de Portimão, distrito de Faro, em Portugal.

Em posição dominante sobre uma elevação no extremo leste da praia da Rocha, junto ao rio Arade, esta fortificação defendia a povoação e a barra do rio, cooperando com o Forte de São João do Arade, na margem oposta, em Ferragudo.

História

As origens desta fortificação são discutidas pelos estudiosos, que se repartem entre o reinado de João III de Portugal (1521-1557) e o de Sebastião I de Portugal (1557-1578), sobre as ruínas de um pequeno castelo medieval. Não existem, entretanto, provas documentais ou de outra natureza em apoio a qualquer das hipóteses.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), o engenheiro militar napolitano Alexandre Massai, à frente de uma comitiva de uma dezena de especialistas, percorreu a foz do rio Arade em 1621. Pretendia-se então encontrar o melhor local para edificar uma fortificação que pudesse defender a barra do mais importante rio do sul do território, uma vez que os antigos castelos medievais (de Portimão e de Ferragudo) se encontravam já desajustados em relação às exigências de uma defesa ativa contra corsários, piratas e ameaças de invasões marítimas. O local escolhido foi a ponta da praia da Rocha (ou ponta de Santa Catarina, dado que aí existia uma antiga ermida, posteriormente integrada na fortificação, e que ainda hoje existe, apesar de substancialmente transformada), no extremo sul do território de Portimão, e sobre uma falésia disposta em cunha sobre o mar. Vários argumentos foram invocados para esta localização, em detrimento de uma fortificação mais interior, situada preferencialmente em Ferragudo: as melhores condições do relevo, a maior facilidade de abastecimento de água e, especialmente, a privilegiada ligação a Portimão.

Ainda no mesmo ano (1621) Massai desenhou três propostas para a fortificação, todas concordando com a existência de uma ampla fachada, a norte, que ficaria a servir de fachada principal ao edifício.

As obras iniciar-se-iam apenas oito anos mais tarde, em 1629, e estavam concluídas em 1633.

A fortificação sofreu grandes estragos com o terramoto de 1 de novembro de 1755. As obras de reconstrução desenvolveram-se em duas etapas: nos anos imediatos, deram-se as reparações imprescindíveis; na década de 1790, as restantes.

Contudo, a profunda remodelação deste espaço aconteceu já em meados do século XX, no âmbito do desenvolvimento turístico do Barlavento. O interior foi repartido entre um posto da Guarda Fiscal (cedência ao Comando-Geral da Guarda Fiscal a 14 de fevereiro 1948) e da Capitania do Porto de Portimão (que patrocinaram a construção de novos edifícios). Data de 23 de julho de 1946 o Despacho autorizando a entrega, à Comissão Municipal de Turismo de Portimão, das dependências do antigo forte ocupadas pelas famílias das praças que prestavam serviço no posto da Guarda Fiscal que aí estava instalado. Um miradouro data da década de 1960 e foi ocupar a zona onde originalmente se encontravam as baterias de combate, viradas ao mar e no extremo sudeste do conjunto. Nestas obras, parte do penedo sobre o qual se encontra a fortaleza foi reforçado com construção moderna, o que permitiu uma ampliação da área de miradouro. Paralelamente, o progressivo assoreamento da barra e o consequente aumento do areal, permitiu o aproveitamento de toda a estrutura como ponto de apoio à praia da Rocha, razão da existência de um restaurante e esplanada recentes.

O conjunto sofreu danos quando do terramoto de 28 de fevereiro de 1969, reparados ainda no mesmo ano por iniciativa da Câmara Municipal de Portimão e da Junta Autónoma dos Portos do Barlavento do Algarve.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 129/77, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro.

Características

Exemplar de arquitetura militar, barroca, de enquadramento urbano.

Apresenta planta trapezoidal, com baluartes a proteger o portão de armas, na frente voltada a terra.

Infelizmente, as muitas alterações por que passou ao longo dos séculos, fizeram com que toda a configuração original do interior fosse suprimida.

Do projeto do século XVII resta-nos apenas a fachada principal, organizada em três panos simétricos, sendo o central - onde se rasga a porta principal - ligeiramente recuado. Esta, de perfil reto, possui grossas pilastras e lintel compostos por pedras almofadadas, que conferem uma certa monumentalidade à entrada e que contrasta com a dominante horizontal, e relativamente baixa, de toda a fachada. Ainda desse projeto filipino fazia parte um fosso, que antecedia a entrada e uma ponte levadiça, elementos de que hoje nenhum vestígio resta.

Em nossos dias, as dependências interiores foram adaptadas a cafetaria e miradouro: são construções de planta quadrada, de piso único, com vãos de portas e janelas de molduras retilíneas, telhado de 4 águas rompido pelas chaminés das cozinhas. Um muro onde se abrem 7 arcos a pleno centro separa o pátio interior do miradouro amuralhado sobre a praia. A cortina de muralhas correspondente foi rasgada por uma escadaria de acesso à praia.

Bibliografia

COUTINHO, Valdemar. “Castelos, Fortalezas e Torres da Região do Algarve”. Vila Real de Santo António, 1997.



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Contribution

Updated at 14/08/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Ion Cibotari (1).


  • Fort of Santa Catarina

  • Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar

  • Fort

  • 1629 (AC)

  • 1633 (AC)

  • Alexandre Massaii

  • Philip III of Spain

  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 129/77, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Portimão



  • Lat: 37 -7' 1''N | Lon: 8 31' 47''W










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