Castle of Alfeizerão

Alcobaça, Leiria - Portugal

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O “Castelo de Alfeizerão” localiza-se na freguesia e povoação de Alfeizerão, concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, em Portugal.

Em posição dominante sobre uma colina, originalmente dominando um porto de mar, dista hoje cerca de três quilómetros da enseada de São Martinho do Porto. A povoação alcançou fama gastronómica internacional em virtude de seu pão-de-ló.

História

Antecedentes

A primitiva ocupação desta região litorânea remonta à pré-história. Durante muito tempo admitiu-se (e diversos autores assim o registaram) que se teria localizado aqui a "Eburobriga" Galo-celta, que à época Romana se denominou "Eburobrittium". Esta hipótese foi descartada a partir de 1995, pela descoberta da "Eburobrittium" romana junto a Óbidos.

Parece provável, porém, em virtude de alguns achados e vestígios arqueológicos, e, ainda, interpretando o geógrafo grego Cláudio Ptolemeu, que junto a Alfeizerão se tenha localizado "Araducta". Esta tese é defendida pelo Prof. Vasco Gil Mantas, da Universidade de Coimbra.

Com base no topónimo e nas referências ao castelo, é costume atribuir aos Muçulmanos a fundação de Alfeizerão no século VIII. Nos nossos dias, porém, o Prof. Moisés Espírito Santo, da Universidade Nova de Lisboa, fez recuar a data da fundação ao tempo dos Fenícios, sustentando que o topónimo tem origem nos dialetos Púnicos que, segundo afirma, os Lusitanos falavam.

O castelo medieval

No contexto da Reconquista cristã, a região foi tomada em 1147 pelas forças de Afonso I de Portugal (1143-1185), que teria determinado a sua reedificação, visando a defesa do trecho do litoral atlântico entre o promontório da Nazaré e a atual península de Peniche.

O mais antigo documento conhecido em que o topónimo está referido é uma carta de doação datada de 1287: "Doaçam das cousas que entrarem pollo porto de selir a Rainha dona ysabel a fora certas cousas (…). Dante eno alfeysarã. IX dias de Juynho."

A povoação recebeu carta de foral em 1332, dada pela Abadia de Alcobaça e pelo abade D. João Martins. Esta carta foi confirmada em 1422, pelo abade Fernão do Quental (ou Fernando Quental), e novamente confirmada, em 1514, por Manuel I de Portugal (1495-1521).

Frei Manuel dos Santos refere que, até ao séc. XVI, os Abades Perpétuos do Mosteiro de Alcobaça tinham habitações no Castelo de Alcobaça e outras, de recreação, no Castelo de Alfeizerão.

Do terramoto de 1755 aos nossos dias

Progressivamente assoreado, ainda no fim do século XVI estimava-se que este porto acolhia oitenta navios de alto bordo. O castelo, em cujo paço se albergavam os soberanos a caminho de Alcobaça, foi parcialmente destruído pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, perdendo importância desde então.

O castelo e seus domínios permaneceram na posse da Abadia de Alcobaça até à extinção das Ordens Religiosas por Maria II de Portugal (1826-1828; 1834-1853) em 1834, quando passaram para a posse da Fazenda Nacional. O terreno do castelo esteve, desde então, na posse de particulares de Rio Maior e, no século XX, desde a década de 1920 à de 1970, foi propriedade do Dr. Júlio Ferrari, das Caldas da Rainha. Desde então encontra-se na posse de uma família de Alfeizerão.

Em 1973 foi formulada uma proposta de limpeza e consolidação das ruínas – a parte inferior de um pano da muralha, de aparelho isódomo, ligando dois cubelos de planta semicircular -, com a prospeção arqueológica do sítio. Num dos cubelos está implantado um marco geodésico.

As “Ruínas do Castelo de Alfeizerão” encontram-se classificadas como Imóvel de Interesse Público por Despacho de 9 de dezembro de 1974 do Secretário de Estado dos Assuntos Culturais e Investigação Científica.

Os trabalhos, entretanto, não tiveram lugar desde então, e assim, ano após ano, o estado de conservação do sítio tem piorado - sendo pouco visível o que resta.

Características

Exemplar de arquitetura militar, românica, de implantação rural, isolado, sobre uma pequena elevação, na cota de cerca de 45 metros acima do nível do mar.

O castelo apresentava planta retangular, em estilo românico. As suas muralhas, em cantaria de pedra, eram reforçadas, originalmente, por oito cubelos semicirculares. Na praça de armas, descentrada a leste, erguia-se a torre de menagem, de planta quadrada.

Bibliografia

ALMEIDA, Carlos Casimiro de. "Alfeizerão - Apontamentos para a sua História". Alfeizerão: Junta de Freguesia de Alfeizerão, 1995.

CALIXTO, Carlos Pereira. "História de uma fortificação que defendeu São Martinho". in “Diário de Notícias”, 8 de outubro de 1988.

ESPÍRITO SANTO, Moisés. "Cinco Mil Anos de Cultura a Oeste". Lisboa: Editora Assírio & Alvim, 2005.

GONÇALVES, Iria. "Património do Mosteiro de Alcobaça nos séculos XV e XVI". Lisboa: Universidade Nova de Lisboa (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas), 1989.

LARCHER, Jorge das Neves. "Castelos de Portugal". Lisboa, 1933.

MANTAS, Vasco Gil. "A Rede Rodoviária Romana e Medieval entre Lisboa e Braga". Coimbra: Faculdade de Letras de Coimbra. Dissertação de Doutoramento em História, 1996 (policopiada).



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Contribution

Updated at 15/07/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

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    As “Ruínas do Castelo de Alfeizerão” encontram-se classificadas como Imóvel de Interesse Público por Despacho de 9 de dezembro de 1974 do Secretário de Estado dos Assuntos Culturais e Investigação Científica.





  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Leiria
    City: Alcobaça



  • Lat: 39 -31' 60''N | Lon: 9 6' 39''W










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