Loch Leven Castle

Kinross, Scotland - United Kingdom

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O "Castelo de Loch Leven" (em inglês "Loch Leven Castle") localiza-se na ilha de mesmo nome, no concelho ("council") de Perth and Kinross, na Escócia, no Reino Unido.

Erguido possivelmente por volta de 1300, foi palco de combates durante as Guerras da Independência da Escócia (1296 – 1357). Na maior parte do século XIV, o castelo esteve assegurado pelo tio a William Douglas, 1.º Senhor de Douglas, e permaneceu nas mãos dos Douglas por 300 anos. Maria da Escócia aqui esteve prisioneira entre 1567 – 1568, e forçada a abdicar, antes de escapar com a ajuda da família do seu carcereiro. Em 1588, o carcereiro da Rainha herdou o título de Senhor de Morton, e mudou-se do castelo. A propriedade foi adquirida, em 1675, por Sir William Bruce, que utilizou o antigo castelo como ponto focal no seu jardim, nunca mais voltando a ser utilizado como residência.

História

Dos séculos XIII ao XV

Um primitivo castelo pode ter sido construído na ilha em 1257, quando Alexandre III da Escócia, então com 16 anos de idade, foi para aqui trazido à força por seus regentes. Durante a I Guerra da Independência da Escócia (1296 – 1328), a armada invasora inglesa manteve o castelo, então nomeado Castelo de Loch Leven, dado que possuía uma importante posição estratégica entre as cidades de Edimburgo, Stirling e Perth. Partes da atual fortificação, como a cortina de muralhas, podem datar desse período, erguidas pelas tropas Inglesas de ocupação. O castelo foi capturado pelos Escoceses antes do final do século XIII, possivelmente pelas forças de William Wallace.

Tropas Inglesas impuseram cerco a Loch Leven em 1301, mas a guarnição foi libertada naquele mesmo ano quando o cerco foi rompido por Sir John Comyn. Sabe-se que Roberto o Bruce (1306 – 1329) visitou o castelo em 1313 e novamente em 1323. Após a morte de Bruce, os ingleses empreenderam uma nova invasão, e impuseram cerco ao Castelo de Loch Leven em 1335 em apoio ao pretendente ao trono Edward Balliol (m. 1364). De acordo com a crónica do século XIV de John de Fordun, os ingleses tentaram inundar o castelo construindo uma barragem à saída do Loch. O nível da água aumentou por um mês, até que o capitão das forças inglesas, Sir John de Stirling, saiu para assistir o Festival de Santa Margarete da Escócia. Os defensores, sob o comando de Alan de Vipont, aproveitaram a oportunidade para sair do castelo a coberto da noite, e investiram sobre a barragem, causando o seu rompimento e a inundação do campo inglês. A veracidade deste episódio, entretanto, tem sido posta em causa por historiadores posteriores.

A estrutura do castelo foi reforçada no final do século XIV ou início do século XV pela adição de uma torre de cinco pavimentos. De acordo com a Historic Environment Scotland, ela remonta ao século XIV, o que a torna uma das mais antigas na Escócia que chegaram até nós.

Em 1390 Roberto II (1371–1390) assegurou o castelo a Sir Henry Douglas, o marido de sua sobrinha Marjory. A partir do século XIV o castelo serviu como prisão do Estado. Antes de subir ao trono, Robert II aqui esteve detido em 1369, assim como Archibald Douglas, 5.º Senhor de Douglas (m. 1439) na primeira metade do século XV. Patrick Graham, Arcebispo de St. Andrews, aqui faleceu em cativeiro em 1478.

O século XVI

Maria da Escócia (1542 – 1567) visitou Loch Leven pela primeira vez em 1565 como convidada de Sir William Douglas de Loch Leven (m. 1606). Aqui manteve uma entrevista com o pregador Calvinista John Knox.

Retornou a Loch Leven como prisioneira, de 17 de junho de 1567 até à sua fuga, a 2 de maio de 1568. Na “batalha” de Carberry Hill, a 15 de junho, Maria rendeu-se aos seus nobres, que se opunham ao seu casamento com Jaime Hepburn, 4.º conde de Bothwell. Foi levada para Loch Leven e entregue à custódia de Sir William Douglas de Loch Leven, passando a maior parte do tempo de seu cativeiro na Torre Glassin, do início do século XVI, no vértice sudeste do castelo. Pelo lado de Sir William, o agregado familiar incluía a sua mãe, Lady Margarete Douglas, mãe do meio-irmão de Maria, o Senhor de Moray, e de seu irmão George Douglas, assim como Willie Douglas, um jovem parente órfão. Maria sentiu-se mal à chegada, e em algum momento antes de 24 de julho, abortou gémeos que concebera com o conde de Bothwell. Alguns dias mais tarde foi forçada a abdicar como Rainha dos Escoceses, a favor de seu filho menor, James, então com um ano de idade.

Maria recuperou-se durante o Outono e o Inverno, e gradualmente conseguiu trazer George Douglas para a sua própria causa. Um contemporâneo registou que George foi "in fantasy of love wythe hir." (Calendar of State Papers Scotland, vol.2 (1900), p.404 n.º 652, 9 May 1568.) Na noite da fuga, Willie Douglas furtou as chaves e permitiu que Maria, vestida como uma serva, saísse do castelo. Ela então remou através do lago até onde George Douglas e outros a aguardavam, e então navegaram até ao Castelo Niddry em Lothian. Como curiosidade, este é um dos muitos castelos na Escócia que se afirma serem assombrados pelo fantasma de Maria.

O inglês Senhor de Northumberland também esteve aqui detido, após navegar para a Escócia na sequência do fracasso do Levante Católico do Norte em 1570. Ele foi capturado pelo Senhor de Morton, e confinado em Loch Leven antes de ser enviado de volta à Inglaterra para ser executado. Em 1588, Sir William Douglas de Loch Leven sucedeu ao Senhor de Morton, como 6.º Senhor. Juntamente com este título, ele herdou outras propriedades, inclusive o Castelo de Aberdour em Fife, e desse modo, o Castelo de Loch Leven passou a ser utilizado com menos frequência.

Os séculos XVII e XVIII

Por volta de 1546, Margarete Erskine e seu filho William Douglas construíram uma casa na margem do Loch, que ficou conhecida como "Newhouse." A "Newhouse" substituiu o castelo na ilha como centro legal da propriedade em 1619.

Em 1675, a propriedade de Loch Leven foi adquirida aos Douglas por Sir William Bruce (c.1630 – 1710), arquiteto real na Escócia. Bruce construiu próximo a Kinross House à beira do lago a partir de 1686, alinhando o eixo principal da casa e jardim com o castelo distante. A "Newhouse", que veio a ser demolida em 1723, situava-se precisamente a norte do local de Bruce. Kinross foi um dos primeiros edifícios em estilo clássico erigidos na Escócia. Desde então o Castelo de Loch Leven não foi mais utilizado como habitação, mas foi preservado por Bruce como um foco pitoresco para os seus jardins.

Do século XIX aos nossos dias

O Castelo de Loch Leven caiu em ruínas no século XVIII, mas estas foram conservadas e o lixo removido em 1840. A propriedade passara dos Bruce para a família Graham ainda nesse no século XVIII e então, no século XIX, para a dos Montgomery, que ainda ocupam Kinross House.

O Castelo de Loch Leven foi entregue aos cuidados do Estado em 1939, e é gerido atualmente pela Historic Environment Scotland. Pode ser alcançado por um ferry de 12 passageiros operado a partir de Kinross pela Historic Environment Scotland durante os meses de Verão. As ruínas do castelo encontram-se protegidas como um Scheduled Ancient Monument, e classificadas como “listed building” na Categoria A, o nível mais elevado de proteção para um edifício histórico na Escócia.

Características

O castelo e um recinto exterior, do qual poucos vestígios subsistem, ocupavam originalmente quase toda a área da primitiva Ilha do Castelo. A atual ilha arborizada, consideravelmente maior, tomou forma no início do século XIX quando a canalização da vazão do rio Leven, afluente do Firth of Forth na altura da cidade de Leven, conduziu a uma descida substancial do nível da água.

O castelo apresenta planta retangular, com muralhas de alvenaria de pedra, com uma torre de menagem, em um dos cantos, e a Torre Glassin, de planta circular, no vértice oposto. No interior da praça de armas encontram-se os vestígios de edificações em dois locais. No pátio exterior, apenas um banco de terra mostra a posição das paredes, sendo os restos fragmentários de uma padaria as únicas estruturas visíveis.

A torre de menagem, no canto oeste do recinto, mede 11,1 m por 9,6 m e originalmente possuía 5 pavimentos, embora o telhado e os pisos, em madeira, tenham desaparecido. O nível mais baixo é uma cave abobadada, com uma cozinha abobadada acima. O salão estava no andar seguinte, com quartos acima, todos ligados por uma escada em caracol.

A Torre Glassin apresenta planta circular, erguida no canto sudeste da primitiva muralha, no século XVI. A torre tem uma cave abobadada, defendida por uma troneira e duas pequenas salas acima. O quarto menor possui uma “oriel window”.

Bibliografia

Coventry, Martin. The Castles of Scotland (3rd. Ed.). Goblinshead, 2001.

Fraser, Antonia. Mary Queen of Scots. Panther, 1970.

Grose, Francis.The Antiquities of Scotland Vol.II. S. Hooper, 1791.

Lindsay, Maurice. The Castles of Scotland. 1986.

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Contribution

Updated at 11/10/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Conserved Ruins

  • National Protection
    As ruínas do castelo encontram-se protegidas como um Scheduled Ancient Monument, e classificadas como “listed building” na Categoria A, o nível mais elevado de proteção para um edifício histórico na Escócia.


  • Historic Environment Scotland



  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : United Kingdom
    State/Province: Scotland
    City: Kinross



  • Lat: 56 -13' 58''N | Lon: 3 23' 31''W










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