Castle of Montalegre

Montalegre, Vila Real - Portugal

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O "Castelo de Montalegre" localiza-se na freguesia de União das Freguesias de Meixedo e Padornelos, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, em Portugal.

Situa-se no topo de um monte granítico, de onde se descortinam as serras do Gerês (a oeste) e do Larouco (a leste) e o curso do rio Cávado (a norte), em posição dominante sobre a povoação, a poucos quilómetros da fronteira com a Galiza. Juntamente com o Castelo da Piconha, próximo a Tourém, e o Castelo de Portelo, em Sendim (Padornelos), integrava o conjunto defensivo das Terras de Barroso.

História

Antecedentes

Acredita-se que o primitivo povoamento humano de seu sítio remonte a um castro pré-histórico, posteriormente Romanizado (conforme testemunho de moedas e lápides recuperadas na região). Com a queda do Império Romano do Ocidente, o seu território foi ocupado por suevos, integrando os domínios do Reino Suevo (411-585), sucessivamente conquistado por visigodos e por muçulmanos.

No contexto da Reconquista cristã da península ficou compreendido nos domínios do Condado Portucalense, até à independência do Reino de Portugal, que passou a integrar. Neste período a sua área era povoada apenas por pastores.

O castelo medieval

Constituindo-se em região lindeira com o Reino da Galiza, foram erguidos com preocupações defensivas os castelos do Gerês e da Piconha e mais tarde os de Portelo e de Montalegre. Foi atribuído foral a Tourém, possivelmente por Sancho I de Portugal (1185-1211) em 1187, como cabeça das Terras da Piconha.

O castelo de Montalegre foi erguido já tardiamente, inserindo-se no movimento empreendido por Afonso III de Portugal (1248-1279) para a reorganização das fronteiras a leste e a oeste de Chaves. O objetivo da sua construção foi o de que a fronteira setentrional de Trás-os-Montes fosse dotada de uma efetiva ordem territorial e jurídica, que deveria ficar sob o poder do Rei. Desse modo, a povoação recebeu carta de foral (9 de junho de 1273), tornando-se cabeça das chamadas Terras de Barroso. O documento previa a edificação do castelo, de raiz: "(…) vós povoadores deveis dar à minha escolha um cavaleiro fidalgo natural do reino que vença 500 soldos, o qual me faça homenagem do meu Alcácer quando aí o edificar e o mesmo cavaleiro deve aí ser meu Alcaide Mor (…)."

As obras devem ter sido iniciadas ou continuadas sob o reinado de Dinis I de Portugal (1279-1325), que confirmou ou renovou a carta de foral, e ordenou a Pedro Anes, seu clérigo, povoá-la como quisesse, (3 de janeiro de 1289), visto a póvoa ter ficado erma no incêndio durante a guerra com Castela; ordenou-se que dividissem os herdamentos da vila por co-povoadores todos de novo, assim como fora da primeira vez, e que dessem cada ano ao rei 100 maravedis velhos; o fato do povoamento nesta altura se fazer sob iniciativa do clérigo, leva a supor que não existia alcaide no castelo. Neste reinado iniciou-se a construção da torre de menagem, e o soberano arrolou este entre os 12 castelos oferecidos a sua esposa, Isabel de Aragão (1300).

Afonso IV de Portugal (1325-1357) expediu carta datada de 1327 informando que os moradores de Montalegre lhe enviaram dizer que D. Dinis, quando povoou o lugar lhe dera foro, contido numa carta datada de 3 de janeiro de 1289. As obras na torre de menagem prosseguiram, tendo sido concluídas em 1331, conforme inscrição epigráfica em sua fachada, que reza: "R. Alf. 4 AN 1331". O soberano confirmou o foral da vila (26 de junho de 1340).

À época da crise de sucessão de 1383-1385, a vila e seu castelo tomaram partido por Beatriz de Portugal, vindo a ser dominados, após a batalha de Aljubarrota (1385), pelas forças de João I de Portugal (1385-1433) no contexto da campanha a Chaves e ao norte do país. Nesse contexto, as terras de Barroso foram oferecidas ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira.

Sob o reinado de João II de Portugal, a entrada principal do perímetro, junto da torre de menagem, foi protegida por um reduto, de tipo barbacã, dotado de uma porta flanqueada por dois baluartes de planta circular com dois níveis de troneiras, construção conhecida pelos desenhos de Duarte de Armas e de que hoje apenas restam os alicerces.

Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), a povoação e seu castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas" (c. 1509), vindo a receber o Foral Novo em 1515.

Por volta de 1540 foi cárcere de Lançarote Gonçalves, que acabou sendo condenado a 5 anos de degredo "com cinquo legoas a redor" e "nom o quebrem o dito degredo sob pena de morte natural e perdimento de bees".

No contexto da crise de sucessão de 1580, um complemento à inscrição epigráfica na torre de menagem, inscrito num silhar, informa-nos: “REFORMOU O LICENCIADO MANUEL ANTUNES DE VIANA ANO 1580”.

Da Guerra da Restauração ao século XIX

No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1668), recuperado o seu valor estratégico-defensivo na raia, o castelo recebeu obras de modernização visando adaptá-lo aos então modernos tiros da artilharia, tendo recebido diversos baluartes e revelins, como em uso à época.

Por Alvará de 30 de setembro de 1715 determinou-se que a guarnição do castelo fosse de 2 companhias e governador.

O terramoto de 1 de novembro de 1755 não causou maiores danos ao castelo do que os da queda de uma das ameias, conforme consta das Memórias Paroquiais de 1758. De acordo com esta fonte, resposta ao inquérito-geral formulado pelo Padre Luís Cardoso a todas as freguesias do reino após o terramoto, o então pároco de Montalegre, Padre Baltazar Pereira Barroso, juntamente com os padres Bento Gonçalves dos Santos e José Pereira Carneiro, datada de 19 de março de 1758, informam que a vila encontrava-se murada, mas com muros de "pouca consideração", não tendo na parte fronteira ao castelo muros alguns, mas tendo, à distância de um tiro de mosquete, a fortaleza da vila, cujos muros tinham em circuito 730 passos. Era das fortalezas mais bem seguras e quase inexpugnável devido à sua implantação, num cabeço de um monte. Tinha fossos ao redor dos muros e contra muralha e esplanada, que era tão íngreme que de nenhuma parte se podia subir a pique. Frente à porta principal, do lado oeste, tinha um revelim que encobria também a maior parte da estrada que vinha para a vila, e tinha à volta fossos. Contra a muralha e por cima desta, tal como na outra que também rodeava os muros, existiam grossas e altas estacas em duas ordens que fechavam esta estacada nas pontas do muro da vila, impedindo assim a entrada na fortaleza e nas portas dos muros. Tinha 3 portas, rasgadas a norte, a oeste, e outra a leste, havendo ainda entre as 2 últimas um postigo. A "fortaleza" constava de um alto e magnifico "castelo", ou seja a torre de menagem, toda de cantaria, de paredes grossas e betumadas, com quatro andares, sendo o primeiro de pedra, o terceiro de abóbada e o segundo e quarto de madeira, estando então estes tão arruinados que não se utilizavam e só serviam de abrigo a algumas aves noturnas e de rapina. De acordo com o padre Baltazar Pereira Barroso, a torre não resistiu à queda de um raio, que lhe derrubou o cunhal norte até ao sítio onde estava a guarita daquele lado; em cada um dos outros cunhais tinha a sua guarita, como também em cada um dos lados. Tinha 3 torres, a mais pequena era a da pólvora e estava sem qualquer deterioração, as outras 2 tinham os sobrados totalmente arruinados, tal como os telhados e a estacaria dos muros e contra muralha. Cingiam as torres um alto e grosso muro tendo de circuito 130 passos. No terreiro do castelo - a praça de armas -, erguiam-se as casas do Governador, para leste outras casas arruinadas, alguns fornos de cozer pão e um grande "poço" - a cisterna -, quadrada, feita de cantaria com escadas até ao fundo da mesma, tendo de profundidade 190 palmos até à água e desta para baixo talvez outro tanto; possuía um arco de "abobeda" não visível do cimo, que alarga o poço a leste, feito a pedra "rota a fogo". Do terreiro, a norte, partia uma escada de pedra, exterior ao muro, e que acedia a um caminho amplo no cimo do muro - o adarve - , tendo a toda à volta guardas que davam pelo peito e todas com ameias, e conduzia a cada uma das portas das torres; para a de menagem descia-se por escada firmada no muro a noroeste, tendo alguns degraus arruinados pela queda de pedras da parte leste da torre devido a um raio que a atingiu. Do lado das casas do Governador e no muro que cingia as torres havia vestígios de uma outra escada para o adarve. Para nascente este muro tinha um postigo, por onde se saia para o terreiro da fortaleza e para nordeste e ao pé da torre de menagem ficava a porta principal por onde se entrava nas casas do Governador e praça de armas onde elas se implantavam. Fora desta porta entre 2 meias laranjas bem formadas e seguras tendo inferiormente "esconderijos com seus orifícios para se pelejar", as seteiras. A poucos passos estava outro muro que "atava" o da fortaleza por cima do corpo da guarda, que tinha 2 portas, uma a norte e outra a oeste. Tinha excelente Corpo da Guarda e bons quartéis para os soldados, casas para os oficiais e sargento, a deste achava-se dentro do Corpo da Guarda, e boas cavalariças. O Padre Baltazar Pereira Barroso conclui as suas Memórias dizendo que a planta da vila e castelo era quase quadrada, sendo porém mais cumprida para norte. No muro do castelo havia 7 cavaleiros onde se punham as peças de artilharia para defesa da praça, mas quando acabaram as guerras, mandaram-se conduzi-las para a praça de Chaves. Todos os meses vinham de Chaves para o castelo 9 soldados, 1 cabo e 1 sargento.

Posteriormente, outro autor, Américo Costa, descreveu a estrutura, também recorrendo às "Memórias Paroquiais de 1758" como fonte:

A torre de menagem, situada ao norte, tem na base 30 a 40 pés em quadrado, 68 a 70 pés de altura. A de leste mede 30 pés de largura e 58 a 60 de altura, tendo quase todas as pedras marcadas com sinais diversos. A torre do sul tem 15 pés de base e 50 de altura; é maciça até dois terços da altura; na base, do lado sul, tem a seguinte inscrição: "A. Alf. 4.º Anno de 1331. Reformou o Ld.º Manuel Antunes de Viana. Anno de 1580". A do poente mede 15 pés de largura na base, e 35 de altura; é maciça até três quartos da altura.

Em 1758, no terreiro interior das torres levantava-se a casa do governador do castelo. O P. Baltazar refere-se ainda à cisterna, a fornos de cozer pão e a diversas escadas que do terreiro dão acesso às torres; descreve o revelim existente junto da porta do norte, por onde se entrava para o terreiro, e pormenoriza o dispositivo defensivo desta porta que era a principal entrada da fortaleza. Alude às tarimbas dos soldados, às casas de oficiais e sargentos e às cavalariças então existentes junto do castelo. O segundo e o quarto andares da torre de menagem, que eram de madeira, estavam em ruínas. Em igual estado se encontravam os sobrados, os telhados e a estacaria dos muros e contra-muros das torres de sueste e sul. A de sudoeste, a mais pequena das quatro, servia para guardar a pólvora.


Data de 1762 uma planta do castelo e fortaleza, existente na Real Academia de História em Madrid. (Real Academia de la Historia, Madrid: Plano del Castillo de Montalegre, 1762, R. 204, Sign. C/1 c10 p.)

Data de 28 de dezembro de 1804 a informação de que a Província de Trás-os-Montes não tinha praça, forte ou fortaleza ou artilharia alguma de préstimo, devido à invasão espanhola de 1762 ter arruinado a Praça de Chaves, a de Bragança e a de Miranda, assim como alguns castelos.

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814), em 1811 o castelo tinha o posto do governador vago.

Data de 1821 um requerimento de Francisco Xavier Teixeira de Magalhães, em seu nome e dos moradores da vila de Montalegre, os quais pretendiam que se pusesse à venda a pedra das muralhas do castelo para com a mesma serem edificadas casas da Vila, a casa da Câmara e aquartelamentos para alguma tropa; no requerimento, pedia-se para edificar junto à Igreja da Misericórdia, da parte do norte, uma casa suficiente para servir de albergue dos enfermos e indigentes, e para acrescentar da parte oeste, ao Quarto da Câmara, uma sala espaçosa e decente, para os seus atos, ficando o quarto existente destinado para o Arquivo da Câmara; pedia-se também para construir para o Magistrado Territorial, uma residência como não oferece e que se edificasse em parte do terreno da horta do dito Ministro.

No ano seguinte, a 16 de janeiro de 1822, foi ouvida a Câmara, até para saber se tinha meio de fazer as obras indicadas, informando-se que, à exceção da grande torre, bem conservada, onde se devia fazer uma escada, pois servia para guarda de algum preso de consideração, para "observadoria" da raia da Galiza e memória daquelas fortificações mais velhas, tudo o mais devia demolir-se pelo seu estado de ruína, aplicando-se a pedra para o cemitério, Hospital, Casa da Câmara, Residência do Ministro, vendendo-se o resto aos particulares e com esse produto se fariam as ditas obras; e que às casas que se edificassem na esplanada se impusesse um foro, que fosse aplicado para a manutenção do Hospital ou constituição do quartel para um regimento de cavalaria; questionado o Governador de Trás-os-Montes, este informa que não se poderia tirar partido da defesa da construção e que a sua pedra podia com maior utilidade empregar-se nas obras públicas; assim, confirma que se fizesse uma escada e porta para a torre grande, que poderia servir de atalaia, e a pedra fosse dada à Câmara para dispor dela nas obras.

Data de 13 de fevereiro de 1822 portaria dos Negócios da Guerra expedida à Câmara Municipal a respeito do destino que a mesma devia dar à pedra das muralhas arruinadas daquela vila e da responsabilidade que se lhe impunha pela conservação da torre grande; remetia-se também ao Marechal de Campo encarregado do Governo das Armas de Trás-os-Montes para o seu conhecimento.

Data de 23 de setembro de 1861 uma circular do Ministro da Guerra sobre a situação das fortificações da Província.

De acordo com PINHO LEAL (1875) as 2 linhas de muralhas e fossos que circundavam o castelo já se encontravam demolidas.

Datará possivelmente de fins do século XIX a colocação de relógio circular no cubelo maior, virado à vila, levando a que este passasse a ser designado por “torre do relógio”.

Do século XX aos nossos dias

Encontra-se classificado como Monumento Nacional, por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136 de 23 de junho de 1910. A ZEP encontra-se definida por Portaria publicada no Diário do Governo, 2.ª série, n.º 272, de 22 de novembro de 1957.

A partir da década de 1980, a ação do poder público manifestou-se por uma campanha de intervenção e restauro a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), que culminou, na década de 1990 com a instalação de um núcleo museológico. O projeto de revitalização e salvaguarda foi de autoria dos arquitetos António Portugal e Manuel M. Reis

Em 1 de junho de 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei n.º 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, n.º 126.

Nos últimos anos, foram realizadas diversas escavações exploratórias no local, que têm ajudado a conhecer a história pré-castelo do local.

Características

Exemplar de arquitetura militar, medieval, de enquadramento urbano, isolado, na cota de 980 metros acima do nível do mar.

O castelo apresenta troço de muralha robusta, de aparelho "vittatum", de perfil circular irregular, em volta da antiga praça de armas, interiormente percorrida parcialmente por adarve, em algumas zonas protegido por gradeamento de ferro; interliga 2 torres e 2 cubelos, de planta quadrangular, de diferentes dimensões e alturas, conhecidas por torre de menagem, "furada", do "relógio" e "pequena". A sudeste conserva uma das 2 portas que possuía, com cerca de 2 metros de largura e 4 de altura, em arco quebrado, de aduelas irregulares, assente nos pés-direitos.

A torre de menagem, a mais alta, implanta-se a norte, tendo as fachadas percorridas por embasamento mais saliente, rematadas por merlões pentagonais, e é coberta por telhado de telha de 4 águas, à volta do qual possui caminho de ronda exterior. As fachadas são rasgadas por seteiras estreitas, desalinhadas, e no andar superior, por 4 balcões de perfil curvo nos ângulos, e ao centro das fachadas norte, sul e leste, por balcões retangulares, todos com mata-cães, assentes em mísulas alongadas e escalonadas e coroados por merlões pentagonais. Na fachada leste, abre-se ao nível do primeiro piso, sobrelevado, portal de arco quebrado, de largas aduelas assente nos pés-direitos, possuindo frontalmente sacada comprida, composta de 3 molduras largas boleadas escalonadas, com guarda metálica, precedido por escada de ferro. O seu interior é dividido em 4 pisos; o primeiro, correspondente ao da entrada, é amplo, possui pavimento em lajes de cantaria granítica e escadas de madeira de acesso ao piso superior; este é coberto por abóbada, tem em cada uma das paredes uma seteira e complexo sistema de escoamento das águas infiltradas, com canalizações em pedra que conduzem as águas para o exterior da torre; o terceiro piso apresenta pavimento de pedra e escada de acesso parcialmente embutida na abóbada do piso inferior; no último piso, abrem-se nas paredes, de 3 metros de espessura, corredores estreitos de acesso aos 7 balcões; cobertura com travejamento de madeira aparente, tendo alçapão para aceder ao caminho de ronda.

A torre "furada", mais baixa, implanta-se no lado sul, acompanhando interiormente o perfil curvo da muralha, é coroada por ameias pentagonais, cobertura em telhado de 4 águas, possuindo algumas gárgulas circulares. As fachadas são rasgadas por várias seteiras estreitas descentradas; na fachada interna, rasga-se no primeiro piso, ao nível da praça de armas, portal de arco de volta perfeita, de aduelas largas assente nos pés-direitos, e no segundo piso, ao nível do adarve, mas sem comunicação com o mesmo, portal em arco de volta perfeita, sobre impostas salientes e com tímpano esculpido por cruz de Cristo. Interiormente tem marcação de 3 pisos, mas os soalhos estão destruídos.

Os cubelos, do "relógio" e "pequena" são maciços até cerca de 7 metros acima do nível do solo, a partir do qual possuem um único piso, correspondendo interiormente a espaço único, com cobertura em telhado de quatro águas, sendo acedido através do adarve, por portal de arco quebrado assente nos pés-direitos; as fachadas não possuem qualquer coroamento e o adarve tem acesso por escada de pedra desde a praça de armas.

No interior da antiga praça de armas, de planta circular, junto à muralha no enfiamento da torre do relógio, abre-se no afloramento rochoso uma cisterna, de planta quadrangular, com 25 metros de profundidade, protegida por gradeamento de ferro, e com acesso através de uma escada que se desenvolve no seu perímetro.

Sensivelmente a noroeste e num plano inferior do morro, subsistem vestígios a nível de alicerces de dois cubelos, de planta circular, possuindo a meio vão de antiga porta, que integravam a antiga barbacã, a qual se ligava à torre de menagem e à muralha, e se dispunha fronteira à porta aberta a norte; cada um destes cubelos conserva seteiras cruciformes conjugadas com buraco. Das duas linhas de muralhas que circundavam o castelo, conserva-se apenas parte de uma delas, visível entre norte e sul devido ao pendor do terreno, e os fossos encontram-se atualmente entulhados.

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  • Castle

  • 1273 (AC)




  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Monumento Nacional, por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136 de 23 de junho de 1910. A ZEP encontra-se definida por Portaria publicada no Diário do Governo, 2.ª série, n.º 272, de 22 de novembro de 1957.





  • Historical museum

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Vila Real
    City: Montalegre



  • Lat: 41 -50' 27''N | Lon: 7 47' 27''W










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