Castle of San Servando

Toledo, Toledo - Spain

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O “Castelo de San Servando” localiza-se na cidade e município de Toledo, na província de mesmo nome, comunidade autónoma de Castilla-La Mancha, na Espanha.

Ergue-se junto à margem do rio Tejo e à atual Academia de Infantaria.

História

O Mosteiro Beneditino

Existem evidências de um antigo mosteiro anexo a uma basílica Visigótica, possivelmente fundada no século VII, sob a invocação de San Servando. Em 1080, o cardeal Richard de São Vítor, um monge da antiga Abadia de São Vítor em Marselha, foi enviado como legado do Papa Gregório VII ao Concílio de Burgos realizada naquele ano. Um dos seus mandatos foi garantir a adoção do Rito Romano, substituindo o antigo Rito Moçárabe utilizado pelos cristãos da Península Ibérica durante séculos. Ele levava instruções específicas para a restauração de San Servando e da adoção de práticas litúrgicas romanas.

No contexto da Reconquista cristã, a cidade foi conquistada pelas forças de Afonso VI de Leão e Castela (1072-1109) em 1085. Em agradecimento por haver salvo a sua vida na batalha de Sagrajas, tanto este soberano quanto a sua esposa, Constância da Burgúndia, foram generosos benfeitores da basílica e reconstruíram o mosteiro, sob a invocação dos santos Servando e Germano. De acordo com John Ormsby, o tradutor para o inglês de "Don Quixote" de Miguel de Cervantes Saavedra, Afonso VI nomeou o castelo de "San Servando" devido a um mártir espanhol, nome subsequentemente modificado para “San Servan” (forma referda no "Poema do Cid"), “San Servantes”, e “San Cervantes”. Ormsby refere: "(...) there is a complete history of the Cervantes family from the tenth century down to the seventeenth extant under the title ‘Illustrious Ancestry, Glorious Deeds, and Noble Posterity of the Famous Nuino Alfonso, Alcaide of Toledo’, written in 1648 by Rodrigo Mendez Silva." Na encosta da montanha, próximo ao castelo, foi inaugurado em 2005 um painel de azulejos com um poema de Miguel de Cervantes, 400 anos após ter sido escrito pelo próprio.

A 11 de março de 1088 o soberano doou o mosteiro, os seus bens e rendimentos, à Santa Sé, com a condição de fosse perpetuamente administrado pelo Abade de São Vítor. Essas condições foram aprovadas pelo Papa Urbano II, eleito no dia seguinte ao documento da doação, a 20 de fevereiro de 1089. Este, por sua vez, confiou a tarefa ao Cardeal Richard, então abade de São Victor. A partir de então, o mosteiro ficou sob a autoridade da Abadia de São Victor e monges franceses passaram a ocupar o mosteiro espanhol, nele introduzindo a regra de São Bento.

Afonso VI via o mosteiro como um baluarte da presença cristã na região e, em 13 de fevereiro de 1099, fez doação da Igreja de Santa María de Alficén e da comunidade em torno dela, que era um tradicional território moçárabe. Ele deu ao mosteiro o objetivo da manutenção desta identidade entre a população. Ele posteriormente fundou um mosteiro de freiras beneditinas, para ser anexado à igreja. Ambas as comunidades monásticas foram encarregadas de fornecer cuidados e hospitalidade aos pobres da região e aos viajantes.

O mosteiro foi destruído por um ataque Almorávida em 1110, e os monges sobreviventes retornaram a Marselha. Em 1147 Muñoz de Cervatos reconquistou a área  para os cristãos. Neste período o Mosteiro de San Servando entrou numa nova fase de sua existência, vindo a tornar-se pertença do Arcebispo de Toledo e do capítulo daquela Catedral.

A Ordem do Templo

Afonso VIII de Castela (1158-1214) doou o mosteiro aos cavaleiros da Ordem do Templo, que o converteram em uma fortificação com a função de defesa da Ponte de Alcántara contra qualquer possível ataque Muçulmano. Com o afastamento da ameaça Muçulmana, nomeadamente após a batalha de Navas de Tolosa (1212) e a dissolução da Ordem em 1312, a fortificação perdeu a sua função estratégica, entrando em decadência.

Do século XVI aos nossos dias

Diante das lutas entre Pedro I e Henrique de Trastámara no século XIV, a sua posição voltou a adquirir importância militar e o Arcebispo Tenorio ordenou a sua reconstrução. As obras terminaram em 1386, sendo desta época a atual conformação do edifício.

O castrelo encontra-se figurado na pintura “Vista de Toledo” (1596-1600) de El Greco, atualmente no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque.

Em 1857 foi transformado em paiol. Mais tarde veio a ser vendido em hasta pública (1873) pelo montante de 3.000 pesetas. Em risco de demolição, em 1874 foi declarado como "Conjunto Histórico-Artístico Nacional", sendo o primeiro castelo do reino a ostentar tal designação.

Foi reconstruído em 1959, tendo sido utilizado desde então como colégio menor, sede das Cortes de Castilla-La Mancha e residência universitária.

Atualmente encontra-se requalificado como albergue da juventude da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha e como local de realização de cursos e conferências.

As visitas ao antigo castelo são guiadas referindo a suposta assombração do local por um mau cavaleiro, Don Nuño Alvear, que supostamente morreu após lhe terem sido mostradas as suas muitas vítimas em uma visão.

Do castelo desfruta-se uma vista panorâmica da cidadela medieval de Toledo e do Tejo, rio que então a delimitava.

Contribution

Updated at 13/07/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (3).


  • Castle of San Servando


  • Castle





  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Em 1874 foi declarado como "Conjunto Histórico-Artístico Nacional".





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Toledo
    City: Toledo



  • Lat: 39 -52' 22''N | Lon: 4 0' 57''W







  • Castelo Templário



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