Castle of Santa Bárbara

Alicante, Alicante - Spain

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O “Castelo de Santa Bárbara” (em valenciano, "Castell de la Santa Bàrbara") localiza-se no centro histórico da cidade de Alicante, na província de mesmo nome, na comunidade autónoma da Comunidade Valenciana, na Espanha.

Situa-se em posição estratégica no cume do monte Benacantil, um maciço rochoso de 166 metros de altitura fronteiro ao mar, o que lhe conferia grande valor estratégico, uma vez que de seus muros se avista toda a baía de Alicante e o seu entorno. O monte visto da praia assemelha-se a uma face humana, pelo que é denominado "a cara do mouro", constituindo-se num ícone da cidade.

O monte foi chamado "Banu'l-Qantil" pelo geógrafo muçulmano al-Idrisi no século XII. Há historiadores que atribuem a origem do topónimo às palavras “bena”, transcrição para o árabe das palavras latinas “pinna” ou  “penna” (pedra grande) e “laqanti”, adjetivo que provém do árabe “Laqant” (Alicante).

História

Em suas encostas foram encontrados vestígios arqueológicos da Idade do Bronze, Iberos e da época romana.

A atual fortificação remonta ao período de ocupação muçulmana, erguida ao final do século IX.

No contexto da Reconquista cristã foi tomado aos Muçulmanos em 4 de dezembro de 1248, dia de Santa Bárbara, pelo infante Afonso de Castela, futuro Afonso X de Leão e Castela (1252-1284). Pouco depois, em 1292, após uma feroz resistência por parte do seu alcaide Nicolás Peris, o castelo foi conquistado por Jaime II de Aragão (1291-1327), que determinou o reforço das suas defesas.

No século seguinte, Pedro IV de Aragão (1387-1396) ordenou que se fizessem reparos no recinto.

No início do seu reinado Carlos I de Espanha (1519-1556) determinou novos reparos nas suas defesas.

Turghud Alì atacou Alicante de surpresa em 24 de maio de 1550, no comando de uma força de 27 barcos. Causou grandes danos aos campos de cultivo, e escravizou todos os que encontrou em seu caminho. Embora os habitantes tenham saído a combatê-lo, foram também capturados ou mortos. Apenas quando os reforços das povoações vizinhas acudiram ao rebate é que os piratas foram forçados a retirar.

Anos depois, a 8 de setembro de 1557, Turghud regressou com uma armada mourisca composta por 14 galeras. Nesta ocasião escolheu como local de desembarque a parte da Albufereta. As suas companhias assenhorearam-se de posições na Sierra Grossa e na Sierra de San Julián. Em seguida avançaram sobre o Tossal de Manises, onde instalaram artilharia. Foram rechaçados pela artilharia do Castillo de Santa Bárbara que obrigou os piratas a uma retirada precipitada, tendo deixado atrás a sua artilharia e munições.

A atual conformação da fortificação deve-se a Filipe II de Espanha (1556-1598), que nomeou como alcaide Juan Coloma e Cardona e promoveu a construção da maioria das dependências que hoje existem. As obras estenderam-se de 1562 a 1580, segundo projetos de Juan Bautista Antonelli e Giacomo Palearo "El Fratín".

Os bombardeios da cidade pela esquadra francesa em 1691 e as ações bélicas contra o castelo no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) de 1706 a 1709, período em esteve em poder dos ingleses, afetaram seriamente o conjunto.

No contexto da Rebelião de Boné, liderada pelo coronel Pantaleón Boné, a 28 de janeiro de 1844 foi ocupado pelas forças liberais contrárias à política do general Espartero. Juan Martín “El Empecinado”, um militar amigo de Boné, traiu-o entregando o castelo às forças de Espartero, que assim esmagaram o movimento, fuzilando Boné e todos os seus partidários, no calçadão do porto, local em que se ergue atualmente o Monumento aos Mártires da Liberdade.

A fortificação conheceu a sua última ação militar em 1873 quando a fragata blindada "Numancia", em mãos dos rebeldes cantonalistas de Cartagena, fez fogo de sua artilharia sobre a cidade e o seu castelo.

Perdida a sua função estratégica, foi desartilhado em 1893.

Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) foi utilizado como prisão, inicialmente para os apoiantes do partido Nacional e, posteriormente, para os da Segunda República, a maioria procedente do porto de Alicante e do campo de concentração de “Los Almendros”. Ainda hoje podem ser vistas as inscrições e gravações daqueles prisioneiros em algumas áreas do castelo.

Encontra-se classificado como "Bien de Interés Cultural", na categoria "Monumento", por declaração de 13 de outubro de 1961, sob o n.º RI-51-0001293.

Esteve desguarnecido até 1963, quando foi aberto ao público. Naquele ano foram inaugurados os dois elevadores que transportam os visitantes.

Em nossos dias, algumas áreas do castelo encontram-se em restauração.

Características

Exemplar de arquitetura militar gótico e moderno.

De planta orgânica (adaptada ao terreno onde se inscreve) o conjunto divide-se em três recintos distintos.

Na cota mais elevada ergue-se a chamada “La Torreta”, que se constituía na antiga torre de menagem, e onde se encontram os vestígios mais antigos da fortificação: fundações dos séculos XI ao XIII. Neste recinto encontram-se, entre outros, o chamado “Baluarte dos Ingleses”, assim como outras dependências: o Parque de Engenheiros, a Sala Nobre (que foi utilizada como Hospital), a Casa do Governador, e outras. A esplanada mais elevada é conhecida como “Macho del Castillo”, e nela localizava-se a alcáçova Muçulmana.

Em cota intermédia localizam-se as dependências mais importantes, concluídas em 1580: o Salão de Filipe II (antigo Corpo da Tropa), diante do amplo Pátio de Armas, em cujas espaldas se encontram as ruínas da ermida de Santa Bárbara, o Corpo da Guarda, o Baluarte da Rainha, e outros.

Na cota inferior encontram-se as edificações do século XVIII, com destaque para o Revelim do "Bon Repós", que atualmente tem as funções de estacionamento e onde se ergue o monumento ao ilustre militar alicantino Félix Berenguer de Marquina, Capitão-general das Filipinas e Vice-rei do Novo México. O grande escudo de mármore branco que data do século XVIII hoje sobre a porta de acesso ao segundo recinto, encontrava-se originalmente no “Real Consulado del Mar”, edifício destruído por uma explosão.



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Contribution

Updated at 25/05/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como "Bien de Interés Cultural", na categoria "Monumento", por declaração de 13 de outubro de 1961, sob o n.º RI-51-0001293.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Alicante
    City: Alicante



  • Lat: 38 -21' 4''N | Lon: 0 28' 42''










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