Safed Castle

Safed, Norte - Israel

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O “Castelo de Safed” localizava-se em Safed (Tzfat) hoje cidade do distrito Norte, na província da Galileia, em Israel.

Situava-se a cerca de 40 quilómetros a leste de Acre e a 24 quilómetros es-sudeste de Monfort. Tinha como função a defesa do acesso a Acre por uma rota a oeste de Damasco através do vale do rio Jordão e o vau de Jacob.

História

Antecedentes

Safed é identificada com “Sepph”, uma cidade fortificada dos Judeus na Galileia Superior citada nos escritos do historiador judaico-romano Flávio Josefo.

A cidade também é referida em fontes judaicas do fim da Idade Média.

O castelo Cruzado

No século XII, no contexto das Cruzadas, Safed foi uma cidade fortificada no Reino de Jerusalém conhecida como “Saphet”.

Fulque de Jerusalém (1141-1143) aqui fez erguer um castelo, guarnecido pelos cavaleiros da Ordem do Templo a partir de 1168. Benjamin de Tudela, que visitou a cidade em 1170, não mencionou quaisquer Judeus a viver na cidade.

Na sequência da Batalha de Hattin (4 de julho de 1187) foi conquistada pelas forças do Império Aiúbida, sob o comando de Saladino, após um ano de cerco (1188).

A cidade voltou à posse dos Cruzados de 1218 a 1220 quando aparentemente se pretendeu utilizá-la como base para a reconquista da Galileia. Por essa razão, quando os Muçulmanos a reconquistaram em 1220, arrasaram o castelo então existente.

Em 1240, Teobaldo I de Navarra, em sua própria Cruzada à Terra Santa (1239-1241), negociou e firmou com os Aiúbidas de Damasco e do Egito um tratado pelo qual o Reino de Jerusalém recuperava a própria Jerusalém, mais Belém, Nazaré e a maior parte da região da Galileia com muitos Castelos Templários, inclusive o de Safed.

Novamente em mãos da Ordem do Templo, foi por ela reconstruído em maiores dimensões, tornando-se o maior do Reino de Jerusalém, dominando a Galileia e a via entre Damasco e Acre. Temos notícia desses trabalhos por uma notícia detalhada, de autor anónimo, dirigida ao então Bispo de Marselha, Benedict de Alignan, que o visitou por duas vezes em sua peregrinação à Terra Santa: “De constructione castri Saphet” (c. 1264). Foi Benedict quem convenceu os Templários a empreender a reedificação do castelo. A notícia foi possivelmente escrita como um panfleto para a captação de recursos e descreve a posição estratégica da fortificação, assim como alguns detalhes de sua estrutura. É a informação mais completa de que dispomos acerca da construção de um castelo cruzado na Terra Santa.

A sua guarnição rivalizava, em efetivos, com a do Krak dos Cavaleiros, superadas apenas pela do Château Pèlerin. Em tempo de paz ascendia a 1700 homens aos quais se somavam mais 500 em tempos de guerra. Deste efetivo, 50 eram Cavaleiros Templários e 30 Sargentos Templários, 50 Turcopulos e 300 arqueiros. O custo da sua construção ascendeu a 1.000.000 de besantes Sarracenos e 400 escravos foram empregados para auxiliar os pedreiros profissionais. Doze mil cargas de mula de cevada e cereais eram necessárias a cada ano para aprovisionar o castelo, muitas das quais eram importadas das preceptorias dos Templários na Europa.

Em junho de 1266 o sultão Mameluco Baybars I estabeleceu assédio ao castelo. As imponentes defesas recém-reconstruídas da praça suportaram com sucesso o primeiro assalto, mas as suas dimensões também implicavam que a maior parte da sua guarnição era composta por Sírios cristãos, aos quais os emissários de Baybars prometeram poupar caso se rendessem. Sabendo que não seriam poupados, e vendo que os soldados turcopulos estavam começando a desertar, o comandante dos Templários enviou um Sargento sírio chamado Leon Cazelier para negociar uma rendição. Cazelier retornou com a garantia do Baybars de um salvo-conduto para Acre, o que era falso, um estratagema apenas para Cazelier salvar-se. Uma vez que os Egípcios assumiram o controlo do castelo, as mulheres e crianças foram capturadas e vendidas como escravos no Cairo, enquanto 150 cavaleiros e 769 outros membros da guarnição foram decapitados. Para mostrar aos francos o destino que os aguardava, as cabeças decapitadas foram dispostas em torno do castelo.

A perda de Safed após um cerco de apenas dezasseis dias foi uma catástrofe para os francos na Terra Santa e uma humilhação para a Ordem do Templo.

A fortificação foi reforçada por Baybars, permitindo aos Mamelucos o controlo da Galileia e a aproximação das cidades costeiras de Acre, Tiro e Sídon.

Em nossos dias subsistem poucos vestígios do antigo castelo, em posição dominante no topo de uma colina, com ampla vista sobre a paisagem circundante, inscritos em um parque público. Trabalhos de prospeção arqueológica trouxeram à luz vestígios da presença dos Cruzados e da reconstrução pelos Mamelucos.

Características

Exemplar de arquitetura militar, cruzado, no alto de uma colina.

O conjunto defensivo apresentava planta oval, com as dimensões de 300 x 170 metros.

Contribution

Updated at 25/12/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Israel


  • Conserved Ruins






  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Asia
    Country : Israel
    State/Province: Norte
    City: Safed



  • Lat: 32 -59' 55''N | Lon: 35 -30' 18''E







  • Castelo Templário



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