Castle of Behovía

Irun, Guipúzcoa - Spain

O “Castelo de Behovía” (em castelhano, “Castillo de Behovía”), popularmente referido como “Gazteluzar” ou “Gaztelu Zahar“ (“castelo velho”), localiza-se no atual bairro de Behovía, na cidade e município de Irún, província de Guipúzcoa, na Comunidade Autónoma do País Basco, na Espanha.

Situa-se em posição estratégica no alto de uma colina à margem do rio Bidasoa, frente à ilha dos Faisões e ao passo fronteiriço de Behovía.

História

Em outubro de 1512 um exército franco-navarrês invadiu Guipúzcoa como parte das operações para recuperação do Reino de Navarra, recém conquistado pelas forças de Fernando II de Aragão, o Católico (1479-1516). Assediaram San Sebastián e Fuenterrabía e ocuparam Oyarzun, Rentería, Irún e Hernani.

Embora tenha sido prontamente rechaçado, em novembro desse mesmo ano decidiu-se que, no alto de uma colina, próxima ao vau de Behovía, seria implantada uma fortificação capaz de evitar que as tropas francesas cruzassem o rio. A sua traça deve-se ao arquiteto militar Diego de Vera. Em 1518 já estava levantada, sob o comando (“tenencia”) de Hernán Pérez de Yarza (1518-1521).

Na terceira tentativa falhada de recuperação do Reino de Navarra, o exército franco-navarrês conquistou a Praça-forte de Fuenterrabía em outubro de 1521, recuperada pelo exército castelhano em abril de 1524.

A caminho da conquista de Fuenterrabía, o forte de Behovía foi tomado pelas tropas de Guillaume Gouffier, senhor de Bonnivet, Almirante de França (c. 1488-1525) sem baixas, pois apenas se defrontaram com alguma resistência.

Em junho de 1522, diante das dificuldades para defender o forte, o exército francês decidiu abandoná-lo e explodi-lo. As cargas foram dispostas e preparadas para fazer saltar as muralhas, porém as suas mechas foram apagadas pelas tropas castelhanas que, sob o comando do capitão Ochoa Sanz de Asua, tomaram o forte. As tropas francesas tentaram retomar a praça, mas foram rechaçadas, vindo a impor-lhe assédio, e dando lugar à batalha de San Marcial:

"Aunque la Villa de Fuenterrabia era poseída de franceses, el castillo de Beovia habiéndole cobrado de su poder por la orden sobredicha, estaba por Alcaide el dicho Capitán Ochoa de Asua, con algunos soldados, los más de ellos jubilados por ser de edad. Los franceses, deseaban tomar a su poder el castillo de Beovia, porque además del daño y estorbo que en el Paso Real de Francia para estos reinos les causaba, sentía a aprobio, que teniendo ellos Fuenterrabia, viese tornado a poder de los españoles media legua de aquella Villa esta fortaleza, guardada con tan poca gente, por la espalda y a favor que los naturales de Irún Uranzu, en cuyo distrito cae aquella fortaleza, les hacían." (Esteban de Garibay).

Os combates em que se viu envolvido causaram-lhe extensos danos, razão pela qual, somada a sua discutível posição estratégica, levaram a que Carlos I de Espanha (1516-1556) ordenasse a sua demolição em 1539, embora só viesse a ser empreendida em 1542. A maior parte da pedra aparelhada oriunda da demolição foi utilizada na melhoria das muralhas de Fuenterrabía. A partir de então, as suas ruínas acolheram diversas fortificações de campanha, inclusive algumas residências.

Atualmente conservam-se duas cortinas das muralhas em toda a sua extensão e em grande parte da sua altura. A terceira apresenta-se praticamente arrasada. Subsiste ainda a parte inferior de um dos antigos cubos, assim como restos dos outros dois.

Em 1997, o Governo Basco emitiu a Declaração Preliminar de Possíveis Sítios Arqueológicos compreendendo-o e, em 2010, foi incluído na lista da seção Monumental do Caminho Basco de Santiago, iniciando-se a classificação como Património Cultural.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

De modestas dimensões, apresentava planta triangular, formada por três cortinas com 22 metros de comprimento, 5 metros de espessura e 9 metros de altura, em aparelho de pedra argamassada revestida de cantaria. Em seus vértices erguiam-se cubos de planta circular, com um diâmetro de 21 metros.

Na parte baixa das cortinas rasgavam-se três troneiras e, a cerca de 6 metros de altura, outras duas, correspondendo a um segundo piso. A elas somavam-se as troneiras instaladas em cada cubo.

O acesso à fortificação era feito por um portão de armas rasgado na cortina meridional.



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Contribution

Updated at 10/02/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Castle of Behovía

  • Gaztelu Zahar, Gazteluzar

  • Fortin

  • 1518 (AC)




  • Spain

  • 1542 (AC)

  • Semiconserved Ruins

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    Em 1997 o governo do País Basco aprovou uma Declaração Preliminar de proteção do local como potencial sítio arqueológico.
    Em 2010 foi incluído na lista de monumentos culturais integrantes do Caminho de Santiago.





  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Guipúzcoa
    City: Irun

    Camino de Gaztelu Zahar, s/n.º
    20305 Irún


  • Lat: 43 -21' 35''N | Lon: 1 46' 1''W










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