Fort of Santa Catarina

Santa Cruz da Graciosa, Autonomous Region of Azores - Portugal

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O “Forte de Santa Catarina” localizava-se na ponta de Santa Catarina, freguesia e concelho de Santa Cruz da Graciosa, na ilha Graciosa, Região Autónoma dos Açores, em Portugal.

Constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa do porto da Barra, segundo porto de entrada da ilha, que dava acesso à vizinha Vila de Santa Cruz, contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico. Cruzava fogos com o Forte da Barra.

História

Foi erguido entre a década de 1560 (época da criação dos Corpos de Ordenanças) e a de 1580, já estando referido por FRUTUOSO ao final do século XVI, na sua descrição da Graciosa:

Em outro cabo da vila [de Santa Cruz], correndo pela costa pera a parte do norte e nordeste, está uma igreja de São Sebastião, em um porto principal, onde saem todas as embarcações e navios de toda a sorte que àquela terra vão. Em tempo de Verão carregam nele trinta moios de pão, cuja baía está do nordeste a loés-sudoeste, pela terra dentro, e logo na entrada da barra, pera a parte de terra, está uma ermida de Santa Caterina, onde faz muitos milagres nos mareantes, e agora está um forte de artilharia; (…)” (FRUTUOSO, 2005:Livro VI, Capítulo XLIII.)

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714) encontra-se referido pelo marechal Castelo Branco na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710" como "O Reduto de Santa Catharina.". (Op. cit., p. 180)

É um dos dois fortes referidos na vila de Santa Cruz em 1738:

"(...) ajunto do porto barra aonde entram navios pequenos e fora da barra podem emquorar os navios que quizerem de alto bordo e 30 e 40 brasas de fundo, tem dois fortes com artilharia nas duas pontas do dito porto da barra e perto do portam [da vila] tem artilharia que se fecha o dito portam no veram (...)." (PICANÇO, 1982:386)

Em 1845 COSTA (2017) dá conta do estado das fortificações da barra, informando:

"(...) Mais á borda da barra, para o lado do sueste, fica o Forte de Santa Catharina, e dentro d'ella se acha o da Barra, banhado ainda pelas agoas do mesmo mar. Ambos estão hoje em completo abandono." (Op. cit., p. 11)

A propósito das Ordenanças da ilha, o mesmo autor referiu as suas fortificações:

"As ordenanças, que existiam n'esta ilha foram creadas logo depois da povoação da villa Santa Cruz [a. 1470], com um só capitão-mór, comandante, e um sargento-mór com o soldo de vinte mil reis por anno. N'esta villa haviam sete companhias, que guarneciam os fortes de Santa Catharina, do Corpo Santo, da Barra, d'Affonso do Porto, da Victória, do Barro Vermelho e o das Fontinhas; e na villa da Praia cinco companhias [guarnecendo a bateria dos Remédios, os fortes da Arrochela e da Rocha, e os redutos da Areia, e dos Fenais?]. O primeiro capitão mór de toda a ilha foi André Gonçalves Neto. Haviam também artilheiros da costa, subordinados a dous cabos, cadaum em seu Concelho, vencendo estes cabos o seu soldo pago pelo rendimento das imposições, que então arrecadavam as camaras." (Op. cit., pp. 125-126)

A "Relação" do marechal de campo Júlio José Fernandes Basto, 1.º barão de Basto, comandante da 10.ª Divisão Militar (Açores), em 1862 assinala que "Tem duas cazas abatidas." e indica que se encontra entre os fortes na ilha "Incapazes desde muitos annos." (Op. cit., p. 269)r />
Encontra-se relacionado pelo Tenente-Coronel Damião Freire Bettencourt Pego no "Catálogo provisório" em 1884, que a seu respeito refere: "O maior e mais bem construido da ilha, a 300,0m do [Forte] da Barra. Deve quanto antes ser arrendado e fechado." (PEGO, 1997:263) O mesmo autor descreve-o no "Tombo" de 14 de julho de 1885, informando o mesmo apresentava: “(...) forma heptagonal, tendo sete canhoeiras que batem para o Norte e Nordeste; e duas para Leste e uma linha de fuzilaria em toda a face Sul. Tinha casa, que está toda em ruínas. É o forte de maior desenvolvimento que tem a Ilha, e foi bem construído, combinando eficazmente os seus fogos com os da Bateria da Barra que lhe fica à esquerda a 400 metros proximamente." (PEGO, 1998:253-259)

Atualmente encontra-se-se em ruína, com a parte dos panos de muralha expostos ao mar derribados, e as edificações do lado de terra ao nível dos alicerces, exceção feita à parede de delimitação interior, que o separa do caminho público, que tem alguma altura nalgumas partes, mas que é constituído de alvenaria pobre..

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, marítimo, na cota de 5 metros acima do nível do mar.

O "Tombo" em 1885 refere que estava erguido em pedra de basalto argamassada, com uma área de 1.357 m². Apresentava planta heptagonal, em cujos muros pelo lado do mar rasgavam-se 7 canhoneiras voltadas a norte e nordeste e 2 a leste. Contava com uma linha para fuzilaria em toda a face sul, e casa para a guarnição. (Op. cit., p. 253-254)

Bibliografia

PICANÇO, Pedro Correia. "Relaçam da Ilha Graciosa", in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vol. XL, 1982, pp. 382-396.

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Related links 

Fortificação - Ilha Graciosa
Página do Instituto Histórico da Ilha Terceira (IHIT) com a bibliografia publicada no Boletim daquela instituição sobre as fortificações da ilha Graciosa.

http://www.ihit.pt/new/fortes/graciosa.php

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Contribution

Updated at 15/03/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (4).


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  • Abandoned Ruins

  • Monument with no legal protection





  • Ruins

  • 1357,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Autonomous Region of Azores
    City: Santa Cruz da Graciosa



  • Lat: 39 -5' 7''N | Lon: 27 59' 28''W










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