Castle of Vila Verde dos Francos

Alenquer, Lisboa - Portugal

O “Castelo de Vila Verde dos Francos” localiza-se na freguesia de Vila Verde dos Francos, concelho de Alenquer, distrito de Lisboa, em Portugal.

História

Antecedentes

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história, conforme os testemunhos arqueológicos que atestam ter sido ocupada ainda, ao longo dos séculos, por Romanos, Visigodos e Muçulmanos.

O castelo medieval

No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica a origem da povoação, nas faldas do Montejunto, prende-se a uma doação de seus domínios e outros benefícios, por Afonso I de Portugal (1143-1185) a um grupo de Cruzados (então genericamente denominados como "francos"), anteriormente a janeiro de 1160, de quando data o primeiro foral de Vila Verde, passado por seu donatário, D. Alardo, um dos capitães que se destacou no cerco de Lisboa (1147). Historiograficamente atribui-se a edificação do castelo ao próprio D. Alardo, informação que carece de comprovação documental.

Afonso II de Portugal (1211-1223) confirmou o foral à vila em março de 1218, o mesmo tendo feito Duarte I de Portugal (1433-1438) em novembro de 1435. Finalmente, Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou-lhe o Foral Novo (1 de outubro de 1513).

Em 11 de abril de 1396 Inez Leitão e seu esposo trocaram umas quintas que possuíam em Cadaval, com Violante Vasques, esposa de Afonso Rodrigues Alardo, pelo senhorio de Vila Verde dos Francos.

Do século XVIII aos nossos dias

Não há notícias de obras na fortificação entre o final da Idade Média e a Idade Moderna. A vila possuía um Capitão de Ordenanças, sujeito ao general da Estremadura.

As "Memórias Paroquiais" de 1758 informam que o castelo encontrava-se quase demolido. De seu sítio avistava-se Santarém, Vila Nova da Rainha, Azambuja, Peniche, Berlengas, São Martinho do Porto e Óbidos. Registava-se ainda na mesma fonte que “(...) nada pode entrar nesta vila sem ser visto do Castelo, antes de um quarto de légua”. (Op. cit.)

Uma notícia do século XVIII refere que o castelo já se encontrava bastante arruinado.

Talvez pelo seu adiantado estado de degradação, os seus remanescentes não foram priorizados pela campanha restauradora promovida pelo Estado Novo português.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 41.191, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 162, de 18 de julho de 1957.

Nos anos de 1986 e 1987 foram-lhe procedidas intervenções de limpeza e consolidação das muralhas. Atualmente encontra-se em avançado estado de degradação, carecendo de maiores estudos, e mesmo de adequada prospeção arqueológica.

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado.

PEIXOTO (1987) considera-o um simples posto de atalaia entre o triângulo das fortificações mais importantes de Óbidos, Torres Vedras e Alenquer.

Apresentava planta irregular, orgânica (adaptada à conformação do terreno). Os remanescentes da torre, de planta quadrangular, com porta voltada para o interior do recinto situam-se num dos vértices da muralha, o que parece apontar para uma cronologia mais tardia, do período gótico, uma vez que os castelos românicos possuíam esta estrutura isolada no terreiro, sem contato com as muralhas. Do mesmo modo, o portão de entrada ao castelo, que se situa lateralmente à torre, sugere essa mesma cronologia gótica, onde a torre desempenhava funções de defesa ativa do acesso. Fronteiro, no outro extremo, ergue-se uma construção maciça formando um “L”, e que poderá ter resultado de uma curva ou ângulo agudo de muralha. Ambos se encontram em avançado estado de ruína.

PEIXOTO (1987) refere que a construção maciça era a capela, sob a invocação de São Luís.

Bibliografia

PEIXOTO, Jorge. "Vila Verde de Francos foi terra de Judeus, Mouros e Cruzados. Memória viva da história votada ao abandono". In: "Diário de Noticias", 15 fev 1987, p. 16.

MELO, António de Oliveira; GUAPO, António Rodrigues; MARTINS, José Eduardo. "O Concelho de Alenquer. Subsídios para um Roteiro de Arte e Etnografia (vol. 1)". Alenquer: 1989.



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Contribution

Updated at 14/05/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


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    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 41.191, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 162, de 18 de julho de 1957.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Lisboa
    City: Alenquer



  • Lat: 39 -10' 60''N | Lon: 9 6' 50''W










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