Fort of Alqueidão

Sobral de Monte Agraço, Lisboa - Portugal

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O “Forte do Alqueidão” (“Obra Militar n.º 14"), também referido como "Forte Grande do Alqueidão", “Grande Reduto do Sobral” ou “Forte Grande da Serra”, localiza-se na freguesia de Santo Quintino, concelho de Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, em Portugal.

Integra um conjunto de oito fortificações (fortes e redutos) no concelho que, no contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), faziam parte do Distrito n.º 2 da 1.ª Linha do sistema defensivo das Linhas de Torres Vedras: Alqueidão, Caneira, Machado, Moinho do Céu, Novo ou Galhofos, Simplício, Trinta e Patameira. Estas fortificações cruzavam fogos entre si sobre os acessos à serra, transformando-a num grande entrincheiramento que teve um papel dissuasor decisivo na retirada das tropas francesas sob o comando de André Masséna.

História

As suas obras tiveram início a 4 de novembro de 1809, sob a direção do capitão Williams. Foi um dos primeiros a ser construído, no mesmo momento em que a Fortaleza de São Julião da Barra teve as suas defesas reforçadas, e que se iniciou o Forte de São Vicente de Torres Vedras. É um dos maiores nas Linhas de Torres Vedras, tendo desempenhado um papel decisivo para deter o avanço das tropas napoleónicas.

Aqui foi instalado o Posto de Comando das Linhas, adiante do qual se estendia o campo de batalha esperado pelas forças luso-britânicas. Na cota mais alta deste trecho do sistema defensivo, possuía contacto visual com a serra do Socorro, onde se articulavam os sinais de comunicação tanto para a zona de Torres Vedras como para o litoral. Em dias claros, de seu sítio avista-se a serra de Sintra e as Portas do Sol, no Castelo de Santarém.

Uma nova invasão francesa, sob o comando do Marechal André Masséna foi combatida pelo exército luso-britânico, sob o comando de Wellington, vitorioso na batalha do Buçaco (27 de setembro de 1810). As suas forças recuaram para as linhas de Torres Vedras, seguida pelas tropas francesas, detidas por quatro meses na área em torno de Sobral de Monte Agraço. Sem suprimentos e nem reforços, foram forçados a retirar para a fronteira espanhola.

Dada a sua missão foi o único forte da região guarnecido com tropa de linha portuguesa – a Brigada do general-brigadeiro Denis Pack (outubro de 1810) e contou, por decisão de William Carr Beresford, com a criação excecional de duas Companhias de Artilharia de Ordenanças – as Companhias de Artilharia da Vila de Sobral, formadas e treinadas por ele próprio. O seu efetivo total ascendia a 1.590 homens, e estava artilhado com 24 peças, acredita-se que 14 do calibre 12, 6 do 9 e 4 do 6, além de dos calibres 12, 9 e 6, a que se somavam 15 obuses dos vários calibres.

No concelho do Sobral encontram-se ainda os quartéis-generais de Arthur Wellesley, 1.º duque de Wellington e de William Beresford. O primeiro deslocava-se quase que diariamente ao Alqueidão para vigiar o inimigo. À época, o forte empregava um sistema de sinalização semafórica, que lhe permitia comunicar com o Forte de Archeira (Obra Militar n.º 128) ao sul de Torres Vedras e de lá para o Forte de São Vicente (Obras Militares n.ºs 20, 21 e 22) ao norte da mesma cidade, e a costa atlântica.

Findo o conflito, o conjunto caiu em abandono até aos nossos dias, quando o património das Linhas de Torres voltou a ser revalorizado, entre 2008 e 2010, nas comemorações do bicentenário das Linhas de Torres Vedras.

No Verão de 2009 teve início a segunda campanha de prospeção arqueológica no forte, promovida pela Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço no âmbito do "Projecto Intermunicipal da Rota Histórica das Linhas de Torres", financiado pelo Mecanismo Financeiro EEA GRANTS.

Sob a direção do arqueólogo Artur Rocha, os trabalhos contaram com a participação de jovens do concelho, integrados num programa municipal de ocupação de tempos livres, o "Jovens à Descoberta do Património".

As escavações permitiram aos arqueólogos descobrir o Quartel do Governador, um paiol e uma estrutura de armazenamento, que levaram à conclusão que o forte foi usado como posto de comando do general Wellington.

Em nossos dias, no ponto mais elevado, junto ao marco geodésico, foi erguida uma plataforma de betão, que descaracteriza o conjunto. A área do forte foi desmatada, permitindo apreciar as posições de artilharia, as trincheiras e os fossos que reforçavam este complexo defensivo.

Foi declarado em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro.

O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.

Das oito fortificações das Linhas de Torres no concelho de Sobral de Monte Agraço quatro estão visitáveis (Alqueidão, Machado, Novo e Simplício) integrados num circuito de visita – “Circuito de Visita do Alqueidão” – situado na serra do Olmeiro (ou de Montagraço). O circuito dispõe de sinalética, estacionamento e zona de lazer.

Características

Exemplar de arquitetura militar oitocentista, de enquadramento rural, isolado, a cerca de 2 quilómetros a sul de Sobral de Monte Agraço, na serra de Monte Agraço, na cota de 439 metros acima do nível do mar.

Apresenta planta no formato poligonal irregular. Com uma área total aproximada de 3,5 hectares, incorporava uma grande diversidade de estruturas militares (paióis, canhoneiras, pequenos redutos e traveses). Os trabalhos arqueológicos permitiram identificar os locais das posições de comando, um armazém, uma cisterna e oficinas, e ainda que o local havia sido primitivamente ocupado na Idade do Ferro.

Uma estrada militar permitia as movimentações e comunicações com outros fortes na região, a saber, o do Machado, o Novo e o do Simplício.

  • Fort of Alqueidão

  • Forte Grande do Alqueidão, Grande Reduto do Sobral, Forte Grande da Serra, Obra Militar n.º 14

  • Fort

  • 1809 (AC)

  • 1810 (AC)


  • Maria I of Portugal

  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • National Protection
    O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.





  • Tourist-cultural Center

  • 35000,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Lisboa
    City: Sobral de Monte Agraço



  • Lat: 38 -60' 47''N | Lon: 9 9' 4''W



  • Das oito fortificações das Linhas de Torres no concelho de Sobral de Monte Agraço quatro estão visitáveis (Alqueidão, Machado, Novo e Simplício) integrados num circuito de visita – “Circuito de Visita do Alqueidão” – situado na serra do Olmeiro (ou de Montagraço). O circuito dispõe de sinalética, estacionamento e zona de lazer.


  • 1810: 27 peças, dos calibres 12, 9 e 6.



  • Fortificação das Linhas de Torres Vedras



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