Forte da Malveira

Mafra, Lisboa - Portugal

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O “Forte da Malveira” localiza-se na vila e freguesia de União das Freguesias da Malveira e São Miguel de Alcainça, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa, em Portugal.

Em posição dominante sobre o vale Baralhas, situava-se no centro de um complexo de 19 redutos que controlavam as estradas e outros acessos a Lisboa, constituindo uma das maiores concentrações de redutos em toda a região do sistema defensivo das Linhas de Torres. Este eixo controlava a Estrada Real Torres Vedras – Lisboa e os itinerários para Mafra.

História

A toponímia “Feira” remonta a uma feira anual - a 14 de dezembro -, instituída por Maria I de Portugal (1777-1810) para a compra e venda de gado na região.

No contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), o núcleo urbano da Malveira restringia-se a uma área junto à Ermida de Nossa Senhora dos Remédios. A primitiva feira realizava-se ao lado do local escolhido para a construção deste forte.

Foi erguido em data incerta, entre novembro de 1809 e outubro de 1810, com as obras a cargo do Capitão Ross e do Tenente Hulme, do Royal Engineers, (CHARTRAND, 2002) responsáveis pelo Distrito n.º 6 da 2.ª Linha do sistema defensivo das Linhas de Torres Vedras, com quartel-general em Mafra e jurisdição desde aquela cidade até ao oceano Atlântico. Recebeu a designação de "Obra Militar n.º 66".

O Major Brandão de Sousa denominou-o como "Forte da Malveira" (1810). Posteriormente encontra-se denominado como "Forte da Feira" (Carta Militar 1:20.000, c. 1850) e ainda como "Reduto de Valtijães" e "Reduto do Vale Baralhas" (VALDEZ, 1895)

O seu objecto, é, com fogos razantes combinados com os fortes n.ºs 68 [Matoutinho], 67 [Cabeço Gordo] e 65 [Santa Maria] bater os terrenos que dão acesso da Estrada do Gradil para a de Mafra, compreendidos entre este forte e o forte nº 67. Defende por todos os lados que o inimigo possa avançar para a Malveira, e cobre o forte nº 65 de ser torneado pelo lado da posição deste forte, cuja posição é junto à estrada que destacando do do Gradil avança a meter na de Mafra” (D’EÇA & SOUSA, 1810)

A guarnição dos fortes da zona de Mafra era constituída por milícias e ordenanças portuguesas, equipadas com carabinas Baker e mosquetes Brown Bess, integrando a Divisão Lecor.

Foi desativado e teve a sua artilharia recolhida em 1818.

Em 1829 o capitão britânico John Thomas Jones, do Corps of Royal Engineers, recordou que, à época do conflito, a guarnição deste forte era de 350 homens e, a sua artilharia, 4 peças do calibre 12.

Em maio de 1980, R. W. Bremner visitou o forte que se encontrava em bom estado de conservação e apresentava fossos escavados na rocha.

A estrutura foi objeto de recuperação e aberta à visitação pública em 13 de agosto de 2002.

Através de uma campanha de prospeção arqueológica em 2010-2011, graças aos esforços conjuntos da Junta de Freguesia da Malveira, da Direção de Infraestruturas do Exército e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), com fundos do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, foi possível identificar as várias estruturas em alvenaria e em madeira que compunham o forte, nomeadamente a entrada, o paiol e as canhoneiras.

O forte foi reaberto ao público em 7 de julho de 2011 dentro do escopo do projeto "Rota Histórica das Linhas de Torres".

Encontra-se em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro de 2013.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de enquadramento urbano, isolado, na cota de 226 metros acima do nível do mar.

Apresenta planta no formato de um polígono estrelado de 7 pontas com fosso circundante escavado na rocha de saibro, com 2 metros de largura por 3 metros de profundidade. No fundo do fosso existia uma paliçada vertical aguçada de forma a complementar a defesa perante um assalto. A zona da entrada, hoje entulhada pela construção do largo fronteiro, encontrava-se protegida por dois traveses em "L".

No interior ergue-se um paiol de planta retangular, cujas fundações foram descobertas durante escavações arqueológicas. As suas paredes eram em alvenaria de pedra argamassada, recoberta por telhado de duas águas, revestido por terra em camadas compactadas. Este paiol, onde também se resguardavam o comando e a guarnição, encontra-se rodeado por quatro traveses para a sua proteção. O acesso ao seu interior era feito por uma rampa.

As 6 canhoneiras existentes, no lado oposto à entrada, apontavam em direção à estrada que liga a Malveira a Lisboa.



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Contribuições

Atualizado em 26/06/2016 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuições com mídias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Forte da Malveira

  • Forte da Feira, Reduto de Valtijães, Reduto do Vale Baralhas, Obra Militar n.º 66

  • Forte

  • 1809 (DC)

  • 1810 (DC)



  • Portugal


  • Restaurada e Bem Conservada

  • Proteção Nacional
    Encontra-se em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro de 2013.



  • +351 261 819 711

  • arqueologia@cm-mafra.pt

  • Centro Turístico-Cultural

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Lisboa
    Cidade: Mafra



  • Lat: 38 -57' 52''N | Lon: 9 15' 18''W




  • 1810: 4 peças do calibre 12, 60 projéteis para cada peça, 12 a 20 granadas de mão.



  • Fortificação das Linhas de Torres Vedras



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