Wewelsburg Castle

Büren, North Rhine-Westphalia - Germany

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Wewelsburg” localiza-se na vila de mesmo nome, município de Büren, distrito de Paderborn, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha.

Em posição dominante sobre o vale do rio Alme, é um dos raros castelos de planta triangular no país. É conhecido por ter sido utilizado pela “Schutzstaffel” (SS), sob o comando de Heinrich Himmler (1929-1945) no contexto do Nacional-Socialismo.

História

Antecedentes

Ao longo dos séculos, diversas edificações se sucederam no local. Uma delas foi uma fortificação utilizada entre os séculos IX e X contra as invasões de magiares (os “hunos”), denominada "Wifilisburg". Foi sucedida por outra, erguida pelo conde Friedrich von Arnsberg em 1123. Esta, entretanto, após a morte do conde no ano seguinte (1124) foi demolida pelos camponeses revoltados os quais, segundo se crê, o conde oprimia.

Em 1301 o conde Von Waldeck vendeu este território ao príncipe-bispo de Paderborn. Um documento sobre a venda mostra que dois edifícios fortificados ainda se erguiam sobre a colina. A partir de então, e até 1588, os príncipes-bispos de Paderborn cederam o castelo a diversos senhores feudais, seus vassalos. De 1589 a 1821 (?) o castelo foi residência de uma família de banqueiros.

O castelo atual

Entre 1603 e 1609 uma nova fortificação foi erguida por determinação do então príncipe-bispo de Paderborn, Dietrich von Fürstenberg, com a função de residência secundária, próximo à Floresta de Teutoburgo, local onde se teria ferido a Batalha de Teutoburgo (9 d.C.), entre legiões romanas e tribos germânicas, com a vitória das últimas. Os alicerces das primitivas edificações foram incorporadas a esse castelo.

No contexto da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) a fortificação foi destruída em 1646 por forças suecas sob o comando do general Carl Gustaf Wrangel. Neste período o castelo foi palco de dois julgamentos por bruxaria em 1631: uma antiga câmara da Inquisição encontra-se nos sótãos próximos à torre leste, e a tradição local afirma que o castelo foi o local de prisão para milhares de mulheres acusadas de bruxaria durante o século XVII, mulheres que foram torturadas e executadas dentro destes muros.

Findo o conflito, o castelo foi reconstruído a partir de 1654 pelo então príncipe-bispo Theodor Adolf von der Recke e seu sucessor Ferdinand von Fürstenberg. Nesta etapa construtiva a fortificação foi acrescida de cúpulas barrocas em suas três torres.

No contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763) acredita-se que os sótãos do castelo foram utilizados como prisão militar. Até 1802 existiram celas em uma masmorra dos sótãos da torre oeste.

Domínio da Prússia

No ano de 1802 o estado da Prússia adquiriu o castelo por um processo de desamortização. A 11 de janeiro de 1815 a torre norte foi destruída por um incêndio provocado pela queda de um raio, tendo permanecido de pé apenas os muros exteriores. De 1832 a 1934 a parte leste da ala sul do Castelo foi utilizada como reitoria.

Propriedade do município de Büren

Em 1924 o castelo passou à posse do município de Büren e foi convertido em um centro cultural. No ano seguinte (1925) já funcionava com um museu, um salão de banquetes, um restaurante e um albergue para a juventude. Em finais da década de 1920 a torre norte mostrava sinais de debilidade estrutural e, no inverno de 1932-1933 foi necessário instalar tirantes para reforçá-la. Neste período, a conservação do castelo foi impulsada pelo “Verein zur Erhaltung der Wewelsburg” (Clube para a preservação de Wewelsburg) ainda que, a partir de 1925, os trabalhos de conservação tenham diminuído o seu ritmo.

O castelo Nazi

No contexto do Nacional-Socialismo (1933-1945) na Alemanha, de 1934 a 1945 o castelo foi ocupado pela “Schutzstaffel” (SS), sob o comando de Heinrich Himmler (1929-1945).

Não se sabe quem é que chamou a atenção de Himmler para o castelo, embora se especule possa ter sido Karl Maria Wiligut., ocultista austríaco e “Brigadeführer” das SS. Poder ser que Wiligut tenha-se inspirado na antiga lenda da “Batalha do abedul” (“Die Schlacht am Birkenbaum“). A saga descreve uma última batalha no futuro em que um “grande exército do Leste” seria derrotado definitivamente por outro, do Oeste. Wiligut supostamente fez uma predição a Himmler, na qual o castelo se converteria no bastião que decidiria essa batalha. Himmler deu-lhe crédito, uma vez que esperava por um grande conflito entre a Ásia e a Europa.

O fato é que em 1934 Himmler fez um acordo com o distrito de Paderborn pelo qual tornou-se proprietário do castelo por um prazo de cem anos, inicialmente com o objetivo declarado de reformá-lo e transformá-lo numa escola para as lideranças nacional-socialistas (“Führerkorps”).

A escola nunca chegou a ser inaugurada e, em seu lugar, o castelo converteu-se em um centro de estudos arqueológicos voltado para a investigação do passado da raça ariana, que abrangia as seguintes áreas:

• Pré-história;

• História Medieval e estudos sobre o Folclore;

• Reforço da ideologia Nacional-Socialista.

As dependências do castelo passaram a abrigar ainda uma biblioteca e uma coleção de artefactos históricos.

Em 1936 Himmler abraçou a ideia de ampliar o Castelo para convertê-lo em um centro ideológico modelo para as SS. Para financiar esse projeto, naquele mesmo ano fundou a “Gesellschaft zur Förderung und Pflege deutscher Kulturdenkmäler e.V.” (Associação para o progresso e conservação das relíquias culturais alemãs) e atribuiu à associação o encargo das obras. Ao contrário das SS, a associação podia receber doações e empréstimos.

Em 1939, Himmler proibiu qualquer publicação acerca do castelo. Entre 1939 e 1943, prisioneiros dos vizinhos campos concentração de Sachsenhausen e Niederhagen, foram utilizados como mão-de-obra nas obras de reforma em Wewelsburg, com projeto a cargo do arquiteto Hermann Bartels. De acordo com as orientações de Himmler, o castelo deveria converter-se no "centro do novo mundo" ("Zentrum der neuen Welt"), após a "vitória final". Concretamente a torre norte iria converter-se nesse centro e construíram-se duas dependências:

• A “Obergruppenführersaal” (Sala dos Generais), que se destaca por ter no seu piso de mármore um mosaico em que figura um sol cujos doze raios são compostos por runas SS invertidas (símbolo hoje conhecido como “Sol negro”). No extremo de cada raio situava-se um nicho. Acredita-se que esta sala fosse destinada a reuniões dos líderes das SS.

• A cripta. Imitava uma tumba micénica de cúpula e supõe-se que serviria para homenagear os mortos. Em seu centro planeou-se instalar uma chama eterna, alimentada mediante uma tubulação de gás. Ao seu redor dispuseram-se doze pedestais cujo significado se desconhece. Sobre os pedestais existiram doze nichos. A cúpula da cripta tem como pedra de fecho uma suástica. A acústica do recinto, bem como a sua iluminação, são especiais.

Cerimónias de investidura foram planeadas no castelo, assim como as reuniões dos líderes das SS, também conhecidas como Conferências da Primavera, estação para que foram calendarizadas desde 1939. Possivelmente várias tiveram lugar, mas a única documentada é a reunião de “Gruppenführer” (Generais), que teve lugar de 12 a 15 de junho de 1941, uma semana antes do início da Operação Barbarossa. Os oficiais de patente mais elevada da SS, que planearam as operações deste corpo paramilitar na invasão, assim como aqueles que nela iriam ter um papel relevante foram convocados por Himmler. Não se tomaram decisões concretas, uma vez que o objetivo da reunião foi a preparação ideológica da SS para a campanha.

Outras fontes mencionam três ou quatro cerimónias em um ano em que os líderes das SS se encontravam no castelo.

Em 1938, Himmler ordenou a devolução de todos os anéis de honra (“Totenkopfringe”) dos SS falecidos. Estes seriam guardados em um cofre no castelo, para simbolizar a associação eterna dos mortos da SS. Estima-se que foram distribuídos 80.000 anéis, dos quais terão retornado cerca de 11.500. A localização desses anéis em prata é hoje incerta, mas tem-se sugerido que foram sepultados em uma caverna da região, tendo a sua entrada sido selada.

Posteriormente Himmler ordenou que o Castelo de Wewelsburg se tornasse “Reichshaus der SS-Gruppenführer” (Casa do Reich para os Generais da SS), mas em 1943, as obras foram paralisadas ao serem declaradas como “não-vitais para a guerra”. Até 1943 este projeto custou 15 milhões de Reichsmark.

Pouco antes do final do conflito (1945), a SS tentou destruir o castelo, mas a falta de materiais explosivos só permitiu fazer saltar a torre sul, conservando-se a torre norte.

Em nossos dias o castelo abriga o Museu Histórico do Principado-Bispado de Paderborn e um albergue da juventude.

Características

Exemplar de arquitetura militar, renascentista.

Apresenta planta triangular com torreões de planta circular nos vértices. O de maiores dimensões é o torreão norte. Os outros dois torreões são recobertos por cúpulas.

Contribution

Updated at 09/11/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Wewelsburg Castle

  • Wifilisburg, Wewelsburg

  • Castle





  • Germany


  • Restored and Well Conserved






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Germany
    State/Province: North Rhine-Westphalia
    City: Büren



  • Lat: 51 -37' 36''N | Lon: 8 -40' 56''E







  • Castelo Nazi



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