Mazalquivir

Mers el-Kebir, Oran - Algeria

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Mazalquivir” (em árabe “Mers el-Kebir”, com o significado de “grande porto") localiza-se na província de Orão, na costa noroeste da Argélia.

História

Situada no extremo oeste do golfo de Orão, à época romana constituiu um porto marítimo denominado “Portus Divinus”.

No século XII a cidade foi um importante arsenal naval do Império Almóada. No século XIV integrou o Reino de Tremecém, até ser conquistada por piratas da Barbária em 1492, convertendo-se em uma de suas bases de operações.

Ocupada eventualmente por Turcos Otomanos, Portugueses e Espanhóis, foi por estes últimos definitivamente conquistada em 1505 por uma expedição sob o comando geral do cardeal Cisneros. Quatro anos depois (1509) serviu como base de apoio para a conquista da cidade vizinha de Orão, a cujo destino estaria ligada pelos séculos seguintes.

A cidade e o seu porto conservaram-se em mãos espanholas até 1708, quando em plena Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714), caiu, juntamente com Orão, em mãos do bey otomano de Argel, Mustapha Ben Youssef. Pouco mais tarde, em 1732, Filipe V de Espanha (1700-1724; 1724-1746) enviou uma expedição de 26.000 homens, sob o comando de José Carrillo de Albornoz y Montiel Delgado, 3.º conde de Montemar, que recuperou ambas para a Coroa espanhola.

Em 1790 um terremoto causou grandes danos na região, nomeadamente a Mazalquivir. Dois anos mais tarde (1792), Carlos IV de Espanha (1788-1808) vendeu Mazalquivir e Orão ao bey otomano de Argel.

No contexto da Conquista francesa da Argélia (1830-1847), em 1830 a França conquistou ambas as cidades, renomeando Mazalquivir como Saint André de Mers-el-Kébir. Em 1848 Mers el-Kebir foi incorporada ao departamento francês de Orão, um dos três em que a colónia argelina foi dividida administrativamente. O seu porto foi melhorado com a instalação de um farol (1868), que viria a ser destruído na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Com a eclosão deste conflito, em 1939 o Governo Francês converteu a cidade em uma base naval, a segunda mais importante do Mediterrâneo, após a de Toulon. Em 1940, quando da assinatura do armistício entre a França e a Alemanha Nazi, o grosso da frota francesa, o “Esquadrão Atlântico” (dois couraçados, dois cruzadores, treze destroieres, quatro submarinos e um porta-hidroaviões), encontrava-se ancorado na base de Mers el-Kebir. Diante do temor de que a mesma caísse nas mãos das forças Nazi, uma frota da Royal Navy foi enviada: a “Força H”, baseada em Gibraltar, sob o comando do vice-almirante Sir James Somerville. Feriu-se a Batalha de Mers el-Kebir (3 de julho de 1940), uma vez que, diante da negativa francesa de unir-se aos britânicos, os últimos abriram fogo e colocaram a pique quase todos os vasos franceses. Cerca de 1.200 marinheiros franceses pereceram neste incidente, que esfriou enormemente as relações entre o Reino Unido e a "França Livre" de De Gaulle e causou a ira do governo da França ocupada do marechal Petain (a “França de Vichy”).

Após o conflito, a França usou esta base naval como apoio a testes nucleares.

Nos termos dos Acordos de Evian, que colocaram fim à Guerra da Independência da Argélia (1962), a França retinha o controlo da base naval durante quinze anos. Entretanto, a França renunciou a esse direito muito antes, em 1968.



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Contribution

Updated at 25/05/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

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  • Mers el-Kebir

  • Fortified City

  • 1505 (AC)




  • Spain


  • Featureless and Semiconserved






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Africa
    Country : Algeria
    State/Province: Oran
    City: Mers el-Kebir



  • Lat: 35 -45' 46''N | Lon: 0 41' 54''










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