Castle of Castelo Rodrigo

Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda - Portugal

Search for fortification's images

Date 1 Date 2

Medias (4)

Images (4)

O “Castelo de Castelo Rodrigo” localiza-se na freguesia de Castelo Rodrigo, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda, em Portugal.

Ao sul da planície de Ribacoa, em posição dominante sobre a ribeira de Aguiar, situava-se no caminho de peregrinação que, na Idade Média, ligava a Beira Baixa a Santiago de Compostela, no trecho que entre a Guarda e Barca d’Alva. Os peregrinos encontravam abrigo no vizinho Convento de Santa Maria de Aguiar.

Em nossos dias os muros do castelo envolvem a povoação, integrante do Programa Aldeias Históricas de Portugal.

História

Antecedentes

De acordo com a tradição, os Túrdulos - povo que ocupava a Bética no século V a.C. -, terão sido a primeira comunidade organizada a habitar a região. Da ocupação romana, entre os séculos I e IV, há vestígios da existência de pelo menos nove “villas”, duas pontes (Vermiosa e Escalhão) e de estradas romanas. A chamada “Torre das Águias” terá a sua origem num templo romano do século II, cujo recinto foi posteriormente adaptado a funções militares.

No sítio de Castelo Rodrigo, subsiste uma cisterna com porta em arco de ferradura, na atual Rua da Cadeia, testemunho da ocupação Muçulmana.

O castelo medieval

No contexto da Reconquista cristã da região, admite-se a construção de uma muralha com cubelos entre os séculos VII e XI (PERES, Damião). 

Em 4 de agosto de 1129 há notícia de um conde Rodrigo Martim, senhor da terra de Aquilar e de outras povoações no reino de Leão, ao qual poderá estar ligada a toponímia “Castelo Rodrigo”. Outras fontes ligam-na ao nome de Gonzalo Rodríguez Girón (m. 1231), um dos nobres mais ricos e poderosos da “Tierra de Campos”, e um dos colaboradores mais próximos de Afonso VIII de Castela, de Berengária de Castela e de Fernando III de Leão e Castela.

No Reino de Portugal, a carta de couto outorgada por Afonso I de Portugal (1143-1185) a Santa Maria de Aguiar (1147) refere Castelo Rodrigo. Pouco depois, em 1181, um documento menciona o brasão de armas da povoação contendo um castelo assente em rochedo com um rio em face, e uma águia de asas estendidas pousada na torre.

A área do atual concelho foi conquistada por Afonso IX de Leão (1188-1230), que entre 1208 e 1210 terá mandado erguer o primitivo castelo para defesa da linha que então implantou no Ribacoa, juntamente com os castelos de Alfaiates, Almeida, Castelo Bom e Castelo Melhor. Essa defesa deveria estar concluída ou em fase bastante adiantada quando a povoação recebeu do soberano o seu primeiro foral, criando o “Concelho Perfeito” de Castelo Rodrigo (12 de setembro de 1209). Até ao fim do seu reinado, o soberano fez diversas visitas a Castelo Rodrigo: em 1215, 1217 e 1230.

Em 1252 Afonso III de Portugal (1248-1279) invadiu o Ribacoa, conquistando grande parte desse território, nomeadamente nas regiões de Castelo Mendo e de Castelo Rodrigo. Posteriormente, em 1289 era donatário de Castelo Rodrigo o infante D. Pedro, filho de Afonso X de Leão e Castela (1252-1284).

Dinis I de Portugal (1279-1325) reconquistou Castelo Rodrigo em 1296, confirmando-lhe, no mesmo ano, os foros passados por Afonso IX de Leão. A assinatura do Tratado de Alcanizes (12 de setembro de 1297) assegurou a posse definitiva do Ribacoa para Portugal, tendo D. Dinis determinado reconstruir o castelo e reforçar as muralhas da vila, como o fez ainda com os castelos de Alfaiates, Almeida, Castelo Bom, Castelo Melhor, Castelo Mendo, Pinhel, Sabugal e Vilar Maior. Datam deste período a construção da torre de menagem e da barbacã, a abertura dos fossos e da cisterna do castelo, e a construção ou reconstrução da cerca da vila, amparada por 13 torreões. É característica das obras de defesa deste monarca o levantamento de um imponente portão de armas, à semelhança do que foi praticado nos castelos de Pinhel e de Trancoso. A importância da vila é atestada pelo fato de que, nas Cortes de Lisboa, a 19 de outubro de 1301, estão presentes, pela primeira vez, representantes de Castelo Rodrigo. 

Fernando I de Portugal (1367-1383) outorgou-lhe carta de feira (23 de maio de 1373) e, pouco tempo depois, ordenou a reparação das muralhas.

À época da crise de sucessão de 1383-1385, o alcaide-mor de Castelo Rodrigo, à semelhança da maior parte das praças do Reino, tomou partido por Beatriz de Portugal. Tendo recusado a entrada de João I de Portugal (1385-1433) diante das suas defesas, como punição, a vila sofreu a imposição do uso do brasão de armas com o escudo real invertido na Porta da Vila (também visível na frontaria da torre de menagem), sendo subordinada administrativamente a Pinhel. Em termos heráldicos este tipo de brasão é designado como "difamado", sendo este um dos raros exemplos no mundo e por isso frequentemente referido em obras sobre heráldica. O soberano alterou ainda a data da feira da vila (1386), o que causou grandes prejuízos aos moradores, que pleitearam e obtiveram do soberano a mudança da mesma, medida insuficiente, entretanto, para deter o processo de decadência que se instaurou a partir de então. O soberano assentou arraial na vila (junho de 1387), tendo doado o senhorio de Castelo Rodrigo a João das Regras, jurisconsulto que lhe defendera a causa, com sucesso, nas Cortes de Coimbra em 1385.

Pelos termos do 2.º Tratado de Monção (29 de novembro de 1389) celebravam-se tréguas por três anos com João I Castela (1379-1390) e fazia-se a restituição mútua de terras conquistadas: Portugal cedia a Castela Salvaterra de Miño e Tuy, e recebia desta Mértola, Noudar e Olivença, no Alentejo, e Castelo Melhor, Castelo Mendo e Castelo Rodrigo, no Ribacoa.

A vila encontra-se referida nas “Inquirições” de 1395. Era seu alcaide-mor em 1410 Vasco Fernandes de Gouveia. O “Rol dos Besteiros do Conto” (1422) assinala-lhe a existência de 4260 habitantes. Os privilégios da vila foram confirmados em 1438.

Nas Cortes de Évora de 1447, o procurador dos homens-bons do Concelho queixou-se do estado de ruína da sua fortificação, onde haviam desmoronado dois lanços de muralha, em virtude de ser feita com pedra da região, de fraca qualidade, devendo ser reconstruída com argamassa, disso dependendo a segurança dos moradores da vila.

 Os privilégios da vila foram reconfirmados em 19 de novembro de 1449 e, novamente, em 12 de maio de 1451. Em 1476 a vila foi integrada na Casa de Marialva.

João II de Portugal (1481-1495) ordenou "(…) pôr em recado as fortalezas e lugares da raia, de as prover e levar dinheiro para as reparar das cousas necessárias, assim do corregimento, como da provisão de alguma artilharia" (janeiro de 1485), sendo encarregado dessa comissão Diogo de Azambuja.

Ainda nessa década de 1480 uma das torres da cerca de Castelo Rodrigo foi adaptada a armaria, sendo a fortificação apetrechada com peças de artilharia.

No reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) a “Inquirição” de 1496 refere a existência de 818 habitantes. Pouco mais tarde, a 21 de novembro de 1499 têm início as inquirições sobre os costumes, foros e direitos, tendo em vista a reforma do foral. Deu-se início à reconstrução da torre de menagem (1500), danificada durante as guerras com Castela, obra a cargo de Francisco Danzillo. A vila recebeu o Foral Novo (25 de junho de 1508) sendo elevada a sede de concelho e sendo doada, com o seu termo, ao seu filho, o Infante Duarte de Portugal, 4.º duque de Guimarães. Em sequência, o soberano enviou Mateus Fernandes e o Mestre de Pedraria Álvaro Pires para inspeccionar as obras executadas na vila de Almeida por Francisco Danzillo, mandando que seguissem para as vilas de Castelo Rodrigo e Castelo Branco para avaliar as obras e respectivos materiais que eram necessários ((9 de setembro de 1508; recibo datado de 10 de novembro de 1512). Esta encontra-se figurada por Duarte de Armas no “Livro das Fortalezas” (c. 1509), em duas vistas e uma planta, que informa ser alcaide da vila, à época, o conde Marialva (Francisco Coutinho, 4.º conde de Marialva). Os moradores do Concelho eram responsáveis pela conservação da fortificação, contribuindo com mão-de-obra (7 de maio de 1517). Outro documento coevo é uma carta de quitação passada por D. Manuel I a Rui de Andrade, cavaleiro da Ordem de Santiago, do desempenho do cargo de vedor e recebedor das obras das fortalezas de Almeida, Castelo Bom e Castelo Rodrigo (20 de maio de 1517).

Sob o reinado de João III de Portugal (1521-1557) o “Numeramento” de 1527 refere a existência de 2097 habitantes. Após o casamento do Infante Fernando de Portugal, duque da Guarda, com D. Guiomar Coutinho, 5.ª condessa de Marialva e 3.ª condessa de Loulé, D. João III fez à condessa a doação da vila e respectivo termo.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640) D. Cristóvão de Moura, filho do alcaide da vila, foi uma figura-chave da diplomacia de Filipe II de Espanha (1556-1598) durante a crise de sucessão de 1580. Pelos serviços prestados, o soberano elevou a vila a condado, provendo no título aquele fidalgo (1594), que desde 1590 fazia erguer um palácio para sua residência, no lugar da antiga alcáçova, cercado por muros reforçados por cubelos, rasgados por uma porta em estilo gótico. Com a morte do soberano, o seu sucessor, Filipe III de Espanha (1598-1621) elevou o condado a marquesado (29 de janeiro de 1600), passando o seu titular a ostentar o título de 1.° marquês de Castelo Rodrigo. Entre 1600 e 1606 o marquês habitou na vila.

Os séculos XVII e XVIII

Com a Restauração da Independência portuguesa (1 de dezembro de 1640), o palácio dos Moura foi incendiado pela população (10 de dezembro de 1640), que o via como uma marca do domínio espanhol, mesmo tendo o seu promotor falecido há quase três décadas, e não voltou a ser reconstruído.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência (1640-1668) as suas defesas foram modernizadas por iniciativa do então Governador das Armas da Província da Beira, D. Álvaro de Abrantes. 

Mal-sucedida no Alentejo, e desejosa de vingar o saque da vila espanhola de Sobradillo pelas forças portuguesas sob o comando de Pedro Jacques de Magalhães, uma força de 3.000 homens, sob o comando do general de cavalaria Gaspar Téllez-Girón y Sandoval, 5.º duque de Osuna, invadiu território português pela fronteira da Beira, tendo imposto cerco à vila de Castelo Rodrigo. A praça encontrava-se guarnecida por uma pequena guarnição de apenas 150 homens. Osuna incumbiu o marquês de Buncayolo, superintendente das Fortificações de Castela, de fazer uma relação do sítio de Castelo Rodrigo. Avisado, Pedro Jacques de Magalhães reuniu às pressas o maior número de forças portuguesas disponíveis e acorreu em defesa de Castelo Rodrigo. A batalha feriu-se a 7 de julho de 1664, no lugar da Salgadela, freguesia da Mata de Lobos, no termo do concelho de Castelo Rodrigo, razão porque também é referida como “batalha da Salgadela”.

Repelido o primeiro assalto, o comandante português, aproveitando o cansaço das tropas espanholas, contra-atacou, obrigando-as à retirada.

Embora a tradição local afirme que o duque de Osuna e o próprio D. Juan de Austria conseguiram escapar com vida disfarçados de frades, concretamente permaneceram em mãos portuguesas valiosos despojos, incluindo o arquivo do duque, com documentos de elevado interesse histórico.

No local foi erguido um padrão comemorativo para assinalar a vitória, que reza:

No verso: “SVB 6º REGE / ALPHONSO / CITIANDO O / EXércitº DE CASTelª / Que GOVERNAVA / O DVQue DE USUNA / A PRAÇA DE CASTelº / Rodrigo FOI SOCURIDA POR / Pedrº JACQUES DE MAG" /G'alhães DESTA PROVINCIA / Que O VENCEU EM / BATALHA NESTE / LUGAR,COM DES/IGUAL PODER A / 7 DE JULHO / DE 1664

No reverso: “E PARA FAZER / IMORTAL E / STA VICT/ORIA JOA/N DA FON/Seca TAVares M/ANDOV A/QVI LEVA/NTAR ES/TE PADRA/M NO SO/BREDITO / ANNO DE / 1664

No mesmo ano, a 26 de novembro, por alvará de Afonso VI de Portugal (1656-1683), a alcaidaria-mor de Castelo Rodrigo foi concedida a Pedro Jacques de Magalhães.

O tenente-coronel Estêvão Leite de Carvalho tomou posse do cargo de governador da Praça (26 de outubro de 1675).

Em 1721 o padre Luís Cardoso descreveu o castelo e a cerca da vila "(…) com treze torres, seis para o Sul, três ao Nascente, duas ao Poente e duas ao Norte. Além destes muros tem seu fosso em roda. No castelo tem uma torre de cantaria, chamada de Homenagem, de extraordinária grandeza e altura: é quadrada, com seis janelas rasgadas e granadas de ferro". Refere ainda o Palácio como estando bastante arruinado, a cisterna em mármore com 63 degraus, a Porta do Sol e a de Alverca, e um poço de cantaria, muito fundo, junto desta.

Posteriormente, a 28 de abril de 1758, o padre-reitor José Lourenço Ferreira fez uma descrição semelhante à do Padre Cardoso, mas acrescenta que a cerca, parcialmente arruinada, tinha um muro exterior mais baixo a que chamam "fosso" e que na torre de menagem havia a meio um sobrado de madeira, arruinado, e conserva outro mais abaixo, de tijolo; um dos torreões era conhecido por "negra"; do Palácio só restavam paredes, portas e janelas e duas casas pequenas servindo de armazém; refere igualmente as portas do Sol e de Alverca e outras três, entaipadas; na Praça de Armas assistia o Governador e uma guarnição de 30 soldados e oficiais provenientes de Almeida.

No contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), Castelo Rodrigo foi ocupada pelas tropas espanholas sob o comando do marquês de Soria (1762).

Ao final do século o capitão de Infantaria Eugénio MacDonald, foi nomeado governador da praça (22 de março de 1798)

Do século XIX aos nossos dias

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) visando construir um hospital militar, tropas britânicas causaram consideráveis danos às muralhas da vila.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) Maria II de Portugal (1826-1828; 1834-1853), foi aclamada na Praça de Armas do castelo (20 de abril de 1834). Pouco depois, por Carta-Régia da soberana, a sede da freguesia foi transferida para São Vicente de Figueira, depois Figueira de Castelo Rodrigo (25 de junho de 1836).

A cisterna foi limpa em 1874 por iniciativa popular, conforme testemunha uma lápide epigrafada no local, que reza: “LIMPO PELO POVO EM 8/18-74/5 FUNDO 13 m

As “Muralhas do Castelo e Palácio de Cristóvão de Moura / Castelo e cerca urbana de Castelo Rodrigo” encontram-se classificadas como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 8.228, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 133, de 4 de julho de 1922.

Em 1941 as muralhas e o castelo encontravam-se em estado de ruína, restando apenas uma cintura de muralha exterior. Por iniciativa da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) deu-se início a intervenção de conservação e restauro no castelo, tendo se procedido a a escavações para desaterro da praça de armas, desentulhamento da cisterna, e reconstrução de muralhas de alvenaria (1942-1944).

Nesse período, a Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo (CMFCR) deliberou proibir a caiação das casas no interior da cerca (11 de abril de 1945), tendo o conjunto passado à afetação da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, por auto de 25 de abril de 1945. Nesse mesmo ano, a DGEMN procedeu a reconstrução de um fortim em cantaria a pico fino, bem como a trabalhos de reconstrução de muralhas e escavação de terras.

A eletrificação do castelo teve lugar de 1967 a 1968, e a instalação de rede elétrica e iluminação do conjunto histórico de Castelo Rodrigo de 1972 a 1973.

Entre 1993 e 1994 a CMFCR procedeu a trabalhos diversos de conservação e melhorias diversas no monumento. Nova campanha de obras de conservação, beneficiação e valorização das muralhas teve lugar em 1995-1996, no âmbito do Projecto de Recuperação das Aldeias Históricas de Portugal, com apoio do Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) e da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. Entre 1996 e 1999 procedeu-se a recuperação da alcáçova e da porta leste da fortificação. De 1999 a 2000 a DGEMN, no âmbito do programa de recuperação de Aldeias Históricas, procedeu a reconstrução de rampas na zona sul, assim como consolidações e refechamento de juntas nos paramentos sul e oeste. Em 2000 a CMFCR construiu o posto de acolhimento.

O IPPAR, em 2001 procedeu obras de valorização do Palácio, com projeto do Arquiteto João Rapagão, com consolidação das estruturas e pavimentação e interpretação do espaço do Paço, com a sinalização do que correspondia a interiores e exteriores com materiais diferentes.

Características

Exemplar de arquitetura militar e residencial, românico, gótico e maneirista, de enquadramento urbano, sobre um penedo de xisto, na cota de 821 metros acima do nível do mar, envolvendo a povoação.

Constitui-se num recinto muralhado incompleto, de traçado irregular de configuração ovalada, envolvendo a povoação. Os troços de muralha existentes apresentam construções adossadas, à excepção dos lados norte e leste. A oeste e sul existiam cubelos ou torreões, de planta circular, subsistindo quatro ainda de pé, mas com os topos desmoronados, observando-se os anéis que os constituíam. No lado leste existe saliência quadrangular e, no lado norte uma torre de planta quadrada, parcialmente desmoronada. Subsistem três portas: a Porta do Sol, voltada a leste, em arco quebrado, provida de abóbada de berço quebrado, conservando os gonzos de cantaria; a Porta da Alverca, virada a norte, em arco pleno, e possuindo abóbada de berço; e a Porta da Traição, em arco quebrado, sendo o seu acesso feito a partir do Palácio, comunicando com pano de muralha envolvente, que compreende outra porta em arco quebrado e acesso a galeria subterrânea.

No interior do recinto abre-se uma cisterna de planta retangular irregular, sem cobertura, tendo a fachada norte cega e rematada por cornija. A oeste possui três degraus no embasamento e é rasgada por duas portas, uma em arco quebrado e outra em arco de ferradura, que dá passagem a uma sequência de sessenta e três degraus de acesso ao interior da cisterna, de 13 metros de profundidade, segundo inscrição.

O Palácio de Cristóvão de Moura corresponde ao primitivo castelejo ou alcáçova, rodeado por panos de muralha a leste e a oeste, integrando este último seteiras cruciformes e, no ângulo sudoeste, um cubelo de planta circular, encimado por torre sineira de registo único com quatro vãos em arco pleno. No lado leste, um pano de muralha anexo a torreão semicircular em cantaria, de planta retangular irregular e sem cobertura. A fachada norte é cega no primeiro registo, sendo o segundo rasgado por três janelões. A fachada oeste tem, no primeiro registo, duas seteiras em arco pleno e, no segundo, vestígios do arranque de janelão. A sul duas torres de planta quadrada, que enquadram a porta principal, em arco abatido, de que apenas resta parte da moldura, com o remate das pilastras laterais, delimitando almofadas oblíquas, e pedra de armas com brasão real invertido, encimado por frontão angular coroado por pináculo. Sobre este um arco pleno entaipado. A fachada leste apresenta, no primeiro registo, a Porta da Traição e, no segundo, três janelões e dois vãos abertos a toda a altura do pé-direito. Em seu interior abre-se grande compartimento ou pátio retangular central que comunica com as várias dependências, de que apenas se conservam parte das estruturas. Na ala leste, um lanço de escadas e sete compartimentos, surgindo, na ala oeste, quatro compartimentos. Um corredor longitudinal dá acesso à ala norte. Possui piso abaixo do nível do solo, integrando cisternas de planta retangular.

  • Castle of Castelo Rodrigo


  • Castle





  • Portugal


  • Conserved Ruins

  • National Protection
    As “Muralhas do Castelo e Palácio de Cristóvão de Moura / Castelo e cerca urbana de Castelo Rodrigo” encontram-se classificadas como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 8.228, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 133, de 4 de julho de 1922.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Guarda
    City: Figueira de Castelo Rodrigo



  • Lat: 40 -53' 22''N | Lon: 6 57' 51''W






  • 1874: limpeza da cisterna por populares;
    1942-1944: intervenção de conservação e restauro pela DGEMN;
    1945: reconstrução de um fortim e de muralhas pela DGEMN;
    1967-1968: eletrificação do castelo;
    1972-1973: instalação de rede elétrica e iluminação do conjunto histórico de Castelo Rodrigo;
    1993-1994: trabalhos diversos de conservação e melhorias pela CMFCR;
    1995-1996: campanha de obras de conservação, beneficiação e valorização das muralhas no âmbito do Projecto de Recuperação das Aldeias Históricas de Portugal, com apoio do IPPAR e da CMFCR;
    1996-1999: recuperação da alcáçova e da porta leste da fortificação;
    1999-2000: intervenção de conservação e restauro pela DGEMN, no âmbito do programa de recuperação de Aldeias Históricas;
    2000: construção do posto de acolhimento pela CMFCR;
    2001: obras de valorização do Palácio, com projeto do Arquiteto João Rapagão, pelo IPPAR.




Print the contents


Register your email to receive news on this project


Fortalezas.org > Fortification > Castle of Castelo Rodrigo