Castle of Aljustrel

Aljustrel, Beja - Portugal

O “Castelo de Aljustrel” localiza-se na freguesia de União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, concelho de Aljustrel, distrito de Beja, em Portugal.

Atualmente em ruínas, dele subsistem apenas alguns troços e a Igreja de Nossa Senhora do Castelo.

História

Antecedentes

A primitiva ocupação de seu sítio remonta a um castro do Período Calcolítico, de que são testemunho fragmentos de sílex e cerâmicas com bordos denteados. A esta primeira fase ter-se-á seguido um interrogante hiato, não tendo as escavações resgatado quaisquer materiais proto-históricos e romanos.

Inserida na denominada "Faixa Piritosa Ibérica", a região foi, desde a Romanização, uma área de exploração de pirite com apogeu nos séculos I a. C. até IV d. C., tendo-se designado estas terras de “Vipasca”.

Quando da ocupação Muçulmana, a povoação recebeu o nome de Al-lustre. Entre os séculos VIII e XII os seus habitantes ergueram um castelo em taipa, possivelmente no local do antigo castro romanizado.

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da região, a povoação e seu castelo foram conquistados pelos cavaleiros da Ordem de Santiago da Espada, sob o comando de D. Paio Peres Correia (1234). Com o castelo, a Coroa ficava com a administração das minas de Aljustrel. Como reconhecimento pelos serviços prestados, Sancho II de Portugal (1223-1248) doou à Ordem os domínios dos atuais concelhos de Aljustrel, Beja, Ferreira do Alentejo, Castro Verde, Odemira, Ourique e Santiago do Cacém (1235). Datará deste período a reedificação do castelo e a edificação da ermida, sob a invocação de Santa Maria.

Afonso III de Portugal (1248-1279) outorgou carta de foral a Aljustrel (1252), confirmando a doação à Ordem (1255).

Com a conquista definitiva do Algarve, Aljustrel perdeu grande parte da sua importância estratégica e a sua fortificação entrou em declínio.

A Ermida de Santa Maria do Castelo encontra-se referida na visitação da Ordem de Santiago de 1482.

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o foral novo à vila (1510). Neste momento o templo era uma simples casa de taipa com contrafortes de pedra, sem capela-mor e demais pormenores construtivos e decorativos assinaláveis, e passou a ser designado como Igreja de Nossa Senhora do Castelo.

O atual aspeto do templo data da intervenção que teve lugar no século XVII.

Do século XIX aos nossos dias

No século XIX, com a reestruturação dos Concelhos (1855), Aljustrel absorveu o antigo concelho de Messejana.

O “Castelo de Aljustrel e Igreja de Nossa Senhora do Castelo” encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 26-A/92, publicado no Diário da República, I Série-B, n.º 126, de 1 de junho.

Os vestígios do castelo consistem em pequenos troços das fundações em alvenaria de pedra e das muralhas em taipa (a noroeste e sudeste), e em troços de muralhas de taipa, de origem islâmica, na face exposta a nordeste. O muro que fecha a escadaria monumental foi assente, em parte, nas estruturas do castelo, evidenciando-se ainda os troços de uma provável torre a sudeste.

Características

Exemplar de arquitetura militar, muçulmano e gótico, de enquadramento urbano, isolado no alto de um outeiro, na cota de 247 metros acima do nível do mar.

A igreja possui planta composta pelos retângulos justapostos da nave e da capela-mor, sendo esta menor, com anexos também retangulares, correspondentes à sacristia e primitiva casa dos romeiros, hoje habitação particular.

A galilé que hoje antecede o monumento data do século XVIII, assim como o extenso escadório que liga o adro da igreja à vila, principal peça cenográfica que o Barroco legou ao património de Aljustrel.

No interior a nave é relativamente pequena, de apenas dois tramos cobertos por abóbada de pronunciada cruzaria de ogivas, enquanto que a capela-mor ostenta abóbada de berço e retábulo neoclássico que cobre a parede fundeira. O conjunto é reforçado lateralmente por contrafortes de diferentes formulações, característica da arquitetura meridional do país, mas também sintoma dos distintos espaços adossados ao longo dos tempos.

A lenda da Igreja de Nossa Senhora do Castelo

Uma lenda local tenta justificar a inclusão na planta da igreja de uma rocha pertencente ao conjunto de afloramentos existentes em todo o mono do castelo.

Afirma que, em tempos muito recuados, Nossa Senhora terá aparecido em cima dessa rocha. Quando foi decidido construir o templo, ninguém pensou incluir a dita pedra na sua estrutura, mas, sempre que se começavam os trabalhos, deixando a pedra de fora, a obra ruía. Só quando se decidiu erguer o templo com a inclusão da pedra nos alicerces, o edifício conseguiu aguentar-se de pé.

Afirma-se ainda que, se se encostar o ouvido à pedra, pode-se ouvir o barulho do mar e que, se essa pedra for arrancada, o mar entrará pelo espaço assim aberto, e alagará Aljustrel.

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  • Sancho II de Portugal

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  • Conserved Ruins

  • National Protection
    O “Castelo de Aljustrel e Igreja de Nossa Senhora do Castelo” encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 26-A/92, publicado no Diário da República, I Série-B, n.º 126, de 1 de junho.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Beja
    City: Aljustrel

    Rua Nossa Senhora do Castelo
    7600-076 Aljustrel, Portugal


  • Lat: 37 -53' 7''N | Lon: 8 10' 3''W










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