Castle of Ourém

Ourém, Santarém - Portugal

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O “Castelo de Ourém”, também referido como “Paço dos Condes de Ourém”, localiza-se na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, concelho de Ourém, distrito de Santarém, em Portugal.

Destacado na paisagem, em local de difícil acesso no topo do monte sobranceiro à vila medieval e à ribeira de Seiça, o castelo, originalmente edificado entre os séculos XII e XIII, foi dotado de um grandioso Paço no século XV por D. Afonso, 4.º conde de Ourém, onde se destaca nítida influência arquitetónica italiana.

História

Antecedentes

Embora as informações acerca da primitiva ocupação humana de seu sítio sejam escassas, a sua localização e características particulares (em torno de uma fonte de água) levam os estudiosos a acreditar que tenha se desenvolvido desde a pré-história, sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos. Estes últimos aqui terão erguido uma fortificação.

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da região forças portuguesas sob o comando de D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185) conquistaram “Abdegas” (primitivo nome da povoação) aos muçulmanos (1136).

A toponímia “Portus de Auren” ou “Portum Ourens” encontra-se mencionada como termo de Leiria, na carta de foral passada aquela vila em 1142. Essa toponímia também consta no documento de doação do Castelo de Cera à Ordem do Templo (1159), e num documento do bispo da Diocese de Lisboa a Afonso I de Portugal (1143-1185) sobre uma disputa territorial com a Ordem do Templo (1167). Acredita-se, desse modo, que a primitiva povoação se localizasse num dos vaus da ribeira de Seiça, provavelmente em algum ponto entre as atuais Sabacheira e Seiça.

A antiga fortificação muçulmana deverá ter sido reconstruída nos primeiros tempos da nacionalidade, uma vez que a primeira referência a um castelo de planta triangular no alto do monte remonta a 1178.

A povoação e seus domínios foram doados por D. Afonso I a sua filha, D. Teresa, em data desconhecida, anterior a 1180, visto que neste ano a infanta outorgou-lhe carta de foral. Em seu testamento, lavrado em 1183, esclarece: "Aprouve-me fazer testamento do eclesiástico de Auren, que antes se chamava Abdegas".

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) a vila de Ourém regressou à posse da Coroa (1200).

Afonso II de Portugal (1211-1223) confirmou o foral outorgado pela infanta à vila (Coimbra, novembro de 1217).

Sancho II de Portugal (1223-1248) doou Ourém a sua esposa, D. Mécia Lopes de Haro (c. 1242), união que conduziria a grave crise no reino. Preocupados com a descendência ilegítima que poderia advir desta união entre primos, os partidários do infante D. Afonso, encabeçados por Raimundo Viegas Portocarrero, raptaram a rainha, aprisionando-a no Castelo de Ourém, que resistiu às forças do soberano (1246):

Este Reimõ Viegas de porto carreiro suso dito sendo vasalo del Rei Dom Sancho Capello e natural de Purtugal veo liuina noite a coymbra cõ companhas de Martim Gil de Souerosa, o que venceo a lide do Porto, huu el Rei jazia dormindo em sa cama e filharãlhe a R. Dona Mécia sa molher dapar delle e leuarãna p. Ourein seu [sem] seu mandado, e sem sã vontade. E quãdo ho el Rey soube, lançou empos elles e no hos pode alcançarsaluo em Ourem que era entam mui forte, e tinhao a Rainha Dona Mecia uso dita em Ourein. E chegou el Rei hi e dise lhes que lhe abrisem as portas ca era el Rei dom Sácho hu elle leuaua seu preponto vestido cie seus synaes e seu escudo, e seu pendom ante sy. li derãlhe mui grandes seetase mui grandes pedradas no seu escudo e no seu pendom, e asy se ouue ende a tornar.” (LA FIGANIÈRE, Frederico Francisco de, Memorias das rainhas de Portugal, Typographia Universal, 1859. p. 85-98,)

D. Sancho II, assim humilhado, acabou por se recolher ao exílio em Toledo, onde viria a falecer (4 de janeiro de 1248), sem citar a esposa no testamento, lavrado naquela cidade no dia anterior (3 de janeiro). D. Mécia retirou-se pouco depois para Castela, tendo-se intitulado, até à morte, rainha de Portugal. A vila de Ourém retornou desse modo à posse da Coroa.

Dinis I de Portugal (1279-1325) doou a vila e o respectivo castelo à sua esposa, Isabel de Aragão, a Rainha Santa (1282), que passaram a integrar o património da “Casa das Rainhas”.

Diante do fraco povoamento, entretanto, esses domínios reverteram para a Coroa, sendo doados, em 1299, a Martim Lourenço da Cerveira, com obrigação de os povoar. Em 1315 Ourém retornou à posse da Coroa.

Pedro I de Portugal (1357-1367) doou Ourém a D. Brites (Beatriz) de Castela, sua mãe (1357). Diante do falecimento desta (1358), a vila foi doada a D. João Afonso Telo de Menezes (1310-1381), 4.º conde de Barcelos.

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383) por volta de 1370 o termo da vila foi elevado a condado, sendo outorgado ao Almirante do Reino, D. João Afonso Telo de Menezes. Desse modo, o 4.º conde de Barcelos tornava-se 1.º conde de Ourém, com todas as suas rendas, padroados e igrejas. Embora tenha tido descendentes, entre os quais D. Pedro de Menezes, fundador da Casa de Vila Real, o título não lhes foi confirmado, vagando para a Coroa com a morte do primeiro titular em dezembro de 1381. No ano seguinte (1382), o soberano doou o senhorio da vila ao nobre galego D. João Fernandes Andeiro, fazendo dele 2.º conde de Ourém.

Quando da eclosão da crise de sucessão de 1383-1385 a vila e o seu castelo tomaram partido por Beatriz de Portugal. Andeiro foi assassinado por D. João, Mestre de Avis, no Paço das Alcáçovas em Lisboa (6 de dezembro de 1383), e Ourém e seu castelo foram conquistados pelas forças do Mestre de Avis, sob o comando de D. Lopo Dias de Sousa, Mestre da Ordem de Cristo (11 de agosto de 1384).

Com a aclamação do Mestre de Avis como João I de Portugal (1385-1433), as posses do fidalgo galego passaram para as mãos do Condestável do Reino, Nuno Álvares Pereira (1 de julho de 1385), igualmente agraciado com os títulos de 7.º conde de Barcelos e 2.º conde de Arraiolos. No mesmo ano (1385), a 11 de agosto, em Ourém "(…) bivacaram El-Rei D. João I e o condestável D. Nuno com as suas tropas" (FLORES: 1894), seguindo para a batalha de Aljubarrota.

O Paço dos Condes de Ourém

Tendo Nuno Álvares Pereira desposado uma dama da Casa de Riba de Vizela, D. Leonor de Alvim, desta união nasceu uma única filha, D. Beatriz Pereira de Alvim (1380-1415), que em 1401 foi desposada pelo filho ilegítimo de D. João I, D. Afonso, futuro 1.º duque de Bragança. Como dote a sua filha, o Condestável doou-lhe condado de Barcelos, tornando D. Afonso 8.º conde de Barcelos. Em 4 de abril de 1422, Nuno Álvares Pereira doou o condado de Ourém a seu neto, D. Afonso de Portugal (1400-1460), que assim se tornou o 4.º conde de Ourém. Duarte I de Portugal (1433-1438) confirmou a doação do senhorio da vila a D. Afonso (24 de novembro de 1433).

Data deste momento, no século XV, a fase de maior esplendor da vila, sob a direção de D. Afonso, que aqui estabeleceu a sede do seu senhorio e promoveu grandes reformas no conjunto do castelo medieval, fazendo erguer ainda o Paço (1440) e a Igreja da Colegiada.

O Infante D. Pedro, então regente do reino, recusou em 1442 o cargo de Condestável de Portugal a D. Afonso, que então se afasta da vida da Corte e retira-se para os seus domínios.

Afonso de Portugal, depois Afonso de Bragança, neto primogénito de Nuno Álvares Pereira, teve os títulos de 4.º conde de Ourém e 1.º marquês de Valença (este último por mercê de seu primo, Afonso V de Portugal por carta régia de 11 de outubro de 1451), só não tendo sucedido à frente do ducado mais poderoso do país por ter falecido (Tomar, 29 de agosto de 1460) sem descendentes legítimos, meses antes do pai, revertendo os seus bens e títulos a favor de seu irmão mais novo, Fernando I. Desse modo, em 1461 D. Fernando era 2.º duque de Bragança, 1.º marquês de Vila Viçosa, 9.º conde de Barcelos, 5.º conde de Ourém, 3.º conde de Arraiolos e 3.º conde de Neiva.

Sob João II de Portugal (1481-1495) quando Fernando II, 3.º duque de Bragança foi degolado pelos crimes de traição e lesa-majestade (1483), todo o património da Casa de Bragança passou para a Coroa. Nesse contexto, o soberano doou o condado de Ourém a D. Pedro de Menezes (1420-1499), 1.º marquês de Vila Real, que assim se tornou 8.º conde de Ourém.

Ao subir ao trono, Manuel I de Portugal (1495-1521) decidiu reabilitar o seu sobrinho, Jaime de Bragança (1479-1532), filho de Fernando II de Bragança e de sua irmã D. Isabel, concedendo-lhe na integra o património que era de seu pai. Para isso teve que retirar o condado de Ourém à Casa de Vila Real, cujo marquês protestou, tendo a questão se resolvido a favor dos Bragança. A partir de então, todos os duques de Bragança, inclusive os monarcas, foram condes de Ourém.

D. Manuel I outorgou o “Foral Novo” a Ourém (1515), reformado por Pedro II de Portugal (1683-1706) em 1695.

Do terramoto de 1755 aos nossos dias

O terramoto de 1 de novembro de 1755 causou grandes danos na vila e ao conjunto. A partir de então a vila medieval foi abandonada, fixando-se a população na Aldeia da Cruz, que cresceu rapidamente, recebendo o nome de Vila Nova de Ourém (1841).

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) o paço e a suas torres baluarte sofreram novos danos quando da ocupação da vila pelas tropas napoleónicas sob o comando do marechal André Masséna (1810).

O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo, 1.ª série, n.º 136, de 23 de junho.

O Ministério de Guerra devolveu o Castelo de Ourém à Fazenda Pública nos termos do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 24.849, de 13 de setembro de 1934.

A Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) procedeu a campanhas de intervenção e restauro no conjunto de 1936 a 1947, 1952, e 1954. Em 1946, um grande temporal na região, provocou grandes estragos nos telhados dos torreões.

Em 1955 foi formulado um pedido para instalação de um marco geodésico troncocónico no torreão noroeste do castelo. Ainda nessa década foi formulado um pedido para instalação de uma pousada no Castelo de Ourém (1959), tendo recebido parecer negativo pela DGEMN.

Em 1963 registou-se o desmoronamento de um troço de 6 metros de muralhas, tendo a Junta de Freguesia de Ourém procedido à reconstrução das mesmas três anos mais tarde (1966).

Em 1966 a Comissão Regional de Turismo de Leiria pede parecer à DGEMN sobre a construção de um restaurante no Castelo de Ourém. Em 1967 a Junta de Freguesia de Ourém formula um pedido de colocação de sinais informativos à Junta Autónoma de Estradas. Nesse período (1966-1967) foi instalada a iluminação (interior e exterior) do Castelo de Ourém com recursos da Câmara Municipal de Ourém e da DGEMN.

Em 1968 foi aprovado projeto sobre "(…) recolha de elementos históricos e arqueológicos para a elaboração de um estudo de recuperação do Castelo de Ourém", pedido a Hamilton da Silva Alexandre. Nova campanha de intervenção de conservação e restauro teve lugar em 1968-1969, momento em que se realizaram os trabalhos de prospecção arqueológica. Ainda em 1969 foi efetuado um estudo para o arranjo da área envolvente ao castelo, e registou-se um pedido de autorização, pela agência de Viagens Fátima Travel Inc., para utilização de espaços do castelo para promoção de atividades culturais e turísticas, sendo necessário efetuar obras, que entretanto não receberam concordância da DGEMN.

Trabalhos de recuperação e valorização da zona do castelejo tiveram lugar em 1972. Posteriormente, foram procedidas obras de beneficiação (1980, 1882-1983).

Atos de vandalismo destruíram a iluminação do castelo (1983). Mais tarde, numa intervenção no Terreiro de São Tiago, foi instalada uma estátua de Nuno Álvares Pereira.

A união da antiga vila de Ourém com a Vila Nova de Ourém (anterior Aldeia da Cruz), passou a constituir a atual cidade de Ourém (20 de junho de 1991).

Em julho de 2004 foi elaborada a Carta de Risco do castelo pela DGEMN e, no ano seguinte (2005), feito o levantamento do Antigo Paço dos Condes de Ourém e elaboração da Carta de Risco. Ainda em 2005 foi formulado um projeto de musealização do Paço elaborado pela DRML.

O conjunto é propriedade da Fundação da Casa de Bragança.

Características

Exemplar de arquitetura militar românica (castelo), arquitetura residencial gótica e mudéjar (paço) e arquitetura militar de transição (torres-baluarte), de enquadramento urbano, isolado, na cota de 330 metros acima do nível do mar.

O conjunto compreende três estruturas principais, alinhadas longitudinalmente segundo um eixo noroeste-sudeste, e que anteriormente se encontravam interligadas: o castelo, implantado na cota mais elevada; o paço, na zona intermédia; e as torres-baluarte que integravam a cerca muralhada da vila.

O castelo apresenta planta triangular, com três torres diferentes entre si, de planta quadrangular e retangular, unidas por pano de muralha. O acesso ao recinto é feito por aberturas, em arco de volta perfeita na face sul da torre sul e, em arco quebrado, no pano oeste da muralha. No interior do recinto abre-se uma cisterna subterrânea de planta ogival, alimentada por uma nascente, à qual se acede por escadas de pedra, observando-se e vestígios murários de outros compartimentos. O topo da torre noroeste - conhecida como Torre de D. Mécia, por ali ter sido confinada a esposa de D. Sancho II -, de planta retangular, é coroado por mísulas em tijolo nas faces e mísulas em pedra nos vértices, abrindo-se na face oeste um vão em arco segmentado. Observam-se ainda vestígios de túnel ou adarve que ligava o castelo ao paço, com dispositivo sifonado de planta oval.

O paço apresenta planta retangular da qual se ergue um grande volume paralelepipédico. Apresenta aspeto exterior de caixa, acentuado nas fachadas leste, sul e oeste, pelo reduzido número de aberturas. Na fachada leste rasga-se um vão em arco quebrado. Na fachada sul rasgam-se dois vãos em arco segmentado, um em arco quebrado e sete frestas. Na fachada oeste, um vão em arco segmentado e duas frestas. Na fachada norte, contrariando esse fechamento, cinco vãos em arco quebrado, um quadrangular e outro em arco de volta perfeita que se prolonga em túnel sob o edifício ligando à fachada oposta. O topo é coroado por um balcão com mata-cães, formado através da sucessão de arcos quebrados em tijolo sustentados por mísulas de pedra, que contorna a quase totalidade do edifício, sendo interrompido na fachada norte para dar lugar a uma faixa decorativa de tijolo com motivos geométricos. O interior divide-se em três pisos e, na metade oeste situa-se uma cave, possível aproveitamento do desnível do terreno. O piso inferior é atravessado por um segundo túnel, com o qual não tem comunicação, que ligaria diretamente o castelo à torre baluarte leste. O piso intermédio é o que apresenta maior número de divisões: três câmaras e duas pequenas dependências. No piso superior, pelo qual se acederia ao balcão exterior, existe uma câmara e uma sala, num dos cantos da qual se conservam vestígios de uma lareira.

As torres-baluarte compõem-se por duas torres de planta poligonal ligadas por muralha com adarve e com porta em arco quebrado. A torre leste estaria ligada por um passadiço ao túnel que atravessa o paço. Cada uma das torres arranca a níveis diferentes, uma vez que a torre oeste está implantada cerca de dois metros e meio acima da torre leste. No exterior, rasgam-se seteiras nas paredes norte e sul, escarpadas na base. A torre leste tem, na face sudoeste as armas do 4.º conde de Ourém a 45 graus. São rematadas por balcões, idênticos aos que coroam o edifício do paço, que ampliam a área dos terraços. No topo de cada torre ergue-se um corpo quadrangular coberto com telhado de quatro águas e cuja porta tem uma verga denticulada.

No lado norte do castelo abre-se o Terreiro de Santiago, onde ao centro se ergue uma estátua do condestável D. Nuno Álvares Pereira, que daqui terá partido para a Batalha de Aljubarrota (1385).

No conjunto destacam-se ainda a Igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Misericórdia, que remonta a um primitivo templo fundado por Afonso I de Portugal. Em 1455 foi remodelado e ampliado por D. Afonso, 4.º conde de Ourém, que ali instituiu a Colegiada de Nossa Senhora da Misericórdia. Severamente danificado quando do terramoto de 1 de novembro de 1755, quando apenas ficaram de pé a parte posterior da abside e a cripta subterrânea, sob a Capela-Mor, que apresenta semelhanças estruturais com a Sinagoga de Tomar. Este espaço, de teto abobadado apoiado em seis colunas com capitéis lavrados com motivos vegetalistas e geométricos, alberga o túmulo do conde D. Afonso, cujos restos mortais para aqui foram transladados em 1487, de autoria do escultor Diogo Pires, “o Velho”. A reconstrução do templo data de 1758-1770, apresentando uma estrutura simples e decoração barroca.



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Contribution

Updated at 12/02/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Portugal


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  • National Protection
    O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo, 1.ª série, n.º 136, de 23 de junho.



  • +351 910 502 917 / 919 585 003

  • museu@mail.cm-ourem.pt

  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Santarém
    City: Ourém

    EN-356
    2940-000 Ourém, Portugal


  • Lat: 39 -39' 30''N | Lon: 8 35' 32''W



  • Visitas guiadas ao castelo e centro histórico: de terça-feira a domingo: 11h00 e 15h00

    Mínimo 5 pessoas com marcação prévia.

    (Dirigir-se à Galeria Municipal/Posto de Turismo)





  • Castelo da Fundação da Casa de Bragança



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