Casa forte de Pium

Nísia Floresta, Rio Grande do Norte - Brazil

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A Casa Forte de Pium, hoje em ruínas, está localizada às margens do riacho Pium, no município de Nísia Floresta, no estado do Rio Grande do Norte, Brasil.

História

No século XVII a Casa Forte de Pium (Casa de Pedra de Pium, Casa de Pedra do rio Pium, ou ainda Casa forte de João Lostão) teria sido uma provável residência senhorial de um homem chamado João Lostau  ou João Lostão Navarro - que teria sido sogro do tenente coronel holandês Joris Garstman -, e se encontra assinalada em vários mapas do século XVII referentes à capitania do Rio Grande do Norte. Localizada às margens do riacho Pium, afluente do rio Pirangi, essa casa forte teria sido utilizada como refúgio para portugueses durante a invasão holandesa do nordeste brasileiro (1630-1654) e abrigado, na sequência, um quartel general holandês na região. Posteriormente,  a construção teria sido reutilizada também como  refúgio para os colonos das vizinhanças que estavam acossados pelos índios tapuia que desciam rumo ao litoral e se encontravam em guerra contra os portugueses (Guerra dos Bárbaros) a partir de 1689 (SILVA, 2010: 232-250). Após seu abandono, parte de sua estrutura foi desmanchada para servir de matéria prima na edificação de uma capela numa comunidade que existe nas proximidades do município (SILVA, 2010: 331).

Arquitetura

Segundo SILVA (2010), as ruínas atuais da construção permitem identificar vestígios remanescentes de paredes de pedra com argamassa de cal (provavelmente com cobertura de telhas cerâmicas). A utilização da técnica construtiva resultou em uma edificação com paredes e demais elementos da estrutura (vãos de portas e janelas) bastante regulares em termos de espessura e composição de blocos rochosos. A espessura das paredes tem a medida de 80 cm, e mantêm essa espessura em toda a estrutura da edificação. Ressalte-se a existência de elementos estilísticos que emprestam à edificação um invulgar aspecto de diferenciação em suas linhas arquitetônicas. Os vão das portas e janelas são encimados por arcos semi-rebatidos e ressalta-se, ainda, a existência de cunhais. Em linhas gerais a edificação apresenta atualmente problemas de conservação, em especial, rachaduras e perda da matriz da argamassa em razão da exposição aos agentes naturais. Um setor da edificação teve as paredes destruídas restando apenas as bases e uma porção de parede que lhe estava integrada (SILVA, 2010: 260-261).

Em 2008 foi realizado um importante trabalho de pesquisa arqueológica, coordenado por Roberto Airon Silva, utilizada posteriormente em sua tese de doutoramento (publicada em 2010), e que se constitui no trabalho mais detalhado realizado sobre essa estrutura defensiva (ver conteúdo integral dessa publicação na bibliografia relacionada listada abaixo nessa página).



 

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Contribution

Updated at 13/05/2016 by the tutor Roberto Tonera.

Contributions with medias: Roberto Tonera (6).


  • Casa forte de Pium

  • Casa de Pedra de Pium, Casa de Pedra do rio Pium, Casa forte de João Lostão

  • Fort House

  • 1630 (AC)




  • Portugal


  • Ruins Badly Conserved
    Em linhas gerais as ruínas da edificação apresenta atualmente problemas de conservação, em especial, rachaduras e perda da matriz da argamassa em razão da exposição aos agentes naturais. Um setor da edificação teve as paredes destruídas restando apenas as bases e uma porção de parede que lhe estava integrada (SILVA, 2010: 260-261).






  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio Grande do Norte
    City: Nísia Floresta

    A Casa Forte de Pium está localizada às margens do riacho Pium, no interior da fazenda Coqueiros, no município de Nísia Floresta, no estado do Rio Grande do Norte, Brasil.


  • Lat: 5 58' 20''S | Lon: 35 9' 1''W


  • Os remanescentes arquitetônicos da Casa Forte de Pium encontram-se localizados no alto de uma colina, na Fazenda Coqueiros, propriedade particular, de onde se divisa o curso do rio Pium e mais ao longe, no horizonte, o oceano.



  • As ruínas da construção apresenta paredes de pedra com argamassa de cal (provavelmente com cobertura de telhas cerâmicas). A utilização da técnica construtiva resultou em uma edificação com paredes e demais elementos da estrutura (vãos de portas e janelas) bastante regulares em termos de espessura e composição de blocos rochosos. A espessura das paredes tem a medida de 80 cm, e mantêm essa espessura em toda a estrutura da edificação. Ressalte-se a existência de elementos estilísticos que emprestam à edificação um invulgar aspecto de diferenciação em suas linhas arquitetônicas. Os vão das portas e janelas são encimados por arcos semi-rebatidos e ressalta-se, ainda, a existência de cunhais (SILVA, 2010: 260-261).

  • Em 2008 foi realizada pesquisa arqueológica no sítio histórico respaldada pela portaria de autorização de n°. 17, publicada no Diário Oficial da União do dia 27 de maio de 2008. Estes trabalhos foram desenvolvidos no mês de julho de 2008, sob a responsabilidade de Roberto Airon Silva, e os trabalhos de campo foram complementados com análises de laboratório dos dados colhidos do registro arqueológico dos materiais e demais vestígios de atividade (SILVA, 2010: 259).




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