Castle of Rosmaninhal

Idanha-a-Nova, Castelo Branco - Portugal

O “Castelo do Rosmaninhal” localiza-se na freguesia do Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, em Portugal.

A povoação usufruiu de certa importância até ao século XIX graças a sua posição estratégica na Raia, estando compreendida nas linhas de fronteira fortificadas.

História

Antecedentes

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história, conforme os abundantes testemunhos arqueológicos. À época da romanização aqui foi explorado ouro de aluvião.

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da região, os domínios do Rosmaninhal, assim como o de outras povoações da raia (Segura, Monsanto, Idanha-a-Velha, Salvaterra do Extremo e toda a região entre os rios Zêzere e o Erges) passaram a pertencer a mãos cristãs, integrando os domínios do Condado Portucalense.

À época da afirmação da nacionalidade, Afonso I de Portugal (1143-1185) fez doação dos domínios de Idanha-a-Velha (em cujo termo Rosmaninhal se incluía) e Monsanto aos cavaleiros da Ordem do Templo (30 de novembro de 1165), para que os repovoassem e defendessem. Acredita-se que date de 1185 a construção do castelo.

Sancho II de Portugal (1223-1248) outorgou foral, em 1229, a Idanha-a-Velha e Salvaterra do Extremo. Em 1237 a Ordem povoou Rosmaninhal por iniciativa do então Mestre da Ordem, D. Estêvão de Belmonte.

Sob o reinado de Dinis I de Portugal (1279-1325) o bispo de Idanha-a-Velha, D. Vasco Martins, intentou uma ação contra a Ordem pela posse do castelo (1307). Diante da extinção da Ordem, Rosmaninhal passa a pertencer à Coroa (19 de janeiro de 1310) e, a partir de 1319 à Ordem de Cristo.

No contexto da crise de sucessão de 1383-1385 a povoação apoiou o Mestre de Avis, futuro João I de Portugal (1385-1433). No trono, este mandou reconstruir o castelo.

Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) uma delegação da Ordem de Cristo visitou a povoação, inventariando os bens e rendimentos da mesma (5 de novembro de 1505). Desse modo, o “Tombo da Comenda da Ordem de Cristo do Ano de 1505 do Rosmaninhal", registou que a leste da Igreja de Nossa Senhora, em uma elevação onde à época existiam alicerces de parede com um arco ainda levantado, constava ter sido feito um castelo da vila. O soberano outorgou foral à povoação, elevando-a a vila (1 de junho de 1510).

Quando da eclosão da crise de sucessão de 1580 a povoação apoiou o prior do Crato.

Da Dinastia Filipina aos nossos dias

À época da Dinastia Filipina (1580-1640) quando da aprovação da carta orgânica das ordens monástico-militares, confirmou-se que a povoação pertencia à Ordem de Cristo (1627).

No contexto da Guerra de Restauração da Independência portuguesa (1640-1668), por determinação do Conselho de Guerra de D. João IV a defesa da povoação foi modernizada, recebendo cerca muralhada de linhas abaluartadas, com revelins e barbacã. A vila contava com 500 vizinhos. Com o decorrer do conflito, por força dos ataques espanhóis, entre 1662 e 1667 esse número caiu para apenas 120 vizinhos.

Com a criação do marquesado de Fronteira (7 de janeiro de 1670) a Comenda e a alcaidaria do Rosmaninhal pertenciam aos marqueses de Fronteira.

Por ordem de Pedro II de Portugal (1683-1706) iniciou-se a marcação e registo de terras da Comenda do Rosmaninhal (4 de novembro de 1678). O mesmo soberano, por Alvará de 26 de fevereiro de 1693, diminuiu em 70$000 o lançamento das eiras de Salvaterra do Extremo, Penha Garcia, Segura e Rosmaninhal.

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714), procedeu-se à reparação da muralha do Rosmaninhal, que recebeu peças de artilharia (1704).

Em meados do século, o vigário da povoação, Diogo Vaz Magro, nas "Memórias Paroquiais” (1758), relatou:

“(…) 6. A parrochia está no simo da villa e outeiro dentro de um forte do povo, contíguo a um forte del Rey, que tem suas pessas.

(…) 25. A Vila foi murada por El Rei na Guerra de Setecentos e Quatro como também tinha o já tinha sido na do Levantamento, não é propriamente Praça que esteja guarnecida mas sim tem um forte de El Rei com suas pessas que no tempo da guerra costumam guarnecer os Reis com gente militar e os muros estão em muita parte demolidos e os quartéis de El Rei e fortes.”


A mesma fonte dá conta de que a povoação era do Rei, possuía cerca de 214 fogos, tendo grão-mestre da Ordem de Cristo, juiz ordinário e câmara, sujeitos ao corregedor da comarca.

Por ordem de D. Mariana Vitória, uma delegação da Ordem de Cristo visitou a Comenda do Rosmaninhal (7 de março de 1776).

Na iminência da Guerra Peninsular (1808-1814), as tropas napoleónicas sob o comando de Jean-Andoche Junot invadem Portugal pelo Rosmaninhal (1807).

A vila foi sede de Concelho até 1836, quando este foi suprimido e anexado ao de Salvaterra do Extremo. Em 1839 passou a pertencer à Comarca de Castelo Branco e, a partir de 24 de outubro de 1855 o concelho de Salvaterra do Extremo foi extinto e integrado no de Idanha-a-Nova.

Em nossos dias pouco resta do castelo medieval, tendo a Junta de Freguesia instalado um cemitério sobre os restos das suas muralhas, assim descaracterizadas. O castelo sobrevive na toponímia, Rua do Castelo. Da fortificação da Guerra da Restauração subsistem alguns panos de muralha da cerca urbana, perto da torre da cidadela e barbacã. Nenhum desses restos se encontra classificado ou protegido pelo poder público.



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Contribution

Updated at 26/05/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


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  • Fortifications Group





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  • Missing

  • Monument with no legal protection





  • Disappeared

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Castelo Branco
    City: Idanha-a-Nova



  • Lat: 39 -44' 14''N | Lon: 7 5' 4''W







  • Castelo Templário



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