Roslin Castle

Roslin, Scotland - United Kingdom

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O “Castelo de Roslin” (em inglês, “Roslin Castle”, por vezes grafado como "Rosslyn Castle") localiza-se na povoação de Roslin, no município (“council”) de Midlothian, na Escócia, no Reino Unido. A cerca de 15 quilómetros ao sul de Edimburgo, dista algumas centenas de metros da Capela de Rosslyn, lendariamente ligada à Ordem do Templo.

História

Remonta a um primitivo castelo erguido ao final do século XIV ou no início do XV possivelmente por Henry Sinclair, conde de Orkney e barão de Roslin (c. 1345–1400). Os Sinclair ou St. Clare eram uma família de origem francesa, e possuíam o senhorio de Roslin desde 1280. O castelo foi construído sobre um esporão rochoso em Roslin Glen, próximo ao local onde se ferira a batalha de Roslin (1303), na qual uma pequena força de escoceses derrotou um efetivo superior inglês.

O filho de Henry Sinclair, Henry, 2.º conde de Orkney (c. 1375-1422) fez erguer uma nova torre de menagem, de planta retangular, com o vértice sudoeste arredondado. As fontes sobre essa periodização não são unânimes: SALTER (1994) afirma que o responsável pela construção da torre foi William Sinclair; COVENTRY (2001) sugere que a torre teve origem no século XIV, enquanto que o “National Monuments Record of Scotland” data a construção por volta de 1390, e o “Listed Building Report” regista apenas que remonta ao final do século XV.

Durante o século XV o castelo possuía um “scriptorium” e cinco manuscritos da família St. Clair que remontam a 1488 estão conservados na “National Library of Scotland”. Entre eles destaca-se o manuscrito “Rosslyn-Hay”, que se acredita ser o texto mais antigo conservado em prosa escocesa. O castelo foi presa de um incêndio doméstico em 1452. De acordo com a lenda, na ocasião o conde ficou consternado pela iminência da perda dos seus valiosos manuscritos, mas eles foram salvos graças ao seu capelão, que os atirou por uma janela.

O castelo foi mais seriamente danificado no contexto do Rough Wooing (Dezembro de 1543 – Março de 1551), conflito entre a Escócia e a Inglaterra, quando foi incendiado pelo conde de Hertford em 1544. Na ocasião, a torre de menagem foi destruída quase que por completo, embora atualmente ainda possamos ver o que restou de uma de suas paredes.

No século XVI o castelo foi reconstruído ao final do século XVI. Uma nova edificação de cinco pavimentos foi erguida no lado leste da falésia, e um novo acesso foi construído, desta vez com uma ponte permanente em pedra. A parte superior da ala leste foi renovada em 1622, com detalhes renascentistas e portas e janelas com molduras esculpidas.

Roslin sofreu novos danos em 1650 pela artilharia do general George Monck, comandante de Oliver Cromwell na Escócia, e por uma multidão de reformadores durante a Revolução Gloriosa de 1688 de modo que, por volta do século XVIII, encontrava-se em ruínas, embora a parte da ala leste tenha sempre permanecido habitável.

James Erskine herdou as propriedades de Rosslyn e Dysart em 1789, de seu primo James Paterson St. Clair, após o que adotou o sobrenome de St. Clair-Erskine. Em 1805, ele herdou o título de conde de Rosslyn (criado em 1801 para Alexander Wedderburn); a partir desta data, a propriedade de Rosslyn tem estado na posse do conde de Rosslyn.

De 1982 a 1988 a ala leste foi restaurada pelos arquitetos Simpson e Brown. O atual proprietário, o conde de Rosslyn, um descendente dos Sinclairs, aluga o castelo como residência de férias através do Landmark Trust.

O castelo encontra-se classificado como “Scheduled Ancient Monument”, e “Listed Building” na Categoria A.

Como curiosidade, no século XVIII Richard Hewitt de Cumberland compôs uma balada intitulada “Roslin Castle” cujas letra e música estão registadas no primeiro volume da coleção de canções escocesas do “Scots Musical Museum”. No século XIX Walter Scott celebrou a paisagem pitoresca de Roslin Glen, sobre a qual se assenta o castelo, no poema “Rosabelle” (in: "The Golden Treasury". Ed. Francis T. Palgrave. London: Macmillan, 1875). Em nossos dias o castelo foi utilizado nas filmagens da adaptação cinematográfica do livro “The Da Vinci Code” de Dan Brown (2003), “The Da Vinci Code” (2006).

Características

Exemplar de arquitetura militar, de enquadramento rural, isolado, num meandro do rio North Esk, defendido naturalmente por três lados. Para defesa do lado norte foi aberto um fosso, primitivamente ultrapassado por uma ponte levadiça, dando acesso a uma passagem coberta na casa da guarda. Atualmente esse acesso é feito por uma ponte elevada, em alvenaria de pedra.

A entrada e a zona norte do castelo encontram-se em ruínas, subsistindo apenas alguns fragmentos de muros e um lado do arco de entrada, sobre o qual se observam os restos de uma guarita. No lado oeste, ainda se mantém de pé a muralha do século XV, de altura considerável. Esse troço de muralha apresenta seis vãos em sua base, um dos quais serviu como poterna. Na muralha exterior, os seis vãos estão divididos por contrafortes arredondados. Antigos desenhos mostram guaritas por cima de cada um destes contrafortes, com um passadiço que as comunicava.

Ao sul desta muralha ergue-se a parede que subsiste da torre de menagem. O montículo em que se ergue é formado pelos escombros resultantes do desabamento das demais paredes da torre. Esses vestígios indicam que a torre devia erguer-se a de 12 a 16 metros de altura, com muros de 2,9 metros de espessura, encimados por um matacão para defesa da porta.

A ala leste, restaurada, apresenta planta retangular com c. 31 metros por 10 metros, e é encimada por um telhado e um gablete. O edifício é acedido através de uma porta ricamente esculpida, datada de 1622, e que mostra as iniciais “SWS” (Sir William Sinclair), que dá acesso ao terceiro andar. Os três andares inferiores são escavados na rocha, e cada andar tem quatro salas abobadadas, com uma quinta sala na torre sudeste. Estes andares inferiores foram usados como dependências de serviço, situando-se as dependências principais nos dois andares superiores. O nível mais baixo possuía uma cozinha, com uma padaria acima. No exterior, rasgam-se canhoneiras na parede sul, com vários orifícios para disparo de tiros muralha leste.

Os cinco andares estão conectados por lances de escada, construída no início do século XVII para substituir uma antiga escada no lado sudoeste. Os quartos dos andares superiores têm luxuosos painéis e tetos decorados. O salão principal, localizado na parte sul da ala, foi dividido, mas ainda conta com uma grande lareira onde se inscrevem as iniciais “WS” e “JE”, correspondentes aos nomes de William Sinclair e sua esposa, Jean Edmonstone, e a data de 1597.

Bibliografia

COVENTRY, Martin (2006). The Castles of Scotland (4th Edition). Birlinn [S.l.] ISBN 1-84158-449-5

SALTER, Mike (1994). The Castles of Lothian and the Borders. Folly Publications [S.l.] ISBN 1-871731-20-8

Contribution

Updated at 10/06/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Roslin Castle

  • Rosslyn Castle

  • Castle





  • United Kingdom


  • Conserved Ruins

  • National Protection
    O castelo encontra-se classificado como “Scheduled Ancient Monument”, e “Listed Building” na Categoria A.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : United Kingdom
    State/Province: Scotland
    City: Roslin



  • Lat: 55 -52' 51''N | Lon: 3 9' 37''W






  • 1982-1988: a ala leste foi restaurada pelos arquitetos Simpson e Brown.




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