Lines of Torres Vedras

Torres Vedras, Lisboa - Portugal

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As chamadas "Linhas de Torres Vedras" localizam-se no distrito de Lisboa, em Portugal. Constituem um dos exemplos clássicos de obras militares de seu tipo.

História

Antecedentes

Napoleão Bonaparte ascendeu ao poder, na França, em 1799.

Já como imperador (coroado pelo Papa Pio VII em 2 de dezembro de 1804), pelo decreto de Berlim (21 de novembro de 1806) Napoleão instituiu o chamado “Bloqueio Continental”, que proibia a navios do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda o acesso a portos dos países então submetidos ao domínio do Primeiro Império Francês (1804-1814).

Uma vez que Portugal não obedeceu aos termos do decreto, a França e a Espanha assinaram o Tratado de Fontainebleau (27 de outubro de 1807), que previa a invasão e subsequente divisão do território português em três reinos. Nesse mesmo ano, em novembro, tropas francesas sob o comando do general Jean-Andoche Junot invadiram Portugal; a diplomacia portuguesa solicitou o apoio do Reino Unido; a 29 de novembro a Família Real portuguesa abandonou o país, retirando para o Brasil.

No contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), as tropas luso-britânicas, sob o comando do general britânico Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, venceram os franceses nas batalhas da Roliça (17 de agosto de 1808) e do Vimeiro (21 de agosto de 1808), forçando a rendição de Junot (junho de 1808).

Em março de 1809 tropas francesas, sob o comando do marechal Nicolas Jean-de-Dieu Soult, efetuaram uma segunda invasão, tendo avançado para o sul da cidade do Porto antes de serem repelidas por tropas luso-britânicas, e também forçadas a retirar.

As Linhas de Torres Vedras

Na expectativa de uma nova invasão francesa, no Outono de 1809 Arthur Wellesley ordenou o reconhecimento dos terrenos a Norte de Lisboa, com o objetivo de estabelecer um sistema defensivo para proteger a capital portuguesa. A 15 de outubro de 1809, o seu comandante de engenheiros, o tenente-coronel Richard Fletcher, do Corps of Royal Engineers, comunicou-lhe que o único local onde um pequeno destacamento poderia cobrir o embarque de todo o exército inglês, caso necessitasse retirar de Portugal, era a pequena baía a Leste de São Julião da Barra. Em 20 de outubro, Wellesley enviou uma nota a Fletcher, delineando em grandes traços um conjunto de linhas fortificadas que tinha como objetivo principal garantir a defesa de Lisboa. Esse sistema de fortificações, guarnecido por tropas de primeira linha, milícias e ordenanças, deveria reforçar os obstáculos naturais do terreno, mas também permitir uma comunicação com o mar de forma a salvaguardar a possibilidade de um embarque das tropas britânicas no caso de uma eventual retirada.

A ideia não era original: o major do Real Corpo de Engenheiros José Maria das Neves Costa, já havia demonstrado, com outros oficiais portugueses, a importância da orografia da região de Torres Vedras para a defesa da capital, mas foram os engenheiros britânicos, apoiados por colegas e mão-de-obra portugueses, que levaram a cabo o aproveitamento dessas possibilidades.

A construção de uma tripla ordem de linhas fortificadas começou em 3 de novembro de 1809, pelo forte de São Julião da Barra. Nos dias seguintes arrancam também os trabalhos no Forte Grande da Serra (Alqueidão, Sobral de Monte Agraço) e Forte de São Vicente, em Torres Vedras, seguindo-se as obras de fortificação de Mafra, Montachique, Bucelas e Vialonga. As obras e indenizações aos donos de terrenos custaram 400 mil reis, tendo sido interrompidos na iminência do ataque francês. Em outubro de 1810, quando o exército napoleónico chega à vista das fortificações, o avanço da construção materializava-se em duas linhas de defesa: a primeira, numa extensão de 46 quilómetros, ia de Alhandra à foz do rio Sizandro, em Torres Vedras. O rio Tejo era defendido por uma flotilha de lanchas canhoneiras, fundeadas perto do mouchão de Alhandra. Esta linha protegia a linha principal, situada à sua retaguarda, que numa extensão de 39 quilómetros ia desde as salinas perto do Forte da Casa até Ribamar, em Mafra. Essas duas linhas contavam então com 126 redutos artilhados com 427 bocas-de-fogo, peças e pólvora fornecidas pelo Arsenal da Marinha, em Lisboa. Estes números viriam a elevar-se, em 1812, a 152 e a 628, respetivamente, demandando quase 40.000 homens para a sua guarnição: artilheiros portugueses e britânicos, e companhias de ordenanças e milícias de várias regiões do país.

Embora muitos desses redutos se constituíssem em obras novas, de raiz, algumas estruturas, como o Castelo de Torres Vedras, foram adaptadas para o efeito. Os redutos apresentavam diferentes formas e dimensões, consoante os seus objetivos e posições a defender. Nalguns pontos aproveitaram-se defensivamente os próprios moinhos existentes no alto das colinas e, para dificultar as passagens, colocaram-se troncos de árvores aguçados, paliçadas, e outros obstáculos. Abriram-se estradas militares ligando os pontos fortificados, que, por outro lado, comunicavam entre si através de sinais semafóricos instalados nos pontos mais elevados. Pela sua importância destacava-se o Forte de São Vicente, na margem direita do rio Lisandro, à saída oeste de Torres Vedras, que tinha capacidade para 2.200 homens e 50 bocas-de-fogo, o qual ainda hoje subsiste, em relativo bom estado de conservação.

A construção das linhas, que exigiu enormes meios financeiros, materiais e humanos, só foi ultimada em 1812, na expectativa de uma nova invasão que não se materializou, e ascendeu a 152 fortificações - permanentes e de caráter temporário -, artilhadas com 628 bocas-de-fogo. A sua direção superior passaria, em determinada altura para o capitão engenheiro John Thomas Jones, após Fletcher ter sido designado para outras missões (veio a falecer em San Sebastián, a 31 de agosto de 1813).

Derrotadas na batalha do Buçaco (27 de setembro de 1810), a 11 de outubro de 1810 as tropas francesas sob o comando do marechal André Masséna depararam-se com as Linhas de Torres, encontrando uma terra estéril e as forças aliadas solidamente fortificadas. É sobejamente conhecido o papel determinante que as Linhas vieram a ter, detendo a marcha do exército francês e obrigando-o a bater em retirada a 4 de março de 1811.

A Guerra Peninsular terminou em Toulouse em 1814, mesmo ano em que Napoleão abdicará do poder. Cessada a ameaça napoleónica (1815), as linhas de Torres Vedras foram desguarnecidas e desartilhadas em 1818.

Uma carta de João Paulo Bezerra, ministro plenipotenciário português em Londres, datada de 1817, as obras das Linhas custaram à época 255.793 libras esterlinas (em nossos dias algo em torno de 300 mil euros).

O conjunto encontrava-se em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro.

O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.

Alguns dos antigos fortes subsistem, sendo 29 deles mantidos pelas Câmaras Municipais de Torres Vedras, Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira. A maior parte das intervenções de restauração tiveram lugar em 2010, quando das celebrações do bicentenário das Linhas de Torres.

Características

Exemplar de arquitetura militar, oitocentista.

Constituía-se num vasto sistema defensivo composto por uma tripla linha de fortes e redutos, reforçando os obstáculos naturais do terreno, formando uma barreira delimitada pelo rio Tejo a leste e a Sul, e pelo oceano Atlântico, a oeste. Ao todo ascendeu a 152 fortificações que, estando completamente guarnecidas, implicavam a utilização de 39.475 homens e 628 peças de artilharia. Este conjunto de linhas estava dividido em 8 distritos, cada um com o seu comando militar:

A Primeira Linha (Linha Avançada) ligava Alhandra à foz do rio Sizandro, num total de 46 quilómetros de extensão. Foi a segunda linha a ser construída, 13 quilómetros a norte da Segunda Linha, visando reforçar-lhe o flanco direito. Era guarnecida por 18.683 homens e estava artilhada por 319 peças. Subdividia-se em quatro distritos:

Distrito n.º 1 - desde a posição (1) na linha assente sobre o Tejo, que atravessa a planície de Alhandra, até ao Moinho do Céu (11), por cima da estrada da Arruda, guarnecido por 6.280 homens e artilhado por 96 peças:

Obra Militar n.º 1 - Defesas do Tejo:

Forte 1A - Bateria do Tejo

Forte 1B - Entrincheiramento

Forte 1C - Bateria da Estrada 1

Forte 1D - Bateria da Estrada 2

Forte 1E - Bateria da Estrada Real

Forte 1F - Bateria da Subida

Obra Militar n.º 2 - Bateria do Conde

Obra Militar n.º 3 - Reduto da Boavista

Obra Militar n.º 4 - Bateria de São Fernando

Obra Militar n.º 5 - Forte da Serra do Formoso

Obra Militar n.º 5A - Bateria das Antas

Obra Militar n.º 5B - Bateria 1.ª de Alfarge

Obra Militar n.º 5C - Bateria 2.ª de Alfarge

Obra Militar n.º 5D - Bateria 1.ª do Bulhaco

Obra Militar n.º 5E - Bateria 2.ª do Bulhaco

Obra Militar n.º 5F - Bateria 1.ª da Serra do Pinheiro

Obra Militar n.º 5G - Bateria 2.ª da Serra do Pinheiro

Obra Militar n.º 6 - Bateria dos Melros

Obra Militar n.º 7 - Forte do Calhandriz

Obra Militar n.º 8 - Forte de Trancoso

Obra Militar n.º 9 - Forte do Casal do Cego

Obra Militar n.º 10 - Forte da Carvalha

Obra Militar n.º 11 - Forte do Moinho do Céu

Obra Militar n.º 114 - Forte 1.º de Subserra

Distrito n.º 2 - desde o forte do Passo (12), na escarpa rochosa por cima da estrada da Arruda, até ao forte avançado, à direita da estrada que segue para o Sobral (152), guarnecido por 3.090 homens e artilhado por 55 peças:

Obra Militar n.º 12 - Forte do Passo

Obra Militar n.º 13 - Forte da Caneira

Obra Militar n.º 14 - Forte do Alqueidão

Obra Militar n.º 15 - Forte do Machado

Obra Militar n.º 16 - Forte do Trinta

Obra Militar n.º 17 - Forte do Simplício

Obra Militar n.º 152 - Forte Novo

Distrito n.º 3 - desde o reduto para artilharia de campanha (151) na Patameira até ao reduto sul (29), perto de Enxara do Bispo, guarnecido por 1.900 homens e artilhado por 24 peças:

Obra Militar n.º 28 - Forte Pequeno da Enxara

Obra Militar n.º 29 - Forte Grande da Enxara

Obra Militar n.º 128 - Forte da Archeira

Obra Militar n.º 129 - Forte da Feiteira

Obra Militar n.º 130 - Forte do Catefica

Obra Militar n.º 151 - Reduto da Patameira

Distrito n.º 4 - desde o Forte Novo da Ordasqueira (149), por cima de Matacães, para defender a estrada de Runa, até à posição (113) na foz do Sizandro, guarnecido por 7.413 homens e artilhado por 144 peças:

Obra Militar n.º 20 - Forte de São Vicente

Obra Militar n.º 21 - Forte de São Vicente

Obra Militar n.º 22 - Forte de São Vicente

Obra Militar n.º 23 - Reduto dos Olheiros

Obra Militar n.º 24 - Reduto da Forca

Obra Militar n.º 25 - Forte de São João

Obra Militar n.º 26 - Forte da Ordasqueira

Obra Militar n.º 27 - Castelo de Torres Vedras

Obra Militar n.º 30 - Reduto do Grilo

Obra Militar n.º 31 - Reduto da Alquiteira

Obra Militar n.º 32 - Forte do Formigal

Obra Militar n.º 111 - Forte do Passo

Obra Militar n.º 112 - Forte das Gentias

Obra Militar n.º 113 - Bateria da Foz

Obra Militar n.º 131 - Bateria da Cruz

Obra Militar n.º 132 - Bateria dos Palheiros

Obra Militar n.º 133 - Bateria dos Pedrulhos

Obra Militar n.º 134 - Bateria do Outeiro da Prata

Obra Militar n.º 135 - Bateria da Carrasqueira

Obra Militar n.º 136 - Bateria da Milharosa

Obra Militar n.º 137 - Bateria do Outeiro da França

Obra Militar n.º 138 - Bateria do Pombal

Obra Militar n.º 139 - Bateria da Bordinheira

Obra Militar n.º 140 - Bateria do Outeiro do Monte

Obra Militar n.º 141 - Bateria do Mogo

Obra Militar n.º 142 - Bateria do Bonabal

Obra Militar n.º 143 - Forte da Galpeira

Obra Militar n.º 144 - Bateria das Mouguelas

Obra Militar n.º 145 - Forte de Belmonte

Obra Militar n.º 146 - Forte de Bececarias

Obra Militar n.º 147 - Bateria da Ponte do Rol I

Obra Militar n.º 148 - Bateria da Ponte do Rol II

Obra Militar n.º 149 - Forte Novo da Ordasqueira

Obra Militar n.º 150 - Bateria da Ribaldeira

A Segunda Linha (Linha Principal) ligava Póvoa de Santa Iria a Ribamar, num total de 39 quilómetros de extensão. Primeira a ser construída, interceptava os desfiladeiros de Mafra, Montachique e Via Longa e apoiava-se nas serras de Chipre, Fanhões e Serves, e no Cabeço de Montachique. Era guarnecida por 15.442 homens e estava artilhada por 215 peças. Subdividia-se em três distritos:

Distrito n.º 5 - desde o reduto do Salgado (33), na margem do Tejo, à direita da posição de Vialonga, até ao reduto (19) na Serra da Ajuda, guarnecido por 3.502 homens e artilhado por 72 peças:

Obra Militar n.º 18 - Forte da Ajuda Grande

Obra Militar n.º 19 - Forte da Ajuda Pequeno

Obra Militar n.º 33 - Forte do Salgado

Obra Militar n.º 34 - Forte da Estrada / Forte do Curral

Obra Militar n.º 35 - Reduto da Quintela Pequeno

Obra Militar n.º 36 - Reduto da Quintela Grande

Obra Militar n.º 37 - Forte da Vinha / Abrunheira

Obra Militar n.º 38 - Forte da Casa

Obra Militar n.º 39 - Forte da Quintela Reentrante

Obra Militar n.º 40 - Forte da Aguieira

Obra Militar n.º 41 - Reduto da Portela Pequeno

Obra Militar n.º 42 - Reduto da Portela Grande

Obra Militar n.º 43 - Bateria do Vizo

Obra Militar n.º 44 - Bateria da Cachada

Obra Militar n.º 45 - Bateria do Penedo

Obra Militar n.º 46 - Bateria da Oliveira

Obra Militar n.º 47 - Bateria dos Galvões

Obra Militar n.º 48 - Forte do Tojal

Obra Militar n.º 126 - Forte Novo do Cabo

Obra Militar n.º 127 - Forte do Moinho

Distrito n.º 6 - desde a plataforma para artilharia, à direita (49), no desfiladeiro do Freixial, até ao reduto (73), na estrada de Mafra, Casal do Conto, guarnecido por 5.640 homens e artilhado por 73 peças:

Obra Militar n.º 49 - Forte do Picoto

Obra Militar n.º 50 - Reduto do Quadradinho

Obra Militar n.º 51 - Forte do Freixial

Obra Militar n.º 52 - Forte do Capitão

Obra Militar n.º 53 - Forte da Presinheira

Obra Militar n.º 54 - Forte do Moinho

Obra Militar n.º 55 - Forte do Vale

Obra Militar n.º 56 - Forte do Permouro

Obra Militar n.º 57 - Forte do Mosqueiro

Obra Militar n.º 58 - Forte do Carrascal

Obra Militar n.º 59 - Forte do Moinho da Carambela

Obra Militar n.º 60 - Reduto da Achada 1

Obra Militar n.º 61 - Reduto da Achada 2

Obra Militar n.º 62 - Forte do Alto do Cheira

Obra Militar n.º 63 - Forte do Casal da Serra

Obra Militar n.º 64 - Forte do Canto do Muro da Tapada

Obra Militar n.º 65 - Forte de Santa Maria

Obra Militar n.º 66 - Forte da Feira

Obra Militar n.º 67 - Forte do Cabeço Gordo

Obra Militar n.º 68 - Forte do Matoutinho

Obra Militar n.º 69 - Forte da Quinta do Fidalgo

Obra Militar n.º 70 - Forte da Quinta do Estrangeiro

Obra Militar n.º 71 - Forte da Portela

Obra Militar n.º 72 - Forte da Estrada

Obra Militar n.º 73 - Forte da Coutada

Distrito n.º 7 - desde Casal da Pedra (74), no desfiladeiro de Mafra, até ao reduto de S. Julião (97), junto à costa atlântica, a norte da Ericeira, guarnecido por 6.300 homens e artilhado por 70 peças:

Obra Militar n.º 74 - Forte do Casal da Pedra

Obra Militar n.º 75 - Forte da Milhariça

Obra Militar n.º 76 - Forte do Sonível

Obra Militar n.º 77 - Forte do Juncal

Obra Militar n.º 78 - Forte do Telhadouro

Obra Militar n.º 79 - Forte do Gio

Obra Militar n.º 80 - Forte da Quinta da Boa Viagem

Obra Militar n.º 81 - Forte da Serra de Chipre

Obra Militar n.º 82 - Forte da Patarata

Obra Militar n.º 83 - Forte do Meio

Obra Militar n.º 84 - Forte do Curral do Linho

Obra Militar n.º 85 - Forte do Areeiro

Obra Militar n.º 86 - Forte de Nossa Senhora da Paz

Obra Militar n.º 87 - Forte do Pinheiro

Obra Militar n.º 88 - Forte do Cabeço do Neto

Obra Militar n.º 89 - Forte do Moxarro

Obra Militar n.º 90 - Forte de Penegache

Obra Militar n.º 91 - Forte da Alagoa

Obra Militar n.º 92 - Forte do Picoto

Obra Militar n.º 93 - Forte de Marvão

Obra Militar n.º 94 - Forte de Ribamar

Obra Militar n.º 95 - Forte do Zambujal

Obra Militar n.º 96 - Forte da Carvoeira

Obra Militar n.º 97 - Forte de São Julião da Ericeira

A Terceira Linha ligava Paço de Arcos ao Forte da Junqueira, num total de 3 quilómetros de extensão. Constituía um único distrito, o Distrito de Oeiras, e era assim guarnecida:

Distrito n.º 8 - desde a fortificação principal conhecida como "Alto Algueirão" (98), onde se encontra o atual quartel-general da NATO, até à posição (110), na linha que se estende para a direita do Forte das Maias, guarnecido por 5.350 homens e artilhado por 94 peças:

Obra Militar n.º 98 – Forte de Algueirão

Obra Militar n.º 99 – Forte do Arieiro

Obra Militar n.º 100 Forte da Estrada

Obra Militar n.º 101 Forte da Medrosa 1.º

Obra Militar n.º 102 – Forte da Medrosa 2.º

Obra Militar n.º 103 – Forte das Antas 1.º

Obra Militar n.º 104 – Forte das Antas 2.º

Obra Militar n.º 105 –Forte das Antas 3.º

Obra Militar n.º 106 – Forte da Lomba

Obra Militar n.º 107 – Forte da Quinta Nova

Obra Militar n.º 108 – Forte do Junqueiro

Obra Militar n.º 109 – Forte da Figueirinha

Obra Militar n.º 110 - Linha fortificada do Forte103 à linha da costa

Forte de São Julião da Barra

As duas primeiras linhas estavam concebidas para fechar os quatro eixos definidos pelas quatro estradas que as atravessavam e por onde poderiam avançar as tropas francesas: Torres Vedras-Mafra, Torres Vedras-Montachique, Sobral-Bucelas e a estrada ao longo da margem do Tejo, passando por Alhandra. Fora destes itinerários, tornava-se impossível, em muitas extensões de terreno, a passagem da artilharia e de carros de apoio, ou mesmo da cavalaria.

A estas somava-se uma Quarta Linha, na margem Sul do rio Tejo, entre a Mutela, em Cacilhas, e o Alto da Raposeira, na Trafaria, com uma extensão de 7,5 quilómetros, com a função de garantir a segurança no momento de uma eventual retirada, e de manter sob controlo a eventual ação do inimigo na península de Setúbal:

Obra Militar n.º 1A - Castelo de Almada

Obra Militar n.º 2A – Forte do Pragal

Obra Militar n.º 3A – Forte de Palença

Obra Militar n.º 4A – Forte de Raposo

Obra Militar n.º 5A – Forte de Bicheiro

Obra Militar n.º 6A – Forte de Prior

Obra Militar n.º 7A – Forte da Granja

Obra Militar n.º 8A – Forte de Castelo Picão

Obra Militar n.º 9A – Forte de Montinhoso

Obra Militar n.º 11A – Forte de Morfacem

Obra Militar n.º 12A – Forte da Raposeira Grande

Obra Militar n.º 13A - Forte da Raposeira Pequeno

Obra Militar n.º 14A - Forte da Margueira

Obra Militar n.º 15A – Forte de Alorna

Obra Militar n.º 17A – Forte de Armeiro-Mor

Obra Militar n.º 18A – Forte de Melho

Obra Militar n.º 19A – Forte de Pombal

Obra Militar n.º 20A – Forte de Piçolos

Obra Militar n.º 21A – Forte de Pêra

Atualmente, LOBO (2015) refere mais duas linhas nesse complexo defensivo:

"(...) O sistema defensivo era composto por seis linhas, sendo as duas primeiras, designadas por Linhas de Torres Vedras, as mais importantes, mais desenvolvidas e mais guarnecidas, construídas aproveitando a morfologia acidentada da zona entre o rio Tejo e o Atlântico. Uma terceira linha situava-se num perímetro envolvente do Forte de São Julião, em Carcavelos, protegendo uma crucial zona de embarque. Uma quarta defendia os limites da cidade de Lisboa. A quinta linha defendia a margem sul do Tejo, entre Almada e Caparica, de costas para o rio e voltada para leste. A sexta linha foi projetada para proteger a península de Setúbal, mas em 1810 ainda só existiam algumas fortificações acabadas nos arredores de Setúbal. Estas duas últimas linhas deveriam proteger uma eventual penetração inimiga vinda através do Alentejo e a atividade marítima em Lisboa." (Op. cit.)

  • Lines of Torres Vedras


  • Fortifications Group

  • 1809 (AC)

  • 1812 (AC)


  • John VI of Portugal

  • Portugal


  • Featureless and Semiconserved

  • National Protection
    O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Lisboa
    City: Torres Vedras



  • Lat: 39 -6' 20''N | Lon: 9 15' 41''W




  • 1810 (outubro): 427 peças de artilharia dos diversos calibres;
    1812: 628 peças de artilharia dos diversos calibres.



  • Fortificação das Linhas de Torres Vedras



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