Castle of la Luna

Rianxo, A Coruña - Spain

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O “Castelo da Lua” (em castelhano “Castillo de la Luna”) localiza-se no lugar do Pazo, na paróquia de Taragoña, concelho de Rianxo, na província de Corunha, Comunidade Autónoma da Galiza, na Espanha.

É um sítio arqueológico constituído pelos alicerces de um castelo medieval – um dos maiores da Galiza -, na ponta da Torre, também conhecida como “A Salgueiriña”, na praia da Torre, dominando a foz do rio Té.

História

Antecedentes

Em 934 a vila de Rianxo e os seus domínios foram outorgadas a Santiago de Compostela como privilégio por Ramiro II de Leão (931-951). Mais tarde, o bispo da Sé titular de Iriæ Flaviæ, Hermenegildo (924-951) e Afonso V de Leão (999-1027) o confirmarão.

No século XI, momento em que se iniciou o feudalismo na Galiza, Rianxo transformou-se em cabeça da jurisdição eclesiástica exercida pela Mitra Compostelana, que cobrava dízimos do mar e outras rendas aos habitantes da vila.

O seu primeiro senhor foi o almirante Paio Gómez de Soutomaior, conhecido como Paio Gómez Chariño, um afamado poeta e trovador que foi assassinado em 1295.

O senhorio de Rianxo esteve nas mãos dos Chariño até depois da Revolta Irmandinha (1467-1469). Após longa demanda, o seu senhorio foi novamente outorgado à Mitra Compostelana em 1532.

O castelo medieval

De acordo com o arqueólogo Víctor Tomás Botella o castelo foi erguido possivelmente no século XIII por Paio Gómez Chariño. Do mesmo modo que em outros locais na costa, também é possível que a nova fortificação tenha sido erigida sobre outra, mais antiga. Tinha a a função de defesa da enseada de Rianxo, formada pela desembocadura dos rios Grande, Beluso e Té. Este último desemboca na ponta e praia da Torre, topónimo que testemunha ter existido no local uma torre, certamente com a função de atalaia, para defesa daquele trecho da costa contra os piratas e saqueadores cuja presença era constante desde o século VII. À época medieval esta ponta ficava cercada pelas águas na maré cheia.

Afirma-se que o castelo integrau o património da Ordem dos Templários e, posteriormente, o da Mitra Compostelana.

No contexto da Revolta Irmandinha (1467-1469) foi conquistado pelos revoltosos, e arrasado por volta de 1467. Findo o conflito, Suero Gómez de Soutomaior, bisneto do primitivo construtor, deu início à sua reedificação.

As informações coevas dão conta de que, em 1480 foi novamente arrasado, por determinação do governador real, Fernando de Acunha. Desde então, até 1532, as ruínas do castelo foram utilizadas como prisão, até que, naquele ano o seu senhorio passou para o arcebispo Alonso II de Fonseca.

Em completa ruína em 1600, a sua pedra foi reaproveitada em 1740 para a construção do campanário da Igreja de Santa Comba de Rianxo, e em diferentes edificações na Comarca do Barbanza e arredores. Em meados do século XIX ainda era possível observar grande parte do castelo, como o seu portão de armas, muralhas e fosso.

As campanhas de prospecção arqueológica

Em 1999 removida a vegetação e os escombros que as recobriam, vieram à luz as cantarias remanescentes da fortificação na ponta do Pazo ou da Torre. Em virtude da construção do passeio que une a fortificação à praia da Torre, no Verão de 2001 teve início uma campanha de prospecção arqueológica, sob a coordenação dos arqueólogos Mario César Vila e Andrés Bonilla Rodríguez, que colocou a descoberto mais de 50% do sítio, permitindo comprovar a planta quase retangular da fortificação, envolvida por uma muralha exterior, um fosso no lado sul, escavado na rocha, e uma muralha interior que delimitava a praça de armas. Ao centro, erguia-se a torre de menagem, flanqueada por dois baluartes e as demais dependências.

Uma nova campanha teve lugar em 2007, ocasião em que foram promovidas novas prospecções, além de trabalhos de consolidação e limpeza das estruturas anteriormente colocadas a descoberto. Os trabalhos concentraram-se na fachada principal e no espaço existente entre a muralha exterior e o fosso. Durante os trabalhos foi encontrado abundante material cerâmico (datado entre os séculos XI a XIII) – restos de panelas, tigelas, copos, jarros, garrafas e outros recipientes -, e ainda oito moedas.

A administração autonómica anunciaou uma nova campanha arqueológica a desenvolver em 2008.

O sítio encontra-se aberto à visitação pública.

A lenda do Castelo da Lua

De acordo com uma lenda à época em que os senhores do castelo eram os cavaleiros da Ordem do Templo, que o haviam edificado, durante uma das lutas que então ocorriam entre os senhores locais, foi feita cativa uma jovem donzela, de rara beleza.

A formosa donzela era filha do senhor feudal derrotado. Em vantagem estratégica, o comandante templário da fortaleza esperava ampliar os seus domínios.

Na mesma parte do castelo onde era mantida prisioneira, encontrava-se também detido um bonito cavaleiro, ferido no combate, e que dela se enamorou. Ela correspondia-lhe, velando-o e cuidando com desvelo as suas feridas. Graças a esses cuidados, o cavaleiro recuperou as suas forças e a esperança de liberdade.

A condição dos prisioneiros conquistou a piedade de um dos templários. Numa noite enluarada, a coberto das nuvens, guiados pelo templário, saíram por uma passagem até à praia e, num pequeno bote que os aguardava, o jovem casal partiu rumo à liberdade.

Entretanto, num momento em que as nuvens se abriram e a lua brilhou, o bote que se afastava da praia foi visto por uma das sentinelas do castelo que, aos gritos, deu o alarme.

A guarnição acorreu à praia armada, disparando as suas flechas sobre os fugitivos. Diante do perigo, o jovem cavaleiro escudou com o próprio corpo a donzela. Vendo-o, o comandante templário, ferido em seu orgulho, dispôs e ordenou firmeza aos seus homens, que conseguiram atingir com três flechas o peito do valente jovem, que caiu à água. As nuvens voltaram a cobrir a lua, e um grito apaixonado de desespero e maldição fez-se ouvir, junto com outra queda nas águas: a jovem, em desespero, lançara-se ao mar, em busca de seu amado.

No dia seguinte deram à praia os corpos dos enamorados, unidos num último abraço. O comandante templário deu-lhes sepultura ao pé de uma das torres, no interior do castelo.

Afirma a lenda que, desde então, todas as noites de luar, um dos seus raios vela com o seu brilho o local de repouso dos dois enamorados e, ao alvorecer, tinge de rubro os brasões que adornavam aquele castelo da Ordem.

Bibliografia

VILA, Mario César. “Estudio de los materiales cerámicos del ‘Castelo da Lúa’ (Rianxo, A Corunha)”. Gallaecia, n.º 22 (2003), ISSN 0211-8653, pp. 297-368.

Contribution

Updated at 23/01/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Conserved Ruins






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: A Coruña
    City: Rianxo



  • Lat: 42 -40' 14''N | Lon: 8 48' 54''W






  • 2001 e 2007: Campanhas de prospecção arqueológica.

  • Irmandiño Revolt



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