Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém

Belém, Pará - Brazil

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O Forte do Castelo localiza-se na baía de Guajará, na ponta de Maúri, à margem direita da foz do rio Guamá, dominando a entrada do porto e o canal de navegação que costeia a ilha das Onças, atual cidade de Belém, no Estado do Pará.

Após a conquista de São Luís (nov/1615), por determinação do Capitão-mor da Conquista do Maranhão, Alexandre de Moura, o Capitão-mor do Rio Grande do Norte, Francisco Caldeira de Castelo Branco, parte daquela cidade para a conquista da boca do rio Amazonas (25/dez/1615), com o título de "Descobridor e Primeiro Conquistador do Rio das Amazonas" (BARRETTO, 1958:33-34).

Com três embarcações e menos de 200 homens, a expedição atinge a baía de Guajará em jan/1616 levantado um forte de faxina e terra, com alojamentos cobertos de palha, artilhado com doze peças. Batizado de Forte do Presépio de Belém, núcleo do povoado de Nossa Senhora de Belém, destinava-se a conter eventuais agressões dos indígenas e quaisquer ataques dos ingleses e holandeses que freqüentavam a região. No contexto do levante dos índios Tupinambá (1617-21), a povoação e o forte foram atacados pelas forças do chefe Guaimiaba ("cabelo de velha", em dialeto indígena), que morreu em combate (1619). Danificada, essa primitiva fortificação foi substituída por outra mais sólida, de taipa de pilão e esta, por sua vez, em 1621, por uma terceira, agora com um baluarte artilhado com quatro peças, um torreão, e alojamento para 60 praças. Esta última foi batizada de Forte Castelo do Senhor Santo Cristo, ou simplesmente Forte do Santo Cristo (BARRETTO, 1958:35-39).

Arruinada pelos combates e pelo clima, sofreu reparos em 1632 e 1712. A Carta Régia de 30/mai/1721 autorizou os seus reparos e de outras fortificações da região, sendo contratado para tal, em Lisboa, o pedreiro Francisco Martins, com um salário de 800 réis por dia. Poucos anos mais tarde, em 1728, o Sargento-mor Engenheiro Carlos Varjão Rolim, foi trazido de São Luiz do Maranhão para dirigir os trabalhos de reconstrução do forte. Novos reparos são efetuados em 1759 e em 1773 (GARRIDO, 1940:30-31; BARRETTO, 1958:39-40).

À época da Independência, o forte foi reedificado, para ser desativado na Regência pelo Aviso Ministerial de 24/dez/1832, que extinguiu os Comandos dos Fortes, Fortins e pontos fortificados, desarmando-os. No ano seguinte, passou a ser chamado de Castelo de São Jorge, ou simplesmente Forte do Castelo, como até hoje é denominado (BARRETTO, 1958:40).

Durante a Cabanagem (1835-40), a mais importante revolta do período Regencial na região, o forte foi utilizado como quartel-general dos revoltosos, sendo quase arruinado na troca de tiros com a armada do mercenário inglês John Taylor, contratado pela Regência para dar fim à insurreição. Será reconstruído e rearmado a partir de 1850 durante o governo de Jerônimo Francisco Coelho, Presidente da Província do Pará, quando ganha novos quartéis para tropa, casa do comandante, ponte sobre o fosso, portão e uma muralha de cantaria pelo lado do rio Guamá. Em 1868 ainda estão em progresso obras complementares, estando a praça artilhada com vinte e sete peças: dois canhões Parrot, calibre 100mm, dois canhões Withworth calibre 70mm (90mm?), quatro obuses Paixhans calibre 80 (canhões Paixhans calibre 90mm?), e antigos canhões de alma lisa: doze de calibre 24, dois de 18 e cinco de 9. Novamente desarmada pelo Aviso Ministerial de 12/dez/1876 (10/nov/1876 cf. SOUZA, 1885:67), passa a abrigar o Arsenal de Guerra (GARRIDO, 1940:31).

Na década de 1950 abrigava diversos serviços da 8ª Região Militar. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1962. Completamente descaracterizado, o monumento sofreu diversas intervenções no passado, entre as quais várias modificações para abrigar a sede social do Círculo Militar de Belém, que mantém no local um restaurante, um bar, depósitos e um salão de festas. Em 1978, tentou-se negociar a retirada do Círculo Militar e seu restaurante, para uma intervenção de restauração no imóvel. Em 1980, com as muralhas parcialmente destruídas, a edificação passou por obras de emergência para garantir a estabilidade do conjunto remanescente. Sob responsabilidade do Ministério da Defesa, a partir de 1983, com recursos da Fundação Pró-Memória, o SPHAN realiza obras de conservação e restauração no forte, um dos mais procurados pontos turísticos da cidade, por sua localização privilegiada e seu sentido histórico, integrando o complexo histórico e religioso da cidade velha em Belém.

A partir de 1997, deixa de sediar o Círculo Militar e se inicia uma intervenção arquitetônica, transformando-o em espaço cultural com museu e aproveitando as suas instalações para apresentação de espetáculos musicais, teatrais, exposições temporárias e atividades sociais (TEIXEIRA, 2010: 53). O Forte foi revitalizado para uso museológico em 2002.

Hoje o Forte do Presépio é parte integrante do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia (que compreende a Igreja de Santo Alexandre, oito edificações anexas à igreja, Casa das Onze Janelas, anexos, jardins, áreas de entorno, e o Museu do Forte do Presépio), fazendo parte do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado do Pará.



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Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Forte do Castelo de Belém
Página da enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, que se localiza na baía do Guajará, na ponta de Maúri, à margem direita da foz do rio Guamá, dominando a entrada do porto e o canal de navegação que costeia a ilha das Onças, atual cidade de Belém, no Estado do Pará, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_do_Castelo_de_Bel%C3%A9m
A Fortaleza Brasil
Website da Academia de História Militar terrestre do Brasil, apresentando histórico acerca das seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de São João da Bertioga, Fortaleza de Santa Cruz, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, Forte dos Reis Magos, Forte das Cinco Pontas, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo, Real Forte Príncipe da Beira, Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, Forte Novo de Coimbra, Forte da Ponta da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacana.

http://www.ahimtb.org.br/fortbrasil.htm
Fortificações no Brasil
Website Brasil Viagem, com textos versando sobre as seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro; Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro; Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, no Ceará; Forte do Castelo, no Pará; Forte dos Reis Magos, no Rio Grande do Norte.

http://www.brasilviagem.com/materia/?CodMateria=52&CodPagina=184
Forte do Presépio
Website Pará Turismo, versando sobre o Forte do Presépio, que se localiza na cidade de Belém, Estado do Pará.

http://www.paraturismo.pa.gov.br/saibamais/fortedopresepio.asp

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Contribution

Updated at 15/08/2017 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Projeto Fortalezas Multimídia (Michele) (40), Roberto Tonera (3), Projeto Fortalezas Multimidia (Elisangela) (2).


  • Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém

  • Forte do Castelo; Forte do Presépio; Forte do Presépio de Belém; Forte do Santo Cristo

  • Fort

  • 1616 (AC)


  • Francisco Caldeira de Castelo Branco


  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Patrimônio Histórico Nacional.
    Livro Histórico: Inscrição:353, Data:28-8-1962.
    Nº Processo:0644-T-61.


  • Secretaria de Cultura do Estado do Pará

  • (91) 4009-8826


  • Tourist-cultural Center
    O Forte é um dos mais procurados pontos turísticos da cidade, por sua localização privilegiada e seu sentido histórico, integrando o complexo histórico e religioso da cidade velha em Belém. Nele hoje funciona o Museu do Forte do Presépio, administrado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará.

    Os circuitos expositivos são: o “Sítio Histórico da Fundação de Belém”, composto pela própria edificação com seus vestígios arquitetônicos e artilharia militar; e o “Museu do Encontro”, que versa sobre o processo de colonização portuguesa na Amazônia em três momentos – pré-contato, contato e resultado do contato. O acervo inclui artefatos líticos e cerâmicos pré-históricos, além da cultura material proveniente das escavações no próprio sítio histórico e seu entorno, bem como artefatos e iconografias de grupos indígenas contemporâneos.

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Pará
    City: Belém

    Praça Dom Frei Caetano Brandão, s/n - Cidade Velha, Belém - Pará, CEP: 66020-600.


  • Lat: 1 27' 16''S | Lon: 48 30' 19''W


  • O Forte do Presépio está localizado no Centro Histórico da cidade de Belém é parte integrante do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia (que compreende a Igreja de Santo Alexandre, oito edificações anexas à igreja, Casa das Onze Janelas, anexos, jardins, áreas de entorno, e o Museu do Forte do Presépio), fazendo parte do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado do Pará.

  • Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 15h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 13h.
    Taxa de visitação: R$ 6,00, com meia-entrada para estudante, gratuidade para idosos e crianças até 7 anos. Há isenção de ingressos para escolas agendadas (públicas e particulares), órgãos públicos agendados, idosos e para pessoas com necessidades especiais. Às terças-feiras a visitação é gratuita a todos. Os agendamentos para visitas monitoras devem ser feitos para o telefone: (91) 4009-8845

    O número médio de visitantes anuais do forte é de cerca de  60 mil pessoas, sendo 6 mil entradas gratuitas. 

    Sem vaga própria de estacionamento.

    Contato: (91) 4009-8826
    http://www.secult.pa.gov.br/content/museu-do-forte-do-pres%C3%A9pio

    Os circuitos expositivos são: o “Sítio Histórico da Fundação de Belém”, composto pela própria edificação com seus vestígios arquitetônicos e artilharia militar; e o “Museu do Encontro”, que versa sobre o processo de colonização portuguesa na Amazônia em três momentos – pré-contato, contato e resultado do contato. O acervo inclui artefatos líticos e cerâmicos pré-históricos, além da cultura material proveniente das escavações no próprio sítio histórico e seu entorno, bem como artefatos e iconografias de grupos indígenas contemporâneos.


  • Estava, inicialmente, artilhado com doze peças.
    Em 1868, a praça estava artilhada com vinte e sete peças: dois canhões Parrot, calibre 100mm, dois canhões Withworth calibre 70mm (90mm?), quatro obuses Paixhans calibre 80 (canhões Paixhans calibre 90mm?), e antigos canhões de alma lisa: doze de calibre 24, dois de 18 e cinco de 9.

  • Constituía-se, inicialmente, de faxina e terra, com alojamentos cobertos de palha.

  • Em 1980, após suas muradas terem sido parcialmente destruídas, a edificação passa por obras de emergência para garantir a estabilidade do remanescente.
    Em 1983, a SPHAN/proMemória, através da primeira Diretoria Regional, sediada em Belém, realiza obras de conservação e restauração de diversos monumentos do patrimônio inclusive do Forte do Castelo. Sob a responsabilidade do Exército, passou por várias modificações para abrigar a sede social do Círculo Militar de Belém. Suas linhas foram totalmente alteradas.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.
    Danificada, essa primitiva fortificação foi substituída por outra mais sólida, de taipa de pilão e esta, por sua vez, em 1621, por uma terceira, agora com um baluarte artilhado com quatro peças, um torreão, e alojamento para 60 praças.
    Arruinada pelos combates e pelo clima, sofreu reparos em 1632 e 1712.
    Novos reparos são efetuados em 1759 e em 1773 (GARRIDO, 1940:30-31; BARRETTO, 1958:39-40).
    À época da Independência, o forte foi reedificado, para ser desativado na Regência pelo Aviso Ministerial de 24/dez/1832, que extinguiu os Comandos dos Fortes, Fortins e pontos fortificados, desarmando-os.
    Após ter sido quase arruinado durante a Cabanagem, foi reconstruído e rearmado a partir de 1850 durante o governo de Jerônimo Francisco Coelho, Presidente da Província do Pará, quando ganha novos quartéis para tropa, casa do comandante, ponte sobre o fosso, portão e uma muralha de cantaria pelo lado do rio Guamá. Em 1868 ainda estão em progresso obras complementares.
    Completamente descaracterizado, o monumento sofreu diversas intervenções no passado, entre as quais várias modificações para abrigar a sede social do Círculo Militar de Belém.
    Em 1980, com as muralhas parcialmente destruídas, a edificação passou por obras de emergência para garantir a estabilidade do conjunto remanescente. Sob responsabilidade do Ministério da Defesa, a partir de 1983, com recursos da Fundação Pró-Memória, o SPHAN realiza obras de conservação e restauração no forte.
    O Forte foi revitalizado para uso museológico em 2002, quando o monumento passou a abrigar o Museu Forte do Presépio, administrado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará.




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