Real Fuerte de la Concepción

Aldea del Obispo, Salamanca - Spain

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O “Real Fuerte de la Concepción” localiza-se a cerca de um quilómetro a oeste de Aldea del Obispo, na província de Salamanca, Comunidade Autónoma de Castela e Leão, em Espanha.

Situa-se próximo à ribeira de Tourões — que assinala a fronteira com Portugal —, a nove quilómetros da Praça-forte de Almeida, que confrontava.

História

O forte seiscentista

Foi erguido no contexto da Guerra da Restauração (1640-1668), por forças espanholas, após a assinatura do Tratado dos Pirenéus (1659) entre a França e a Espanha, por cujos termos Filipe IV de Espanha (1621-1665) era reconhecido como rei de Portugal e da Catalunha.

A Espanha preparou três exércitos para invadir Portugal, e o comando do exército central foi entregue ao general Gaspar Téllez-Girón y Sandoval, 5.º duque de Osuna. Este concebeu o projeto de erguer uma fortificação que servisse de base para o seu exército. Embora apenas tenha sido autorizado a fortificar o Vale da Mula (no lado português da fronteira), o duque, com a colaboração dos seus engenheiros, dirigidos pelo engenheiro militar francês Simón Jocquet, deu início às obras no Cerro de Gardón (no lado espanhol).

Os trabalhos tiveram início em 8 de dezembro de 1663, dia da Imaculada Conceição, padroeira da fortificação. A primeira etapa construtiva estava concluída em apenas 40 dias, a 20 de janeiro de 1664, sendo comunicado ao Conselho de Guerra que era capaz de acolher uma guarnição de 1500 infantes e 200 cavalos. Constituía-se num amplo forte de planta quadrada, com baluartes pentagonais nos vértices, e muralhas em faxina e terra apiloada.

As tropas do duque foram derrotadas pelas portuguesas na batalha de Castelo Rodrigo (8 de junho de 1664), o que custou o comando ao duque de Osuna. Ao mesmo tempo, na Corte espanhola, o Conselho de Guerra ordenou a demolição do forte, o que foi realizado, de forma parcial, a 30 de outubro do mesmo ano (1664).

O forte setecentista

Entre 1730 e 1735 voltou-se a prestar atenção ao enclave. José Patiño y Rosales, Secretário de Estado de Felipe V de Espanha (1700-1746), compreendeu que o antigo forte era necessário para estabelecer uma linha de fortificações espanholas que confrontassem as praças-fortes de Portugal em Olivença, Elvas, Valença do Minho e, sobretudo, Almeida. A 30 de novembro de 1735 foi encomendado ao engenheiro militar Pedro Moreau o projeto do novo “Fuerte de la Concepción”. Aproveitando os trabalhos de terraplanagem e escavação realizados 70 anos antes, este profissional redigiu os contratos para a execução das obras, acautelou os meios e materiais de construção, e dirigiu os trabalhos, que tiveram início a 1 de maio de 1736. Outros projetos afastaram Moreau desta construção entre 1740 e 1747 (período em que se encarregou dos trabalhos de fortificação de Orão e de Cádiz) e de 1750 a 1753 (quando foi substituído por Antonio de Gaver e Juan Giraldo de Chaves). A partir dos fins de 1753 voltou a dirigir novamente os trabalhos, que estavam concluídos em 1758. A partir de 1737 também participou na construção do forte o arquiteto e escultor Manuel de Lara Churriguera, autor da decoração da porta de armas, embora o escudo seja atribuído a seu irmão José de Lara Churriguera.

No contexto da Guerra do Pacto de Família (1761-1763) forças franco-espanholas invadiram Portugal em duas ocasiões. Na segunda, sob o comando do conde de Aranda, pelas Beiras, foram conquistadas as praças de Almeida e Castelo Branco, entre outras. Nesta ocasião, embora o “Real Fuerte de la Concepción” tenha sido utilizado como aquartelamento, não se registaram hostilidades no seu entorno.

A Guerra Peninsular

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) a fortificação caiu em mãos francesas: a 24 de maio de 1808 tropas napoleónicas sob o comando do general Louis Henri Loison marcharam sobre a Praça-forte de Almeida; a 12 de junho Loison voltou a sua atenção para o Fuerte de la Concepción. A coluna francesa informou o governador deste último que chegara para revezar-lhe a guarnição. Receoso das intenções da coluna francesa, o governador e a guarnição rapidamente abandonaram o forte pela poterna, e Loison passou a ocupar tanto a Praça-forte de Almeida quanto o Fuerte de la Concepción. A 16 de junho Loison recebeu ordens para marchar sobre a cidade do Porto para reprimir uma insurreição dos portugueses contra a ocupação francesa. Loison levantou acampamento e, a caminho de Mesão Frio, 93 quilómetros a noroeste de Almeida, as suas tropas foram detidas por insurgentes portugueses. Em retirada para Almeida, Loison recebeu um novo despacho do general Jean-Andoche Junot, ordenando-lhe que marchasse agora sobre Lisboa que ameaçava insurgir-se. Antes de deixar Almeida, Loison fez transferir a artilharia e a guarnição do Fuerte de la Concepción para Almeida e fez explodir os baluartes a norte do forte visando inutilizá-lo caso caísse em mãos inimigas.

Após a assinatura da Convenção de Sintra (30 de agosto de 1808), e a retirada das tropas francesas de Portugal (outubro de 1808), forças luso-britânicas ocuparam a Praça-forte de Almeida e o Fuerte de la Concepción. Apesar da retirada do general Sir John Moore para A Coruña em janeiro de 1809 ambas permaneceram nas mãos das forças luso-britânicas.

Incapaz de assumir pessoalmente o comando do Exército de Portugal (em francês “Armée du Portugal”), Napoleão Bonaparte nomeou o marechal André Masséna para a função (abril de 1810). Esta nova força era composta por três corpos, ascendendo a um efetivo de 65.000 homens, a que seria acrescido um reforço de mais 20.000 soldados, assim que estivessem prontos.

No lado oposto, em maio de 1810 as forças de Wellington estavam a fortalecer-se em número de efetivos e quantidade de suprimentos. Enquanto isso, a rede de espionagem de Wellington informou-o da nomeação de Masséna e um tenente francês, que havia desertado para uma das unidades de Craufurd, revelou que o marechal francês tinha conduzido 80.000 homens para a província e estava a preparar-se para invadir Portugal com a brevidade possível. A resposta de Wellington a uma invasão iminente por Ciudad Rodrigo foi fortalecer as defesas portuguesas na fronteira. Para esse fim, ordenou a refortificação do Fuerte de la Concepción, nomeadamente a reparação dos baluartes parcialmente destruídos pelos franceses em retirada em 1808. O Brigadeiro-General William Cox, governador militar de Almeida foi encarregado das obras e tentou recrutar trabalhadores espanhóis, mas, sem sucesso, foi forçado a recorrer a soldados portugueses do Regimento de Infantaria de Viana (n.º 9). Os trabalhos foram supervisionados pelo capitão do “Corps of Royal Engineers”, John Burgoyne. Assim como as forças portuguesas, Burgoyne também contava com uma pequena força de pedreiros e carpinteiros portugueses qualificados. Essa força de trabalho conjunta procedeu à remoção de escombros desimpedindo os fossos circundantes e ergueu paliçadas. Procederam-se reparos nos baluartes danificados no setor norte do forte. A ponte de acesso foi reparada, assim como a ponte levadiça, os caminhos cobertos e os portões. Burgoyne também ordenou a escavação de minas sob os dois baluartes anteriormente não danificados. Seis toneladas de pólvora em barris foram dispostas em cada uma das quatro meia-luas, e barris de pólvora foram empilhados nas casamatas nas paredes das cortinas adjacentes aos quatro baluartes. Mais explosivos foram dispostos no arco central do reduto da fortificação e as casamatas a sul e a leste foram preparadas com um total de três toneladas de pólvora. A estratégia por trás da colocação desses explosivos era a de que, caso a fortificação estivesse na iminência de cair em mãos francesas, a guarnição luso-inglesa em retirada faria saltar as cargas, destruindo a fortificação para impedir os franceses de utilizá-la como base para atacar Almeida.

Uma vez que as reparações haviam sido executadas, o Brigadeiro Cox manteve como guarnição no forte os portugueses do Regimento de Infantaria n.º 9, juntamente com 120 artilheiros enviados de Almeida. Também enviou dois obuses, quatro conjuntos de seis peças e quatro conjuntos de oito peças. Juntamente com a artilharia enviou 12.000 rações, 10.000 cartuchos de munição e 100 balas para cada peça de artilharia fornecida. Cox estacionou ainda quatro companhias do 45th Foot, divididas entre as povoações vizinhas de Aldea del Obispo (Espanha) e Vale da Mula (Portugal). Estas tropas poderiam reforçar rapidamente o forte caso este viesse a ficar sob ataque.

A 26 de abril de 1810, as forças francesas do Exército de Portugal assumiram posições para o assédio à Praça-forte de Ciudad Rodrigo, como prelúdio para a planeada invasão de Portugal. Sob o plano de Masséna as suas forças necessitavam capturar esta cidade fronteiriça para utilizá-la como base de operações para a invasão. A 25 de junho um preocupado Wellington decidiu visitar a Praça-forte de Almeida. Ali manteve conversações com o Brigadeiro-General Cox, e inspecionou as estruturas defensivas, assim como as posições ao longo da fronteira, escoltado por elementos das Divisões Ligeiras de Crauford. Também visitou o Fuerte de la Concepción, inspecionando as reparações efetuadas e os preparativos efetuados pelo Capitão Burgoyne. Após essa visita de inspeção, Wellington retornou a Almeida e redigiu um memorando para Crauford sugerindo modificações e melhorias que ele deveria fazer. Juntamente com estas recomendações foram apresentadas sugestões de como deveria se processar uma eventual retirada tática quando, como Wellington esperava, os franceses atacassem a fronteira.

O assédio a Ciudad Rodrigo terminou a 9 de julho quando, rompidas as muralhas da praça pelo fogo da artilharia francesa, o seu governador militar, Don Andrés Perez de Herrasti capitulou com a sua guarnição de 5.500 homens, ao VI Corpo francês, sob o comando do Marechal Michel Ney. Embora operação de assédio tenha tido a virtude de atrasar em mais de um mês os planos de Masséna para invadir Portugal, os franceses estavam prontos agora para marchar rumo a oeste, na direção da Praça-forte de Almeida com o Fuerte de la Concepción em seu caminho.

Mesmo antes da capitulação de Ciudad Rodrigo, os franceses tinham sondado as defesas luso-britânicas a oeste da praça, em direção à fronteira. A 4 julho, o general Junot tinha acompanhado o general Sainte-Croix numa missão de reconhecimento da área. Após diversas escaramuças e ações, Junot reconheceu o Fuerte de la Concepción após o que retirou todas as suas forças para Ciudad Rodrigo. Estratégicamente Wellingtons instruiu Burgoyne para que se preparasse para a retirada da guarnição e a demolição do forte com as cargas já preparadas. Na mesma data (4 de julho) as tropas portuguesas do Regimento de Infantaria n.º 9, a bateria portuguesa de artilharia e as quatro companhias do 45th Foot haviam retirado e se reunido à Divisão de Picton, perto de Pinhel. No forte as três companhias portuguesas de Caçadores que haviam sido deixadas de guarnição, foram substituídas pelos cavaleiros do 14.º de Dragões Ligeiros e por duas companhias do 95th Rifles.

Nas primeiras horas da manhã no dia 21 de julho o 25.º de Dragões de Loison e o 3.º de Hussardos, juntamente com tropas de infantaria, cruzaram a corrente do Dos Casas e rapidamente avançaram para a colina acima de Aldea del Obispo em direção ao Fuerte de la Concepción. Diante deles, em plena retirada encontrava-se o 14.º de Dragões Ligeiros britânico. O capitão Brotherton enviou um dos seus oficiais à frente das tropas em retirada para informar Burgoyne que os seus Dragões Ligeiros estavam a recuar e que o tempo era curto antes que os franceses penetrassem no forte. Brotherton foi capaz de retardar os franceses o suficiente para os estopins das minas de Burgoyne serem acesas. Às 04h45 elas explodiram, atirando escombros de alvenaria do forte em toda a zona rural circundante. Um certo número de dragões e suas montarias foram apanhados e mortos pela explosão. Burgoyne relatou que um lado da fortificação tinha explodido, embora se declarasse incapaz de atestar um relatório preciso dos danos devido ao fato de que as forças britânicas necessitaram evacuar rapidamente o forte antes que todas as quatro minas tivessem explodido. Na realidade, quando os franceses tomaram posse da praça, descobriram que apenas uma das três minas havia detonado. Registaram-se várias outras explosões menores na estrutura, mas as defesas do forte foram severamente comprometidas.

Loison, sob as ordens de Ney, tomou posse do forte e seu planalto circundante pela segunda vez. Como antecipado, os franceses usariam agora a vizinhança do mesmo com a Praça-forte de Almeida para utilizá-lo como base de apoio para acometer Almeida. Iniciou-se assim um novo período de atividade, que envolveu a preparação do forte como quartel-general do marechal Masséna. Os integrantes do Estado-Maior de Masséna mudaram-se para as casamatas à prova de bomba remanescentes, assim como as suas montarias. O Primeiro Ajudante-de-Campo de Masséna, Pelet, também se aquartelou em uma casamata. Com esse afluxo de oficiais e soldados para o forte, alguns recursos foram adicionados, incluindo a instalação de quatro fornos de cozimento de pão e muitos padeiros. Para guarnecer o forte foram destacadas três brigadas de infantaria de Taupin.

O exército francês impôs sítio a Almeida em 25 de julho de 1810. A 16 de agosto Masséna estabeleceu quartel nos antigos aposentos do Governador do forte para supervisionar pessoalmente as operações de assédio. No entanto, a estadia de Masséna no Fuerte de la Concepción foi curta. A 26 de agosto Almeida capitulava e as forças de Masséna ocuparam-na rapidamente para, em seguida, avançarem em direção a Lisboa. As táticas de Wellington para atrasar Masséna ao longo da fronteira na altura de la Concepcion, assim como a sua retirada tática daquele trecho da fronteira haviam proporcionado o tempo necessário para construir as Linhas de Torres Vedras, que por fim, forçariam os franceses para fora de Portugal.

Em outubro, o exército de Masséna defrontou-se com as Linhas de Torres Vedras, construídas para a defesa da capital, Lisboa. A cada dia o exército luso-britânico, sob o comando de Wellington, tornava-se mais forte, com a chegada de tropas de reforço, suprimentos e armamentos da Grã-Bretanha. O Exército Português encontrava-se agora bem treinado e o seu efetivo havia aumentado. Napoleão, apesar dos insistentes pedidos de Masséna, apenas havia enviado mais 7.000 homens para reforçar o Exército de Portugal. Mas o maior obstáculo para Masséna era a falta de suprimentos. Em março de 1811, o seu exército estava faminto e as suas munições e pólvora quase esgotadas.

A 5 de março de 1811, Masséna ordenou a retirada de Portugal. A apenas 13 quilómetros a sul do Fuerte de la Concepción situa-se a vila fronteiriça de Fuentes de Oñoro. A derrota das forças de Masséna na batalha de Fuentes de Oñoro (3-4 de maio de 1811) foi a derradeira ação que marcou a expulsão dos franceses de Portugal.

Antes da batalha, o exército luso-britânico de Wellington havia tomado posições ao longo da linha de colinas baixas entre o Fuerte de la Concepción em direção a Fuentes de Oñoro. Ao ver esta disposição, e sem ordens positivas para resistir, a pequena guarnição francesa no forte rapidamente retirou, abandonado a posição sem lhe causar novos danos.

Do século XIX aos nossos dias

O antigo forte permaneceu abandonado por cinco décadas, período em que os habitantes da região passaram a reaproveitar a sua cantaria nas próprias edificações. Em 1860 o Estado vendeu-o a particulares.

Encontra-se classificado como "Bien de Interés Cultural” desde 6 de agosto de 1992, sob o n.º RI-51-0007293 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.

Tendo recaído uma vez mais em abandono, em 2006 o forte foi vendido uma vez mais a particulares. Os seus novos proprietários iniciaram a partir de então uma extensa intervenção de restauro, e requalificação como hotel de luxo (Hotel Domus Real Fuerte de la Concepción) e restaurante especializado na gastronomia regional, inaugurados em 2012. A intervenção recebeu, em 2014 o prémio de melhor restauração de um edifício militar em Espanha.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de enquadramento rural, isolado.

Apresenta planta quadrada, com cortinas de granito com mais de 51 metros de comprimento e 9,5 metros de altura, do fosso até ao cordão, que delimitam uma praça de armas de 50 metros de lado. Em cada uma delas abrem-se nove naves ou casernas com 19 metros de profundidade e 6 de largura, recobertas por abóbadas à prova de bombas. Em três dos lados essas dependências estavam destinadas ao alojamento de oficiais, soldados e cavalos, e contavam com iluminação e chaminés, exceto as três centrais que apenas serviam de passagem para as poternas que se abriam sobre os fossos, defronte da gola dos revelins. As da cortina da porta principal estavam destinadas, as laterais a armazéns de víveres, rações para os animais, e paióis, e as centrais a corpos de guarda.

Cada um dos vértices é formado por um baluarte maciço de forma pentagonal, denominados “do Rei” e “da Rainha”, os que se encontram voltados a Portugal, e “do Príncipe” e “do Infante” os voltados a Aldea del Obispo.

Diante dos lenços da muralha erguem-se os revelins, também de planta pentagonal, com gola aberta, fortemente defendidos a coberto da fortificação, e que também facilitavam um possível reforço ou retirada. No revelim oriental, abria-se a entrada que permitia o acesso de carroças e carruagens a partir do exterior e onde se iniciava a ponte que conduzia ao portão de armas.

As coberturas das casernas, dos baluartes e dos revelins constituíam as baterias, com capacidade para 59 peças no corpo principal, e mais 9 em cada revelim, protegidas por merlões.

Um profundo fosso envolvia a fortificação e os revelins, cujo plano se erguia 4 metros até ao exterior, formando um caminho coberto provido de banqueta para a fuzilaria, contraescarpa, e de traveses para impedir qualquer infiltração do inimigo.

Para defender o ponto mais alto da colina, em direção a sua extensão Sul foi construído um reduto na forma quase de um hornaveque ("Reducto de San José"), com as características gerais do forte, artilhado com nove peças e dotado de quartéis e armazéns, com abóbadas à prova de bombas.

O forte e o reduto ligavam-se por meio de um caminho coberto acedido a partir do fosso por uma capoeira. A meio caminho foi erguido um quartel de cavalaria, de duas partes semicirculares, separadas pelo caminho, artilhado com dez peças, e com acomodações para 90 cavalos e seus cavaleiros em cada uma das suas partes. Internamente era dividido em dois pisos: o inferior com cochos de pedra e, afirma-se, com água corrente para os cavalos, e o superior, com os dormitórios para os homens, com seteiras para defesa e cobertura à prova de bombas.

El Fuerte de la Concepción era una de las fortificaciones más perfectamente concebidas y construidas en la península. Asombrado por su belleza, simetría y diseño, un soldado del 95º de Fusiles, que sirvió allí, describió sus bellas proporciones que habían provocado la admiración de muchos observadores; igualmente, un oficial británico al servicio de los portugueses declaró: Nunca vi una fortificación más completa y perfecta a prueba de bombas e incluso establos para 200 caballos. Situado en la cima de una colina entre el pueblo español de Aldea del Obispo y el portugués de Vale da Mula, el fuerte estaba perfectamente dispuesto, resguardado y construido. El hábil ingeniero había calculado todo al detalle (…)

Donald D. Horward. Napoleón y la Península Ibérica - Ciudad Rodrigo y Almeida 1810, dos asedios análogos.



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Con el objetivo de valorizar el patrimonio cultural y arquitectónico de los centros históricos fortificados del espacio transfronterizo hispano-luso, el proyecto FORTIFIC-ARTE llevará a cabo diferentes acciones tendentes a promocionar e impulsar el conocimiento de los valores etnológicos de índole cultural, como recurso para el desarrollo económico del territorio de frontera. De igual forma se acometerán diversas intervenciones para propiciar la investigación, el estudio y documentación del patrimonio arquitectónico fortificado del entorno hispano-luso, con la intención de favorecer la atracci

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Contribution

Updated at 25/07/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Real Fuerte de la Concepción


  • Fort

  • 1663 (AC)

  • 1664 (AC)


  • Philip IV of Spain

  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como "Bien de Interés Cultural” desde 6 de agosto de 1992, sob o n.º RI-51-0007293 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.



  • +34 923 10 99 90


  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Salamanca
    City: Aldea del Obispo

    Av. de Portugal, s/n
    37488 Aldea del Obispo, Salamanca, Espanha


  • Lat: 40 -43' 49''N | Lon: 6 48' 16''W






  • 2006-2012: intervenção de restauro e requalificação como hotel de luxo e restaurante especializado em gastronomia regional.




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