Fort of San Pedro de la Roca

Santiago de Cuba, Santiago de Cuba - Cuba

O "Forte de San Pedro de la Roca" (em castelhano “Castillo de San Pedro de la Roca”) também referido como “Castillo del Morro” localiza-se na margem esquerda da barra do canal de acesso à baía de cidade e estado de Santiago de Cuba, em Cuba.

Considerado pelos estudiosos como uma jóia arquitetónica de indiscutível valor estético e histórico, não deve ser confundido com o Forte de San Felipe del Morro, em San Juan de Puerto Rico, cuja traça é similar.

História

A primitiva fortificação do local foi uma estrutura de menores dimensões, erguida entre 1590 e 1610.

O forte foi desenhado em 1637 por Giovanni Battista Antonelli, “El Mozo” (1585-1649), neto do célebre engenheiro militar de origem milanesa Giovanni Battista Antonelli, por solicitação do então governador de Santiago de Cuba, Pedro de la Roca de Borja, com a função de defesa contra os ataques de corsários e piratas. Os trabalhos iniciaram-se em 1638 sob a direção de Antonelli até 1645, quando ele foi chamado de volta a Cuba, e prosseguiram – com interrupções -, até serem concluídas em 1700. Outros exemplos do trabalho de Antonelli podem ser apreciados nas fortificações gémeas do Fuerte del Cojimar e do Torreón de la Chorrera (Fuerte de Santa Dorotea de Luna de Chorrera).

Com o forte ainda em construção, em 1662 flibusteiros ingleses sob o comando de Christopher Myngs apossaram-se da cidade de Santiago por duas semanas e, nesse período, destruíram parte da fortificação e capturaram parte da sua artilharia. Após terem partido, o governador espanhol ordenou a reconstrução da parte destruída no forte, e aumentou a sua guarnição para 300 homens. Desse modo, entre 1663 e 1669 os engenheiros militares Juan Císcara Ibáñez, Juan Císcara Ramirez e Francisco Perez trabalharam para reparar os danos e reforçar as defesas do forte, fortalecendo-lhe os flancos e construindo uma nova plataforma para a artilharia. Em 1678 a fortificação repeliu com sucesso o ataque de uma esquadra francesa e, em 1680 outro ataque, de uma força de 800 homens sob o comando de Franquesma, o segundo-em-comando dos flibusteiros das Antilhas.

Entre 1675 e 1692 a fortificação sofreu extensos danos por uma série de terramotos, e as reparações foram feitas sob a direção do engenheiro Francisco Pérez entre 1693 e 1695.

No século XVIII, de 1738 a 1740 novos trabalhos tiveram lugar, sob a supervisão do engenheiro militar Antonio de Arredondo, que aumentou a área da cidadela e completou algumas das plataformas inacabadas, tendo Juan Martín Cermeño e Francisco Calderín efetuado as mudanças finais ao conjunto, após ter sido uma vez mais danificado pelos terramotos entre 1757 e 1766.

Por volta de 1775, o medo de novos ataques havia diminuído, e as partes da fortaleza conhecias como “La Roca” e “La Estrella” foram convertidas em cárcere para prisioneiros políticos, embora o restante das instalações tenha continuado a ser utilizado como uma base militar.

No contexto da Guerra Hispano-Americana (1898), voltou a entrar em combate, quando a frota dos Estados Unidos atacou Santiago de Cuba.

Durante o século XX, a fortificação entrou em declínio, vindo a conhecer intervenção de conservação e restauro na década de 1960, com projeto do arquiteto cubano Francisco Prat Puig.

A fortificação foi declarada como Património Mundial pela UNESCO em 1997, referida como o melhor preservado e mais completo exemplar de arquitetura militar espanhola nas Américas.

Atualmente as suas instalações abrigam o "Museo de Piratería", assim como um espaço dedicado à batalha naval que se feriu na baía, no contexto da Guerra Hispano-Americana (1898). Do mesmo modo que em Havana, diariamente, ao pôr-do-sol, tem lugar a cerimónia do "cañonazo", com personagens trajados com uniformes de época.

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo abaluartado, de enquadramento rural, isolado, na cota de 60 metros acima do nível do mar.

O projeto de Antonelli foi adaptado à localização da fortificação, entre os lados íngremes do promontório (o morro do qual a fortaleza recebeu o seu nome) sobre a baía. Foi construído como uma série de terraços; distribuía-se em quatro níveis principais e contava com três grandes baluartes para acolher a artilharia. Os suprimentos chegavam pelo mar e eram armazenados num depósito de grandes dimensões, escavado diretamente na rocha, ou transportados para o nível superior, que abrigava a cidadela.



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Contribution

Updated at 28/09/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Fort of San Pedro de la Roca

  • Castillo de San Pedro de la Roca, Castillo del Morro

  • Fort

  • 1638 (AC)

  • 1700 (AC)

  • Juan Battista Antonelli “El Mozo”

  • Philip IV of Spain

  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • UNESCO World Heritage
    Declarada como Património Mundial pela UNESCO em 1997.



  • +53 22 691569


  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Central America
    Country : Cuba
    State/Province: Santiago de Cuba
    City: Santiago de Cuba

    Santiago de Cuba, Cuba


  • Lat: 19 -59' 54''N | Lon: 75 52' 13''W






  • Década de 1960: intervenção de conservação e restauro, a cargo de Francisco Prat Puig.




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