Torreón de Cojímar

Havana, Havana - Cuba

O “Torreão de Cojímar” (em castelhano, “Torreón de Cojímar”), também referido como “Fortín de Cojímar”, localiza-se no antigo povoado de mesmo nome, atual cidade de La Habana, na província Ciudad de La Habana, em Cuba.

Tinha a função de defesa do porto de Cojímar, a leste da cidade, dos ataques de corsários e piratas, então frequentes na região.

História

O Governador Pedro Valdés (1602–1608) propusera a construção de fortificações nas bocas dos rios La Chorrera (Almendares) e Cojímar, respectivamente a oeste e a leste de Havana, como defesa contra os ataques ingleses. Posteriormente, outros governadores reiteraram a mesma necessidade à Coroa espanhola. Entretanto, o fim da ameaça resultou no abandono do projeto.

Em 1633 o Capitão-general marquês de Cadereyta e o Almirante Carlos de Ibarra vieram a Havana em comissão, incumbidos pela Junta de Guerra do Conselho das Índias de inspecionar o estado das obras das fortificações de La Fuerza, La Punta e El Morro. Ambos recomendaram que fortes de apoio fossem erguidos na boca daqueles dois rios uma vez que aqueles pontos eram ideais para o desembarque de forças inimigas em direção a Havana, encontrando-se além do fogo de artilharia das suas principais fortificações. Desse modo, por Real Cédula de 30 de janeiro de 1635, o então Governador Francisco Riaño Gamboa, recebeu ordens para construir as torres - em caráter de urgência –, devendo o México fornecer os fundos para a obra.

Nada aconteceu, entretanto, até que o Governador Álvaro de Luna y Sarmiento (1639–1647) completou o projeto de construção das duas torres, devido ao receio de possíveis ataques por neerlandeses e portugueses. Juan Bautista Antonelli, “o Moço”, o filho mais velho de Bautista Antonelli, construtor das fortificações de El Morro e de La Punta, construiu as torres. Anteriormente, em 1637, ele se encarregara das obras do Castillo San Pedro de la Roca em Santiago de Cuba.

As obras de La Chorrera foram concluídas em maio de 1646, a um custo de 20.000 ducados, idêntico ao de Cojímar, que seria concluído mais tarde, em 1649.

No início de 1762 Carlos III de Espanha (1759-1788) declarou guerra à Grã-Bretanha e, desse modo, a 6 de julho, o General George Keppel, Lorde Albemarle, com o Vice-Almirante Sir George Pocock como comandante naval, chegaram ao largo de Havana à frente de uma poderosa esquadra britânica formada constituída por numerosos navios de guerra, apoiada por cerca de 150 embarcações transportando milhares de homens. O ataque principal à cidade deu-se pelo leste, perto de Cojímar: a 10 de junho as forças britânicas iniciaram o bombardeamento naval do torreão, guarnecido por forças espanholas sob o comando do capitão Luis de Aguia e de Rafael de Cardenas, que responderam o fogo até ficarem sem munições. Três dias mais tarde, uma força de cerca de 2.000 homens desembarcou e capturou a torre. A oeste, em La Chorrera, do mesmo modo arrasada pelo fogo da artilharia britânica, desembarcou outro corpo de 2 mil homens. Conquistadas essas posições, os britânicos avançaram, vindo a conquistar o monte “vedado”, assim como o monte de Aróstegui, onde, posteriormente, os espanhóis viriam a erguer o Forte de El Principe. Com a tomada de Guanabacoa e a queda de El Morro, Havana foi forçada a render-se.

A ocupação britânica durou menos de um ano, encerrando-se com a assinatura do Tratado de Paris (1763), por cujos termos Havana e Manila eram devolvidas à Espanha. Em troca esta cedia a península da Flórida e a ilha de Menorca à Grã-Bretanha, e comprometia-se a pagar um resgate de 2 milhões de libras (o “resgate de Manila”), que nunca foi integralmente pago pela Espanha. A Espanha também recebia o extenso território francês da Louisiana como compensação por sua intervenção no conflito ao lado dos franceses.

Em Havana, o monte “vedado” voltou a sê-lo outa vez, e o Torreão de Cojímar foi reconstruído em 1763.

Encontra-se classificado na Lista do Património da Humanidade pela UNESCO no conjunto da "Ciudad vieja de La Habana y su sistema de fortificaciones" desde 1982.

Atualmente encontra-se ocupado pela Guarda Costeira Cubana.

Junto a esta torre, emoldurado por um arco em estilo neoclássico, encontra-se um busto do escritor estadunidense e Prémio Nobel de Literatura em 1954, Ernest Hemingway, fundido após a sua morte (1961) pelos pescadores de Cojímar, com o metal das âncoras de suas embarcações, assinalando o local onde o escritor atracava o seu barco, "Pilar", e instalado em 1962.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de enquadramento urbano.

Similar na sua planta e função ao "Torreón de la Chorrera", Antonelli conferiu-lhes uma planta quadrada, com 80 pés de lado e 40 de altura, artilhados com 5 peças a uma altura de 20 pés, e mais 6 na cobertura. Eram acedidos por escadas fixas, separadas do corpo principal de cada torreão, aos quais se ligavam por pontes levadiças. Os torreões contavam ainda com cisternas, depósitos de munições de boca e de guerra, e quartel para uma guarnição de até 50 homens. A sua defesa era complementada por um largo fosso inundado.



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Contribution

Updated at 25/09/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Torreón de Cojímar

  • Fortín de Cojímar

  • Fortified Tower


  • 1649 (AC)

  • Juan Battista Antonelli “El Mozo”

  • Philip IV of Spain

  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • UNESCO World Heritage
    Encontra-se classificado na Lista do Património da Humanidade pela UNESCO no conjunto da "Ciudad vieja de La Habana y su sistema de fortificaciones" desde 1982.





  • Military Active Unit

  • ,00 m2

  • Continent : Central America
    Country : Cuba
    State/Province: Havana
    City: Havana



  • Lat: 23 -11' 58''N | Lon: 82 17' 41''W


  • Malecon








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