Casa-Forte do Rancho dos Bugres de Pedras Grandes

Pedras Grandes, Santa Catarina - Brasil

Pesquisa de Imagens da fortificação

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Mídias (137)

Imagens (137)

A  Casa-Forte do Rancho dos Bugres, hoje em ruínas, localiza-se no bairro Rancho dos Bugres,  no município de Pedras Grandes, Santa Catarina, Brasil.

Trata-se de uma construção fortificada até recentemente (outubro de 2017) desconhecida da historiografia catarinense. A antiga construção de pedra encontrava-se revestida de argamassa e incorporada a uma moradia contemporânea, de propriedade particular, cuja reforma empreendida no imóvel em 2017 veio a evidenciar as estruturas remanescentes da fortificação.

Embora se trate de um imóvel particular, o proprietário estabeleceu acordo com a Prefeitura Municipal de Pedras Grandes, visando a preservação da construção e sua restauração e revitalização como equipamento turístico e cultural da cidade.

Ainda há pouca informação sobre a data de construção, proprietário original e finalidade desta casa-forte. A hipótese mais provável, no momento, é que tenha funcionado com posto de registro e controle da passagem de pessoas e do trânsito de mercadorias no trajeto entre o litoral e o planalto catarinense.

A construção tem praticamente a forma de um quadrado (cerca de 5,90 m X  5,10 m de medidas internas), em alvenaria de pedra (arenito). Nos paramentos externos a pedra é talhada em blocos (cantaria apicoada), com esmerado acabamento aparente, sem revestimento de reboco. Nos paramentos internos, no entanto, a textura irregular da alvenaria denota que o acabamento final original deve ter sido executado com revestimento de argamassa (reboco). A cobertura, agora desmontada, era em duas águas, com empena triangular frontal e posterior em alvenaria de pedra (a empena frontal foi reconstruída em 1904 com tijolos cerâmicos maciços).  O telhamento era realizado com peças cerâmicas do tipo capa e canal. A estrutura de madeira apresenta sambladuras e encaixes com "torninhos" roliços de madeira (cravilhas) e frechais de madeira sobre toda a espessura do topo das alvenarias. As peças de madeira da cobertura e as antigas telhas encontram-se ainda desmontadas e preservadas no interior do imóvel.

As esquadrias (portas e janelas) possuem forras (requadros) de pedra em cantaria, com dobradiças remanescentes compostas de gonzos de ferro cravados na alvenaria de pedra. Curiosamente, todas as quatro janelas possuem alturas diferenciadas de parapeitos e vergas. As janelas possuem internamente na sua parte superior um arco de descarga em tijolos maciços para suportar o peso da alvenaria acima da altura da verga. Além das janelas, a construção possui três seteiras de vigia, muito bem construídas em pedra talhada (cantaria), aberturas típicas de construções fortificadas.

A área interna, sem piso, aparenta indicar a divisão do imóvel em três pequenos cômodos. o maior deles ocuparia a metade da construção, e conteria as três seteiras da casa-forte, além de duas janelas e uma porta externa. Os outros dois cômodos menores dividem igualmente a outra metade da casa, com uma janela em cada parede oposta.

A argamassa de assentamento da alvenaria possui vestígios de conchas marinhas, provavelmente em função da utilização de areia e/ou cal de conchas proveniente da região litorânea.

O esmerado acabamento da construção leva a crer que tenha sido executada por mão de obra qualificada e sob orientação técnica especializada (talvez um engenheiro militar).

Em 1904, a empena frontal foi refeita com alvenaria de tijolos, gravando-se então na mesma as iniciais do provável proprietário do imóvel naquela época (VSM - 1904), Vicenzo Savi Mondo. A empena de pedra, mais antiga, apresenta vão de janela, também com requadro de cantaria, provavelmente utilizada para iluminação de um possível sótão.

Devido às pequenas dimensões da construção, é provável que fizesse parte de um conjunto maior de edificações, contando com  estábulo, depósito, etc.

No momento  faz-se necessário ampliar as pesquisas históricas e documentais sobre a construção, realizar uma pesquisa arqueológica no interior da construção e seu entorno imediato, iniciar um projeto de restauração para o imóvel e instruir o processo para tombamento do monumento em nível municipal, estadual e nacional.



 

Contribuições

Atualizado em 18/01/2018 pelo tutor Roberto Tonera.

Contribuições com mídias: Projeto Fortalezas Multimídia (Michele) (131), Roberto Tonera (6).


  • Casa-Forte do Rancho dos Bugres de Pedras Grandes


  • Casa-Forte

  • Entre 1739 e 1904 (DC)

  • Entre 1739 e 1904 (DC)



  • Brasil


  • Ruínas Semi-conservadas

  • Monumento Sem Proteção Legal
    Necessário de faz instruir o processo para tombamento do monumento em nível municipal, estadual e nacional.

  • Pedro Paulo Fiera

  • Pedro Paulo Fiera



  • Ruínas
    Embora se trate de um imóvel particular, o proprietário estabeleceu acordo com a Prefeitura Municipal de Pedras Grandes, visando a preservação da construção e sua restauração e revitalização como equipamento turístico e cultural da cidade.

  • ,00 m2

  • Continente : América do Sul
    País : Brasil
    Estado/Província: Santa Catarina
    Cidade: Pedras Grandes

    Estrada geral Azambuja-Urussanga, sem número (Sítio Fiera), bairro Rancho dos Bugres, Pedras Grandes, SC, Brasil.


  • Lat: 28 29' 58''S | Lon: 49 16' 48''W


  • A antiga fortificação se encontra localizada em um terreno particular, com área de 27.785 m², pertencente ao Sr. Pedro Paulo Fiera, o qual foi desmembrado em dezembro de 2004 de uma área maior (67.785 m²), pertencente a Valdecir Rosso, na localidade de linha Rio Barro Vermelho, Estrada geral Azambuja-Urussanga, Rancho dos Bugres, próximo ao núcleo da antiga colônia italiana de Azambuja, em Pedras Grandes.



  • Alvenaria de pedra talhada aparente (cantaria apicoada); cobertura (desmontada) em duas águas com estrutura de madeira e telhamento com peças cerâmicas do tipo capa e canal; esquadrias (portas e janelas) com requadros de pedra em cantaria; seteiras em pedra talhada (cantaria).

  • Em 1904, foi refeita a empena frontal com alvenaria de tijolos,gravando-se então na mesma as iniciais do proprietário do imóvel (VSM - 1904), Vicenzo Savi Mondo.




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