Castle Sant'Angelo

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O "Castelo de Santo Ângelo" (em italiano: "Castel Sant'Angelo"), também referido como "Mausoléu de Adriano", localiza-se na margem direita do rio Tibre, na cidade de Roma, comuna de Roma Capitale, província de Roma, na Itália.

História

Remonta ao mausoléu pessoal e familiar iniciado em 135 pelo imperador Adriano (76-138) e concluído em 139 pelo imperador Antonino Pio (138-161). O monumento, em travertino (uma rocha calcária), era adornado por uma quadriga em bronze, conduzida por Adriano.

Em fins do século III, quando as tribos germânicas passaram a atacar as fronteiras romanas, o imperador Aureliano (270-275) ordenou a construção da Muralha Aureliana, vindo o antigo mausoléu a ser transformado em "castellum" (401) e incorporado à muralha (403) por Honório (393-423).

Em 410, o ataque e saque da cidade pelos visigodos sob o comando de Alarico (395-410), fez com que se perdessem as urnas e os restos mortais do primitivo mausoléu, mas a fortificação impediu a conquista do Vaticano, feito que repetiu posteriormente, quando da invasão dos Vândalos, sob o comando de Genserico (428-477), em 455. Na ocasião os defensores atiraram do alto dos muros tudo o que dispunham, inclusive a magnífica estátua "Fauno Barberini", trazida à luz durante escavações arqueológicas no fosso, e que atualmente se encontra depositada na Gliptoteca de Munique.

De acordo com o historiador bizantino Procópio de Cesareia (século VI), a fortificação foi saqueada e sofreu danos quando do ataque dos Ostrogodos sob o comando de Vitige (536-540) em 537, perdendo-se na ocasião as suas estátuas e adornos de bronze.

Uma antiga lenda piedosa dá conta de que o Arcanjo Miguel apareceu no topo do antigo mausoléu, embainhando a sua espada como um sinal do fim da praga de 590, dando assim o atual nome ao castelo. Uma outra versão foi registada por um viajante no século XV, que observou a estátua de um anjo no topo do castelo: durante um prolongado período de peste na cidade, o Papa Gregório I (590-604) teve conhecimento de que a população, mesmo a cristã, começara a reverenciar um ídolo pagão na Igreja de Santa Agata, em Suburra. Uma visão instou o papa a conduzir de pronto uma procissão aquela igreja. À chegada da mesma, o antigo ídolo partiu-se milagrosamente, ao som de um trovão. Retornando à antiga Basílica de São Pedro pela Ponte Aeliana, o papa teve outra visão: um anjo no alto do castelo, limpava o sangue da espada no próprio manto, que depois virou. Embora o papa tenha interpretado a visão como um sinal de que Deus foi apaziguado, isso não o impediu de destruir outros locais de culto pagão em Roma.

No início do século X o edifício era denominado como "Domus Theodirici" ou "Carceres Theodorici", em alusão a Teodorico, o Grande (474-526).

Na segunda metade do século X tornou-se propriedade da família Crescenzi, que lhe promoveu reforços nas defesas, período em passou a denominar-se "Castrum Crescenzi", designação que conservou até ao final do século XV, mesmo após ter passado às mãos de outras famílias, como os Pierleoni e os Orsini, e dos papas, embora simultaneamente com a de "Castrum Sancti Angeli".

Em 1084 o papa Gregório VII (1073-1085) aqui procurou abrigo frente ao imperador Henrique IV do Sacro Império Românico-Germânico (1084-1105).

A partir do século XIII o Papa Nicolau III (1277-1280), da família Orsini, decidiu transferi-lo para a Igreja, devido à sua proximidade com a Igreja de São Pedro, à sua reputação de inexpugnabilidade e à situação de vulnerabilidade estratégica da arquibasílica de São João de Latrão. Iniciou-se então a sua transformação em uma fortificação moderna, a mais importante do papado. O próprio Nicolau III conectou o castelo à Basílica de São Pedro por um corredor fortificado coberto, com a extensão de cerca de 800 metros, denominado "Passetto di Borgo" (1277).

Serviu como refúgio, por um mês, ao Papa Clemente VII (1523-1534) durante o assédio e saque de Roma em 1527, pelas tropas do imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico (1519-1556).

O Papa Leão X (1513-1521) fez erguer no interior do castelo uma capela com uma Madonna de autoria do escultor renascentista Raffaello da Montelupo (c. 1504/1505 – c. 1566/1567). Em 1536, Montelupo também esculpiu uma estátua de mármore de São Miguel a segurar a sua espada, para encimar o castelo, numa evocação à lenda da peste de 590. Posteriormente, o Papa Paulo III (1534-1549) fez construiu um luxuoso apartamento, para garantir que, em qualquer futuro cerco, o papa tivesse um lugar apropriado para ficar.

No século XVI, o pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari (1511-1574) registou:

"(...) para construir igrejas para o uso dos cristãos, não apenas os templos mais honrados dos ídolos [deuses romanos pagãos] foram destruídos, mas para enobrecer e decorar [a Basílica de] São Pedro com mais ornamentos do que possuíam, tiraram as colunas de pedra do túmulo de Adriano, agora o Castelo de Sant'Angelo, bem como muitas outras coisas que agora vemos em ruínas." (Prefácio. In: Le vite de' più eccellenti pittori, scultori e architettori, 1550).

A partir de 1753, a estátua de mármore sobre o castelo foi substituída por um bronze de escultor flamengo Pieter Antoon Verschaffelt (1710-1793) sobre um esboço de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680). O mármore de Montelupo pode hoje ser observado num dos pátios interiores do castelo.

O Estado Pontifício também usou Sant'Angelo como uma prisão. Entre os detidos destacam-se os nomes do teólogo, filósofo e escritor Giordano Bruno (por seis anos), e do escultor e ourives Benvenuto Cellini. As execuções eram realizadas no pequeno pátio interno. Na segunda metade do século XIX, no contexto das campanhas pela unificação da Itália, também aqui estiveram detidos muitos patriotas.

O Castelo de Santo Ângelo foi usado pelo compositor de óperas italiano Giacomo Puccini como cenário do terceiro e último Ato de sua ópera "Tosca" (1900). A heroína homônima, nele detida, salta para a morte das muralhas do castelo.

Descomissionada em 1901, as suas dependências sediam hoje um museu, o "Museo Nazionale di Castel Sant'Angelo". De seu terraço superior, descortina-se uma magnífica vista do rio Tibre, dos prédios da cidade e até mesmo do domo da Basílica de São Pedro.

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo renascentista, de enquadramento urbano.

Apresenta planta quadrada com baluartes circulares nos vértices, dominada por um torreão central de planta circular, cuja traça terá influenciado a do Forte do Bugio em Portugal, e a do Forte de São Marcelo, no Brasil.

Contribution

Updated at 14/02/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Italy


  • Restored and Well Conserved




  • +39 06 681 9111


  • Historical museum

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Italy
    State/Province: Rome
    City: Rome

    Lungotevere Castello, 50,
    00193 Roma RM, Itália


  • Lat: 41 -55' 50''N | Lon: 12 -28' 2''E


  • Ponte de Santo Ângelo sobre o rio Tibre, próximo ao Vaticano,








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